o caminhante olhou a noite e a abraçou em canto
como quem abraça um raio de vento
um solitário arfante
um deslumbre inicial
e abraçou ardente horizonte
soluço calado sorriso rompante
de dentes estelares e hálito fogoso
deixando a si quando a brisa o beijou lasciva
inflamado, tentou segurar o vento
sopro-carícia, vermelho terra-viva
tentou e alcançou gargalhando
a química histérica da escuridão das estrelas
de cima a baixo um tapete morno, suave
azul-semelhante, verde-tronco
laçando seu corpo entrante qual candeeiro cheio de zelo:
era o mundo-solvente na chuva que feria
17/11/2008
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A Qabalah de meu nome significa Treze,
ainda que Doze seja o que sou
Sob as megeras cartas de meus arquétipos,
pequenos reflexos de homéricas tendências,
encontro A letra no quebrar de Ayin
Aleph-Início e Aleph-Alpha
em Set-Shaitan a conjuração nefasta
Sete guia-me para o Dois, que se torna Três
tal o Eros da Transmutação
Sacerdotisa, feminina, poder combinado-absoluto
aprofunda na carne de Zero o [...]
Para quem se interessar, vale comparar esse trabalho com o outro, sobre Leibniz, para ver a diferença no pensamento dos dois filósofos. Vale notar que estas linhas foram bem mal vistas na USP, afinal não concordo com os que transformaram Espinosa em um teórico do MST.
“Na medida em que a alma conhece as coisas como [...]