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	<title>Transtorno &#187; duplo &raquo; Vertigem, Ruptura e Pensamentos Transgressivos</title>
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	<description>Vertigem, Ruptura e Pensamentos Transgressivos</description>
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		<title>Os Arcanos e os Acasos</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Jan 2009 23:31:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hilton S.</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Acasos só são acasos quando reconhecidos, vistos, percebidos. Coincidências e sincronicidades acontecem a todo momento, mas só quando vistas é que existem. Podemos dizer, então, que se não são percebidas, não existem ou não aconteceram? Se não há sentido, não há existência. É preciso um sentido, portanto. Acasos precisam ser vistos, logo, não, não acontecem &#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.transtorno.net/tag/acasos/">Acasos</a> só são <a href="http://www.transtorno.net/tag/acasos/">acasos</a> quando reconhecidos, vistos, percebidos. Coincidências e sincronicidades acontecem a todo momento, mas só quando vistas é que existem. Podemos dizer, então, que se não são percebidas, não existem ou não aconteceram? Se não há sentido, não há existência. É preciso um sentido, portanto. <a href="http://www.transtorno.net/tag/acasos/">Acasos</a> precisam ser vistos, logo, não, não acontecem a todo momento. Não são meras coincidências. Podes dizer com certeza que algo exista se não vês? Ora, a fé! Sim, podes dizer. E sentir, viver, tocar, enfim? Podes? <a href="http://www.transtorno.net/tag/acasos/">Acasos</a> são como Deuses: acreditamos e esperamos por eles. São pequenas fissões nucleares, fugidias, transformando às vezes imperceptivelmente a percepção que temos das coisas e, portanto, as coisas.</p>
<p>Poderia aprofundar o raciocínio, citar Platão, Berkeley, a psicologia, a <a href="http://www.transtorno.net/tag/metafisica/">metafísica</a> e mesmo os sentidos. Poderia, sim, mas não vou. Vou me ater ao breve, ao <a href="http://www.transtorno.net/tag/efemero/">efêmero</a>, que se vai, passa e se perde. Vou me ater ao inconsciente também. Como os <a href="http://www.transtorno.net/tag/acasos/">acasos</a>. Vou me ater às brasas. Aliás, vou apenas falar delas, das faíscas, de relâmpagos, de explosões e reagrupamentos.</p>
<p>Vou me ater apenas às notas que tomo neste caderno. Às notas musicais que vibram por segundos e acabam, quando se transformam em outras. Vou me ater à observação, à <a href="http://www.transtorno.net/tag/magia/">magia</a> e, neste caso, caberia mesmo discutir se é Magick ou não. </p>
<p><a href="http://www.transtorno.net/tag/acasos/">Acasos</a> são rápidos, são imagens, são percepções. São ligações e rupturas, simultaneamente. São poéticas de qualquer <a href="http://www.transtorno.net/tag/linguagem/">linguagem</a> não discursiva, seja verbal, onírica, escrita, visual e imaginária.</p>
<p><a href="http://www.transtorno.net/tag/acasos/">Acasos</a> são encruzilhadas, onde versos caem, uns sobre os outros, rompendo frases, se reagrupando em outras novas e, quando palavras sobram, germinam e criam outras, também novas, ainda solitárias, buscando verbos e adjetivos para lhe acompanharem rumo aos nomes.</p>
<p><a href="http://www.transtorno.net/tag/acasos/">Acasos</a> são frases que lemos a sós, mas se só nos as lemos, perdem o brilho, pois devem lidas em <a href="http://www.transtorno.net/tag/duplo/">duplo</a>, não necessariamente a dois, e isso digo apenas a quem sabe procurar as entrelinhas e perceber sutilezas. </p>
<p>Derrubo as palavras e fico observando, esperando que se reagrupem, mas o acaso está em mim, não fora. Se estivesse fora não seria acaso, seria rotina. Derrubo-as então em minha garganta e vou digerindo, calmamente, uma a uma, quando são mastigadas, se transformando em sons e novas letras. Mantenho tudo aqui, pois não poderia ser diferente: o que sou é imanente, mas ao mesmo tempo é outra coisa.</p>
<p>As sombras de São Paulo – a cidade, mas poderia também ser o santo, é claro &#8211; escondem os olhos de Nuit, mas, sob seu manto, novas palavras se formam. Formam versos. Formam <a href="http://www.transtorno.net/tag/poesias/">poesias</a>.</p>
<p>A <a href="http://www.transtorno.net/tag/ruptura/">ruptura</a> <a href="http://www.transtorno.net/tag/busca/">busca</a> união.</p>
<p>A letra theta é união!</p>
<p><span style="font:bold 22px arial">&theta;</span></p>]]></content:encoded>
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		<title>O teatro duplo dos dias</title>
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		<pubDate>Fri, 07 Nov 2008 12:46:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hilton S.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Written]]></category>
		<category><![CDATA[abismo]]></category>
		<category><![CDATA[Artaud]]></category>
		<category><![CDATA[busca]]></category>
		<category><![CDATA[criação]]></category>
		<category><![CDATA[crueldade]]></category>
		<category><![CDATA[duplo]]></category>
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		<description><![CDATA[Estou &#8220;buscando&#8221; idéias para usar em um trabalho, mas não sei se buscar é a palavra correta. Buscar, nesse caso, pode significar que estou indo em certas direções, o que não é exatamente o caso. Estou, sim, indo em diversas direções, mas não seguindo caminhos certeiros e sequer imagino o que esses seriam. Estou indo, &#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estou &#8220;buscando&#8221; idéias para usar em um trabalho, mas não sei se buscar é a palavra correta. Buscar, nesse caso, pode significar que estou indo em certas direções, o que não é exatamente o caso. Estou, sim, indo em diversas direções, mas não seguindo caminhos certeiros e sequer imagino o que esses seriam.</p>
<p>Estou indo, mas apenas observando. Sei o tipo de sensação que espero ver desperta ao encontrar, mas não o que faria isso acontecer. Nada é tão matemático ou mecânico assim, parece, e digo isso para chegar a um autor/criador específico: <a href="http://www.transtorno.net/tag/artaud/">Artaud</a>.</p>
<p>Há anos, quando lia muito sobre os surrealistas, tive o prazer de ler &#8220;O <a href="http://www.transtorno.net/tag/teatro/">teatro</a> e seu <a href="http://www.transtorno.net/tag/duplo/">duplo</a>&#8221;. A sensação de ler esse livro e as idéias que iam surgindo eram, para usar um termo comum ao texto, pestilentas. <a href="http://www.transtorno.net/tag/artaud/">Artaud</a> conseguiu, como poucos, dizer tanto sobre o que esperava sem, no entanto, dar a receita de bolo, a fórmula para obter. Acredito que nem <a href="http://www.transtorno.net/tag/artaud/">Artaud</a> sabia exatamente onde iria chegar: a aniquilação da palavra era o começo.</p>
<p><a href="http://www.transtorno.net/tag/artaud/">Artaud</a> não acreditava no verbo, nas palavras, não acreditava que pudessem transmitir a experiência toda, da maneira que queria. As palavras jamais seriam cruéis o suficiente para nos darem uma experiência tão extrema que nos transportasse para outro lugar, tão profundo, abissal e escuro, que não seria outro que nós mesmos. Acontece, porém, que uma vez nesse <a href="http://www.transtorno.net/tag/abismo/">abismo</a> interior, não seríamos indivíduos, não seríamos eu, você ou qualquer outro. Seriamos instinto, animais, ainda que humanos. Seria o ponto onde os extremos da razão e do corpo se encontram, a realidade explosiva, cruel, que tanto queria.</p>
<p>Como transformar os movimentos, os sons, as cores, os gritos de desespero, os gemidos de prazer, enfim, o ambiente, em algo além do comum, do ordinário? Os hábitos, segundo <a href="http://www.transtorno.net/tag/hume/">Hume</a>, tem uma função importante na vida. Isso foi, inclusive, demonstrado. A única forma, então, de <a href="http://www.transtorno.net/tag/ruptura/">ruptura</a> com o habitual é a morte? O <a href="http://www.transtorno.net/tag/teatro/">teatro</a> da <a href="http://www.transtorno.net/tag/crueldade/">crueldade</a> pode provocá-la, em outro nível. Essa é a idéia.</p>
<p><a href="http://www.transtorno.net/tag/artaud/">Artaud</a> nunca colocou em prática, com a abrangência que queria, o que pensou. Incorporou à sua vida muitos dos passos necessários, deu à sua rotina um caminho diferente. Transformou o que podia do comum em <a href="http://www.transtorno.net/tag/crueldade/">crueldade</a>. Foi tratado como louco. É tão simples e reconfortante para o mundo tratar como loucas essas pessoas, não?</p>
<p>Voltando ao começo do texto: disse que caminho em diversas direções. O fato é que em qualquer uma delas espero encontrar apenas uma coisa. É um <a href="http://www.transtorno.net/tag/labirinto/">labirinto</a> este lugar onde me encontro e, em seu final, espero, há um <a href="http://www.transtorno.net/tag/abismo/">abismo</a>.</p>]]></content:encoded>
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