No poente dia tomo as rédeas das núvens que distraem
um cálice de vinho barato,
um turbilhão de sentimentos caros,
olhos entreabertos querendo ver na escuridão
cores amanhecidas sobre uma folha de papel…
Pássaros deslizam em asas
e rastejamos inebriados pelo âmbar.
Natureza de cobras, desejava mais que isso,
lamentando o perfume que sufocava sua peçonha,
enquanto riam do alto, nas núvens, os abutres
eufóricos com a oferta de alimento nas cidades.
Sádicos que eram, assistiam a morte do alto, em um deserto.
Foi então que um senhor que passava tomou a palavra, sorriu e disse delirando:
Não sujem o pasto verde com o sangue das ovelhas
pois de peçonha e coágulos jardins foram feitos desertos!
- Algum dia e mês de 2006, coletando frases soltas no msn e agregando em fluxo de consciência.
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