07 Jan

Oferendas secretas do rito lunar

Cachoeiras de rios dançantes inundam meus veios estáticos
Escoando no horizonte céus de pânico no morrer do Sol
Véus etéreos, vingativos, torrentes translúcidas de sabor disforme

O ocre úmido dissolvido na atmosfera inunda minhas narinas
Aromas e ventos de sobrevida pudica e insensata

Serenas gotas cremosas e rebentos fomentam o ar
Partículas atômicas refletem a luz incidente
Agredidas por rochas antigas e salutares, suspensas,
Esverdeadas pela imobilidade calma dos séculos,
Tomadas por elementos terrosos e fundamentais

O gosto férreo do sangue me cai, dizendo baixo o querer
Meus sensores vermelho-tingidos no imediato leito
Dentes e língua enevoados
Quente fluxo pela Lua marcado

- A pube clara é velada no culto ancestral proibido

Paisagem alterada, passado corrente se faz aqui
Mil tonéis de vinhos únicos inspiram sua paixão
Que a uva imersa aguarda entre o ventre escuro
Protegida, transbordando novamente a ira evidente

Só, ofereço aos deuses famintos a nata suave

Arbustos ralos em meio a colinas maciças
Respiram o lis ondulado
Coberto por minha boca sedenta

Vocábulos caem com fragrância de amêndoas

16/12/2008

Links relacionados:

  1. Magnetismo Universal

Comente

Seu email nunca será exibido. Campos com * são obrigatórios

*
*