Vejo diretores e gerentes de empresas, juntos a alguns de seus subordinados – alguns, claro, somente a “elitezinha” – ganhando fortunas enquanto demitem dezenas para cobrir os próprios custos, enquanto delegam suas tarefas – ou alguém acha que são capazes de executá-las? – a outros poucos que ficam e trabalham muito mais para cobrir o buraco que se forma.
Não é preciso ser muito inteligente para essa observação, tanto que a vasta legião de “esquerdinhas” deste país o faz. A questão é que as diretorias e gerências de empresas estão usando a mesma lógica de alguns bancos: acumulam o máximo possível antes que a empresa quebre, destino a que infelizmente estão fadadas, graças à má administração. Empresas que poderiam continuar com uma base sólida forte quebram, pois as pessoas que deveriam cuidar de seus interesses pouco vêem além dos próprios, pessoais.
Cria-se, com isso, um vácuo entre a presidência e os demais empregados, a “plebe”. A culpa, claro, recai sobre a presidência. De certa forma não estão totalmente errados, posto que se o presidente não vê tanta baderna é por ser omisso, comparsa ou por ter muita coisa para pensar. As duas primeiras o tornam ativo na tragédia, esteja ele ciente ou não, e a terceira merece ser analisada com profundidade, caso a caso, coisa que não farei aqui.
Há décadas – se não mais! – ergueu-se neste país uma cultura de acomodados e só vem se fortalecendo desde então. Um país de macunaímas, “heróis” sem nenhum caráter, cantado como sendo a maior maravilha do mundo, por seu povo, suas belezas… Muito, muito cômodo! Claro que é mais fácil conseguir as coisas “na maciota”. Ainda mais quando as virtudes da malandragem são cantadas em livros e analisadas com paixão em cursos de literatura! Não poderia mesmo haver lugar melhor no mundo.
Resta pensar, então, que direito tem esse povo, que adora esse culto à esperteza, que trabalha por falta de opção, pensando em qualquer coisa, inclusive golpes, que possa afastá-lo de seu fardo, que direito tem de exigir algo de seus patrões, chefes, governos? Que direito resta quando as atitudes e a moral legitimam esse sistema? Não me venham com essa idiotice de que o povo brasileiro é um povo valente, de trabalhadores, esforçados! Isso é o argumento mais fraco e cretino existente! Uma mula também trabalha muito quando forçada e na primeira chance que vê pára para pastar! E quando empaca…
Como culpar a falta de cultura quando as – poucas – bibliotecas que temos ficam às moscas? Todas as vezes que precisei de um livro encontrei-o disponível. Pergunto: há tantos exemplares nas prateleiras ou ninguém mais está interessado? Exceto pelo caderno de esportes – ah, claro, este sim! – ninguém lê jornais, que se dirá de livros! Aprender outra língua nem pensar! Mal se fala português! A falta de informação do povo de baixa renda não é desculpa: nunca vi tamanha falta de informação e conhecimento da língua portuguesa como na Internet, que teoricamente tem um público diferenciado. Somando os fatos, dinheiro no bolso não faz ninguém mais capaz e a falta dele somente cria argumentos para justificar a preguiça.
A esta altura do texto já sou odiado. Ótimo. Nunca quis fazer amizade ou ganhar o respeito de idiotas que compartilham a linha de pensamendo da massa – com ou sem dinheiro no bolso, massa é massa, não me importa! – preguiçosa e acomodada. É incrível a capacidade de degeneração da espécie humana!
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Vim ao site em busca de opiniões sobre os Macunaímas do povo. Principalmente os do congresso nacional. Ainda não fiz uma busca detalhada, mas ao ler de cara o primeiro texto, falando sobre as cópias, fiquei interessadíssima em ler mais produções. Busco opiniões e não parágrafos para engordar meus textos.