Palavras, quietas, misteriosas, explosivas, vazias de sentido se
tomadas individualmente, solitárias. Lá estão todas, apenas palavras,
carecendo sentido, lógica… carecem de corações que as organizem.
Em silêncio pensamentos se cruzam, falam um ao outro de seus momentos,
confissões talvez, dividem segundos, dividem letras, escrevem…
Tenho cá comigo várias delas, vivas em minha memória, organizadas, cheias de
um toque aveludado, inflamado, quase palpável. Compreensão? Em um
segundo se conectam, de repente se organizam, frases se formam. De
repente.
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Estou aqui, pensando aos ventos, leme solto e sem rumo, como tanta coisa tem sido. Já planejei tanto e nada deu certo. Ouvi dizer que quando fazemos planos, Deus gargalha. Acho que a frase era essa, mas se não for faz sentido do mesmo jeito.
Para Leibniz, este é o melhor dos mundos, o melhor mundo [...]
Logo ali há uma porta, mágica. Atrás dela há o que não pode ser escondido, permanece sempre aberta, não há trancas. Há, no entanto, um buraco feito para espionar.
A porta está aberta, apenas encostada, mas ninguém a empurra, se limitam a espiar pelas frestas.
Conto segredos em público, abro a porta, mas ninguém vê.