<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Transtorno&#187; Rabiscos &raquo; Vertigem, Ruptura e Pensamentos Transgressivos</title>
	<atom:link href="http://www.transtorno.net/rabiscos/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.transtorno.net</link>
	<description>Vertigem, Ruptura e Pensamentos Transgressivos</description>
	<lastBuildDate>Thu, 10 Jun 2010 03:40:36 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.0</generator>
		<item>
		<title>A lagarta</title>
		<link>http://www.transtorno.net/2009/08/a-lagarta/</link>
		<comments>http://www.transtorno.net/2009/08/a-lagarta/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 29 Aug 2009 18:20:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hilton S.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Rabiscos]]></category>
		<category><![CDATA[abismo]]></category>
		<category><![CDATA[labirinto]]></category>
		<category><![CDATA[mal]]></category>
		<category><![CDATA[vertigem]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.transtorno.net/?p=533</guid>
		<description><![CDATA[O verde se desfaz sob pés ingratos, desaparece o solo, vértebras cortadas por rios e milhares de afluentes. Saltam por sobre o musgo aveludado as veias firmes de tecido sólido, oblíquo em vastas proporções, aparado por dezenas de lâminas naturais, roucas em seu cortar celeste. Deveras seco seria se suas águas verdes não fossem também [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O verde se desfaz sob pés ingratos, desaparece o solo, vértebras cortadas por rios e milhares de afluentes. Saltam por sobre o musgo aveludado as veias firmes de tecido sólido, oblíquo em vastas proporções, aparado por dezenas de lâminas naturais, roucas em seu cortar celeste.</p>
<p>Deveras seco seria se suas águas verdes não fossem também seu sangue imerso, imenso, intenso, vivo e perfeito, de anomalias liberto, amoral e complexo.</p>
<p>Ah, como derrama! Fios sóbrios sobre aroma cultivado&#8230;</p>
<p>Milhares de universos dissimulam sob os diversos pés e seus corpos listrados, esgueirando-se furtivamente e consumindo as bases macias de fronteiras lubrificadas por óleo e água.  Furtivas são as tendências de seus vícios&#8230;</p>
<p>Se unem e se tocam, arredondados, cilíndricos, ora coberto de pêlos, ora expostos, pele multicor.</p>
<p>Nada vemos, dispersos que somos.</p>
<p>Não percebo a pequena boca que se abre devorando o corpo que se sustenta, saliva a cobrir o objeto em que se apóia ereta.</p>
<p>Boca pequena, ácida, em atrevida antena.</p>
<p>Pudera me dar ao prazer único, intenso e breve de esmagar a ambos. Faria disso uma explosão tão potente que desfaleceria seco, coberto por seu óbito, sorrindo quando se vê indefesa.</p>
<p>Ora, o toque!</p>
<p>Um tapa, uma foice, um pássaro. Pequenas ou grandes armas, simples ferramentas. O jorrar sadio do branco sal! Tudo isso te aniquila.</p>
<p>Amarela e negra, em ondas senóides, se move enquanto decido teu fim, corada e com a face em chamas por irreversível decisão. Ah, tenha certeza, faça disso tua memória: como você terei outras tantas e decidirei novamente, mas és única sob meu poder limitado, como também são todas as ações. Únicas no momento, diversas no eterno <a href="http://www.transtorno.net/tag/efemero/">efêmero</a>.</p>
<p>Crisálida não serás, toma o tormento de minha presença!</p>
<p>Transformação&#8230; Não, não! Jamais! A decisão é necessária, mas observo&#8230;</p>
<p>Vejo teu universo desaparecendo e sei logo que conquistarás outro, rastejando, pois nunca alçarás vôo. Penso em te impedir, certo de poder através de qualquer método e isso me sufoca: tenso que estou, cego por minha certeza, encontro tantas opções que me inflamo de êxito antecipado e jamais saberei qual a melhor forma para meu prazer.</p>
<p>Fugidio é o momento, minha decisão me toma de sobressalto sobre a areia roxa do solo infestado. Os múltiplos enobrecem tua cadela da misericórdia e me enfraquecem. Ah, fossemos apenas dois! Seria simples fazer desse segundo decisivo a nossa Sodoma, eternizada em fogo, desmembrada pelo intenso rio de lava que brota na morada de Heféstos. Milênios nos assistiriam e se perguntariam que prazer houve naquela face hedionda no momento da asfixia.</p>
<p>Tuas cores e movimentos, teus poucos cabelos, a relva que se faz escassa, os traços suaves, longos e perfeitos de tuas mordidas. Não vejo marcas de dentes, como pode? Tua boca não os tem, regada em um reino apostólico. Abraça mais uma vez o galho e caminha.</p>
<p>És horrível, demonstração de desprezo, como as outras milhões que representa. A natureza cruel se redime em seu respeito por ti. Se alimentas buscando a mutação, experiência transformadora &#8211; não é óbvio? -, sentença de tua sina, mas a beleza das asas será tirada pela mão decidida que toca o sino, destruindo a simetria do ambiente com ruídos metálicos.</p>
<p>Sino, movimento, sina.</p>
<p>Farfalhos, pequenos ruídos engolfados pela urgência das árvores irritantes, deflorada pela fatalidade gratuita dos ventos molhados. Sequer uma vez questionaram, não lhes foi dada escolha: movem-se pelo sopro. Não seremos nós apenas pequenas tempestades? Ou grãos de areia decolando com grandes tornados?</p>
<p>Ouço uma gargalhada&#8230;</p>
<p>Nada, apenas o rufar de galhos dançantes, arrojados, forjados em coleiras e cóleras, livrando o rio de tuas seivas de teu detestável paladar.</p>
<p>Indeciso.</p>
<p>O corpo do astro, perfeito e insólito, sob as pinhas infectas aguarda. Não percebemos seu tempo, suas pequenas sinapses. Vemos, no entanto, sua raiva incontida, nunca encapsulada, manifesta nos gritos da brisa cortante e perversa, cruel em tudo que toca.</p>
<p>Ouço asas.</p>
<p>O esgar é agudo, porém preciso, certeiro em sua visão decorosa. Se aproxima, bicos negros bem abertos, berrando em direção oposta às curvas da estrada cortante, um perímetro afunilando-se em ângulos descendentes, defesa rubra de sua vida determinada.</p>
<p>Em cordeiro te transforma, entregue às farpas longilíneas de penas cruéis.</p>
<p>Ah, minha indecisão!</p>
<p>Acreditei ser maior, terrível, ilimitado quando decidia teu destino. Sim, há poder na escolha, no amedrontar que o olhar diverso toma sobre as Moiras e suas linhas.</p>
<p>O prazer da escolha&#8230;</p>
<p>Há poder ainda na decisão. Ah, minha dúvida, <a href="http://www.transtorno.net/tag/mal/">mal</a> percebi que enquanto determinava o destino da pequena rastejante eras tu que rias de mim, que brincavas comigo. Ouvi no trepidar das folhas tua risada histérica.</p>
<p>O grande corvo negro, preciso e cirúrgico em seu vôo educado me tirou o brilhante gozo, gosto de esmagar-te, oh verme colorido. Teu sangue verde-escurecido que se mistura às folhas de pêssego alimentará a prole que cresce em alguma floresta católica.</p>
<p>Outros universos se encontram ao meu alcance e neles escolherei voluptuosas lagartas enfermas, envoltas em cordões de seda e tecidos elásticos, vestes nobres, que seja, esperando pela <a href="http://www.transtorno.net/tag/liberdade/">liberdade</a> dos ares enquanto simples e efetivamente rastejam ou adormecem envoltas em um sono que Morfeu ignora.</p>
<p>A lança noturna te afasta de mim, minhas mãos entristecem.</p>
<p>Guardo a violência de meu torque para outro momento, dos quais alguns serão desfeitos, outros levados e tantos ainda cheios de cores e reflexos ameaçadores.</p>
<p>Todos rastejam.</p>
<p>Quem és tu que emana o som infame do sarcasmo por sobre meus ouvidos rasgados?</p>
<p>Ora, dúvida, vejo-te a me abandonar, estou certo? Seria esse o momento tão esperado, o domínio da certeza? Não sei &#8211; a dúvida não me abandonou completamente, percebo -, mas sinto o tremer das mãos, o corpo secretando adrenalina, a visão focada, turva, os dentes rangendo e ruindo&#8230; Pois bem! Sinto que te encontrei!</p>
<p>Aquele pássaro, sombra escura que te arrastava, passou irônico, quase zombando, perto de meus olhos cegos pela ingratidão de perder-te. Ah, o deleite! Foi então que percebi que o prazer maior da espera não é tirado pela dúvida e pela razão, pelas <a href="http://www.transtorno.net/tag/escolhas/">escolhas</a> e aparências, pelas oportunidades e opções. Não, nunca! O momento é exato e pulsamos em ritmo único com o metabolismo do cosmo, engrenagens úteis, embora únicas. Pulsamos, somos sístole e diástole, <a href="http://www.transtorno.net/tag/contingencia/">contingência</a> e <a href="http://www.transtorno.net/tag/necessidade/">necessidade</a>, prece e maldição.</p>
<p>Estendi a mão tensa e afiada, pregos abertos, cravos empalando o ar em direção à sombra opaca que grita fielmente, informando a todos sua vitória. Abri caminho por sobre os ruídos secos e fiz com que a química da atmosfera se movesse tão rapidamente que um assobio foi ouvido, unificado aos gritos de <a href="http://www.transtorno.net/tag/dor/">dor</a>. Todo ruído se fez um naquele momento: o moribundo suspirando em um deserto asiático ou a zebra tombando na savana. Todo ruído foi tua morte, som, tudo foi <a href="http://www.transtorno.net/tag/musica/"><a href="http://www.transtorno.net/musica/">música</a></a> naquele instante, atravessado estava em minha lança, soluçando pelo fim abreviado.</p>
<p>O poder infalível da escolha me deu ainda uma opção secreta. Ante todas estava outra que jamais encontraria. Presenteado que fui, vi o verme tomado pelas asas que um dia desejara e as destruí, tomado pela fúria de terem te tirado de mim. Certeiro foi o ódio, a oportunidade que me trouxe o acaso de teu vôo&#8230;</p>
<p>E de simples coadjuvante passaste a Rei em meu tabuleiro: através de tua união, percebi que reduzir dois a apenas um me faz maior que a pureza das <a href="http://www.transtorno.net/tag/escolhas/">escolhas</a> matemáticas, ainda que infinitas. Observar uma vida tomar a outra e reduzir ambas a nada me exita ainda mais!</p>
<p>Passaste então ao foco: me fizeste <a href="http://www.transtorno.net/tag/deus/">Deus</a>, emanando luz sobre ti da escuridão em que me encontro!</p>
<p>25-26/08/2009</p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.transtorno.net/2009/08/a-lagarta/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>A piedade</title>
		<link>http://www.transtorno.net/2009/08/piedade/</link>
		<comments>http://www.transtorno.net/2009/08/piedade/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 19 Aug 2009 05:06:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hilton S.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Rabiscos]]></category>
		<category><![CDATA[crueldade]]></category>
		<category><![CDATA[culpa]]></category>
		<category><![CDATA[piedade]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.transtorno.net/?p=525</guid>
		<description><![CDATA[Sempre me pego pensando em como mudei e também, por vezes, em como continuo o mesmo. Continuo o mesmo no pensar demais, mudei no ímpeto. Não o perdi completamente, mas sinto falta do excesso que um dia tive. Hoje posso prever coisas que farei e isso provoca tédio. Me lembro de quando não podia prever [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sempre me pego pensando em como mudei e também, por vezes, em como continuo o mesmo. Continuo o mesmo no pensar demais, mudei no ímpeto. Não o perdi completamente, mas sinto falta do excesso que um dia tive. Hoje posso prever coisas que farei e isso provoca tédio.</p>
<p>Me lembro de quando não podia prever nada, de quando fazia o inesperado. Deixei a adolescência há muito, sei disso, mas nem por isso deveria ter me tornado previsível. Deveria ter guardado um tanto transbordante de surtos e repentes junto aos diversos ítens que mantenho em caixas e gavetas. Seriam úteis, estou certo disso.</p>
<p>Há uma parte de mim, no entanto, em que ainda existe a inquietude sobre a qual escrevi há dias. Essa parte não reside em gavetas, em caixas ou envelopes. Está sob a pele, sempre latente. Tenho certeza de que é ela a responsável por muito da minha complexidade &#8211; ah, sim, sim&#8230; &#8211; e, habitando ali estão a <a href="http://www.transtorno.net/tag/culpa/">culpa</a> e a <a href="http://www.transtorno.net/tag/crueldade/">crueldade</a>.</p>
<p>Tenho <a href="http://www.transtorno.net/tag/necessidade/">necessidade</a> de ser cruel e isso não é o mesmo que ser violento, não sejam ingênuos. Se quiserem entender do que falo, leiam <a href="http://www.transtorno.net/tag/artaud/">Artaud</a>, Lautreamont, Rimbaud e <a href="http://www.transtorno.net/tag/sade/">Sade</a>. Sinto, por outro lado, a agonia da <a href="http://www.transtorno.net/tag/culpa/">culpa</a>, tão judaico-cristã e tão inculcada: palavra pequena para problema grande. Admiro Maldoror, Minski, Dolmancé e Juliette, que não a sentem. Rejeito os que se tratam para negá-la, escondendo-a sob uma pilha de palavras narradas a alguém. Admiro aqueles que a entendem, mas gargalham.</p>
<p>Nunca consegui terminar de ler &#8220;Crime e Castigo&#8221;. Tentei por duas vezes, mas nunca cheguei ao fim, enquanto que &#8220;Memórias do subsolo&#8221; foi lido e digerido. Por diferentes motivos, sinto raiva de ambos os protagonistas. Entendo a beleza deles, sei a impressão que causam, mas não consigo aceitá-los. Sinto <a href="http://www.transtorno.net/tag/culpa/">culpa</a>, mas não deixo que isso me transforme em um nada envergonhado, como Rascolnicov. Por conta disso, costumo me sentir um filho da puta, admito.</p>
<p>Acredito que a <a href="http://www.transtorno.net/tag/piedade/">piedade</a>, tentativa pat<a href="http://www.transtorno.net/tag/etica/">ética</a> de suprimir a <a href="http://www.transtorno.net/tag/culpa/">culpa</a>, habita os que mais varrem sua <a href="http://www.transtorno.net/tag/crueldade/">crueldade</a> para baixo de pilhas de vergonhas. Me enoja. Admiro aqueles que a surram, vergalham, provocam ainda mais, trazendo-a à superfície para poderem agredir ainda mais, transformando a relação em um tipo de simbiose. </p>
<p>Lembrei de um poema de Roberto Piva que sempre fez muito sentido. Os motivos ficam pra algum outro post de <a href="http://www.transtorno.net/tag/confissoes/">confissões</a>, mas ficam como migalhas de pão indicando uma passagem:</p>
<blockquote><p>
    as senhoras católicas são piedosas<br />
    os comunistas são piedosos<br />
    os comerciantes são piedosos<br />
    só eu não sou piedoso<br />
    se eu fosse piedoso meu sexo seria dócil e só se ergueria<br />
    aos sábados à noite<br />
    eu seria um bom filho meus colegas me chamariam cu-de-ferro e me<br />
    fariam perguntas porque navio bóia? porque prego afunda?<br />
    eu deixaria proliferar uma úlcera admiraria as estátuas de<br />
    fortes dentaduras<br />
    iria a bailes onde eu não poderia levar meus amigos pederastas ou<br />
    barbudos<br />
    eu me universalizaria no senso comum e eles diriam que tenho todas as virtudes<br />
    eu não sou piedoso<br />
    eu nunca poderei ser piedoso<br />
    meus olhos retinem e tingem-se de verde<br />
    os arranha-céus de carniça se decompõem nos pavimentos<br />
    os adolescentes nas escolas bufam como cadelas asfixiadas<br />
    arcanjos de enxofre bombardeiam o horizonte através dos meus sonhos</p>
<p>a <a href="http://www.transtorno.net/tag/piedade/">piedade</a>, roberto piva, in paranóia, 1963
</p></blockquote>
<p>Pensei em ilustrar esse post com a Pietá, mas seria muito óbvio. Optei por Prometeu (de Rubens) e o motivo deveria ser evidente.</p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.transtorno.net/2009/08/piedade/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Quatro mundos em um grão de areia</title>
		<link>http://www.transtorno.net/2009/05/quatro-mundos-grao-areia/</link>
		<comments>http://www.transtorno.net/2009/05/quatro-mundos-grao-areia/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 01 May 2009 03:55:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hilton S.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Rabiscos]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[ocultismo]]></category>
		<category><![CDATA[qabalah]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.transtorno.net/?p=432</guid>
		<description><![CDATA[To see a world in a grain of sand And a heaven in a wild flower, Hold infinity in the palm of your hand And eternity in an hour. - William Blake in Auguries of Innocence Começo citando os versos de Blake em inglês por falta de versão apropriada em português. As que encontrei eram [...]


Links relacionados:<ol><li><a href='http://www.transtorno.net/2008/11/paisagem-a-quatro-maos/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Paisagem a quatro mãos'>Paisagem a quatro mãos</a></li>
<li><a href='http://www.transtorno.net/2008/03/o-melhor-dos-mundos/' rel='bookmark' title='Permanent Link: O melhor dos mundos'>O melhor dos mundos</a></li>
</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>To see a world in a grain of sand<br />
And a heaven in a wild flower,<br />
Hold infinity in the palm of your hand<br />
And eternity in an hour.</p>
<p>- William Blake in Auguries of Innocence</p></blockquote>
<p>Começo citando os versos de Blake em inglês por falta de versão apropriada em português. As que encontrei eram adaptadas e não diziam necessariamente a mesma coisa do original. O verso mais importante para o que quero, no entanto, é o primeiro: &#8220;Ver um mundo em um grão de areia&#8221;, e esse não é um problema.</p>
<p>Gosto de Blake desde a primeira vez que o li, foi imediado. Alguns autores conquistam com o tempo, outros depois de páginas. Blake o fez nos primeiros versos de &#8220;O matrimônio do céu e do inferno&#8221;. Há alguns dias pensei em escrever este texto, mas decidi postar outro fragmento. </p>
<p>As poucas pessoas que me acompanham aqui sabem do meu interesse em <a href="http://www.transtorno.net/tag/acasos/">acasos</a> e coincidências e que, já deixei claro, acho que são bem mais do que isso. Pois bem, há alguns dias comecei a estudar, ainda superficialmente, o Grande Grimório, também conhecido como Le Dragon Rouge, ou O Dragão Vermelho. Acontece que o nome desse Grimório é também o nome de um filme (é, aquele, com o Ralph Fiennes) onde, por acaso, aparecem aqueles versos de &#8220;Auguries of Innocence&#8221;</p>
<p>Como sou uma criatura que &#8220;trabalha em rede&#8221;, leio e estudo outras coisas simultaneamente e não acredito que uma atrapalhe a outra. Ao contrário, acho que formam bases mais fortes e, em alguns casos, como estou vendo aqui, fazem bastante sentido, além de lançar possibilidades ao ar. Uma das bases para meu estudo das Qliphoth é o livro &#8220;Climbing the Tree of Life&#8221;, de David Rankine. Como se trata de um livro introdutório/intermediário de <a href="http://www.transtorno.net/tag/qabalah/">Qabalah</a>, o autor precisava explicar os quatro mundos, o que fez da maneira usual, e depois usou aquele verso para sugerir uma meditação sobre sua explicação. Nada mais apropriado!</p>
<p>Quem já leu um pouco do assunto sabe que é complicado entender a idéia dos quatro mundos. Sabe também que varios autores em <a href="http://www.transtorno.net/tag/geral/">geral</a> dão uma passada rápida e não se aprofundam. No começo isso me parecia algo como &#8220;um dia você vai entender&#8221;, depois comecei a achar que também não entendiam muito e acabavam fugindo. Não foi o que aconteceu ao ler Rankine. </p>
<p>Não vou explicar o que são os quatro mundos, apenas listá-los. Se você precisar saber, pode sempre encontrar as explicações pela net ou em <a href="http://www.transtorno.net/tag/livros/"><a href="http://www.transtorno.net/livros/">livros</a></a>. São &#8220;enlatadas&#8221;? Sim, várias são, mas serão úteis se você meditar a respeito, talvez mesmo usando o modelo do grão de areia abaixo.</p>
<p>Os quatro mundos são:<br />
- Atziluth (Olahm ha-Atziluth) &#8211; Mundo Arquetípico<br />
- Briah (Olahm ha-Briah) &#8211; Mundo Criativo<br />
- Yetzirah (Olahm ha-Yetzirah) &#8211; Mundo Formativo<br />
- Assiah (Olahm ha-Assiah) &#8211; Mundo &#8220;Feito&#8221; (manifesto)</p>
<p>Imagine isso: em Assiah você vê um grão de areia apenas, mas em Yetzirah, um nível acima, o grão de areia é uma combinação de elementos químicos em estado sólido. Continuando, em Briah, são os átomos específicos, estruturados para sua formação. Em Atziluth, por fim, no topo de tudo, são milhões de átomos apenas, um universo em miniatura, um microcosmo.</p>
<p>Usando o processo inverso, de cima para baixo dessa vez, o exemplo de uma moeda: em Atziluth são milhões de átomos, assim como todos os outros, incluindo você. Em Briah esses átomos se conectam, formando prata, níquel, ouro ou cobre. Em Yetzirah é uma liga de metal estampada e, por fim, em Assiah é um objeto feito pelo homem, usado no comércio, ou seja, a forma como se manifesta.</p>
<p>Esses exemplos são muito claros &#8211; pra quem sabe do que estou falando &#8211; e incentiva ainda a meditar sobre o resto do que nos cerca. A dualidade, atacada por Blake no fragmento do post anterior, é, por tabela, atingida aqui novamente.</p>
<p>Se alguém quiser o livro citado, pode procurar em livrarias gringas (óbvio que aqui não vão achar). A editora é a Avalonia, mas esse é só um detalhe. Quanto ao Dragon Rouge, existem várias edições por ai, de qualidade duvidosa, mas como se trata de um trabalho muito antigo, existem algumas versões online também.</p>

<p>Links relacionados:<ol><li><a href='http://www.transtorno.net/2008/11/paisagem-a-quatro-maos/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Paisagem a quatro mãos'>Paisagem a quatro mãos</a></li>
<li><a href='http://www.transtorno.net/2008/03/o-melhor-dos-mundos/' rel='bookmark' title='Permanent Link: O melhor dos mundos'>O melhor dos mundos</a></li>
</ol></p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.transtorno.net/2009/05/quatro-mundos-grao-areia/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Reinos de Choronzon</title>
		<link>http://www.transtorno.net/2009/03/reinos-choronzon/</link>
		<comments>http://www.transtorno.net/2009/03/reinos-choronzon/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 25 Mar 2009 03:56:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hilton S.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Rabiscos]]></category>
		<category><![CDATA[abismo]]></category>
		<category><![CDATA[conhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[Metafísica]]></category>
		<category><![CDATA[ocultismo]]></category>
		<category><![CDATA[qabalah]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.transtorno.net/?p=413</guid>
		<description><![CDATA[Se desfazem em grãos as crenças que dos elementos da espada, fogo e água eram feitas e estabelecidas no pantáculo, vagas brisas leitosas que de sopros nada tinham. Se afrontam as imagens da astuta lente, prisma imenso a dividir a Pura Luz da Coroa. Aquele que sobe se desfaz perante o Espelho, em diversas cores, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Se desfazem em grãos as <a href="http://www.transtorno.net/tag/crencas/">crenças</a> que dos elementos da espada, fogo e água eram feitas e estabelecidas no pantáculo, vagas brisas leitosas que de sopros nada tinham. Se afrontam as imagens da astuta lente, prisma imenso a dividir a Pura Luz da Coroa. Aquele que sobe se desfaz perante o Espelho, em diversas cores, variadas e também nenhuma, o dar-se das certezas.</p>
<p>No desequilíbrio do bastão e do cálice, acima da harmonia, e na falsidade do <a href="http://www.transtorno.net/tag/conhecimento/">conhecimento</a> se estabeleceu a confusão. Enganada e enganadora, a cegueira em movimento, o truque da união. Pois descende daí o Grande Deserto, de diversas direções, possibilidades e façanhas impossíveis de se mascarar.</p>
<p>Há um véu logo acima, bem próximo da tríade Supernal&#8230; Há uma sombra por entre o tecer da malha que o forma? Ora, veja então, vagamente, um vibrar, indefinível, jamais descrito em perfeição. Olhe novamente abaixo do véu, se pensas que viu acima, e sinta a areia morna sob seus pés, admire tudo o que há à sua volta. Pois veja: ali existem as possibilidades também! Que fique claro, pois, que se há um lugar onde se moldam as coisas é onde são potência, não equilíbrio. </p>
<p>Tudo existe no Caos, os moldes do perfeito e também os moldes do que se experimenta e ainda se transforma. Nem todos os desertos são áridos como precipitadamente se supõe, mas nenhum outro é tão dificilmente percebido como Aquele a esconder-se. Os caminhos não são invisíveis, mas antes precisam ser criados, pois são potência também.</p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.transtorno.net/2009/03/reinos-choronzon/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Watchmen e as mudanças do mundo</title>
		<link>http://www.transtorno.net/2009/03/watchmen/</link>
		<comments>http://www.transtorno.net/2009/03/watchmen/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 10 Mar 2009 00:25:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hilton S.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Rabiscos]]></category>
		<category><![CDATA[ética]]></category>
		<category><![CDATA[Humanidade]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças]]></category>
		<category><![CDATA[Quadrinhos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.transtorno.net/?p=386</guid>
		<description><![CDATA[Assisti Watchmen ontem e hoje foram inevitáveis algumas discussões sobre o assunto: se o filme fez justiça aos quadrinhos, se é bom, os efeitos especiais, os cortes, os extras do dvd. Essas discussões ocorreram tanto em conversas que tive quanto em blogs pela net, como pude ler algumas. Bom, resolvi escrever também um post sobre [...]


Links relacionados:<ol><li><a href='http://www.transtorno.net/2008/10/mudancas/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Mudanças&#8230;'>Mudanças&#8230;</a></li>
<li><a href='http://www.transtorno.net/2007/10/mocinhos-e-bandidos/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Mocinhos e bandidos'>Mocinhos e bandidos</a></li>
</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Assisti Watchmen ontem e hoje foram inevitáveis algumas discussões sobre o assunto: se o filme fez justiça aos <a href="http://www.transtorno.net/tag/quadrinhos/">quadrinhos</a>, se é bom, os efeitos especiais, os cortes, os extras do dvd. Essas discussões ocorreram tanto em conversas que tive quanto em blogs pela net, como pude ler algumas.</p>
<p>Bom, resolvi escrever também um post sobre o assunto, mas não vou discutir as qualidades do filme, nem se o Alan Moore está correto com seu &#8220;não vi e não gostei&#8221;, ou se os puristas tem razão em achar uma droga. O fato é que gostei do filme e, por hora, essa informação é suficiente.</p>
<p>Eu poderia ter falado sobre Watchmen há muito tempo, baseado apenas nos <a href="http://www.transtorno.net/tag/quadrinhos/">quadrinhos</a>, tendo em vista que eu já havia lido. A diferença é que antes não faria sentido pra quase ninguém, hoje pode fazer. Muita gente verá o filme e o que direi fará sentido, pois é algo comum tanto à história de Moore e ao filme.</p>
<p>Li alguns posts e reviews falando sobre uma <a href="http://www.transtorno.net/tag/necessidade/">necessidade</a> de mudar o mundo indicada na <a href="http://www.transtorno.net/tag/obra/">obra</a> de Alan Moore. É disso que eu discordo completamente. O que há ali não é, de forma alguma, a indicação de que as pessoas devem mudar o mundo. Há, sim, uma indicação de mudança INDIVIDUAL, de formas de agir, de hábitos, de <a href="http://www.transtorno.net/tag/pensamentos/"><a href="http://www.transtorno.net/pensamentos/">pensamentos</a></a>. Repito: não é indicação de que é preciso mudar o mundo, é o contrário disso, e explico o motivo.</p>
<p>Rorschach, o mais radical dos heróis, é extremamente violento e segue um código bem particular. Seus métodos podem ser questionáveis, mas é com ele que as pessoas simpatizam. É um justiceiro, pode ser considerado cruel, mas também humano, como demonstra ao agradecer o Coruja por sua paciência. Voltarei a ele depois&#8230;</p>
<p>Ozymandias (estou contando os minutos pra que algum &#8220;gênio&#8221; diga que ele representa o capitalismo ou alguma asneira do tipo) é o homem mais inteligente do mundo. Pois bem, não é necessário que ele seja de fato, é necessário apenas que ele acredite nisso. Todos aqueles que se dão mais valor do que realmente tem acabam provocando desastres. Ozymandias é que representa a &#8220;<a href="http://www.transtorno.net/tag/necessidade/">necessidade</a>&#8221; de mudança do mundo. Para ele é a mudança que conta, não os custos. Ozymandias é Hitler, é Stalin, é Castro, são os aiatolás. Ozymandias é a mudança pela imposição: mata milhões para salvar bilhões. É esse o preço da mudança do mundo.</p>
<p>A mudança importante &#8211; cuja <a href="http://www.transtorno.net/tag/necessidade/">necessidade</a> é de fato apontada &#8211; se dá no indivíduo, naturalmente, não por obrigação. A mudança indicada não se dá como adorariam os imbecis marxistas, é outra coisa.</p>
<p>A mudança individual ocorreu em Jon, Dr. Manhattan, quando conversava com Spectral na superfície de Marte. Sua mente fria e científica consegue entender algo especial, raro: um milagre. A própria mudança individual e a possibilidade de que Jon perceba esse fenômeno, sutil e poético, é um milagre e, como tal, não se faz por decreto. Jon mudou, percebeu partes da <a href="http://www.transtorno.net/tag/humanidade/">humanidade</a> que havia deixado de perceber após o acidente (não há nada que indique que antes ele percebia, mas enfim). A mudança, no entanto, é sutil, lenta, toma seu tempo. Ela aconteceu em Dr. Manhattan, mas não o suficiente para que ele tomasse o lado de Rorschach. Pode vir a ocorrer um dia, quem sabe. Como disse, é individual, lenta.</p>
<p>O violento Rorschach foi o único que entendeu que o que acontecia naquele momento, foi o único que não compactuou. Foi o único que não mudou e se manteve firme, defendendo seu modelo <a href="http://www.transtorno.net/tag/moral/">moral</a>. Percebem o que quero dizer? Não é necessário que um indivíduo mude, ou que um grupo mude. De fato, talvez nenhuma mudança seja necessária. É preciso, sim, que as coisas sigam seu fluxo, naturalmente, não de forma imposta. É preciso também que haja uma base <a href="http://www.transtorno.net/tag/moral/">moral</a>, ética, fundamentada. Essa foi a base de Rorschach.</p>
<p><a href="http://www.transtorno.net/tag/mudancas/">Mudanças</a> são lentas, são pequenos milagres. O mundo não os vê. Indivíduos vêem.</p>

<p>Links relacionados:<ol><li><a href='http://www.transtorno.net/2008/10/mudancas/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Mudanças&#8230;'>Mudanças&#8230;</a></li>
<li><a href='http://www.transtorno.net/2007/10/mocinhos-e-bandidos/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Mocinhos e bandidos'>Mocinhos e bandidos</a></li>
</ol></p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.transtorno.net/2009/03/watchmen/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>4</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Estrela da Manhã</title>
		<link>http://www.transtorno.net/2009/02/estrela-da-manha/</link>
		<comments>http://www.transtorno.net/2009/02/estrela-da-manha/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 07 Feb 2009 19:52:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hilton S.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Rabiscos]]></category>
		<category><![CDATA[alquimia]]></category>
		<category><![CDATA[criação]]></category>
		<category><![CDATA[magia]]></category>
		<category><![CDATA[ocultismo]]></category>
		<category><![CDATA[segredos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.transtorno.net/?p=343</guid>
		<description><![CDATA[tua presença cedo assombra o mundo fêmea do grande astro tímida, anuncia a luz e o calor astuto que sacerdotes não escondem aurora boreal, guia do gigante imenso, senhora da magia fálica, rosa mística celeste, pequeno óvulo no grande útero da noite fogueiras e ritos de união, vestal profana feita escarlate vestes com detalhes d’água [...]


Links relacionados:<ol><li><a href='http://www.transtorno.net/2008/12/pontos-cardeais/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Pontos Cardeais'>Pontos Cardeais</a></li>
<li><a href='http://www.transtorno.net/2008/12/elementar/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Elementar'>Elementar</a></li>
</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>tua presença cedo assombra o mundo fêmea do grande astro<br />
tímida, anuncia a luz e o calor astuto que sacerdotes não escondem</p>
<p>aurora boreal, guia do gigante imenso, senhora da <a href="http://www.transtorno.net/tag/magia/">magia</a> fálica,<br />
rosa mística celeste, pequeno óvulo no grande útero da noite</p>
<p>fogueiras e ritos de união, vestal profana feita escarlate<br />
vestes com detalhes d’água e adornos safira desenham lagos<br />
sobre o altar feminino de primaveras desfeitas</p>
<p>estações cíclicas refazem o percurso de tua <a href="http://www.transtorno.net/tag/criacao/">criação</a><br />
e continuas lá, impassível, pingo de prata posterior ao grande ouro<br />
transmutando o celeiro em que te aguarda o cadente planeta<br />
pendendo aos braços corados que te acariciam em troca do segredo<br />
do fogo roubado dos deuses encerrado na caixa que se abre</p>
<p>- oculto atrás da mais bela, o grande disco toma a noite</p>
<p>a ti os humanos entregam o pomo<br />
a nós entregas o cetro</p>
<p>12/12/2008</p>

<p>Links relacionados:<ol><li><a href='http://www.transtorno.net/2008/12/pontos-cardeais/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Pontos Cardeais'>Pontos Cardeais</a></li>
<li><a href='http://www.transtorno.net/2008/12/elementar/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Elementar'>Elementar</a></li>
</ol></p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.transtorno.net/2009/02/estrela-da-manha/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Liberdade, transgressão e moral</title>
		<link>http://www.transtorno.net/2009/01/liberdade-trangressao-moral/</link>
		<comments>http://www.transtorno.net/2009/01/liberdade-trangressao-moral/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 29 Jan 2009 01:08:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hilton S.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Rabiscos]]></category>
		<category><![CDATA[Bataille]]></category>
		<category><![CDATA[contingência]]></category>
		<category><![CDATA[culpa]]></category>
		<category><![CDATA[Deus]]></category>
		<category><![CDATA[Egoísmo]]></category>
		<category><![CDATA[Leibniz]]></category>
		<category><![CDATA[liberdade]]></category>
		<category><![CDATA[mal]]></category>
		<category><![CDATA[moral]]></category>
		<category><![CDATA[ruptura]]></category>
		<category><![CDATA[tragédia]]></category>
		<category><![CDATA[transgressão]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.transtorno.net/?p=340</guid>
		<description><![CDATA[“A liberdade não é o poder que falta a Deus, ou que ele tem apenas verbalmente, já que não pode desobedecer a ordem que existe, de que ele é a garantia?” - Bataille in “A literatura e o Mal” Em um primeiro momento pensei “é isso” e entendi claramente o sentido de algumas coisas. Um [...]


Links relacionados:<ol><li><a href='http://www.transtorno.net/2007/09/liberdade-humana-divina-contingencia-necessidade/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Liberdade humana e liberdade divina: contingência ou necessidade?'>Liberdade humana e liberdade divina: contingência ou necessidade?</a></li>
<li><a href='http://www.transtorno.net/2008/12/natureza-liberdade-espinosa/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Natureza e liberdade em Espinosa'>Natureza e liberdade em Espinosa</a></li>
<li><a href='http://www.transtorno.net/2003/10/parte-ii-fundamento-moral-schopenhauer-kant/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Parte II: Qual o fundamento da moral em Schopenhauer e em que sua ética difere da de Kant?'>Parte II: Qual o fundamento da moral em Schopenhauer e em que sua ética difere da de Kant?</a></li>
</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>“A <a href="http://www.transtorno.net/tag/liberdade/">liberdade</a> não é o poder que falta a <a href="http://www.transtorno.net/tag/deus/">Deus</a>, ou que ele tem apenas verbalmente, já que não pode desobedecer a ordem que existe, de que ele é a garantia?”<br />
- <a href="http://www.transtorno.net/tag/bataille/">Bataille</a> in “A literatura e o <a href="http://www.transtorno.net/tag/mal/">Mal</a>”</p></blockquote>
<p>Em um primeiro momento pensei “é isso” e entendi claramente o sentido de algumas coisas. Um momento de epifania, por assim dizer. Acontece, no entanto, que as idéias continuaram transbordando desde então e novas teorias e questionamentos, opostos aos iniciais, continuaram surgindo, uma torrente de compreensão/entendimento. Me deparei e ainda me deparo com diversas questões que precisaria responder e com outras que surgiram já trazendo suas respostas.</p>
<p>As linhas que seguirão abaixo são apenas um rascunho de algo que precisará ser desenvolvido, esmiuçado e detalhado, pois tratam-se de uma breve nota sobre como me sinto agora, neste momento, enquanto questionador e questionado.</p>
<p>Sem querer entrar em uma discussão das diferenças de <a href="http://www.transtorno.net/tag/deus/">Deus</a> nas filosofias de <a href="http://www.transtorno.net/tag/leibniz/">Leibniz</a>, <a href="http://www.transtorno.net/tag/espinosa/">Espinosa</a>, Descartes ou qualquer outro filósofo, mas passando – seria impossível evitar –, ainda assim, por algumas generalidades de um e de outro, prossigo&#8230;</p>
<p><a href="http://www.transtorno.net/tag/leibniz/">Leibniz</a> afirma que a <a href="http://www.transtorno.net/tag/liberdade/">liberdade</a> divina é garantida pelos livres decretos e que, em um desses decretos, <a href="http://www.transtorno.net/tag/deus/">Deus</a> se determina a criar o melhor dos mundos. Outro diria, entretanto, que <a href="http://www.transtorno.net/tag/deus/">Deus</a> criou esse mundo por pura bondade. Outros dariam ainda diferentes motivos, não importa. O que importa para essa discussão é como o mundo se dá para nós. As ações divinas podem ser livres, como amar a si, é claro. O fato de ter escolhido este mundo e não outro demonstra escolha, mas se essa escolha é determinada pela <a href="http://www.transtorno.net/tag/necessidade/">necessidade</a> (ainda que autodeterminada) do melhor, ou pela bondade, ou por outro motivo, seria de fato livre?</p>
<p>O problema, entretanto, é que a escolha do melhor não exclui a possibilidade da escolha do pior, ou seja, decidiu-se por esse mundo, mas poderia ter sido outro. A possibilidade de um outro mundo torna evidente uma escolha livre. Colocando isso em termos humanos: o homem padrão, comum, que sai de casa todas as manhãs em <a href="http://www.transtorno.net/tag/busca/">busca</a> do sustento de sua prole tem também a possibilidade da escolha oposta, é claro. Poderia não ir. Poderia, mas ainda assim se determina e vai. <a href="http://www.transtorno.net/tag/amor/">Amor</a> à prole? <a href="http://www.transtorno.net/tag/culpa/">Culpa</a>? Medo de punição? Imperativo categórico? O que o move? Estamos claramente entrando nos domínios da <a href="http://www.transtorno.net/tag/moral/">moral</a>. Voltamos a Deus: a <a href="http://www.transtorno.net/tag/liberdade/">liberdade</a> humana nos foi dada por decisão de sua bondade. Não é essa uma escolha <a href="http://www.transtorno.net/tag/moral/">moral</a>?</p>
<p>Se <a href="http://www.transtorno.net/tag/deus/">deus</a> criou o mundo dessa forma e não de outra, teve a possibilidade dos demais, mas sua autodeterminação o impediu. A <a href="http://www.transtorno.net/tag/contingencia/">contingência</a> existente foi excluída por uma <a href="http://www.transtorno.net/tag/necessidade/">necessidade</a> auto imposta. Voltamos, então, à frase de <a href="http://www.transtorno.net/tag/bataille/">Bataille</a> que abre esse texto: “A <a href="http://www.transtorno.net/tag/liberdade/">liberdade</a> não é o poder que falta a <a href="http://www.transtorno.net/tag/deus/">Deus</a>, ou que ele tem apenas verbalmente, já que não pode desobedecer a ordem que existe, de que ele é a garantia?”. <a href="http://www.transtorno.net/tag/deus/">Deus</a> “não pode desobedecer a ordem que existe”. É claro, desobedecê-la seria criar uma nova, implicando em sua imperfeição, em uma retificação da ordem anteriormente imposta, determinada como a melhor. Temos ai, além da discussão sobre a perfeição, também o bem comum, a <a href="http://www.transtorno.net/tag/moral/">moral</a> tão evidente nos questionamentos humanos.</p>
<p>Em <a href="http://www.transtorno.net/tag/espinosa/">Espinosa</a> não me parece lógico discutir isso, pois trata-se mais de uma <a href="http://www.transtorno.net/tag/tragedia/">tragédia</a> e, portanto, uma <a href="http://www.transtorno.net/tag/contingencia/">contingência</a> levando a outra. Arrisco dizer que há uma maior evidência de <a href="http://www.transtorno.net/tag/liberdade/">liberdade</a> nesse caso. As <a href="http://www.transtorno.net/tag/escolhas/">escolhas</a> dão a <a href="http://www.transtorno.net/tag/liberdade/">liberdade</a>, que se contamina quando a possibilidade do oposto não é data. A <a href="http://www.transtorno.net/tag/liberdade/">liberdade</a> é, portanto, diretamente ligada à <a href="http://www.transtorno.net/tag/contingencia/">contingência</a>.</p>
<p>A &#8220;<a href="http://www.transtorno.net/tag/necessidade/">necessidade</a>&#8221; de algo limita a ação da <a href="http://www.transtorno.net/tag/liberdade/">liberdade</a>. O meio pode ou não fornecê-la, não cabe obviamente discutir <a href="http://www.transtorno.net/tag/sartre/">Sartre</a>, mas a <a href="http://www.transtorno.net/tag/necessidade/">necessidade</a> de algo, quando existe, a limita. A própria <a href="http://www.transtorno.net/tag/necessidade/">necessidade</a> de alimentar-se, por exemplo. Não é possível tomar a <a href="http://www.transtorno.net/tag/liberdade/">liberdade</a> de não se alimentar sem conseqüências. A punição implica em <a href="http://www.transtorno.net/tag/necessidade/">necessidade</a>, em bem maior, ainda que neste exemplo diga respeito apenas ao indivíduo em questão.</p>
<p>Bem maior, disse. Pois bem, diariamente pessoas acordam e, para manterem seu “melhor dos mundos”, sua alimentação, seu conforto, condições básicas ou mesmo prover para a família, limitam suas <a href="http://www.transtorno.net/tag/escolhas/">escolhas</a> de forma que essas deixam mesmo de existir, pois o próprio questionamento é aniquilado, cedendo ao comodismo e à aceitação cega de algo tão comum e tão pouco evidente.</p>
<p><a href="http://www.transtorno.net/tag/liberdade/">Liberdade</a> absoluta implica em <a href="http://www.transtorno.net/tag/tragedia/">tragédia</a> e talvez essa seja mesmo a razão da mítica dos grandes heróis: a <a href="http://www.transtorno.net/tag/transgressao/">transgressão</a> é o que serve de magnetismo, o que atrai e os diferencia dos demais. A <a href="http://www.transtorno.net/tag/transgressao/">transgressão</a> só existe quando abandonam o comum, a <a href="http://www.transtorno.net/tag/transgressao/">transgressão</a> existe quando abandonam o bem maior, quando seguem seu instinto, seu <a href="http://www.transtorno.net/tag/egoismo/">egoísmo</a> e seu destino. A <a href="http://www.transtorno.net/tag/moral/">moral</a> é o freio da <a href="http://www.transtorno.net/tag/liberdade/">liberdade</a> absoluta, que se dá por completo no “<a href="http://www.transtorno.net/tag/mal/">Mal</a> desinteressado”, como diria novamente <a href="http://www.transtorno.net/tag/bataille/">Bataille</a>, mas não só ai. Cabe pensar em Saturno que castra Urano. Cabe pensar também a beleza de Vênus, filha desse ato, nascendo nas espumas do mar.</p>
<p>Seguir determinações morais e o bem necessário é tão limitante quando ter de acordar diariamente, trabalhar, se alimentar, procriar e repetir o ciclo. Nesse sentido, o homem comum é de fato a imagem e semelhança de <a href="http://www.transtorno.net/tag/deus/">Deus</a>.</p>
<p>Voltamos à questão do provedor que sai de casa para buscar o alimento de sua prole, cuja bondade é livremente determinada. Poderia não ser bondade, mas medo? Não sabemos de casos de pais presos por abandonar bebês? Seja por bondade, medo, ou qualquer outro motivo, o homem permite ser colocado sob freios. Não cabe, no entanto, perguntar se em algum momento uma explosão se dará, <a href="http://www.transtorno.net/tag/ruptura/">ruptura</a>, castração simbólica, ou se a aceitação da <a href="http://www.transtorno.net/tag/tragedia/">tragédia</a> estará apenas mais aprofundada a cada novo dia. Essa pergunta não faz sentido quando dirigida ao <a href="http://www.transtorno.net/tag/geral/">geral</a>, ao grupo. Cabe apenas a alguns humanos, mitos em potência.</p>
<p>A <a href="http://www.transtorno.net/tag/liberdade/">liberdade</a> humana, desvinculada da <a href="http://www.transtorno.net/tag/moral/">moral</a>, no sentido em que não tem a preocupação de manter uma ordem universal estabelecida, nem o limitante da perfeição, baseada apenas na ignorância total ou parcial das conseqüências de seus atos, é maior que a divina. A ignorância e/ou o <a href="http://www.transtorno.net/tag/egoismo/">egoísmo</a> humano propicia a <a href="http://www.transtorno.net/tag/contingencia/">contingência</a>, enquanto que a bondade e a perfeição de <a href="http://www.transtorno.net/tag/deus/">Deus</a> criam a <a href="http://www.transtorno.net/tag/necessidade/">necessidade</a>. Que fique claro: não falo aqui de estado de natureza. Falo de outra coisa, sutilmente ainda que profundamente distinta, livre de <a href="http://www.transtorno.net/tag/moral/">moral</a>, muito próxima da infância.</p>
<p>28/01/2009</p>

<p>Links relacionados:<ol><li><a href='http://www.transtorno.net/2007/09/liberdade-humana-divina-contingencia-necessidade/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Liberdade humana e liberdade divina: contingência ou necessidade?'>Liberdade humana e liberdade divina: contingência ou necessidade?</a></li>
<li><a href='http://www.transtorno.net/2008/12/natureza-liberdade-espinosa/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Natureza e liberdade em Espinosa'>Natureza e liberdade em Espinosa</a></li>
<li><a href='http://www.transtorno.net/2003/10/parte-ii-fundamento-moral-schopenhauer-kant/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Parte II: Qual o fundamento da moral em Schopenhauer e em que sua ética difere da de Kant?'>Parte II: Qual o fundamento da moral em Schopenhauer e em que sua ética difere da de Kant?</a></li>
</ol></p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.transtorno.net/2009/01/liberdade-trangressao-moral/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Os frutos da árvore metafísica</title>
		<link>http://www.transtorno.net/2009/01/frutos-arvore-metafisica/</link>
		<comments>http://www.transtorno.net/2009/01/frutos-arvore-metafisica/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 23 Jan 2009 01:23:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hilton S.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Rabiscos]]></category>
		<category><![CDATA[acasos]]></category>
		<category><![CDATA[alquimia]]></category>
		<category><![CDATA[ciência]]></category>
		<category><![CDATA[desvelar]]></category>
		<category><![CDATA[dúvidas]]></category>
		<category><![CDATA[Metafísica]]></category>
		<category><![CDATA[qabalah]]></category>
		<category><![CDATA[segredos]]></category>
		<category><![CDATA[vaidade]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.transtorno.net/?p=338</guid>
		<description><![CDATA[Procurei maravilhas, segredos atemporais, explosões e cataclismas, transformações e fenômenos que me fariam entender o mundo ou, se não, me indicariam caminhos e dariam motivos para continuar. Esperei por aquele momento em que algo aconteceria, aquele segundo definitivo – a split second – onde tudo aconteceria, ao mesmo tempo, como um abrir de porta, como [...]


Links relacionados:<ol><li><a href='http://www.transtorno.net/2008/11/a-possibilidade-da-metafisica-em-kant/' rel='bookmark' title='Permanent Link: A possibilidade da metafísica em Kant'>A possibilidade da metafísica em Kant</a></li>
</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Procurei maravilhas, <a href="http://www.transtorno.net/tag/segredos/">segredos</a> atemporais, explosões e cataclismas, transformações e fenômenos que me fariam entender o mundo ou, se não, me indicariam caminhos e dariam motivos para continuar. Esperei por aquele momento em que algo aconteceria, aquele segundo definitivo – a split second – onde tudo aconteceria, ao mesmo tempo, como um abrir de porta, como embarcação lançada ao mar que encontra o continente e percebe que no mar é que está seu destino. Navios são para navegar, não para atingir um ou outro lugar. É desse porto que parto agora&#8230;</p>
<p>Aquele momento grandioso, gigante, talvez não tenha acontecido. É, por certo não, não daquela forma ao menos. Esperar coisas imensas é um tipo de engano, mas não esperá-las é ser pequeno, normal, no pior sentido da palavra. Talvez dai venham as quedas, as decepções, também imensas, como o gigantismo do ego. O erro, me parece, consiste em confundirmos o que é imenso com o que pensamos ser.</p>
<p>A compreensão e o entendimento observam, lá de cima, do topo da árvore, já próximos ao absoluto, bem distantes. Os caminhos que ligam as Sephiroth são trilhados em <a href="http://www.transtorno.net/tag/momentos/">momentos</a> diferentes, conforme o caso, a <a href="http://www.transtorno.net/tag/necessidade/">necessidade</a>, o evento. Não seria de imaginar, portanto, que os frutos caiam, por vezes, dessa árvore, <a href="http://www.transtorno.net/tag/metafisica/">metafísica</a>, em algum nível?</p>
<p>Sonhos, conversas em estado letárgico, instruções, insights, olhar a pineal como o olho que não se vê. Lembrar de coisas jamais feitas e tê-las ainda assim como parte da experiência e existência. Saber que aconteceram, dentro ou fora, e entender que é sim parte do indivíduo que é parte do todo. Saber coisas sem jamais ter lido sobre elas e, quando finalmente ler, dizer “estava certo”.</p>
<p>A porta que se abre naquele momento buscado pode ser de diamantes, ouro, aço, madeira ou qualquer outro material. Pode ter sido feita à mão por dezenas de anos ou em poucos minutos, em alguma fábrica. Pode estar em uma pirâmide milenar, em um museu centenário ou um barraco na periferia. Não importa. É o ato de abrir que expõe o segredo, é também a chave. </p>

<p>Links relacionados:<ol><li><a href='http://www.transtorno.net/2008/11/a-possibilidade-da-metafisica-em-kant/' rel='bookmark' title='Permanent Link: A possibilidade da metafísica em Kant'>A possibilidade da metafísica em Kant</a></li>
</ol></p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.transtorno.net/2009/01/frutos-arvore-metafisica/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Única, divide e une</title>
		<link>http://www.transtorno.net/2009/01/unica-divide-une/</link>
		<comments>http://www.transtorno.net/2009/01/unica-divide-une/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 22 Jan 2009 01:18:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hilton S.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Rabiscos]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[desejo]]></category>
		<category><![CDATA[desvelar]]></category>
		<category><![CDATA[dor]]></category>
		<category><![CDATA[inspiração]]></category>
		<category><![CDATA[Metafísica]]></category>
		<category><![CDATA[pintura]]></category>
		<category><![CDATA[sensações]]></category>
		<category><![CDATA[transgressão]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.transtorno.net/?p=336</guid>
		<description><![CDATA[ajoelha perante mim oferecendo tua palidez como agrado, padece em definitivos beijos de minhas mãos eufóricas recebe o desejo de ser minha, tecido que me envolve percebe a ânsia sádica de te aspirar qual cinzas brancas acolhe a alegre ira de minha força setentrional descobre e me devolve um sorriso opaco, ainda por se abrir [...]


Links relacionados:<ol><li><a href='http://www.transtorno.net/2008/12/satanismo/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Satanismo'>Satanismo</a></li>
<li><a href='http://www.transtorno.net/2008/12/magnetismo-universal/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Magnetismo Universal'>Magnetismo Universal</a></li>
</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>ajoelha perante mim oferecendo tua palidez como agrado,<br />
padece em definitivos beijos de minhas mãos eufóricas</p>
<p>recebe o <a href="http://www.transtorno.net/tag/desejo/">desejo</a> de ser minha, tecido que me envolve<br />
percebe a ânsia sádica de te aspirar qual cinzas brancas<br />
acolhe a alegre ira de minha força setentrional<br />
descobre e me devolve um sorriso opaco, ainda por se abrir</p>
<p>sorri queimando o sangue do sol que se põe ao entardecer<br />
quase escuro, o cinza expansivo abre a espera por mais</p>
<p>vive o querer de meus dedos animais em teus cabelos doloridos<br />
divide o latejar que me provocas com a <a href="http://www.transtorno.net/tag/dor/">dor</a> de te manter próxima<br />
experimenta o respirar de minhas mãos que te amam loucamente<br />
sente o sofrer amarelo de ser minha amante</p>
<p>meu perceber deveras novo cambaleia exausto em preciosidades<br />
quando te deito ao meu lado, quase roxa, desfalecendo delicada<br />
e te amo uma vez mais</p>
<p>finada é a noite torpe, consumida por feitios anteriores</p>
<p>09/12/2008</p>

<p>Links relacionados:<ol><li><a href='http://www.transtorno.net/2008/12/satanismo/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Satanismo'>Satanismo</a></li>
<li><a href='http://www.transtorno.net/2008/12/magnetismo-universal/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Magnetismo Universal'>Magnetismo Universal</a></li>
</ol></p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.transtorno.net/2009/01/unica-divide-une/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Os Arcanos e os Acasos</title>
		<link>http://www.transtorno.net/2009/01/arcanos-acasos/</link>
		<comments>http://www.transtorno.net/2009/01/arcanos-acasos/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 13 Jan 2009 23:31:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hilton S.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Rabiscos]]></category>
		<category><![CDATA[acasos]]></category>
		<category><![CDATA[busca]]></category>
		<category><![CDATA[duplo]]></category>
		<category><![CDATA[efêmero]]></category>
		<category><![CDATA[magia]]></category>
		<category><![CDATA[Metafísica]]></category>
		<category><![CDATA[momentos]]></category>
		<category><![CDATA[ruptura]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.transtorno.net/?p=330</guid>
		<description><![CDATA[Acasos só são acasos quando reconhecidos, vistos, percebidos. Coincidências e sincronicidades acontecem a todo momento, mas só quando vistas é que existem. Podemos dizer, então, que se não são percebidas, não existem ou não aconteceram? Se não há sentido, não há existência. É preciso um sentido, portanto. Acasos precisam ser vistos, logo, não, não acontecem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.transtorno.net/tag/acasos/">Acasos</a> só são <a href="http://www.transtorno.net/tag/acasos/">acasos</a> quando reconhecidos, vistos, percebidos. Coincidências e sincronicidades acontecem a todo momento, mas só quando vistas é que existem. Podemos dizer, então, que se não são percebidas, não existem ou não aconteceram? Se não há sentido, não há existência. É preciso um sentido, portanto. <a href="http://www.transtorno.net/tag/acasos/">Acasos</a> precisam ser vistos, logo, não, não acontecem a todo momento. Não são meras coincidências. Podes dizer com certeza que algo exista se não vês? Ora, a fé! Sim, podes dizer. E sentir, viver, tocar, enfim? Podes? <a href="http://www.transtorno.net/tag/acasos/">Acasos</a> são como Deuses: acreditamos e esperamos por eles. São pequenas fissões nucleares, fugidias, transformando às vezes imperceptivelmente a percepção que temos das coisas e, portanto, as coisas.</p>
<p>Poderia aprofundar o raciocínio, citar Platão, Berkeley, a psicologia, a <a href="http://www.transtorno.net/tag/metafisica/">metafísica</a> e mesmo os sentidos. Poderia, sim, mas não vou. Vou me ater ao breve, ao <a href="http://www.transtorno.net/tag/efemero/">efêmero</a>, que se vai, passa e se perde. Vou me ater ao inconsciente também. Como os <a href="http://www.transtorno.net/tag/acasos/">acasos</a>. Vou me ater às brasas. Aliás, vou apenas falar delas, das faíscas, de relâmpagos, de explosões e reagrupamentos.</p>
<p>Vou me ater apenas às notas que tomo neste caderno. Às notas musicais que vibram por segundos e acabam, quando se transformam em outras. Vou me ater à observação, à <a href="http://www.transtorno.net/tag/magia/">magia</a> e, neste caso, caberia mesmo discutir se é Magick ou não. </p>
<p><a href="http://www.transtorno.net/tag/acasos/">Acasos</a> são rápidos, são imagens, são percepções. São ligações e rupturas, simultaneamente. São poéticas de qualquer <a href="http://www.transtorno.net/tag/linguagem/">linguagem</a> não discursiva, seja verbal, onírica, escrita, visual e imaginária.</p>
<p><a href="http://www.transtorno.net/tag/acasos/">Acasos</a> são encruzilhadas, onde versos caem, uns sobre os outros, rompendo frases, se reagrupando em outras novas e, quando palavras sobram, germinam e criam outras, também novas, ainda solitárias, buscando verbos e adjetivos para lhe acompanharem rumo aos nomes.</p>
<p><a href="http://www.transtorno.net/tag/acasos/">Acasos</a> são frases que lemos a sós, mas se só nos as lemos, perdem o brilho, pois devem lidas em <a href="http://www.transtorno.net/tag/duplo/">duplo</a>, não necessariamente a dois, e isso digo apenas a quem sabe procurar as entrelinhas e perceber sutilezas. </p>
<p>Derrubo as palavras e fico observando, esperando que se reagrupem, mas o acaso está em mim, não fora. Se estivesse fora não seria acaso, seria rotina. Derrubo-as então em minha garganta e vou digerindo, calmamente, uma a uma, quando são mastigadas, se transformando em sons e novas letras. Mantenho tudo aqui, pois não poderia ser diferente: o que sou é imanente, mas ao mesmo tempo é outra coisa.</p>
<p>As sombras de São Paulo – a cidade, mas poderia também ser o santo, é claro &#8211; escondem os olhos de Nuit, mas, sob seu manto, novas palavras se formam. Formam versos. Formam <a href="http://www.transtorno.net/tag/poesias/">poesias</a>.</p>
<p>A <a href="http://www.transtorno.net/tag/ruptura/">ruptura</a> <a href="http://www.transtorno.net/tag/busca/">busca</a> união.</p>
<p>A letra theta é união!</p>
<p><span style="font:bold 22px arial">&theta;</span></p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.transtorno.net/2009/01/arcanos-acasos/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
