21 Jan

Única, divide e une

ajoelha perante mim oferecendo tua palidez como agrado,
padece em definitivos beijos de minhas mãos eufóricas

recebe o desejo de ser minha, tecido que me envolve
percebe a ânsia sádica de te aspirar qual cinzas brancas
acolhe a alegre ira de minha força setentrional
descobre e me devolve um sorriso opaco, ainda por se abrir

sorri queimando o sangue do sol que se põe ao entardecer
quase escuro, o cinza expansivo abre a espera por mais

vive o querer de meus dedos animais em teus cabelos doloridos
divide o latejar que me provocas com a dor de te manter próxima
experimenta o respirar de minhas mãos que te amam loucamente
sente o sofrer amarelo de ser minha amante

meu perceber deveras novo cambaleia exausto em preciosidades
quando te deito ao meu lado, quase roxa, desfalecendo delicada
e te amo uma vez mais

finada é a noite torpe, consumida por feitios anteriores

09/12/2008

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