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	<title>Transtorno&#187; alquimia &raquo; Vertigem, Ruptura e Pensamentos Transgressivos</title>
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	<description>Vertigem, Ruptura e Pensamentos Transgressivos</description>
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		<title>Objetos, conhecimento e ciência</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Feb 2009 14:19:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hilton S.</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Há algum tempo postei parte de um trabalho em que falava sobre a magia renascentista e sua relação com a ciência atual. Disse, então, que se tratava de um trabalho extenso e que não postaria tudo, apenas um fragmento para dar o que pensar. Pois bem, curiosamente esse é um texto muito lido aqui, embora [...]


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<li><a href='http://www.transtorno.net/2008/12/natureza-liberdade-espinosa/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Natureza e liberdade em Espinosa'>Natureza e liberdade em Espinosa</a></li>
</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há algum tempo postei parte de um trabalho em que falava sobre a <a href="http://www.transtorno.net/tag/magia/">magia</a> renascentista e sua relação com a <a href="http://www.transtorno.net/tag/ciencia/">ciência</a> atual. Disse, então, que se tratava de um trabalho extenso e que não postaria tudo, apenas um fragmento para dar o que pensar. Pois bem, curiosamente esse é um texto muito lido aqui, embora ninguém comente. Não sei se alguém parou pra pensar, se só usaram o copy &#038; paste ou nem isso, mas resolvi postar mais um fragmento aqui. Não é conclusivo e, de fato, está longe de ser, mas coloca mais algumas questões pra se pensar. Talvez eu poste mais fragmentos em breve.</p>
<p>Segue:</p>
<p>Segundo Cassirer, a solução que Paracelso apresenta à questão da relação do objeto e do ser que conhece é dizer que o ser que conhece só pode fazê-lo na medida em que já traz dentro de si a fonte e origem dos objetos: “<a href="http://www.transtorno.net/tag/mal/">Mal</a> podríamos recibir y albergar em nosotros la luz natural, si ésta no tuviese em nosotros mismos su fuente y su origen” (CASSIRER, 2004, p. 245).</p>
<p>Só podemos conhecer porque os fenômenos que se apresentam na natureza já estão dentro de nós. Com essa definição, no entanto, não fica claro como o ser que conhece recebe essa luz natural: se já nasce com ela, criando uma relação de aproximação com o conceito platônico de mundo das idéias ou seria <a href="http://www.transtorno.net/tag/obra/">obra</a> se um ser superior, <a href="http://www.transtorno.net/tag/deus/">Deus</a>.</p>
<p>O espírito humano é concebido como imortal e, portanto, se fosse possível conhecer o próprio espírito, nada seria impossível ao homem. “Pero como la <a href="http://www.transtorno.net/tag/ciencia/">ciência</a> no há alcanzado todavia el grado de madurez necessário para poder apoyar o guiar este postulado, es la mística la única que, em última instância, puede aplacar la sed de unidad del conocimiento” (CASSIRER, 2004, p. 246). Aqui o autor adverte dizendo que na medida em que a <a href="http://www.transtorno.net/tag/ciencia/">ciência</a> ainda não alcançou uma maturidade que lhe permita responder à questão da unidade do <a href="http://www.transtorno.net/tag/conhecimento/">conhecimento</a>, ou seja, da relação que existe entre o objeto e o ser que conhece e todas as questões que surgem desse problema e que, neste caso, só se pode apelar para a mística (<a href="http://www.transtorno.net/tag/deus/">Deus</a>) para responder de maneira satisfatória a esta questão.</p>
<p>Trabalhando com o pensador Girolando Fracastoro, Cassirer mostra que o mesmo rejeita a idéia de que podemos conhecer as coisas em si. O que conhecemos é somente sua representação indireta, através de um símbolo sensível. Portanto, ele adota a idéia de que a única fonte segura de <a href="http://www.transtorno.net/tag/conhecimento/">conhecimento</a> são os sentidos humanos. Ele nega que a alma ocupe ou exerça alguma atividade própria e independente. Pensar dessa forma é, então, recusar a possibilidade de que o objeto molde o <a href="http://www.transtorno.net/tag/conhecimento/">conhecimento</a>, que durante o momento que se dá ao <a href="http://www.transtorno.net/tag/conhecimento/">conhecimento</a> seja totalmente integrado a ele, tornando-o passível a esse nível. Pensar isso seria aproximar o <a href="http://www.transtorno.net/tag/conhecimento/">conhecimento</a> da loucura, posto que no momento em que se dá, o ser que conhece estaria entregue completamente ao objeto. Corre-se, ainda, o risco de que o objeto se perca totalmente ao dar se a conhecer. E preciso, portanto, manter essa distância entre essas duas formas de entender a forma como os sentidos recebem o objeto.</p>
<p>A visão de Girolando leva a um outro complicador, que de alguma maneira reflete a polêmica desenvolvida até aqui, a saber, que na medida em que a única fonte de <a href="http://www.transtorno.net/tag/conhecimento/">conhecimento</a> são os sentidos humanos e a alma não possui atividade própria, esta se transforma apenas num conglomerado de imagens representativas dos objetos sensíveis, onde cada imagem representa um objeto próprio. Cada percepção é a percepção de um objeto particular e cada fenômeno é o fenômeno de um objeto particular. Sendo assim, não há repetição de fenômenos e não há a possibilidade de universalização do <a href="http://www.transtorno.net/tag/conhecimento/">conhecimento</a> (por repetição dos fenômenos) ou mesmo a construção de conceitos que possam explicar os fenômenos, de forma que a partir dai, então, não se pode fazer <a href="http://www.transtorno.net/tag/ciencia/">ciência</a>. É necessário pensar em outras possibilidades.</p>

<p>Links relacionados:<ol><li><a href='http://www.transtorno.net/2008/12/magia-renascentista-e-ciencia/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Magia renascentista e ciência'>Magia renascentista e ciência</a></li>
<li><a href='http://www.transtorno.net/2008/12/natureza-liberdade-espinosa/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Natureza e liberdade em Espinosa'>Natureza e liberdade em Espinosa</a></li>
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		<title>Estrela da Manhã</title>
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		<pubDate>Sat, 07 Feb 2009 19:52:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hilton S.</dc:creator>
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		<description><![CDATA[tua presença cedo assombra o mundo fêmea do grande astro tímida, anuncia a luz e o calor astuto que sacerdotes não escondem aurora boreal, guia do gigante imenso, senhora da magia fálica, rosa mística celeste, pequeno óvulo no grande útero da noite fogueiras e ritos de união, vestal profana feita escarlate vestes com detalhes d’água [...]


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</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>tua presença cedo assombra o mundo fêmea do grande astro<br />
tímida, anuncia a luz e o calor astuto que sacerdotes não escondem</p>
<p>aurora boreal, guia do gigante imenso, senhora da <a href="http://www.transtorno.net/tag/magia/">magia</a> fálica,<br />
rosa mística celeste, pequeno óvulo no grande útero da noite</p>
<p>fogueiras e ritos de união, vestal profana feita escarlate<br />
vestes com detalhes d’água e adornos safira desenham lagos<br />
sobre o altar feminino de primaveras desfeitas</p>
<p>estações cíclicas refazem o percurso de tua <a href="http://www.transtorno.net/tag/criacao/">criação</a><br />
e continuas lá, impassível, pingo de prata posterior ao grande ouro<br />
transmutando o celeiro em que te aguarda o cadente planeta<br />
pendendo aos braços corados que te acariciam em troca do segredo<br />
do fogo roubado dos deuses encerrado na caixa que se abre</p>
<p>- oculto atrás da mais bela, o grande disco toma a noite</p>
<p>a ti os humanos entregam o pomo<br />
a nós entregas o cetro</p>
<p>12/12/2008</p>

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</ol></p>]]></content:encoded>
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		<title>Os frutos da árvore metafísica</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Jan 2009 01:23:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hilton S.</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Procurei maravilhas, segredos atemporais, explosões e cataclismas, transformações e fenômenos que me fariam entender o mundo ou, se não, me indicariam caminhos e dariam motivos para continuar. Esperei por aquele momento em que algo aconteceria, aquele segundo definitivo – a split second – onde tudo aconteceria, ao mesmo tempo, como um abrir de porta, como [...]


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</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Procurei maravilhas, <a href="http://www.transtorno.net/tag/segredos/">segredos</a> atemporais, explosões e cataclismas, transformações e fenômenos que me fariam entender o mundo ou, se não, me indicariam caminhos e dariam motivos para continuar. Esperei por aquele momento em que algo aconteceria, aquele segundo definitivo – a split second – onde tudo aconteceria, ao mesmo tempo, como um abrir de porta, como embarcação lançada ao mar que encontra o continente e percebe que no mar é que está seu destino. Navios são para navegar, não para atingir um ou outro lugar. É desse porto que parto agora&#8230;</p>
<p>Aquele momento grandioso, gigante, talvez não tenha acontecido. É, por certo não, não daquela forma ao menos. Esperar coisas imensas é um tipo de engano, mas não esperá-las é ser pequeno, normal, no pior sentido da palavra. Talvez dai venham as quedas, as decepções, também imensas, como o gigantismo do ego. O erro, me parece, consiste em confundirmos o que é imenso com o que pensamos ser.</p>
<p>A compreensão e o entendimento observam, lá de cima, do topo da árvore, já próximos ao absoluto, bem distantes. Os caminhos que ligam as Sephiroth são trilhados em <a href="http://www.transtorno.net/tag/momentos/">momentos</a> diferentes, conforme o caso, a <a href="http://www.transtorno.net/tag/necessidade/">necessidade</a>, o evento. Não seria de imaginar, portanto, que os frutos caiam, por vezes, dessa árvore, <a href="http://www.transtorno.net/tag/metafisica/">metafísica</a>, em algum nível?</p>
<p>Sonhos, conversas em estado letárgico, instruções, insights, olhar a pineal como o olho que não se vê. Lembrar de coisas jamais feitas e tê-las ainda assim como parte da experiência e existência. Saber que aconteceram, dentro ou fora, e entender que é sim parte do indivíduo que é parte do todo. Saber coisas sem jamais ter lido sobre elas e, quando finalmente ler, dizer “estava certo”.</p>
<p>A porta que se abre naquele momento buscado pode ser de diamantes, ouro, aço, madeira ou qualquer outro material. Pode ter sido feita à mão por dezenas de anos ou em poucos minutos, em alguma fábrica. Pode estar em uma pirâmide milenar, em um museu centenário ou um barraco na periferia. Não importa. É o ato de abrir que expõe o segredo, é também a chave. </p>

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		<title>Oferendas secretas do rito lunar</title>
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		<pubDate>Wed, 07 Jan 2009 23:34:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hilton S.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Rabiscos]]></category>
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		<description><![CDATA[Cachoeiras de rios dançantes inundam meus veios estáticos Escoando no horizonte céus de pânico no morrer do Sol Véus etéreos, vingativos, torrentes translúcidas de sabor disforme O ocre úmido dissolvido na atmosfera inunda minhas narinas Aromas e ventos de sobrevida pudica e insensata Serenas gotas cremosas e rebentos fomentam o ar Partículas atômicas refletem a [...]


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</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Cachoeiras de rios dançantes inundam meus veios estáticos<br />
Escoando no horizonte céus de pânico no morrer do Sol<br />
Véus etéreos, vingativos, torrentes translúcidas de sabor disforme</p>
<p>O ocre úmido dissolvido na atmosfera inunda minhas narinas<br />
Aromas e ventos de sobrevida pudica e insensata</p>
<p>Serenas gotas cremosas e rebentos fomentam o ar<br />
Partículas atômicas refletem a luz incidente<br />
Agredidas por rochas antigas e salutares, suspensas,<br />
Esverdeadas pela imobilidade calma dos séculos,<br />
Tomadas por elementos terrosos e fundamentais</p>
<p>O gosto férreo do sangue me cai, dizendo baixo o querer<br />
Meus sensores vermelho-tingidos no imediato leito<br />
Dentes e língua enevoados<br />
Quente fluxo pela Lua marcado</p>
<p>- A pube clara é velada no culto ancestral proibido</p>
<p>Paisagem alterada, passado corrente se faz aqui<br />
Mil tonéis de vinhos únicos inspiram sua paixão<br />
Que a uva imersa aguarda entre o ventre escuro<br />
Protegida, transbordando novamente a ira evidente</p>
<p>Só, ofereço aos deuses famintos a nata suave</p>
<p>Arbustos ralos em meio a colinas maciças<br />
Respiram o lis ondulado<br />
Coberto por minha boca sedenta</p>
<p>Vocábulos caem com fragrância de amêndoas</p>
<p>16/12/2008</p>

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</ol></p>]]></content:encoded>
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		<title>Ocultismo</title>
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		<pubDate>Wed, 17 Dec 2008 22:44:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hilton S.</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Qabalah de meu nome significa Treze, ainda que Doze seja o que sou Sob as megeras cartas de meus arquétipos, pequenos reflexos de homéricas tendências, encontro A letra no quebrar de Ayin Aleph-Início e Aleph-Alpha em Set-Shaitan a conjuração nefasta Sete guia-me para o Dois, que se torna Três tal o Eros da Transmutação [...]


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</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A <a href="http://www.transtorno.net/tag/qabalah/">Qabalah</a> de meu nome significa Treze,<br />
ainda que Doze seja o que sou</p>
<p>Sob as megeras cartas de meus arquétipos,<br />
pequenos reflexos de homéricas tendências,<br />
encontro A letra no quebrar de Ayin<br />
Aleph-Início e Aleph-Alpha<br />
em Set-Shaitan a conjuração nefasta</p>
<p>Sete guia-me para o Dois, que se torna Três<br />
tal o Eros da Transmutação</p>
<p>Sacerdotisa, feminina, poder combinado-absoluto<br />
aprofunda na carne de Zero o segredo de tuas unhas,<br />
o <a href="http://www.transtorno.net/tag/abismo/">Abismo</a> profundo vivente em Daleth</p>
<p>Em ambos os rituais não me iludo:<br />
o final de tudo reside no Seis<br />
as matemáticas relativas dos nomes<br />
dos Arcanos, transformados no Dezesseis!</p>
<p>18/11/2008</p>

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</ol></p>]]></content:encoded>
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		<title>Pontos Cardeais</title>
		<link>http://www.transtorno.net/2008/12/pontos-cardeais/</link>
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		<pubDate>Tue, 16 Dec 2008 21:25:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hilton S.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Rabiscos]]></category>
		<category><![CDATA[abismo]]></category>
		<category><![CDATA[alquimia]]></category>
		<category><![CDATA[busca]]></category>
		<category><![CDATA[ocultismo]]></category>

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		<description><![CDATA[desmoronam palácios sob a tempestade elétrica quando os elementos detestam a alquimia que os une o enxofre, a mirra, o ouro e os animais pulsam diferentes frequências combatem a donzela mulher-sereia-música-única tornada, musa talvez escoa ao meu redor o norte magnético dizendo ao sul que são, em verdade, apenas um estendo os braços paralelos, as [...]


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<li><a href='http://www.transtorno.net/2008/12/ocultismo/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Ocultismo'>Ocultismo</a></li>
</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>desmoronam palácios sob a tempestade elétrica<br />
quando os elementos detestam a <a href="http://www.transtorno.net/tag/alquimia/">alquimia</a> que os une</p>
<p>o enxofre, a mirra, o ouro e os animais pulsam<br />
diferentes frequências combatem a donzela<br />
mulher-sereia-<a href="http://www.transtorno.net/tag/musica/"><a href="http://www.transtorno.net/musica/">música</a></a>-única tornada, musa talvez</p>
<p>escoa ao meu redor o norte magnético<br />
dizendo ao sul que são, em verdade, apenas um</p>
<p>estendo os braços paralelos, as mãos rodando<br />
descortino-revelo o eixo do mundo,<br />
que gira deitado e abre espaço<br />
entre débeis rasteiros,<br />
figurados e cheios de medo,<br />
dançando em pares estreitos</p>
<p>ecoa, o compasso dispara, arritmia navegando velas<br />
em <a href="http://www.transtorno.net/tag/busca/">busca</a> de telas, pinturas e peles-obtusas,<br />
seda de meias e luvas, envolturas e contornos agudos&#8230;</p>
<p>em todas as direções vê reflexos crônicos<br />
mas ainda não é a Uma, a que paira como o leme<br />
guiando a embarcação terrena, destemida como vício</p>
<p>frondosas redes e ganchos salgados, armadilhas em que me jogo cego<br />
furiosos caracóis, não encontro!, junto aos corais</p>
<p>folhas e frutos e amorfos seres marinhos,<br />
levados a extremos, habitantes infernais<br />
cadafalso maior que aço no tendão de Lúcifer<br />
- a ladainha, seu palpitar me chega em <a href="http://www.transtorno.net/tag/sinais/">sinais</a></p>
<p>magnéticos são meus olhos piscantes, inverterados<br />
guiados por ti, horizonte picante,<br />
temperados na ardósia dos pontos diversos<br />
que fazem do outro e de mim<br />
abismos do fim do mundo</p>
<p>18/11/2008</p>

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<li><a href='http://www.transtorno.net/2008/12/ocultismo/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Ocultismo'>Ocultismo</a></li>
</ol></p>]]></content:encoded>
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		<title>Ágape</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Dec 2008 22:29:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hilton S.</dc:creator>
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		<description><![CDATA[sedosos cílios, úmidos de sua boca curva síbilos de sede caindo em contorno pernas e seios cedendo às serpentes de Tuat abre teu olhar que entro em teus lábios deitados cambaleante desordem e aromas abatidos vivos, temidos geme tuas palavras de querer na espera do invadir seleto deleite, caminho de olivas feito treze é ultrapassado [...]


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</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>sedosos cílios, úmidos de sua boca curva<br />
síbilos de sede caindo em contorno<br />
pernas e seios cedendo às serpentes de Tuat</p>
<p>abre teu olhar que entro em teus lábios deitados<br />
cambaleante desordem e aromas abatidos vivos, temidos</p>
<p>geme tuas palavras de querer<br />
na espera do invadir</p>
<p>seleto deleite, caminho de olivas feito<br />
treze é ultrapassado e a coroa aguarda<br />
na árvore dos troncos de teu corpo<br />
emana luz que cega, cala e desmaia</p>
<p>- transborda</p>
<p>ejacula tua eletricidade<br />
das constelações em trânsito</p>
<p>eu era místico e agora sou além<br />
provado e feito mago<br />
sacerdote de teu templo vivo, do casamento secreto</p>
<p>deusa hiperbórea, ergue o cálice cheio de teoria abstrata<br />
do pão e do mel, do sacrifício e da eucaristia<br />
do dividir e da união da carne<br />
- da natureza divina</p>
<p>cria, transforma e destrói</p>
<p>meu calvário se rompe sobre sua taça<br />
e preenche de sal e semente<br />
- me recebe em sangue e ardor</p>
<p>19/11/2008</p>

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		<title>Magia renascentista e ciência</title>
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		<pubDate>Sun, 07 Dec 2008 15:54:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hilton S.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
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		<description><![CDATA[Escrevi, há tempos, com base na leitura de Cassirer, um trabalho sobre como os estudos e crenças da magia renascentista, dos alquimistas etc, se transformaram na ciência moderna. O resultado é extenso e não vou postar todo aqui, exceto por esse fragmento, que dá um pouco o que pensar. Segue: “La verdadera filosofia no tiene [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<p>Escrevi, há tempos, com base na leitura de Cassirer, um trabalho sobre como os estudos e <a href="http://www.transtorno.net/tag/crencas/">crenças</a> da <a href="http://www.transtorno.net/tag/magia/">magia</a> renascentista, dos alquimistas etc, se transformaram na <a href="http://www.transtorno.net/tag/ciencia/">ciência</a> moderna. O resultado é extenso e não vou postar todo aqui, exceto por esse fragmento, que dá um pouco o que pensar.</p>
<p>Segue:</p>
<p>“La verdadera <a href="http://www.transtorno.net/tag/filosofia/"><a href="http://www.transtorno.net/filosofia/">filosofia</a></a> no tiene otra meta que el sacar a luz y elevar a conciencia el contenido que aparece recóndito en la naturaleza, pues ‘¿qué es la sino la <a href="http://www.transtorno.net/tag/filosofia/"><a href="http://www.transtorno.net/filosofia/">filosofia</a></a>? ¿Qué es la <a href="http://www.transtorno.net/tag/filosofia/"><a href="http://www.transtorno.net/filosofia/">filosofia</a></a> sino la naturaleza invisible?” (CASSIRER, 2004, p. 240). Neste trecho de Paracelso, citado por Cassirer, é apresentada a função da <a href="http://www.transtorno.net/tag/filosofia/"><a href="http://www.transtorno.net/filosofia/">filosofia</a></a> e talvez mais que a função, mas a “natureza” da <a href="http://www.transtorno.net/tag/filosofia/"><a href="http://www.transtorno.net/filosofia/">filosofia</a></a>. Conhecer a <a href="http://www.transtorno.net/tag/filosofia/"><a href="http://www.transtorno.net/filosofia/">filosofia</a></a> é, num certo sentido, desvendar a natureza, trazer luz sob o que está invisível.</p>
<p>Essa visão abre caminho para que as doutrinas medievais passem a ser superadas pelo sistema das ciências empíricas. Quando os alquimistas rompiam e questionavam toda a explicação dos fenômenos da natureza baseados na <a href="http://www.transtorno.net/tag/magia/">magia</a>, fazendo ligações de observação empírica e criando espécies de fórmulas, poderiam responder questões de ordem prática, bem como curar doenças, manipular o tempo, elementos, fenômenos etc. Dessa forma, o valor central era dado à observação e a partir da observação, à <a href="http://www.transtorno.net/tag/busca/">busca</a> de conclusões teóricas e de suas utilidades práticas.</p>
<p>Embora pareça que esse <a href="http://www.transtorno.net/tag/conhecimento/">conhecimento</a> empírico, dado pela observação, seja livre de <a href="http://www.transtorno.net/tag/crencas/">crenças</a> religiosas ou místicas, seria engano pensar isso. Há uma espécie de <a href="http://www.transtorno.net/tag/ruptura/">ruptura</a> no sentido de que a <a href="http://www.transtorno.net/tag/magia/">magia</a> se transforma de simples crença a uma possibilidade prática, quero dizer, passa a ser possível, de certa maneira, posto que parece haver uma estrutura universal, dada por <a href="http://www.transtorno.net/tag/deus/">Deus</a>, ou pelo espírito do mundo, que pode ser compreendida e utilizada empiricamente. O problema, no entanto, é a forma como era utilizada, para quais fins: resolver problemas cotidianos, fazer chover, buscar poder, curar doenças etc. Era, portanto, a mesma finalidade das <a href="http://www.transtorno.net/tag/crencas/">crenças</a> mágicas antigas, com a diferença, entretanto, de que pareciam haver encontrado, finalmente, a lógica estrutural do mundo e com ela poderiam por em prática qualquer solução, a curto prazo, para os problemas que viessem a surgir.</p>
<p>Vale notar, com relação a isso, que a <a href="http://www.transtorno.net/tag/ciencia/">ciência</a> moderna, por não ter uma espécie de planejamento tecnológico, por exemplo, ainda guarda muita relação com a <a href="http://www.transtorno.net/tag/magia/">magia</a> renascentista e com as <a href="http://www.transtorno.net/tag/crencas/">crenças</a> místicas anteriores, que visavam resolver problemas a curto prazo. Tecnologicamente, como disse, a relação é bem próxima, posto que se criam ferramentas para resolver problemas, para controlar situações, todas com fim imediato, pois não há uma visão de longo prazo, não há, novamente, um pensamento sobre o que há em mãos, apenas a adoção de técnicas. Pode-se mesmo dizer que a tecnologia engole a si, pois em muitos casos é necessária para resolver situações criadas por si mesma.</p>
<p>Segundo Paracelso, “La mano de Dios ha ordenado que el cielo se mueva por sus rutas y el hombre por las suyas proprias” (Cassirer, 2004, p. 241). Esta solução garante a independência humana para conhecer a natureza e a existência divina, de forma que o <a href="http://www.transtorno.net/tag/conhecimento/">conhecimento</a> encontrado por trás das coisas, as associações e fórmulas, não dá ao homem poder divino, ou seja, não significa <a href="http://www.transtorno.net/tag/ruptura/">ruptura</a> com uma divindade superior, mas o contrário.</p>
<p>Para quem quiser estudar mais, recomendo ler e pensar a respeito das idéias expostas em &#8220;El problema del conocimento, vol. 1&#8243;, de E. Cassirer, publicado pelo Fondo de Cultura Econômica, Mexico, 2004.</p>

<p>Links relacionados:<ol><li><a href='http://www.transtorno.net/2009/02/objetos-conhecimento-ciencia/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Objetos, conhecimento e ciência'>Objetos, conhecimento e ciência</a></li>
</ol></p>]]></content:encoded>
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