<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Transtorno&#187; dialética &raquo; Vertigem, Ruptura e Pensamentos Transgressivos</title>
	<atom:link href="http://www.transtorno.net/tag/dialetica/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.transtorno.net</link>
	<description>Vertigem, Ruptura e Pensamentos Transgressivos</description>
	<lastBuildDate>Thu, 10 Jun 2010 03:40:36 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.0</generator>
		<item>
		<title>Canalhice sartreana</title>
		<link>http://www.transtorno.net/2008/12/canalhice-sartreana/</link>
		<comments>http://www.transtorno.net/2008/12/canalhice-sartreana/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 09 Dec 2008 21:26:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hilton S.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[dialética]]></category>
		<category><![CDATA[Sartre]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.transtorno.net/?p=265</guid>
		<description><![CDATA[Não estou defendendo o que ele diz, como se vê pelo título, que fique claro. Estou postando essas linhas pra ver se gera discussão, embora duvide. A propósito, eu disse que acompanharia as estatísticas e o trabalho sobre Panofsky é o recordista de buscas no site até o momento. Fim de semestre na USP. Coincidência? [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não estou defendendo o que ele diz, como se vê pelo título, que fique claro. Estou postando essas linhas pra ver se gera discussão, embora duvide.</p>
<p>A propósito, eu disse que acompanharia as estatísticas e o trabalho sobre Panofsky é o recordista de buscas no site até o momento. Fim de semestre na USP. Coincidência?</p>
<p>Segue:</p>
<p><strong>Por que, para <a href="http://www.transtorno.net/tag/sartre/">Sartre</a>, a <a href="http://www.transtorno.net/tag/busca/">busca</a> de uma verdade do homem constitui tarefa a ser desenvolvida por uma antropologia estabelecida a partir do marxismo?</strong></p>
<p>Para <a href="http://www.transtorno.net/tag/sartre/">Sartre</a>, o homem é parte de um processo de constituição, de construção de si, no qual o é livre para se determinar, de forma que “a existência precede a essência do homem”. Ao contrário do defendido por muitos filósofos até então, <a href="http://www.transtorno.net/tag/sartre/">Sartre</a> defende que o homem não nasce com uma essência e por isso segue esse processo de subjetivação, buscando vir a ser, como no movimento dialético, no “em-si, para-si”.</p>
<p>Dessa forma, distante dessa essência determinada e eterna, o indivíduo se faz através da objetivação do outro, da interiorização do exterior e exteriorização de seu interior, passando por transformações que o levam no caminho de uma constituição-totalização que nunca será concluída. Dentro desse <a href="http://www.transtorno.net/tag/contexto/">contexto</a>, fica claro que à História, aos fatos e situações, deve ser atribuída uma importância imensa nesse processo.</p>
<p>Se não há uma essência eterna, <a href="http://www.transtorno.net/tag/sartre/">Sartre</a> pensa então como são os meios para um <a href="http://www.transtorno.net/tag/conhecimento/">conhecimento</a> adequado do homem, este, que é formado pela História ao mesmo tempo em que a forma, tanto como indivíduo quando como parte de uma coletividade.</p>
<p>Para que o homem não se torne apenas um objeto do processo histórico, é necessário pensá-lo também como transformador, posto que é livre para determinar-se. <a href="http://www.transtorno.net/tag/sartre/">Sartre</a> propõe uma antropologia estrutural e histórica, ou seja, que deverá analisar as estruturas da existência, visando compreender a <a href="http://www.transtorno.net/tag/humanidade/">humanidade</a> em sua universalidade concreta, e na <a href="http://www.transtorno.net/tag/necessidade/">necessidade</a> de compreender a existência dentro das manifestações e dos fenômenos históricos, sendo que a verdade histórica é um movimento, um processo que <a href="http://www.transtorno.net/tag/busca/">busca</a> uma totalização. Não é, no entanto, função dessa antropologia apresentar uma idéia de totalidade acabada, que contraria a própria natureza de movimento histórico, bem como da subjetivação do homem.</p>
<p>Para servir de base a essa antropologia, a <a href="http://www.transtorno.net/tag/filosofia/"><a href="http://www.transtorno.net/filosofia/">filosofia</a></a> precisa ter lugar para o “devir”, para esse processo dialético com todas as suas contradições, que virão a ser integradas, de forma que o Marxismo, para <a href="http://www.transtorno.net/tag/sartre/">Sartre</a>, como sendo “a única <a href="http://www.transtorno.net/tag/filosofia/"><a href="http://www.transtorno.net/filosofia/">filosofia</a></a> do nosso tempo”, ou seja, a única capaz de representá-lo, é a adequada não por opção de método, mas por <a href="http://www.transtorno.net/tag/necessidade/">necessidade</a>, haja visto que para o filósofo o Marxismo é uma <a href="http://www.transtorno.net/tag/filosofia/"><a href="http://www.transtorno.net/filosofia/">filosofia</a></a> viva, vinda da práxis histórica e em relação permanente com ela, assim como o homem também é sujeito de sua práxis.</p>
<p>A dial<a href="http://www.transtorno.net/tag/etica/">ética</a> aqui proposta visa compreender o processo de objetivação do homem, o movimento de constituição, levando em conta a práxis em que ocorrem estes fenômenos da existência, analisando como tais processos ocorrem a partir da &#8220;prática&#8221;, ou seja, um <a href="http://www.transtorno.net/tag/conhecimento/">conhecimento</a> do homem pelo homem, produto da manifestação direta da condição humana histórica, e não de conceitos abstratos. É somente através do entendimento da práxis que iremos compreender a existência histórica e os processos de objetivação, subjetivação, constituição e totalização, isto é, a verdade sobre o homem. Para ele, a teoria tradicional, pautada em uma razão analítica, é insuficiente para abarcar os propósitos desta missão.</p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.transtorno.net/2008/12/canalhice-sartreana/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Retorno e movimento</title>
		<link>http://www.transtorno.net/2008/11/retorno-e-movimento/</link>
		<comments>http://www.transtorno.net/2008/11/retorno-e-movimento/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 15 Nov 2008 23:44:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hilton S.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Rabiscos]]></category>
		<category><![CDATA[Bataille]]></category>
		<category><![CDATA[dialética]]></category>
		<category><![CDATA[ruptura]]></category>
		<category><![CDATA[surrealismo]]></category>
		<category><![CDATA[transgressão]]></category>
		<category><![CDATA[vertigem]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.transtorno.net/?p=246</guid>
		<description><![CDATA[Mais um dos textos que estavam esquecidos em algum lugar, nas gavetas de casa. Revirar as gavetas faz com que eu revire também as internas. Segue: O corpo único, vertiginoso em todo seu momento, incorpora duos. Perde-se em si próprio em um ciclo que, quando completo, se reinicia: espiral que aumenta a perda/ganho, mais-querer. É [...]


Links relacionados:<ol><li><a href='http://www.transtorno.net/2008/11/premissas/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Premissas'>Premissas</a></li>
<li><a href='http://www.transtorno.net/2008/11/evolucionismo-rupturas-e-movimento/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Evolucionismo, rupturas e movimento'>Evolucionismo, rupturas e movimento</a></li>
<li><a href='http://www.transtorno.net/2008/12/amanhecer-no-inferno/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Amanhecer no Inferno'>Amanhecer no Inferno</a></li>
</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mais um dos textos que estavam esquecidos em algum lugar, nas gavetas de casa. Revirar as gavetas faz com que eu revire também as internas.</p>
<p>Segue:</p>
<p>O corpo único, vertiginoso em todo seu momento, incorpora duos.</p>
<p>Perde-se em si próprio em um ciclo que, quando completo, se reinicia: espiral que aumenta a perda/ganho, mais-querer.</p>
<p>É necessário o reiníncio que unicamente pode substituir a frustração pelo êxtase, como diria <a href="http://www.transtorno.net/tag/bataille/">Bataille</a>, &#8220;ele mesmo é a mulher já esquecida da presença dele, mas excitada no aperto de seus braços&#8221; ou, em Nietzsche, &#8220;todo prazer requer eternidade&#8221;.</p>
<p>Sim, é este eco que se faz ouvir, no brado do sensível a <a href="http://www.transtorno.net/tag/busca/">busca</a> do gozo impossível, do extremo que ultrapassa o coito. Transgressão: <a href="http://www.transtorno.net/tag/busca/">busca</a> de retorno progressivo à situação natural, de onde surge o apelo de vida, o apelo de morte, o <a href="http://www.transtorno.net/tag/amor/">amor</a> que rege o homem-natural, solitário, única chama, acompanhado do impulso erótico que mantém acesa a <a href="http://www.transtorno.net/tag/busca/">busca</a> inatingível do Super-Homem.</p>
<p>&#8220;O movimento é figura do <a href="http://www.transtorno.net/tag/amor/">amor</a> (&#8230;) e o esquecimento que vai condicioná-lo&#8221;. Novamente recomeçará o movimento, assumirá seu ritmo, mantendo a dial<a href="http://www.transtorno.net/tag/etica/">ética</a> de vida e de morte se enlaçando.</p>
<p>Corpos em furto mútuo de complementação/continuação. Inacabável explosão que exige seu fim para renascer. Essa Fênix interna alimenta o consciente com <a href="http://www.transtorno.net/tag/sensacoes/">sensações</a> e tira sua lógica entregando-o ao outro, incorporando-o, completando o ciclo, expandindo-se em si próprio.</p>
<p>Espiral: do fim ao começo, do meio ao começo e ao fim a superação grita seu espaço, se expandindo/superando em torno do centro, o imaginário.</p>
<p>Este movimento se torna mortal em uma relação de dependência extrema, onde se recria ou se morre/ assassina.</p>
<p>A natureza exige ser recriada sobre a pena de recriar.</p>
<p>- Algum dia de 1991</p>

<p>Links relacionados:<ol><li><a href='http://www.transtorno.net/2008/11/premissas/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Premissas'>Premissas</a></li>
<li><a href='http://www.transtorno.net/2008/11/evolucionismo-rupturas-e-movimento/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Evolucionismo, rupturas e movimento'>Evolucionismo, rupturas e movimento</a></li>
<li><a href='http://www.transtorno.net/2008/12/amanhecer-no-inferno/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Amanhecer no Inferno'>Amanhecer no Inferno</a></li>
</ol></p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.transtorno.net/2008/11/retorno-e-movimento/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Premissas</title>
		<link>http://www.transtorno.net/2008/11/premissas/</link>
		<comments>http://www.transtorno.net/2008/11/premissas/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 14 Nov 2008 03:31:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hilton S.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Rabiscos]]></category>
		<category><![CDATA[desejo]]></category>
		<category><![CDATA[dialética]]></category>
		<category><![CDATA[premissas]]></category>
		<category><![CDATA[ruptura]]></category>
		<category><![CDATA[surrealismo]]></category>
		<category><![CDATA[transgressão]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.transtorno.net/?p=240</guid>
		<description><![CDATA[Este texto foi escrito há muitos anos para integrar um trabalho do Grupo Surrealista de São Paulo, que seria entregre ao grupo da Espanha. Na verdade não sei como isso ficou e nem se foi enviado, mas um dos meus trabalhos (eram vários) foi esse. Os demais (desenhos e colagens) não ficaram comigo e não [...]


Links relacionados:<ol><li><a href='http://www.transtorno.net/2008/11/retorno-e-movimento/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Retorno e movimento'>Retorno e movimento</a></li>
</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Este texto foi escrito há muitos anos para integrar um trabalho do Grupo Surrealista de São Paulo, que seria entregre ao grupo da Espanha. Na verdade não sei como isso ficou e nem se foi enviado, mas um dos meus trabalhos (eram vários) foi esse. Os demais (desenhos e colagens) não ficaram comigo e não tenho cópias, uma pena.</p>
<p>Segue:</p>
<p>Partem juntas e caminham juntas. Mesmos caminhos e situações se repetem, cabendo ao objetivo ver e re-criar as portas, transgredindo a cada vez. <a href="http://www.transtorno.net/tag/premissas/">Premissas</a> são o ser e seu <a href="http://www.transtorno.net/tag/duplo/">duplo</a>, sem que um saiba quem é o outro, sem que saiba quem é o ser, sendo um.</p>
<p>Não há paz duradoura. Não quero paz duradoura! O anel deve-se romper, criando outro e outro: uma espiral. Qual movimento é mais belo entre o abrir e o fechar de uma rosa? Na idéia de subversão da lógica, de inversão, está a violência e no fechar está a beleza. No todo está a <a href="http://www.transtorno.net/tag/ruptura/">ruptura</a>. O despedaçar de uma faísca amendoada num reator termo-corporal é tão velo quanto o despedaçar do corpo por uma faísca amendoada.</p>
<p>Esta espiral pode ser esticada, traçando um caminho. Resta a cada ser localizar o ângulo de posicionamento da reta obtida: a mediocridade da horizontalização ou a verticalização (retorno progressivo). Novamente as pontas dessa reta tocar-se-ão, traçando um anel que, rompido, dará origem à nova espiral.</p>
<p><a href="http://www.transtorno.net/tag/premissas/">Premissas</a> são o <a href="http://www.transtorno.net/tag/desejo/">desejo</a>, partida única.</p>
<p>10/1992</p>
<p>&#8211;<br />
Comentários rápidos, 16 anos depois:<br />
- abusei!<br />
- ainda vejo o mesmo simbolismo em muita coisa. Sei o que &#8220;faísca amendoada&#8221; significa, por exemplo;<br />
- escrevia melhor antes;<br />
- entendia mais de dial<a href="http://www.transtorno.net/tag/etica/">ética</a> lendo Hegel por brincadeira do que lendo a sério, pra faculdade;<br />
- por fim, me orgulho de ter rabiscado isso aos 19 anos.</p>

<p>Links relacionados:<ol><li><a href='http://www.transtorno.net/2008/11/retorno-e-movimento/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Retorno e movimento'>Retorno e movimento</a></li>
</ol></p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.transtorno.net/2008/11/premissas/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
