<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Transtorno&#187; dúvidas &raquo; Vertigem, Ruptura e Pensamentos Transgressivos</title>
	<atom:link href="http://www.transtorno.net/tag/duvidas/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.transtorno.net</link>
	<description>Vertigem, Ruptura e Pensamentos Transgressivos</description>
	<lastBuildDate>Thu, 10 Jun 2010 03:40:36 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.0</generator>
		<item>
		<title>Os frutos da árvore metafísica</title>
		<link>http://www.transtorno.net/2009/01/frutos-arvore-metafisica/</link>
		<comments>http://www.transtorno.net/2009/01/frutos-arvore-metafisica/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 23 Jan 2009 01:23:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hilton S.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Rabiscos]]></category>
		<category><![CDATA[acasos]]></category>
		<category><![CDATA[alquimia]]></category>
		<category><![CDATA[ciência]]></category>
		<category><![CDATA[desvelar]]></category>
		<category><![CDATA[dúvidas]]></category>
		<category><![CDATA[Metafísica]]></category>
		<category><![CDATA[qabalah]]></category>
		<category><![CDATA[segredos]]></category>
		<category><![CDATA[vaidade]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.transtorno.net/?p=338</guid>
		<description><![CDATA[Procurei maravilhas, segredos atemporais, explosões e cataclismas, transformações e fenômenos que me fariam entender o mundo ou, se não, me indicariam caminhos e dariam motivos para continuar. Esperei por aquele momento em que algo aconteceria, aquele segundo definitivo – a split second – onde tudo aconteceria, ao mesmo tempo, como um abrir de porta, como [...]


Links relacionados:<ol><li><a href='http://www.transtorno.net/2008/11/a-possibilidade-da-metafisica-em-kant/' rel='bookmark' title='Permanent Link: A possibilidade da metafísica em Kant'>A possibilidade da metafísica em Kant</a></li>
</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Procurei maravilhas, <a href="http://www.transtorno.net/tag/segredos/">segredos</a> atemporais, explosões e cataclismas, transformações e fenômenos que me fariam entender o mundo ou, se não, me indicariam caminhos e dariam motivos para continuar. Esperei por aquele momento em que algo aconteceria, aquele segundo definitivo – a split second – onde tudo aconteceria, ao mesmo tempo, como um abrir de porta, como embarcação lançada ao mar que encontra o continente e percebe que no mar é que está seu destino. Navios são para navegar, não para atingir um ou outro lugar. É desse porto que parto agora&#8230;</p>
<p>Aquele momento grandioso, gigante, talvez não tenha acontecido. É, por certo não, não daquela forma ao menos. Esperar coisas imensas é um tipo de engano, mas não esperá-las é ser pequeno, normal, no pior sentido da palavra. Talvez dai venham as quedas, as decepções, também imensas, como o gigantismo do ego. O erro, me parece, consiste em confundirmos o que é imenso com o que pensamos ser.</p>
<p>A compreensão e o entendimento observam, lá de cima, do topo da árvore, já próximos ao absoluto, bem distantes. Os caminhos que ligam as Sephiroth são trilhados em <a href="http://www.transtorno.net/tag/momentos/">momentos</a> diferentes, conforme o caso, a <a href="http://www.transtorno.net/tag/necessidade/">necessidade</a>, o evento. Não seria de imaginar, portanto, que os frutos caiam, por vezes, dessa árvore, <a href="http://www.transtorno.net/tag/metafisica/">metafísica</a>, em algum nível?</p>
<p>Sonhos, conversas em estado letárgico, instruções, insights, olhar a pineal como o olho que não se vê. Lembrar de coisas jamais feitas e tê-las ainda assim como parte da experiência e existência. Saber que aconteceram, dentro ou fora, e entender que é sim parte do indivíduo que é parte do todo. Saber coisas sem jamais ter lido sobre elas e, quando finalmente ler, dizer “estava certo”.</p>
<p>A porta que se abre naquele momento buscado pode ser de diamantes, ouro, aço, madeira ou qualquer outro material. Pode ter sido feita à mão por dezenas de anos ou em poucos minutos, em alguma fábrica. Pode estar em uma pirâmide milenar, em um museu centenário ou um barraco na periferia. Não importa. É o ato de abrir que expõe o segredo, é também a chave. </p>

<p>Links relacionados:<ol><li><a href='http://www.transtorno.net/2008/11/a-possibilidade-da-metafisica-em-kant/' rel='bookmark' title='Permanent Link: A possibilidade da metafísica em Kant'>A possibilidade da metafísica em Kant</a></li>
</ol></p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.transtorno.net/2009/01/frutos-arvore-metafisica/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Erotismo x pornografia</title>
		<link>http://www.transtorno.net/2009/01/erotismo-pornografia/</link>
		<comments>http://www.transtorno.net/2009/01/erotismo-pornografia/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 03 Jan 2009 02:25:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hilton S.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro]]></category>
		<category><![CDATA[Visuais]]></category>
		<category><![CDATA[Bataille]]></category>
		<category><![CDATA[desejo]]></category>
		<category><![CDATA[dúvidas]]></category>
		<category><![CDATA[escolhas]]></category>
		<category><![CDATA[La Fura]]></category>
		<category><![CDATA[moral]]></category>
		<category><![CDATA[ruptura]]></category>
		<category><![CDATA[segredos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.transtorno.net/?p=319</guid>
		<description><![CDATA[Não é segredo para qualquer pessoa que me conheça que sou admirador dos trabalhos do grupo catalão (se ainda posso chamá-los assim, tão internacionais que se tornaram) La Fura Dels Baus. Já disse em um post anterior que atualmente eles estão mais calmos, em outra frequência que não a &#8220;barbárie&#8221; de 15 ou 20 anos [...]


Links relacionados:<ol><li><a href='http://www.transtorno.net/2009/01/liberdade-trangressao-moral/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Liberdade, transgressão e moral'>Liberdade, transgressão e moral</a></li>
</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não é segredo para qualquer pessoa que me conheça que sou admirador dos trabalhos do grupo catalão (se ainda posso chamá-los assim, tão internacionais que se tornaram) <a href="http://www.transtorno.net/tag/la-fura/">La Fura</a> Dels Baus. Já disse em um post anterior que atualmente eles estão mais calmos, em outra frequência que não a &#8220;barbárie&#8221; de 15 ou 20 anos atrás.</p>
<p>Enfim, voltando ao título do post: erotismo x pornografia. Qual a diferença? Est<a href="http://www.transtorno.net/tag/etica/">ética</a>? <a href="http://www.transtorno.net/tag/moral/">Moral</a>? Física? Se é física, como encaixar a <a href="http://www.transtorno.net/tag/moral/">moral</a>? Na <a href="http://www.transtorno.net/tag/ruptura/">ruptura</a>/provocação, talvez? A <a href="http://www.transtorno.net/tag/moral/">moral</a> funcionaria como freio ou propulsor? Há inúmeras questões que devem ser levantadas e estas, por sua vez, levantam mais. Escrevi algumas linhas sobre isso quando tinha&#8230; 17 anos. Sei que ainda tenho por aqui, resta encontrar em meio à papelada. O que penso hoje é mais complexo, mas não joguei fora o que pensava então, implementei aqui, aprofundei ali, mudei acolá. Eram ingênuas lá atrás, mas curiosamente, talvez por isso, pegava um ponto do ser humano em espercial: a imaginação.</p>
<p>Qual a relação entre <a href="http://www.transtorno.net/tag/la-fura/">La Fura</a> e o tema proposto aqui? Quem conhece o trabalho do grupo sabe bem a ligação que eles tem com os instintos, com a provocação da parte sombria, da carne, do medo. Há mais do que isso: existe uma montagem do grupo chamada &#8220;XXX&#8221;, que infelizmente não chegou ao Brasil, assim como a maioria dos trabalhos que montaram. XXX é explícita e foi bem comentada na época. A maioria, no entanto, preferiu ficar com a hipótese mais óbvia: o &#8220;grupo queria chocar&#8221;. Tenho <a href="http://www.transtorno.net/tag/duvidas/">dúvidas</a> e por isso resolvi postar um trailer que encontrei no youtube com algumas cenas. Dá para ter uma idéia do que se passa e também é possível ver que mesmo vibrando em outra frequência, há ainda muito instinto ali. Instintos, porém, são puramente animais. O que há além disso naquelas imagens para torná-las também eróticas?</p>
<p>Segue o vídeo (espero que ninguém tire de lá, pois vale assistir):<br />
<span class="youtube">
<object width="425" height="355">
<param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/dmLqMcUaUgs&amp;color1=d6d6d6&amp;color2=f0f0f0&amp;border=0&amp;fs=1&amp;hl=en&amp;autoplay=0&amp;showinfo=0&amp;iv_load_policy=3&amp;showsearch=0?rel=0" />
<param name="allowFullScreen" value="true" />
<embed wmode="transparent" src="http://www.youtube.com/v/dmLqMcUaUgs&amp;color1=d6d6d6&amp;color2=f0f0f0&amp;border=0&amp;fs=1&amp;hl=en&amp;autoplay=0&amp;showinfo=0&amp;iv_load_policy=3&amp;showsearch=0?rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="355"></embed>
<param name="wmode" value="transparent" />
</object>
</span><p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=dmLqMcUaUgs">www.youtube.com/watch?v=dmLqMcUaUgs</a></p></p>
<p>Em &#8220;O erotismo&#8221; (L&#038;PM, 1987), Georges <a href="http://www.transtorno.net/tag/bataille/">Bataille</a> diz que </p>
<blockquote><p>&#8220;o erotismo é um dos aspectos da vida interior do homem. Nisso nos enganamos porque ele procura constantemente <em>fora</em> um objeto de <a href="http://www.transtorno.net/tag/desejo/">desejo</a>. Mas esse objeto corresponde à <em>interioridade</em> do <a href="http://www.transtorno.net/tag/desejo/">desejo</a>. A escolha de um objeto depende sempre dos gostos pessoais do indivíduo: mesmo se ela recai sobre a mulher que a maioria teria escolhido, o que entra em jogo é sempre um aspecto indizível, não uma qualidade objetiva dessa mulher (&#8230;). Em resumo, mesmo estando de acordo com a maioria, a escolha humana difere da do animal: ela apela para essa mobilidade interior, infinitamente complexa, que é típica do homem.&#8221; </p>
<p>(&#8230;)</p>
<p>&#8220;A atividade sexual dos homens não é necessariamente erótica. Ela o é sempre que não for rudimentar, que não for simplesmente animal&#8221;.</p></blockquote>
<p>Percebem a diferença?</p>

<p>Links relacionados:<ol><li><a href='http://www.transtorno.net/2009/01/liberdade-trangressao-moral/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Liberdade, transgressão e moral'>Liberdade, transgressão e moral</a></li>
</ol></p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.transtorno.net/2009/01/erotismo-pornografia/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Preguiça ou pesquisa?</title>
		<link>http://www.transtorno.net/2008/11/preguica-ou-pesquisa/</link>
		<comments>http://www.transtorno.net/2008/11/preguica-ou-pesquisa/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 12 Nov 2008 02:09:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hilton S.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[dúvidas]]></category>
		<category><![CDATA[ética]]></category>
		<category><![CDATA[Macunaímas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.transtorno.net/?p=229</guid>
		<description><![CDATA[Há alguns anos eu tirei vários textos meus que estavam no outro site pq descobri que tinha uma leva de gente copiando as coisas pra trabalho de escola, um bando de preguiçosos. Fiquei puto, afinal foi meu  trabalho, pesquisa, leitura, redação, revisão, amigos que revisaram pra encontrar erros que eu não percebia mais, enfim, há [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há alguns anos eu tirei vários textos meus que estavam no outro site pq descobri que tinha uma leva de gente copiando as coisas pra trabalho de escola, um bando de preguiçosos. Fiquei puto, afinal foi meu  trabalho, pesquisa, leitura, redação, revisão, amigos que revisaram pra encontrar <a href="http://www.transtorno.net/tag/erros/">erros</a> que eu não percebia mais, enfim, há todo um <a href="http://www.transtorno.net/tag/contexto/">contexto</a> nesse material mais longo e complexo que coloco aqui. Eu deveria saber, afinal a cultura de <a href="http://www.transtorno.net/tag/macunaimas/">Macunaímas</a> &#8220;espertos&#8221; impera.</p>
<p>Por um lado acho um desperdício que algumas discussões, surgidas quando eu pesquisava pra faculdade, fiquem engavetadas, sendo que poderiam gerar mais discussões ou nem isso, mas por outro me irrito com a simples cópia. Às vezes acho que os textos são tão longos que ninguém lê, mas a verdade é que além de serem longos, precisam de um mínimo de cérebro, de boa <a href="http://www.transtorno.net/tag/vontade/">vontade</a> e&#8230; <a href="http://www.transtorno.net/tag/conhecimento/">conhecimento</a> prévio de muita coisa. Pelo menos uma certa bagagem cultural, convenhamos.</p>
<p>Estava olhando as estatísticas do site hoje e o que me chamou a atenção foi a complexidade das frases usadas em sistemas de <a href="http://www.transtorno.net/tag/busca/">busca</a> para chegarem até aqui. Algumas parecem pesquisa, realmente, tipo &#8220;tal pensamento em tal filósofo&#8221;. Outras, ao contrário, são temas de trabalhos, aqueles bem óbvios e conhecidos. Aposto que o sujeito chuta no Google, pega o resultado, copia, cola e imprime, sem ler. Uma vez, no Mackenzie, vi uma criatura entregar um trabalho desse tipo e o professor descobrir. Como? O nome do autor estava no meio de um parágrafo. O imbecil do aluno não se deu ao trabalho de ler o que pegou! Nada!</p>
<p>Queria saber quem usa realmente algo do que postei e se é pra pesquisa ou simples cópia. Sei que nunca, jamais, recebi um obrigado sequer. Também nunca recebi nenhum e-mail ou comentário contestando o que escrevi, apontando <a href="http://www.transtorno.net/tag/erros/">erros</a> ou discordando. Sim, digo discordando pq os textos são OPINATIVOS. Esses trabalhos que ponho aqui, caso os copiões não percebam, tem minhas opiniões, não são descritivos dos <a href="http://www.transtorno.net/tag/pensamentos/"><a href="http://www.transtorno.net/pensamentos/">pensamentos</a></a> dos autores. Pra isso existem os <a href="http://www.transtorno.net/tag/livros/"><a href="http://www.transtorno.net/livros/">livros</a></a>. O que fiz foi analisar algumas coisas sob minha &#8211; pequena &#8211; ótica ou comparar coisas, como <a href="http://www.transtorno.net/tag/kant/">Kant</a> x <a href="http://www.transtorno.net/tag/rousseau/">Rousseau</a>, <a href="http://www.transtorno.net/tag/bacon/">Bacon</a> x <a href="http://www.transtorno.net/tag/adorno/">Adorno</a>, <a href="http://www.transtorno.net/tag/voltaire/">Voltaire</a> x alguém. Percebem a diferença? Já pensou se o cretino copia algo e entrega sem questionar para um professor esperto que discorde do que eu disse? Juro que pago pra ver isso acontecer&#8230;</p>
<p>Pra concluir, gostaria que alguém que chegasse aqui buscando esse tipo de informações se desse ao trabalho de falar a que veio. Pode ser por e-mail, comentário, não importa. Só queria saber que fim levam essas coisas.</p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.transtorno.net/2008/11/preguica-ou-pesquisa/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>O chá de maracujá e o contexto</title>
		<link>http://www.transtorno.net/2008/06/o-cha-de-maracuja-e-o-contexto/</link>
		<comments>http://www.transtorno.net/2008/06/o-cha-de-maracuja-e-o-contexto/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 01 Jun 2008 06:23:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hilton S.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>
		<category><![CDATA[contexto]]></category>
		<category><![CDATA[dúvidas]]></category>
		<category><![CDATA[efêmero]]></category>
		<category><![CDATA[insônia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.a-set.com/?p=64</guid>
		<description><![CDATA[Comecei a escrever e apaguei já por volta de dez vezes. Comecei dizendo “noite de insônia”, em seguida “mais uma noite”, coisas do tipo, coisas ‘deja vu’, coisas repetidas, coisas&#8230; Pensei que estava me tornando óbvio e repetitivo, por isso apaguei e recomecei. Percebi então que aquele é o contexto e, repetitivo ou não, precisa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Comecei a escrever e apaguei já por volta de dez vezes. Comecei dizendo “noite de <a href="http://www.transtorno.net/tag/insonia/">insônia</a>”, em seguida “mais uma noite”, coisas do tipo, coisas ‘deja vu’, coisas repetidas, coisas&#8230; Pensei que estava me tornando óbvio e repetitivo, por isso apaguei e recomecei. Percebi então que aquele é o <a href="http://www.transtorno.net/tag/contexto/">contexto</a> e, repetitivo ou não, precisa estar ali, marcando o tempo, o espaço, o momento em que se dá, o agora.</p>
<p>Pois então, que seja esta mais uma noite <a href="http://www.transtorno.net/tag/mal/">mal</a> dormida, mesmo que o corpo esteja pedindo por descanso: a mente, aflita, o ignora. A cabeça cheia de nada quer falar. Cheia de nada? Discordo. Acho que não é “nada”, mas não vou mudar o que escrevi, vai ficar ali. Questiono, mas não apago. Não, não está cheia de nada, não. Se estivesse eu não estaria aqui, escrevendo. Não a minha. Preciso voltar ao começo e dizer a que estou aqui.</p>
<p>Estou tomando chá de camomila e maracujá, mas mantenho uma outra caixinha dessas guardada, fechada. Aquela não é para ser tomada como estou fazendo agora. É para ser tomada pensando, sorrindo, divagando, sobre coisas sérias, outras nem tanto, sobre lugares comuns, outros nem tanto. É também para ser tomada em silêncio, quando se aprofunda um olhar dentro de outro. Não disse “certo” filósofo que “quando se olha muito tempo para um <a href="http://www.transtorno.net/tag/abismo/">abismo</a>&#8230;”? Cabe explicar que parto do princípio de que todos que citam Nietzsche são idiotas, por isso a citação incompleta. Não quero me igualar, afinal aquele chá aguarda companhia, não quero decepcionar.</p>
<p>Para variar um pouco, fui almoçar em outro restaurante, quase todos os dias dessa semana, com um grupo de pessoas. Ouvi causos, contei outros. Bobagens, sem dúvida, do típo que sempre guardam um fundo de verdade. Fiquei pensando que seria divertido registrar os <a href="http://www.transtorno.net/tag/pensamentos/"><a href="http://www.transtorno.net/pensamentos/">pensamentos</a></a> soltos que aparecem quando as cabeças não têm com que se preocupar, as idéias soltas. Acontece, porém, que não consigo de lembrar de quase nada e do pouco que lembro, nada se aproveita, pois agora, fora do <a href="http://www.transtorno.net/tag/contexto/">contexto</a>, perde a graça. Não, não estou partindo para os relativismos, de forma alguma. Mas o dia-a-dia é puro <a href="http://www.transtorno.net/tag/contexto/">contexto</a>. As coisas podem ter graça ou não. Eu poderia não estar escrevendo agora. Seria <a href="http://www.transtorno.net/tag/contexto/">contexto</a>. Se não estivesse, seria aquele chá que está lacrado, talvez.</p>
<p>A prova de que não estou partindo para o relativismo é que estou procurando o que há nisso, o que resta quando se tira o <a href="http://www.transtorno.net/tag/efemero/">efêmero</a>. Reivento a roda: não era sobre isso que já pensavam Platão e Heráclito – e tantos outros depois -, cada um de sua maneira? Enfim, é normal andar por SP, por exemplo, e perceber como a cidade é cinza, como as pessoas são cinzas. Aquelas que entraram na moda de “abraços grátis”, inclusive, também são cinzas. É tudo tão artificial: “vi isso na tv, vamos fazer também?”. Cópias. MTV formando opiniões. Nem vou discutir, me deprime. O que está fora do <a href="http://www.transtorno.net/tag/contexto/">contexto</a>? A expontaneidade.</p>
<p>A cidade está cinza, mas não precisa de “abraços grátis”. Não precisa de alguém que vá à avenida Paulista ficar segurando uma placa, se achando super legal, e depois jogue papel no chão, empurre os outros no ônibus, fale alto e incomode quem está ao redor. É preciso muito mais do que uma placa. É preciso ainda mais do que expontaneidade, embora esta seja essencial. É preciso ter raíz, é preciso olhar pra dentro, não pra fora. É preciso muito coração, mas também razão, crítica. Pensar em “cidade” já é algo que impõe limites e deveria ser evitado, inclusive. As pessoas são cinzas, não é a cidade. Não é *esta* cidade.</p>
<p>Todas as placas, slogans e manifestos são <a href="http://www.transtorno.net/tag/contexto/">contexto</a>. O silêncio é expontâneo: quando se está se boca fechada, os olhos trabalham mais, pode-se ouvir mais também. O que seria da <a href="http://www.transtorno.net/tag/musica/"><a href="http://www.transtorno.net/musica/">música</a></a> se todos falassem ao invés de ouví-la? O que seriam das pinturas&#8230;</p>
<p>É tão fácil ver o caráter no olhar, no falar, na forma de se mover. Como caímos em tantas armadilhas, então? Estamos falando demais. De tudo que falei durante os almoços dessa semana, nada se aproveita. Talvez fosse bom eu ter ficado de boca fechada observando, como já fiz – e faço – tantas vezes. O problema, no entanto, é que quanto mais observo, mais me desloco. Estar deslocado não é um problema, o que dói, por mais que seja chato admitir, é que quando se observa demais, percebe-se que não há reciprocidade.</p>
<p>Existem, claro, exceções. Poucas, bem poucas. É por elas que procuramos. A massa não me interessa. Não me interessam as vozes que tanto falam, mas os poucos que sabem olhar e que conseguem ouvir. Me interessam aqueles achados, aqueles <a href="http://www.transtorno.net/tag/acasos/">acasos</a> que me assombram. É por eles que procuro, é por eles que espero.</p>
<p>As pessoas falam demais, inclusive consigo mesmas, como faço agora.</p>
<p>O <a href="http://www.transtorno.net/tag/contexto/">contexto</a> vai existir sempre e, por isso mesmo, existe no eterno. Os contextos são efêmeros e perpetuam a essência no olhar, no ouvir, nas pinturas e nas músicas, nos movimentos, na <a href="http://www.transtorno.net/tag/danca/">dança</a>. Percebe?</p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.transtorno.net/2008/06/o-cha-de-maracuja-e-o-contexto/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
