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	<title>Transtorno&#187; Crowley &raquo; Vertigem, Ruptura e Pensamentos Transgressivos</title>
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	<description>Vertigem, Ruptura e Pensamentos Transgressivos</description>
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		<title>Abrahadabra, de Rodney Orpheus</title>
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		<pubDate>Tue, 31 Mar 2009 02:50:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hilton S.</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Terminei há pouco de ler &#8220;Abrahadabra&#8221;, de Rodney Orpheus, e a impressão que tive é das melhores. Trata-se de uma introdução à religião (sim, o autor defende que Thelema é religião e concordo com ele &#8211; &#8220;the method of science, the aim of religion&#8221;) thelemica, passando por diversos dos pontos nela contidos. É um trabalho [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Terminei há pouco de ler &#8220;Abrahadabra&#8221;, de Rodney Orpheus, e a impressão que tive é das melhores.</p>
<p>Trata-se de uma introdução à religião (sim, o autor defende que <a href="http://www.transtorno.net/tag/thelema/">Thelema</a> é religião e concordo com ele &#8211; &#8220;the method of science, the aim of religion&#8221;) thelemica, passando por diversos dos pontos nela contidos. </p>
<p>É um trabalho introdutório, mas tenho certeza de que inclusive quem já tem uma boa base vai tirar proveito. Eu, por exemplo, acredito ter mais <a href="http://www.transtorno.net/tag/conhecimento/">conhecimento</a> do que um leitor &#8220;normal&#8221;, recém chegado ao assunto, e ainda assim aprendi bastante.</p>
<p>Os assuntos abrangem Yoga (Asana e Pranayama, por exemplo), concentração, viagem astral, cosmologia &#8211; Nuit? Hadit? Therion? Babalon? Hoor-Paar-Kraat?  -, rituais básicos e suas explicações, <a href="http://www.transtorno.net/tag/qabalah/">qabalah</a>, tarot, bem como métodos de pensar na estrutura das construções ritualísticas de forma a adaptar o que for necessário às suas necessidades.</p>
<p>Um assunto importante que também é introduzido é a moralidade. Embora muitos <a href="http://www.transtorno.net/tag/livros/"><a href="http://www.transtorno.net/livros/">livros</a></a> thelemicos lembrem que &#8220;todo homem e toda mulher é uma estrela&#8221;, nem todos os estudantes levam isso para a prática. É importante não confundir &#8220;Faze o que Tu queres&#8221; com &#8220;faça o que quiser&#8221;. A diferença é óbvia e não é nada fácil adotar e seguir um sistema que dá tamanha <a href="http://www.transtorno.net/tag/liberdade/">liberdade</a> e ainda assim saber o limite de colisão das órbitas.</p>
<p>Gostaria muito que esse livro já existisse há uns 12 anos, quando tive meu primeiro contato com os escritos de Aleister <a href="http://www.transtorno.net/tag/crowley/">Crowley</a>. Teria me poupado muito trabalho, evitado muitos conflitos e me poupado também de algumas dores no estômago. Mas quem foi que disse que seria fácil?</p>]]></content:encoded>
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		<title>A moral da homogeneidade</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Feb 2009 03:01:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hilton S.</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Há pouco mais de uma semana, postei algumas linhas de pensamentos que surgiram ao lembrar de um livro de Georges Duby, sobre as cavalarias medievais. Quando escrevi aquele post, me lembrei de um verso de Liber AL vel Legis e abri com aquela citação. Pois bem, estava lendo &#8220;The Law is for all&#8221;, de Aleister [...]


Links relacionados:<ol><li><a href='http://www.transtorno.net/2009/01/liberdade-trangressao-moral/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Liberdade, transgressão e moral'>Liberdade, transgressão e moral</a></li>
<li><a href='http://www.transtorno.net/2007/09/deads-among-the-living/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Deads among the &#8220;living&#8221;&#8230;'>Deads among the &#8220;living&#8221;&#8230;</a></li>
</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há pouco mais de uma semana, postei algumas linhas de <a href="http://www.transtorno.net/tag/pensamentos/"><a href="http://www.transtorno.net/pensamentos/">pensamentos</a></a> que surgiram ao lembrar de um livro de Georges Duby, sobre as cavalarias medievais. Quando escrevi aquele post, me lembrei de um verso de Liber AL vel Legis e abri com aquela citação. Pois bem, estava lendo &#8220;The Law is for all&#8221;, de Aleister <a href="http://www.transtorno.net/tag/crowley/">Crowley</a>, e quando cheguei ao comentário sobre aquele verso (AL, II, 58), percebi que caía quase que como uma luva. </p>
<p>Segue, em inglês:</p>
<blockquote><p>Men should not be taught to read and write unless they exhibit capacity or inclination. Compulsory education has aided nobody. It has imposed an unwarrantable constraint on the people it was intended to benefit; it has been asinine presumption on the part of the intellectuals to consider a smattering of mental acquirements of universal benefit. It is a form of sectarian bigotry. We should recognize the fact that the vast majority of human beings have no ambition in life beyond mere ease and animal happiness. We should allow these people to fulfil their destinies without interference. We should give every opportunity to the ambitious, and thereby establish a class of morally and intellectually superior men and women. We should have no compunction in utilizing the natural qualities of the bulk of mankind.</p>
<p>(&#8230;)</p>
<p>In this way we shall have a contented class of slaves who will accept the conditions of existence as they really are, and enjoy life with the quiet wisdom of cattle. It is our duty to see to it that this class of people lack for nothing.</p>
<p>(&#8230;)</p>
<p>Our troubles have been caused by the assumption that everybody wanted the same things, and thereby the supply of those things has become artificially limited; even those benefits of which there is an inexhaustible store have been cornered. For example, fresh air and beautiful scenery. In a world where everyone did his own will none would lack these things. In our present society, they have become the luxuries of wealth and leisure, yet they are still accessible to any one who possesses sufficient sense to emancipate himself from the alleged advantages of city life. We have deliberately trained people to wish for things that they do not really want.</p>
<p><i>- <a href="http://www.transtorno.net/tag/crowley/">Crowley</a>, The Law is for all, novo comentário a AL, II, 58</i></p></blockquote>
<p>Discordo de <a href="http://www.transtorno.net/tag/crowley/">Crowley</a>, no entanto, quando ele diz que &#8220;they lack nothing&#8221;. Eles não tem muita coisa, mas são rápidos em culpar os outros pelo que não possuem. Naquele post eu falava especificamente da falta de coragem, pois então vou usar isso como exemplo novamente: muitos não tem coragem sequer para defender sua existência, mas culparão os outros por não defendê-los.</p>
<p>Sobre os &#8220;escravos&#8221;, é interessante fazer uma leitura desse comentário tendo lido também a &#8220;<a href="http://www.transtorno.net/tag/politica/"><a href="http://www.transtorno.net/politica/">Política</a></a>&#8221;, de Aristóteles. Não vou entrar em detalhes e nem me aprofundar, mas ele fala da relação senhor x escravo e de como um precisa do outro. Não se trata, porém, da dial<a href="http://www.transtorno.net/tag/etica/">ética</a> do senhor e do escravo, de Hegel, é óbvio. Seria anacrônico, além de idiota, pensar uma bobagem dessas.</p>
<p><a href="http://www.transtorno.net/tag/crowley/">Crowley</a> completa o comentário citando Liber Aleph, do qual dou apenas um fragmento:</p>
<blockquote><p>All her Members let them differ in their Qualities, and let there be no Creature equal with another. Here also is the voice of true Science, crying aloud that Variation is the Key of Evolution. Thereunto Art cometh the third, perceiving Beauty in the Harmony of the Diverse. Know then, o my Son, that all Laws, all Systems, all Customs, all Ideals and Standards which tend to produce uniformity, are in direct opposition to Nature&#8217;s Will to change and to develop through Variety, and are accursed.</p>
<p><i>- <a href="http://www.transtorno.net/tag/crowley/">Crowley</a>, Liber Aleph, De Lege Motus</i></p></blockquote>
<p>Concordo com isso, sim. O problema é que hoje, sobre o pretexto da diversidade, a mesma é destruída. Poucos percebem que a luta pela diversidade causa nada além de homogeneidade. As diferenças são naturais e não precisam de defesa. Essa defesa que promove o pensamento homogêneo enfraquece o processo. </p>
<p>O &#8220;politicamente correto&#8221;, por exemplo, hoje impede através de leis, algumas existentes apenas nos olhares de censura, que coisas sejam ditas ou feitas abertamente, criando novas gerações de hipócritas, de falsos livres pensadores, de lugar-comum. </p>
<p>Quem discorda disso, pode ler novamente o texto de <a href="http://www.transtorno.net/tag/crowley/">Crowley</a>, a primeira parte em especial. Deve reler, aliás. E se esse fragmento não te fizer pensar, pois bem, já sei em que lugar você se encaixa.</p>
<p>Assunto para ser continuado&#8230;</p>

<p>Links relacionados:<ol><li><a href='http://www.transtorno.net/2009/01/liberdade-trangressao-moral/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Liberdade, transgressão e moral'>Liberdade, transgressão e moral</a></li>
<li><a href='http://www.transtorno.net/2007/09/deads-among-the-living/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Deads among the &#8220;living&#8221;&#8230;'>Deads among the &#8220;living&#8221;&#8230;</a></li>
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		<title>As vísceras da Vontade</title>
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		<pubDate>Sat, 14 Feb 2009 14:16:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hilton S.</dc:creator>
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		<description><![CDATA[“Yea! deem not of change: ye shall be as ye are, &#038; not other. Therefore the kings of the earth shall be Kings for ever: the slaves shall serve. There is none that shall be cast down or lifted up: all is ever as it was. Yet there are masked ones my servants: it may [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>“Yea! deem not of change: ye shall be as ye are, &#038; not other. Therefore the kings of the earth shall be Kings for ever: the slaves shall serve. There is none that shall be cast down or lifted up: all is ever as it was. Yet there are masked ones my servants: it may be that yonder beggar is a King. A King may choose his garment as he will: there is no certain test: but a beggar cannot hide his poverty.”<br />
- Liber AL, II, 58</p></blockquote>
<p>Há alguns anos li um trabalho bem interessante do historiador Georges Duby, chamado “A sociedade Cavaleiresca” (Martins Fontes, 1989 &#8211; recomendo, mas duvido que alguém leia), que trata, é claro, da formação das cavalarias na Idade Média. Há algumas teorias e estudos baseados em documentos da época, mas basicamente e muito, muito resumidamente, parte do que ele diz é que por volta do ano 1000, com o enfraquecimento dos nobres e o fortalecimento da igreja, foram lançadas campanhas de paz, com a igreja trazendo pobres para perto de si, mantendo-os longe das armas. As armas eram, então, mantidas por alguns, dispostos a lutar e que recebiam por isso, vindo cada vez mais a fortalecer-se, como uma espécie de classe. </p>
<p>Os pobres não lutavam, outros eram covardes, outros padres, mas nada disso impedia &#8211; o contrário &#8211; que existissem outros, dispostos a combatê-los e tomar o que tinham, ou ainda pessoas dispostas a criar confusão, não preocupadas com o a campanha de “paz” proposta.</p>
<p>Daqui pra frente sou eu escrevendo, baseado em outras leituras e observações, algumas mais atuais do que vocês podem pensar, e não mais um resumo simplificado de Duby: esses cavaleiros eram pagos para protegê-los, mas é claro que as pessoas não gostavam de pagá-los. A covardia ou a religião que assumiram os impedia de lutar, mas ao mesmo tempo achavam injusto pagar outrem. Esperavam serem protegidas apenas por boa <a href="http://www.transtorno.net/tag/vontade/">vontade</a>. Ora, a justiça! </p>
<p>Percebem alguma semelhança com hoje, 1000 anos após? Querem que morram por eles, literal e metaforicamente, mas não querem fazer sacrifícios. Ora, a covardia!</p>
<p>Não lutam em tempos de guerra, reclamam de sua duração, reclamam dos gastos, reduzem a coragem de quem os defende a mero produto à venda. Mercadoria cara, diriam eles. Em tempos de paz, preferem evitar os gastos, afinal, já não precisam mais daquele serviço. Seria, digamos, como queimar plantações logo após o almoço, pois não se sente mais fome.  Quando a fome voltar e não houver mais nada disponível, amaldiçoarão aquele que não oferece os prazeres esperados. Ou a proteção esperada, para continuar no assunto.</p>
<p>Aquele que não luta, não se defende, não tem disciplina e, principalmente, não entende um certo nível de ética, não aquela de cordeiros, mas a de soldados nascidos, de reis, merece de fato morrer como escravo e ter seu nome esquecido.</p>
<p>Acontece, porém, que mesmo dentre esses covardes existem aqueles que estão em um nível ainda mais baixo, aqueles que usam as palavras como arma para combater o que mais precisam. São aqueles escravos que usam da retórica ou da pequena influência que possuem, da ignorância das massas, dos fenômenos dos rebanhos, que percebem apenas a entonação das palavras, não seu sentido, assim como os cães. São nada mais que isso: cães. Domesticados, enfraquecidos, sem instintos, intelectuais! </p>
<p>Instintos não são apagados pelas palavras e pela razão. São jóias na coroa de reis, são parte da divindade. Quem não age com vísceras, nunca as teve. Aquele que fala da <a href="http://www.transtorno.net/tag/dor/">dor</a> sem nunca tê-la sentido, aquele que fala de guerra sem nunca ter lutado, que fala de derrotas sem nunca ter perdido, de vitórias sem nunca ter vencido, formado por páginas lidas e não por experiências.</p>
<p>É o enfrentamento que mostra as vísceras.</p>
<p>“Ye are against the people, o my chosen!” (Liber AL, II, 25).</p>]]></content:encoded>
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