Cachoeiras de rios dançantes inundam meus veios estáticos
Escoando no horizonte céus de pânico no morrer do Sol
Véus etéreos, vingativos, torrentes translúcidas de sabor disforme
O ocre úmido dissolvido na atmosfera inunda minhas narinas
Aromas e ventos de sobrevida pudica e insensata
Serenas gotas cremosas e rebentos fomentam o ar
Partículas atômicas refletem a luz incidente
Agredidas por rochas antigas e salutares, suspensas,
Esverdeadas pela imobilidade calma dos séculos,
Tomadas por elementos terrosos e fundamentais
O gosto férreo do sangue me cai, dizendo baixo o querer
Meus sensores vermelho-tingidos no imediato leito
Dentes e língua enevoados
Quente fluxo pela Lua marcado
- A pube clara é velada no culto ancestral proibido
Paisagem alterada, passado corrente se faz aqui
Mil tonéis de vinhos únicos inspiram sua paixão
Que a uva imersa aguarda entre o ventre escuro
Protegida, transbordando novamente a ira evidente
Só, ofereço aos deuses famintos a nata suave
Arbustos ralos em meio a colinas maciças
Respiram o lis ondulado
Coberto por minha boca sedenta
Vocábulos caem com fragrância de amêndoas
16/12/2008
Links relacionados: