tua presença cedo assombra o mundo fêmea do grande astro
tímida, anuncia a luz e o calor astuto que sacerdotes não escondem
aurora boreal, guia do gigante imenso, senhora da magia fálica,
rosa mística celeste, pequeno óvulo no grande útero da noite
fogueiras e ritos de união, vestal profana feita escarlate
vestes com detalhes d’água e adornos safira desenham lagos
sobre o altar feminino de primaveras desfeitas
estações cíclicas refazem o percurso de tua criação
e continuas lá, impassível, pingo de prata posterior ao grande ouro
transmutando o celeiro em que te aguarda o cadente planeta
pendendo aos braços corados que te acariciam em troca do segredo
do fogo roubado dos deuses encerrado na caixa que se abre
- oculto atrás da mais bela, o grande disco toma a noite
a ti os humanos entregam o pomo
a nós entregas o cetro
12/12/2008
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