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	<title>Transtorno&#187; efêmero &raquo; Vertigem, Ruptura e Pensamentos Transgressivos</title>
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	<description>Vertigem, Ruptura e Pensamentos Transgressivos</description>
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		<title>Espaço vazio</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Jun 2010 03:40:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hilton S.</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ao contrário do costume, não vou prolongar muito: esse espaço deixará de existir em breve. Estamos em junho e esse é o primeiro post do ano. Já fiz isso em outras ocasiões, tendo em mente que comecei a escrever uma coisa ou outra no formato conhecido como &#8220;blog&#8221; por volta de 2002, mas dessa vez [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ao contrário do costume, não vou prolongar muito: esse espaço deixará de existir em breve. </p>
<p>Estamos em junho e esse é o primeiro post do ano. Já fiz isso em outras ocasiões, tendo em mente que comecei a escrever uma coisa ou outra no formato conhecido como &#8220;blog&#8221; por volta de 2002, mas dessa vez é diferente.</p>
<p>Estou cansado e não me sinto à <a href="http://www.transtorno.net/tag/vontade/">vontade</a> para falar mais nada relevante nesse espaço e, na verdade, em nenhum outro. Nunca gostei de evidência, agora gosto ainda menos.</p>
<p>Gone.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Certezas</title>
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		<pubDate>Sun, 15 Nov 2009 18:58:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hilton S.</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Nos últimos 3 meses, li aproximadamente 15 livros para a prova do mestrado. Não acho que é muito, pelo contrário, teria dado para ler mais, se minha vida se resumisse a leituras. Felizmente não é o caso. É claro que gosto de ler, mas é preciso bem mais do que isso, por certo. Curiosamente, apesar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nos últimos 3 meses, li aproximadamente 15 <a href="http://www.transtorno.net/tag/livros/"><a href="http://www.transtorno.net/livros/">livros</a></a> para a prova do mestrado. Não acho que é muito, pelo contrário, teria dado para ler mais, se minha vida se resumisse a leituras. Felizmente não é o caso. É claro que gosto de ler, mas é preciso bem mais do que isso, por certo. Curiosamente, apesar de serem <a href="http://www.transtorno.net/tag/livros/"><a href="http://www.transtorno.net/livros/">livros</a></a> obrigatórios, não são <a href="http://www.transtorno.net/tag/livros/"><a href="http://www.transtorno.net/livros/">livros</a></a> dogmáticos, cheios de respostas. Claro que defendem idéias, representam seus autores, mas são aporéticos em sua maioria e por isso são bons <a href="http://www.transtorno.net/tag/livros/"><a href="http://www.transtorno.net/livros/">livros</a></a>.</p>
<p>Se <a href="http://www.transtorno.net/tag/livros/"><a href="http://www.transtorno.net/livros/">livros</a></a> com fórmulas e receitas fossem tão bons, a história da <a href="http://www.transtorno.net/tag/filosofia/"><a href="http://www.transtorno.net/filosofia/">Filosofia</a></a> seria outra, certeira, sem discussões, provavelmente teria sido acabada há mais de dois mil anos. A frieza dos dogmas não me interessa, apenas o orgânico das certezas que se tornam <a href="http://www.transtorno.net/tag/duvidas/">dúvidas</a>. O último livro lido, de Peter Brook, termina dizendo que quando forem publicadas, aquelas linhas já estarão ultrapassadas e merecerão questionamentos. Detalhe: o livro foi publicado pela primeira vez há mais de 30 anos.</p>
<p>É curioso hoje ver com tantas &#8220;certezas&#8221; tornaram o mundo um tédio. A maioria das pessoas é tão cega e certa dentro de seus pequenos mundos que mesmo os que posam de visionários apenas receitam absolutos. Sucesso, ambição, falta de conflitos, necessidades de diferença expressas na aparência quando por dentro há apenas homogêneo: concordância generalizada com uma ordem que esconde os vícios do comum sob a aparência da modernidade.</p>
<p>Acontece, porém, que não cabe ser nostálgico e crer que as coisas eram melhores antes. Esse seria um equívoco sem proporções. Poderia afirmar diversas coisas aqui, mas não quero também incorrer em erro exatamente quando estou com mais <a href="http://www.transtorno.net/tag/duvidas/">dúvidas</a> e questionamentos vivos na mente. Não me cabe dizer como algo deve ser, apenas continuar questionando. Se um dia eu tiver alguma certeza, meu crescimento terá acabado.</p>
<p>Adaptando uma afirmação de Marvin Carlson, digo que não há espaço confortável para mim em nenhuma das diversas teorias existentes, mas me interesso por elas quando me fazem ver onde estou, seja por afirmação ou negação.</p>
<p>São bons <a href="http://www.transtorno.net/tag/livros/"><a href="http://www.transtorno.net/livros/">livros</a></a>, mas não os recomendo.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Equívocos</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Oct 2009 00:19:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hilton S.</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Nietzsche (odeio citá-lo, maaaas&#8230; *) escreveu sobre o conflito Apolo/Dionísio e acreditava que em algum momento essas oposições se confundiriam, de tal modo que sua filosofia assumia assim uma posição anti-cristã, ainda que dentro do cristianismo. Antes dele, Hegel levantou a idéia de opostos no nível racional: a dialética, a razão que pensa a si [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nietzsche (odeio citá-lo, maaaas&#8230; *) escreveu sobre o conflito Apolo/Dionísio e acreditava que em algum momento essas oposições se confundiriam, de tal modo que sua <a href="http://www.transtorno.net/tag/filosofia/"><a href="http://www.transtorno.net/filosofia/">filosofia</a></a> assumia assim uma posição anti-cristã, ainda que dentro do cristianismo. Antes dele, Hegel levantou a idéia de opostos no nível racional: a dial<a href="http://www.transtorno.net/tag/etica/">ética</a>, a razão que pensa a si mesma. É essa a mesma coisa que o conflito nietzscheano? Not quite. Não podemos dizer que Édipo, ao arrancar seus olhos, pensou dialeticamente. Faz sentido? Não foi a razão que arrancou seus olhos, foi a paixão.</p>
<p>Hoje, apesar da banalidade da morte e da incomunicabilidade humana expressa por Ionesco e <a href="http://www.transtorno.net/tag/beckett/">Beckett</a>, nos impressionamos com alguns fenômenos isolados. Édipo causa impressão após mais de 2.000 anos, assim como Electra e Orestes. Centenas morrem diariamente em explosões no Oriente Médio, em conflitos na África, nas favelas e ruas do Rio ou de SP, mas o que chama a atenção do público, mantendo os notíciários sensacionalistas por horas e até mesmo dias, é o caso de uma menina atirada de uma janela.</p>
<p>Aparentemente não é o fenômeno de massa que interessa. É o Único que causa interesse. Alguém duvida que traficantes, comunistas, nazistas, terroristas e cia matam/mataram mais do que Ted Bundy, Ramirez ou Dave Berkowitz? Não há dúvida alguma, mas esses casos isolados, dotados de face e nome, são pequenos universos, dotados de leis próprias e incompreensíveis, que atuaram de forma não categorizável. O que foge aos padrões é comumente temido e torna-se interessante à distância. Um exemplo disso pode ser obtido se pensarmos que os romanos mataram centenas de pessoas, mas que foi através da idéia de Cristo, de um único, de um redentor, que se fez a história do ocidente nos últimos XX séculos. O que é comum é que é aceito facilmente e pode, por certo, tornar-se extremamente perigoso.</p>
<p>Alguns Filósofos escreveram sobre o impacto que o Holocausto causou à <a href="http://www.transtorno.net/tag/humanidade/">humanidade</a>, temendo que após esse fenômeno nada mais interessasse: se toda uma época permitiu tal coisa, o que poderia ser forte o suficiente a ponto de levar à comoção depois disso? Ainda mais mortes? É um equívoco pensar em identificação do um ao todo. O único é que ainda causa estranheza. Também &#8211; e por isso mesmo &#8211; o desconhecido, o aleatório. É óbvio que cada judeu morto era único e esse é exatamente o ponto em questão: questiono o resultado dessa alta exposição, posto que esses fenômenos reduzem os indivíduos a números sem rostos, sem individualidade. A massa não é mais afetada por grandes números, mas por rostos, vistos como símbolos, mártires. Por isso há, por exemplo, o interesse em Anne Frank.</p>
<p>Se hoje surgisse um sujeito dizendo &#8220;matarei todas as pessoas pardas&#8221;, haveria indignação, mas em muitos casos de forma falsa: &#8220;estou indignado, mas não sou pardo, logo, não é o meu rabo que está na reta&#8221;. Imagine que apareça um sujeito que mate garotas em série: &#8220;nossa, que absurdo, ele mata mulheres, mas eu sou homem, então não corro risco&#8221;. Entende? Não foi essa a mesma atitude perante o Holocausto? Agora pensem no atirador de Washington. Lembram do caso? Descobriram que eles (era uma dupla, pra quem não se lembra) estavam apenas atirando em pessoas aleatórias pra encobrir o assassinato de uma específica, que aconteceria em meio às demais. O todo seria apenas um desvio de atenção. Engenhoso, mas interessado. Ainda assim, quando não se sabia a causa dos disparos, quando se acreditava no ato desinteressado e randômico, o terror foi intenso: ruas vazias e pessoas apavoradas. Não havia um grupo determinado como alvo.</p>
<p>Não vou entrar no mérito dos tiroteios que acontecem no Brasil, das guerras, de brigas que acabam em mortes, de balas perdidas. Esses são casos que ocorrem dentro de um sistema geralmente interessado e banal, cujo controle é possível por meios repressivos/políticos, por exemplo. Pensem agora no seguinte: um sujeito normal, extremamente comum, sai de casa, vai a um lugar movimentado qualquer, olha à sua volta, admira o que está ali, inveja mesmo, e começa a disparar em mulheres, crianças, adolescentes e homens indistintamente. Se você soubesse que tal coisa é possível, sairia de casa em paz? Perderia os <a href="http://www.transtorno.net/tag/momentos/">momentos</a> mais intensos de sua vida com a facilidade com que perde hoje? Acontece que também é um equívoco se acreditar imune, pois é claramente possível. &#8220;Mas se eu pensar assim, não terei mais um segundo de paz sequer&#8221;. É, talvez não tenha. Mas repito as perguntas anteriores: perderia tanto tempo quanto costuma perder ou aproveitaria o que tem da melhor forma, intensamente?</p>
<p>É um equívoco acreditar no conforto e na segurança, acreditar que isso jamais acontecerá. É um equívoco também que sejam necessárias situações tão extremas para aquisição de consciência de tudo o que nos cerca, de que o tempo foge, do que deixamos de fazer. É um equívoco ignorar o Eu e pensar em engajamentos e universais. O &#8220;social&#8221;, o &#8220;bem maior&#8221;, é um câncer: cega, faz crer que existe um propósito que na verdade não há, dá uma sensação de conforto enganosa, de isolamento por concordância com a maioria. O indivíduo expressa o mundo à sua maneira e crer no &#8220;social&#8221; é crer no ocidente equivocado dos últimos 2000 anos. Se anular é um equívoco e o <a href="http://www.transtorno.net/tag/despertar/">despertar</a> é violento.</p>
<p>O assunto é por demais interessante pra um pobre post de blog. Vale lembrar que Hanna Arendt foi a fundo em muitos desses tópicos em sua análise da &#8220;banalidade do <a href="http://www.transtorno.net/tag/mal/">mal</a>&#8221;, bem como sobre a forma como esta foi somada à organização das massas por regimes totalitários como comunismo e o nazismo. Se o assunto interessar, recomendo muito a leitura de suas obras. Cabe questionar, por fim, se estamos tão livres dos totalitarismos quanto alguns afirmam e &#8211; principalmente &#8211; se todos possuem a forma organizada destes citados. Se não, como se dão as manifestações hoje? E não me venham com a bullshit cafona do &#8220;imperialismo americano&#8221;, por favor.</p>
<p>* odeio citar Nietzsche pois se trata do &#8220;Filósofo das frases prontas&#8221;: qualquer debilóide isola algumas delas e sai citando como se fossem máximas de sabedoria, sem analisar como ele chegou a essas afirmações ou negações e, principalmente, onde queria chegar. Meu problema não é com Nietzsche, mas com o uso que fazem dele.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Os Arcanos e os Acasos</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Jan 2009 23:31:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hilton S.</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Acasos só são acasos quando reconhecidos, vistos, percebidos. Coincidências e sincronicidades acontecem a todo momento, mas só quando vistas é que existem. Podemos dizer, então, que se não são percebidas, não existem ou não aconteceram? Se não há sentido, não há existência. É preciso um sentido, portanto. Acasos precisam ser vistos, logo, não, não acontecem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.transtorno.net/tag/acasos/">Acasos</a> só são <a href="http://www.transtorno.net/tag/acasos/">acasos</a> quando reconhecidos, vistos, percebidos. Coincidências e sincronicidades acontecem a todo momento, mas só quando vistas é que existem. Podemos dizer, então, que se não são percebidas, não existem ou não aconteceram? Se não há sentido, não há existência. É preciso um sentido, portanto. <a href="http://www.transtorno.net/tag/acasos/">Acasos</a> precisam ser vistos, logo, não, não acontecem a todo momento. Não são meras coincidências. Podes dizer com certeza que algo exista se não vês? Ora, a fé! Sim, podes dizer. E sentir, viver, tocar, enfim? Podes? <a href="http://www.transtorno.net/tag/acasos/">Acasos</a> são como Deuses: acreditamos e esperamos por eles. São pequenas fissões nucleares, fugidias, transformando às vezes imperceptivelmente a percepção que temos das coisas e, portanto, as coisas.</p>
<p>Poderia aprofundar o raciocínio, citar Platão, Berkeley, a psicologia, a <a href="http://www.transtorno.net/tag/metafisica/">metafísica</a> e mesmo os sentidos. Poderia, sim, mas não vou. Vou me ater ao breve, ao <a href="http://www.transtorno.net/tag/efemero/">efêmero</a>, que se vai, passa e se perde. Vou me ater ao inconsciente também. Como os <a href="http://www.transtorno.net/tag/acasos/">acasos</a>. Vou me ater às brasas. Aliás, vou apenas falar delas, das faíscas, de relâmpagos, de explosões e reagrupamentos.</p>
<p>Vou me ater apenas às notas que tomo neste caderno. Às notas musicais que vibram por segundos e acabam, quando se transformam em outras. Vou me ater à observação, à <a href="http://www.transtorno.net/tag/magia/">magia</a> e, neste caso, caberia mesmo discutir se é Magick ou não. </p>
<p><a href="http://www.transtorno.net/tag/acasos/">Acasos</a> são rápidos, são imagens, são percepções. São ligações e rupturas, simultaneamente. São poéticas de qualquer <a href="http://www.transtorno.net/tag/linguagem/">linguagem</a> não discursiva, seja verbal, onírica, escrita, visual e imaginária.</p>
<p><a href="http://www.transtorno.net/tag/acasos/">Acasos</a> são encruzilhadas, onde versos caem, uns sobre os outros, rompendo frases, se reagrupando em outras novas e, quando palavras sobram, germinam e criam outras, também novas, ainda solitárias, buscando verbos e adjetivos para lhe acompanharem rumo aos nomes.</p>
<p><a href="http://www.transtorno.net/tag/acasos/">Acasos</a> são frases que lemos a sós, mas se só nos as lemos, perdem o brilho, pois devem lidas em <a href="http://www.transtorno.net/tag/duplo/">duplo</a>, não necessariamente a dois, e isso digo apenas a quem sabe procurar as entrelinhas e perceber sutilezas. </p>
<p>Derrubo as palavras e fico observando, esperando que se reagrupem, mas o acaso está em mim, não fora. Se estivesse fora não seria acaso, seria rotina. Derrubo-as então em minha garganta e vou digerindo, calmamente, uma a uma, quando são mastigadas, se transformando em sons e novas letras. Mantenho tudo aqui, pois não poderia ser diferente: o que sou é imanente, mas ao mesmo tempo é outra coisa.</p>
<p>As sombras de São Paulo – a cidade, mas poderia também ser o santo, é claro &#8211; escondem os olhos de Nuit, mas, sob seu manto, novas palavras se formam. Formam versos. Formam <a href="http://www.transtorno.net/tag/poesias/">poesias</a>.</p>
<p>A <a href="http://www.transtorno.net/tag/ruptura/">ruptura</a> <a href="http://www.transtorno.net/tag/busca/">busca</a> união.</p>
<p>A letra theta é união!</p>
<p><span style="font:bold 22px arial">&theta;</span></p>]]></content:encoded>
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		<title>Fuerza Bruta</title>
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		<pubDate>Sun, 09 Nov 2008 23:26:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hilton S.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Teatro]]></category>
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		<description><![CDATA[Assisti ao grupo Fuerza Bruta, no parque Villa Lobos, na tarde de hoje. Fui imaginando que veria um tipo de apresentação, vi outra, completamente diferente, e de uma forma ou de outra, sai bem impressionado, querendo que tivesse durado mais. O tempo, aliás, voou. Passou depressa demais, infelizmente, mas faz sentido que tenha sido assim. [...]


Links relacionados:<ol><li><a href='http://www.transtorno.net/2009/01/erotismo-pornografia/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Erotismo x pornografia'>Erotismo x pornografia</a></li>
<li><a href='http://www.transtorno.net/2008/11/movimentos-e-provocacao/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Movimentos e provocação'>Movimentos e provocação</a></li>
</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Assisti ao grupo <a href="http://www.transtorno.net/tag/fuerza-bruta/">Fuerza Bruta</a>, no parque Villa Lobos, na tarde de hoje. Fui imaginando que veria um tipo de apresentação, vi outra, completamente diferente, e de uma forma ou de outra, sai bem impressionado, querendo que tivesse durado mais. O tempo, aliás, voou. Passou depressa demais, infelizmente, mas faz sentido que tenha sido assim.</p>
<p>Falei do <a href="http://www.transtorno.net/tag/la-fura/">La Fura</a> antes e acreditei que veria algo similar. As semelhanças existem somente enquanto os dois são grupos que provocam o sensível e interagem com o público, o resto é completamente diferente, duas linguagens muito distintas.</p>
<p>O <a href="http://www.transtorno.net/tag/la-fura/">La Fura</a> provoca pelo terror, o público se sente ameaçado a cada momento, esperando uma motoserra, esperando que atirem carne crua, farinha, tinta&#8230; O medo está sempre presente. <a href="http://www.transtorno.net/tag/fuerza-bruta/">Fuerza Bruta</a> é outra coisa, é onírico, uterino e hipnótico, as pessoas interagem, se sentem parte do trabalho, se entregam sem perceber.</p>
<p>Não vou ficar descrevendo as cenas, quem quiser que vá ver (recomendo a experiência, aliás). Há bastante água e movimentos na água. Imaginei um grande útero ali. Aliás, imaginei a água como elemento também. Há também referências a sonhos, ao ar.</p>
<p>As pessoas não sentem medo, ao contrário. No final, atores dançando, o público ídem, embaixo da chuva que fazem no galpão. As crianças, muito mais do que os adultos, adoraram. Entraram na água sem vacilar, mas para isso é preciso se permitir. Lembrei de quando era criança, jogava sabão em pó no piso do quintal, molhava e ficava escorregando.  Adorei cada segundo da apresentação, valeu cada centavo, reitero que gostaria que tivesse durado mais e gostaria de ver mais vezes. Quem sabe em alguma delas eu deixasse o canto e entrasse na chuva também.</p>

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<li><a href='http://www.transtorno.net/2008/11/movimentos-e-provocacao/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Movimentos e provocação'>Movimentos e provocação</a></li>
</ol></p>]]></content:encoded>
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		<title>Sobre o A-Set</title>
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		<pubDate>Sun, 09 Nov 2008 01:37:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hilton S.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>
		<category><![CDATA[diversão]]></category>
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		<description><![CDATA[Como alguns podem ter percebido, a URL do site/blog mudou. Vou explicar, resumidamente, o motivo: A-Set começou como necessidade de fazer algo criativo e foi orientado à música, claro, pois aquela sempre foi minha paixão, desde que lembro de minha infância. O problema, porém, é que a coisa deixou de ser divertida quando comecei a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como alguns podem ter percebido, a URL do site/blog mudou. Vou explicar, resumidamente, o motivo:</p>
<p><a href="http://www.transtorno.net/a-set/">A-Set</a> começou como <a href="http://www.transtorno.net/tag/necessidade/">necessidade</a> de fazer algo criativo e foi orientado à <a href="http://www.transtorno.net/tag/musica/"><a href="http://www.transtorno.net/musica/">música</a></a>, claro, pois aquela sempre foi minha paixão, desde que lembro de minha infância.</p>
<p>O problema, porém, é que a coisa deixou de ser divertida quando comecei a me forçar a criar. Não dá pra forçar e manter a <a href="http://www.transtorno.net/tag/diversao/">diversão</a>. O hobbie virou uma chatice e deixei de lado. Ficava me forçando a compor, imaginando álbuns completos, conceitos, etc. É ok pensar nisso, mas não ser obrigado a isso, ainda mais por mim mesmo.</p>
<p>Enfim, a coisa tava sem graça, como disse, sem contar que o tempo tá curto. Queria que as coisas voltassem a ser uma brincadeira, como no começo. Acredito que sem a obrigação de fazer algo, auto-imposta, admito, poderei fazer mais coisas. Se não fizer, dane-se.</p>
<p>Agora, por exemplo, estou escrevendo quase que diariamente. O &#8220;blog&#8221; se tornou uma brincadeira e tem me divertido. Quando deixar de me divertir, se eu me obrigar a escrever, vou diminuir ou parar também. Por hora, tô aqui.</p>
<p>As músicas continuam, <a href="http://www.transtorno.net/a-set/">A-Set</a> continua, meus <a href="http://www.transtorno.net/tag/rabiscos/"><a href="http://www.transtorno.net/rabiscos/">rabiscos</a></a> continuam. Enfim, o que mais eu quiser fazer&#8230;</p>
<p>A propósito, o novo endereço escolhido tem vários motivos, mas cada coisa a seu tempo, novidades estão a caminho. Vamos ver como sairão&#8230; Outro dos motivos é a facilidade de ditar. Era um inferno passar o endereço do <a href="http://www.transtorno.net/a-set/">a-set</a>.com por causa do hífen. Esse novo endereço torna tudo mais fácil e repleto de significados.</p>
<p>Os dois endereços ficam válidos e vou mantê-los registrados, mas se quiserem atualizar os bookmarks, sintam-se à <a href="http://www.transtorno.net/tag/vontade/">vontade</a>.</p>
<p>Por enquanto é isso&#8230;.</p>]]></content:encoded>
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		<title>O chá de maracujá e o contexto</title>
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		<pubDate>Sun, 01 Jun 2008 06:23:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hilton S.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>
		<category><![CDATA[contexto]]></category>
		<category><![CDATA[dúvidas]]></category>
		<category><![CDATA[efêmero]]></category>
		<category><![CDATA[insônia]]></category>

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		<description><![CDATA[Comecei a escrever e apaguei já por volta de dez vezes. Comecei dizendo “noite de insônia”, em seguida “mais uma noite”, coisas do tipo, coisas ‘deja vu’, coisas repetidas, coisas&#8230; Pensei que estava me tornando óbvio e repetitivo, por isso apaguei e recomecei. Percebi então que aquele é o contexto e, repetitivo ou não, precisa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Comecei a escrever e apaguei já por volta de dez vezes. Comecei dizendo “noite de <a href="http://www.transtorno.net/tag/insonia/">insônia</a>”, em seguida “mais uma noite”, coisas do tipo, coisas ‘deja vu’, coisas repetidas, coisas&#8230; Pensei que estava me tornando óbvio e repetitivo, por isso apaguei e recomecei. Percebi então que aquele é o <a href="http://www.transtorno.net/tag/contexto/">contexto</a> e, repetitivo ou não, precisa estar ali, marcando o tempo, o espaço, o momento em que se dá, o agora.</p>
<p>Pois então, que seja esta mais uma noite <a href="http://www.transtorno.net/tag/mal/">mal</a> dormida, mesmo que o corpo esteja pedindo por descanso: a mente, aflita, o ignora. A cabeça cheia de nada quer falar. Cheia de nada? Discordo. Acho que não é “nada”, mas não vou mudar o que escrevi, vai ficar ali. Questiono, mas não apago. Não, não está cheia de nada, não. Se estivesse eu não estaria aqui, escrevendo. Não a minha. Preciso voltar ao começo e dizer a que estou aqui.</p>
<p>Estou tomando chá de camomila e maracujá, mas mantenho uma outra caixinha dessas guardada, fechada. Aquela não é para ser tomada como estou fazendo agora. É para ser tomada pensando, sorrindo, divagando, sobre coisas sérias, outras nem tanto, sobre lugares comuns, outros nem tanto. É também para ser tomada em silêncio, quando se aprofunda um olhar dentro de outro. Não disse “certo” filósofo que “quando se olha muito tempo para um <a href="http://www.transtorno.net/tag/abismo/">abismo</a>&#8230;”? Cabe explicar que parto do princípio de que todos que citam Nietzsche são idiotas, por isso a citação incompleta. Não quero me igualar, afinal aquele chá aguarda companhia, não quero decepcionar.</p>
<p>Para variar um pouco, fui almoçar em outro restaurante, quase todos os dias dessa semana, com um grupo de pessoas. Ouvi causos, contei outros. Bobagens, sem dúvida, do típo que sempre guardam um fundo de verdade. Fiquei pensando que seria divertido registrar os <a href="http://www.transtorno.net/tag/pensamentos/"><a href="http://www.transtorno.net/pensamentos/">pensamentos</a></a> soltos que aparecem quando as cabeças não têm com que se preocupar, as idéias soltas. Acontece, porém, que não consigo de lembrar de quase nada e do pouco que lembro, nada se aproveita, pois agora, fora do <a href="http://www.transtorno.net/tag/contexto/">contexto</a>, perde a graça. Não, não estou partindo para os relativismos, de forma alguma. Mas o dia-a-dia é puro <a href="http://www.transtorno.net/tag/contexto/">contexto</a>. As coisas podem ter graça ou não. Eu poderia não estar escrevendo agora. Seria <a href="http://www.transtorno.net/tag/contexto/">contexto</a>. Se não estivesse, seria aquele chá que está lacrado, talvez.</p>
<p>A prova de que não estou partindo para o relativismo é que estou procurando o que há nisso, o que resta quando se tira o <a href="http://www.transtorno.net/tag/efemero/">efêmero</a>. Reivento a roda: não era sobre isso que já pensavam Platão e Heráclito – e tantos outros depois -, cada um de sua maneira? Enfim, é normal andar por SP, por exemplo, e perceber como a cidade é cinza, como as pessoas são cinzas. Aquelas que entraram na moda de “abraços grátis”, inclusive, também são cinzas. É tudo tão artificial: “vi isso na tv, vamos fazer também?”. Cópias. MTV formando opiniões. Nem vou discutir, me deprime. O que está fora do <a href="http://www.transtorno.net/tag/contexto/">contexto</a>? A expontaneidade.</p>
<p>A cidade está cinza, mas não precisa de “abraços grátis”. Não precisa de alguém que vá à avenida Paulista ficar segurando uma placa, se achando super legal, e depois jogue papel no chão, empurre os outros no ônibus, fale alto e incomode quem está ao redor. É preciso muito mais do que uma placa. É preciso ainda mais do que expontaneidade, embora esta seja essencial. É preciso ter raíz, é preciso olhar pra dentro, não pra fora. É preciso muito coração, mas também razão, crítica. Pensar em “cidade” já é algo que impõe limites e deveria ser evitado, inclusive. As pessoas são cinzas, não é a cidade. Não é *esta* cidade.</p>
<p>Todas as placas, slogans e manifestos são <a href="http://www.transtorno.net/tag/contexto/">contexto</a>. O silêncio é expontâneo: quando se está se boca fechada, os olhos trabalham mais, pode-se ouvir mais também. O que seria da <a href="http://www.transtorno.net/tag/musica/"><a href="http://www.transtorno.net/musica/">música</a></a> se todos falassem ao invés de ouví-la? O que seriam das pinturas&#8230;</p>
<p>É tão fácil ver o caráter no olhar, no falar, na forma de se mover. Como caímos em tantas armadilhas, então? Estamos falando demais. De tudo que falei durante os almoços dessa semana, nada se aproveita. Talvez fosse bom eu ter ficado de boca fechada observando, como já fiz – e faço – tantas vezes. O problema, no entanto, é que quanto mais observo, mais me desloco. Estar deslocado não é um problema, o que dói, por mais que seja chato admitir, é que quando se observa demais, percebe-se que não há reciprocidade.</p>
<p>Existem, claro, exceções. Poucas, bem poucas. É por elas que procuramos. A massa não me interessa. Não me interessam as vozes que tanto falam, mas os poucos que sabem olhar e que conseguem ouvir. Me interessam aqueles achados, aqueles <a href="http://www.transtorno.net/tag/acasos/">acasos</a> que me assombram. É por eles que procuro, é por eles que espero.</p>
<p>As pessoas falam demais, inclusive consigo mesmas, como faço agora.</p>
<p>O <a href="http://www.transtorno.net/tag/contexto/">contexto</a> vai existir sempre e, por isso mesmo, existe no eterno. Os contextos são efêmeros e perpetuam a essência no olhar, no ouvir, nas pinturas e nas músicas, nos movimentos, na <a href="http://www.transtorno.net/tag/danca/">dança</a>. Percebe?</p>]]></content:encoded>
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