Observar a séria dos desenhos é algo como “beijar a minha dor mais escondida”. Há dor e sombras, sofrimento por entre dedos e calor no lugar de abrigo, onde se guarda a vida repousada. Não vejo mais a obra, mas a vida fora da meta, da narrativa; sofrida dignidade. É a minha limitação que dita minha leitura. Informações tão primárias que depois a série (dos quadros) revela, começa a falar e meu corpo como o corpo da obra sente a presença de um algoz e vítima de si mesmo simultaneamente. Os olhos das sombras olham para fora do quadro, para longe onde tudo ou nada pode acontecer, pois a vida não está no quadro.Os personagens se tocam, mas ignoram o ato, pois estão apenas ali. Um não estar no mundo. Perversamente você olha você, pois é onde tudo reina, o que pensa que vê aqui.
Observar a séria dos desenhos é algo como “beijar a minha dor mais escondida”. Há dor e sombras, sofrimento por entre dedos e calor no lugar de abrigo, onde se guarda a vida repousada. Não vejo mais a obra, mas a vida fora da meta, da narrativa; sofrida dignidade. É a minha limitação que dita minha leitura. Informações tão primárias que depois a série (dos quadros) revela, começa a falar e meu corpo como o corpo da obra sente a presença de um algoz e vítima de si mesmo simultaneamente. Os olhos das sombras olham para fora do quadro, para longe onde tudo ou nada pode acontecer, pois a vida não está no quadro.Os personagens se tocam, mas ignoram o ato, pois estão apenas ali. Um não estar no mundo. Perversamente você olha você, pois é onde tudo reina, o que pensa que vê aqui.
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