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	<title>Transtorno &#187; dor &raquo; Vertigem, Ruptura e Pensamentos Transgressivos</title>
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	<description>Vertigem, Ruptura e Pensamentos Transgressivos</description>
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		<title>As vísceras da Vontade</title>
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		<pubDate>Sat, 14 Feb 2009 14:16:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hilton S.</dc:creator>
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		<description><![CDATA[“Yea! deem not of change: ye shall be as ye are, &#038; not other. Therefore the kings of the earth shall be Kings for ever: the slaves shall serve. There is none that shall be cast down or lifted up: all is ever as it was. Yet there are masked ones my servants: it may &#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>“Yea! deem not of change: ye shall be as ye are, &#038; not other. Therefore the kings of the earth shall be Kings for ever: the slaves shall serve. There is none that shall be cast down or lifted up: all is ever as it was. Yet there are masked ones my servants: it may be that yonder beggar is a King. A King may choose his garment as he will: there is no certain test: but a beggar cannot hide his poverty.”<br />
- Liber AL, II, 58</p></blockquote>
<p>Há alguns anos li um trabalho bem interessante do historiador Georges Duby, chamado “A sociedade Cavaleiresca” (Martins Fontes, 1989 &#8211; recomendo, mas duvido que alguém leia), que trata, é claro, da formação das cavalarias na Idade Média. Há algumas teorias e estudos baseados em documentos da época, mas basicamente e muito, muito resumidamente, parte do que ele diz é que por volta do ano 1000, com o enfraquecimento dos nobres e o fortalecimento da igreja, foram lançadas campanhas de paz, com a igreja trazendo pobres para perto de si, mantendo-os longe das armas. As armas eram, então, mantidas por alguns, dispostos a lutar e que recebiam por isso, vindo cada vez mais a fortalecer-se, como uma espécie de classe. </p>
<p>Os pobres não lutavam, outros eram covardes, outros padres, mas nada disso impedia &#8211; o contrário &#8211; que existissem outros, dispostos a combatê-los e tomar o que tinham, ou ainda pessoas dispostas a criar confusão, não preocupadas com o a campanha de “paz” proposta.</p>
<p>Daqui pra frente sou eu escrevendo, baseado em outras leituras e observações, algumas mais atuais do que vocês podem pensar, e não mais um resumo simplificado de Duby: esses cavaleiros eram pagos para protegê-los, mas é claro que as pessoas não gostavam de pagá-los. A covardia ou a religião que assumiram os impedia de lutar, mas ao mesmo tempo achavam injusto pagar outrem. Esperavam serem protegidas apenas por boa <a href="http://www.transtorno.net/tag/vontade/">vontade</a>. Ora, a justiça! </p>
<p>Percebem alguma semelhança com hoje, 1000 anos após? Querem que morram por eles, literal e metaforicamente, mas não querem fazer sacrifícios. Ora, a covardia!</p>
<p>Não lutam em tempos de guerra, reclamam de sua duração, reclamam dos gastos, reduzem a coragem de quem os defende a mero produto à venda. Mercadoria cara, diriam eles. Em tempos de paz, preferem evitar os gastos, afinal, já não precisam mais daquele serviço. Seria, digamos, como queimar plantações logo após o almoço, pois não se sente mais fome.  Quando a fome voltar e não houver mais nada disponível, amaldiçoarão aquele que não oferece os prazeres esperados. Ou a proteção esperada, para continuar no assunto.</p>
<p>Aquele que não luta, não se defende, não tem disciplina e, principalmente, não entende um certo nível de ética, não aquela de cordeiros, mas a de soldados nascidos, de reis, merece de fato morrer como escravo e ter seu nome esquecido.</p>
<p>Acontece, porém, que mesmo dentre esses covardes existem aqueles que estão em um nível ainda mais baixo, aqueles que usam as palavras como arma para combater o que mais precisam. São aqueles escravos que usam da retórica ou da pequena influência que possuem, da ignorância das massas, dos fenômenos dos rebanhos, que percebem apenas a entonação das palavras, não seu sentido, assim como os cães. São nada mais que isso: cães. Domesticados, enfraquecidos, sem instintos, intelectuais! </p>
<p>Instintos não são apagados pelas palavras e pela razão. São jóias na coroa de reis, são parte da divindade. Quem não age com vísceras, nunca as teve. Aquele que fala da <a href="http://www.transtorno.net/tag/dor/">dor</a> sem nunca tê-la sentido, aquele que fala de guerra sem nunca ter lutado, que fala de derrotas sem nunca ter perdido, de vitórias sem nunca ter vencido, formado por páginas lidas e não por experiências.</p>
<p>É o enfrentamento que mostra as vísceras.</p>
<p>“Ye are against the people, o my chosen!” (Liber AL, II, 25).</p>]]></content:encoded>
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		<title>Única, divide e une</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Jan 2009 01:18:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hilton S.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Written]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[desejo]]></category>
		<category><![CDATA[desvelar]]></category>
		<category><![CDATA[dor]]></category>
		<category><![CDATA[inspiração]]></category>
		<category><![CDATA[Metafísica]]></category>
		<category><![CDATA[pintura]]></category>
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		<category><![CDATA[transgressão]]></category>

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		<description><![CDATA[ajoelha perante mim oferecendo tua palidez como agrado, padece em definitivos beijos de minhas mãos eufóricas recebe o desejo de ser minha, tecido que me envolve percebe a ânsia sádica de te aspirar qual cinzas brancas acolhe a alegre ira de minha força setentrional descobre e me devolve um sorriso opaco, ainda por se abrir &#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>ajoelha perante mim oferecendo tua palidez como agrado,<br />
padece em definitivos beijos de minhas mãos eufóricas</p>
<p>recebe o <a href="http://www.transtorno.net/tag/desejo/">desejo</a> de ser minha, tecido que me envolve<br />
percebe a ânsia sádica de te aspirar qual cinzas brancas<br />
acolhe a alegre ira de minha força setentrional<br />
descobre e me devolve um sorriso opaco, ainda por se abrir</p>
<p>sorri queimando o sangue do sol que se põe ao entardecer<br />
quase escuro, o cinza expansivo abre a espera por mais</p>
<p>vive o querer de meus dedos animais em teus cabelos doloridos<br />
divide o latejar que me provocas com a <a href="http://www.transtorno.net/tag/dor/">dor</a> de te manter próxima<br />
experimenta o respirar de minhas mãos que te amam loucamente<br />
sente o sofrer amarelo de ser minha amante</p>
<p>meu perceber deveras novo cambaleia exausto em preciosidades<br />
quando te deito ao meu lado, quase roxa, desfalecendo delicada<br />
e te amo uma vez mais</p>
<p>finada é a noite torpe, consumida por feitios anteriores</p>
<p>09/12/2008</p>]]></content:encoded>
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		<title>Infância</title>
		<link>http://www.transtorno.net/infancia/</link>
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		<pubDate>Thu, 25 Dec 2008 19:35:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hilton S.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Written]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[crueldade]]></category>
		<category><![CDATA[culpa]]></category>
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		<category><![CDATA[ódio]]></category>
		<category><![CDATA[ruptura]]></category>
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		<description><![CDATA[encontro os desenhos do devasso vergalho ainda cálidos sobre minha pele sulfurosa, cadentes células, traços vermelhos de contato, romper de lâminas, respostas contra meu querer sete caudas deslizam quando se enroscam, sua prole sangrando em minha pele icônica arrependido, com efeito, espero o porvir do galho, fustigando meu corpo como pássaro, couro rasgado, amarelo ouro, &#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>encontro os desenhos do devasso vergalho<br />
ainda cálidos sobre minha pele sulfurosa,<br />
cadentes células, traços vermelhos de contato,<br />
romper de lâminas, respostas contra meu querer</p>
<p>sete caudas deslizam quando se enroscam,<br />
sua prole sangrando em minha pele icônica</p>
<p>arrependido, com efeito, espero o porvir do galho,<br />
fustigando meu corpo como pássaro, couro rasgado,<br />
amarelo ouro, corado pelo rubro de meu sangue oleoso,<br />
deveras louro, respingado pelo grânulo de ferro</p>
<p>ópio e demais sabores, demiurges atemporais e afetuosas<br />
queria dessas lambidas lascivas o fulgor de um lince</p>
<p>mas de relance um estampido sorrindo seco<br />
ao segurar meu braço quando defendo o peito<br />
oferecendo as costas ao rufar de trançado atento<br />
ora embebido em álcool, ora verde claro, leitoso, materno</p>
<p>amores vencidos de segunda classe<br />
fisgados pelo lampejo amorfo de minha vingança</p>
<p>exímio mártir na senda biológica de meu templo desfeito<br />
me traz em vôo seres fadados, tomados de pontas e agulhas,<br />
alimentando chamas com as memórias amputadas<br />
que minha infância belicosa me traz</p>
<p>17/11/2008</p>]]></content:encoded>
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