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	<title>Transtorno&#187; momentos &raquo; MÃºsica, Filosofia e Pensamentos Transgressivos</title>
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	<description>MÃºsica, Filosofia, Rabiscos AleatÃ³rios e Pensamentos Transgressivos</description>
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		<title>O efêmero, o eterno e as memórias</title>
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		<pubDate>Sat, 04 Jul 2009 03:25:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hilton S.</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Se nÃ£o somos eternos, como podemos sequer pensar essa possibilidade? NÃ£o, essa questÃ£o nÃ£o Ã© minha, Ã© filosÃ³fica. Como pensamos? Pensamos no oposto do que somos. Eternidade, perfeiÃ§Ã£o, bondade e outras coisas. Dai se pensa em Deus, se pensa no eterno.
NÃ£o diria todos pq Ã© claro que seria ridÃ­culo, mas uma grande, grande mesmo, quantidade [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Se nÃ£o somos eternos, como podemos sequer pensar essa possibilidade? NÃ£o, essa questÃ£o nÃ£o Ã© minha, Ã© filosÃ³fica. Como pensamos? Pensamos no oposto do que somos. Eternidade, perfeiÃ§Ã£o, bondade e outras coisas. Dai se pensa em <a href="http://www.transtorno.net/tag/deus/">Deus</a>, se pensa no eterno.</p>
<p>NÃ£o diria todos pq Ã© claro que seria ridÃ­culo, mas uma grande, grande mesmo, quantidade de pessoas <a href="http://www.transtorno.net/tag/busca/">busca</a> o eterno. Buscam quando vÃ£o Ã  igreja, quando buscam relacionamentos, quando prometem amar na saÃºde e na doenÃ§a, atÃ© que a morte os separe. Ã‰ claro que hÃ¡ a promessa de uniÃ£o apÃ³s a morte. Esse eterno fez a beleza da literatura por sÃ©culos, da <a href="http://www.transtorno.net/tag/musica/"><a href="http://www.transtorno.net/musica/">mÃºsica</a></a>, da <a href="http://www.transtorno.net/tag/pintura/">pintura</a>.</p>
<p>Quem nÃ£o concordaria que Mozart, Bach, PlatÃ£o, AristÃ³teles e outros sÃ£o eternos? SÃ£o pq sentimos assim. Um dia podem ser esquecidos, Ã© fato, mas o efeito de suas obras terÃ¡ influenciado tudo que se passou atÃ© ali. Hegel dizia, por exemplo, que Ã© impossÃ­vel pensar o mundo hoje sem pensar o cristianismo, de tÃ£o profunda a ligaÃ§Ã£o. Resumi porcamente e com minhas palavras, mas Ã© isso. Para Hegel o cristianismo fez-se eterno. Ã‰ parte da dial<a href="http://www.transtorno.net/tag/etica/">Ã©tica</a>.</p>
<p>Ontem, por um motivo bobo, eu disse que nada era eterno, falei sem pensar. Agora estou pensando e discordo do que disse. Se tivesse pensado ontem, nÃ£o teria dito. As coisas podem passar, virar memÃ³rias, mas se tornam eternas, pois influenciam os prÃ³ximos passos todos da causalidade.</p>
<p>Me pego a pensar em <a href="http://www.transtorno.net/tag/nadja/">Nadja</a>, pra variar. O livro que me marca, volta e meia batendo Ã  minha porta, me mostrando que vivo em uma &#8220;casa de vidro&#8221;, provando que a causalidade Ã© real, ri de nÃ³s, brinca, mas faz de cada um de seus jogos um momento eterno.</p>
<p>Fui Ã  terapia por algum tempo, anos atrÃ¡s. Ela me disse Ã  Ã©poca que paixÃ£o era bobagem, que <a href="http://www.transtorno.net/tag/amor/">amor</a> existia quando as pessoas aprendiam a conviver sem paixÃ£o. Eu entendo o que ela queria dizer, faz sentido pra muita gente, para aqueles que nÃ£o se questionam e vivem um dia apÃ³s o outro. NÃ£o faz sentido para os inquietos, buscadores. NÃ£o faz sentido para mim.</p>
<p><a href="http://www.transtorno.net/tag/amor/">Amor</a> faz sentido, mas a paixÃ£o tambÃ©m faz. NÃ£o me importa se a origem de seu nome Ã© de pathos, doenÃ§a. NÃ£o me interessa se paixÃ£o Ã© patolÃ³gica. A mim importa que a calmaria Ã© morte. Que nÃ£o se questionar Ã© morte. Que nÃ£o sentir extremos Ã© morte. PaixÃ£o nÃ£o causa sensaÃ§Ã£o de paz, pelo contrÃ¡rio. </p>
<p>As temperaturas sÃ£o extremas, a mim nÃ£o agrada o morno. A mim nÃ£o agrada a paz. NÃ£o adianta eu tentar me iludir. Digo que quero paz, mas nÃ£o, nÃ£o quero. Estou em constante combate, prefiro assim. E jÃ¡ que citei <a href="http://www.transtorno.net/tag/nadja/">Nadja</a>, lembro que em &#8220;O <a href="http://www.transtorno.net/tag/amor/">amor</a> louco&#8221;, <a href="http://www.transtorno.net/tag/breton/">Breton</a> diz que &#8220;o <a href="http://www.transtorno.net/tag/amor/">amor</a> serÃ¡ convulsivo ou nÃ£o serÃ¡ nada&#8221;. Acredito que ali ele coloca o <a href="http://www.transtorno.net/tag/efemero/">efÃªmero</a> no eterno: o <a href="http://www.transtorno.net/tag/amor/">amor</a> nÃ£o exclui a paixÃ£o de si, jamais, e torna-se para sempre seu prÃ³prio momento, na transformaÃ§Ã£o que causa.</p>
<p>O <a href="http://www.transtorno.net/tag/efemero/">efÃªmero</a> parece perder o sentido assim, quando se transforma, se tornando parte do todo, que permanece.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Alguns elementos de fetiche</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Mar 2009 02:49:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hilton S.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Visuais]]></category>
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		<description><![CDATA[O desdobramento dos signos tem essa consequÃªncia: o erotismo, que Ã© fusÃ£o, que desloca o interesse no sentido de uma separaÃ§Ã£o do ser pessoal e de todo limite, Ã© no entanto expresso por um objeto.
- Bataille, in O Erotismo
Cresci vendo minha mÃ£e costurar, fazendo roupas tanto para nÃ³s de casa quanto para suas clientes. Uma [...]


Links relacionados:<ol><li><a href='http://www.transtorno.net/2009/08/irina-ionesco/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Irina Ionesco'>Irina Ionesco</a></li>
</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>O desdobramento dos signos tem essa consequÃªncia: o erotismo, que Ã© fusÃ£o, que desloca o interesse no sentido de uma separaÃ§Ã£o do ser pessoal e de todo limite, Ã© no entanto expresso por um objeto.<br />
<em>- <a href="http://www.transtorno.net/tag/bataille/">Bataille</a>, in O Erotismo</em></p></blockquote>
<p>Cresci vendo minha mÃ£e costurar, fazendo roupas tanto para nÃ³s de casa quanto para suas clientes. Uma decorrÃªncia disso Ã© que tambÃ©m cresci com revistas de moda por perto, muitas eram importadas, e, vale lembrar, eram os anos 70.</p>
<p>Essas revistas, quando velhas, depois de usadas para que as clientes escolhessem modelos ou para que minha mÃ£e tivesse idÃ©ias, se transformavam em meus trabalhos de escola, as famosas colagens, alÃ©m de serem uma forma de ver o mundo alÃ©m dos portÃµes e da rua onde morava. Era curioso, pois tinha mais contato com elas do que com <a href="http://www.transtorno.net/tag/quadrinhos/">quadrinhos</a>, por exemplo, imaginava conversas entre as pessoas e, como nÃ£o sabia ler, imaginava o que os anÃºncios diziam. </p>
<p>HÃ¡ alguns meses, andando pelo MoMA, encontrei uma sala com um painel enorme que disparou, imediatamente, um gatilho na minha memÃ³ria e retomei muita coisa da infÃ¢ncia. Tirei algumas fotos e depois fiquei pensando o motivo de ter sido atraÃ­do. A Ãºnica explicaÃ§Ã£o que consigo encontrar Ã© que tenha sido <a href="http://www.transtorno.net/tag/fetiche/">fetiche</a>, esquema freudiano mesmo. As imagens nas paredes eram do mesmo tipo de revistas que eu via, exatamente os mesmos, mas algumas ganharam destaque por sobre a montagem das pÃ¡ginas, como se tivessem vida prÃ³pria. Acredito, de fato, que tinham e ainda tenham. SÃ£o fetiches, ou seja, gatilhos, que falam ao inconsciente, sem as barreiras da razÃ£o. Quase atavismos, talvez.</p>
<p>Ao lado do grande painel na parede havia uma caixa de vidro com alguns daqueles elementos em trÃªs dimensÃµes, palpÃ¡veis, praticamente vivos. Sim, nunca gatilhos foram tÃ£o ativos. Reproduzo abaixo duas fotos que tirei, sÃ³ para dar uma idÃ©ia do que fato. Os turistas ainda nÃ£o tomaram o lugar dos viajantes.</p>
<p><center><img src="http://www.transtorno.net/images/moma-fetish-1.jpg" /></p>
<p><img src="http://www.transtorno.net/images/moma-fetish-2.jpg" /></center></p>
<p>O problema Ã© que fui muito espertÃ£o e nÃ£o fotografei a ficha da <a href="http://www.transtorno.net/tag/obra/">obra</a>. Pensei &#8220;pego depois, em detalhes, no site do museu&#8221;. Acontece que o site do museu Ã© enorme, tem milhares de obras, algumas sem fotos, e atÃ© hoje nÃ£o achei. Se alguÃ©m souber do que se trata e puder me dizer, agradeÃ§o imensamente.</p>

<p>Links relacionados:<ol><li><a href='http://www.transtorno.net/2009/08/irina-ionesco/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Irina Ionesco'>Irina Ionesco</a></li>
</ol></p>]]></content:encoded>
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		<title>Os Arcanos e os Acasos</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Jan 2009 23:31:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hilton S.</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Acasos sÃ³ sÃ£o acasos quando reconhecidos, vistos, percebidos. CoincidÃªncias e sincronicidades acontecem a todo momento, mas sÃ³ quando vistas Ã© que existem. Podemos dizer, entÃ£o, que se nÃ£o sÃ£o percebidas, nÃ£o existem ou nÃ£o aconteceram? Se nÃ£o hÃ¡ sentido, nÃ£o hÃ¡ existÃªncia. Ã‰ preciso um sentido, portanto. Acasos precisam ser vistos, logo, nÃ£o, nÃ£o acontecem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.transtorno.net/tag/acasos/">Acasos</a> sÃ³ sÃ£o <a href="http://www.transtorno.net/tag/acasos/">acasos</a> quando reconhecidos, vistos, percebidos. CoincidÃªncias e sincronicidades acontecem a todo momento, mas sÃ³ quando vistas Ã© que existem. Podemos dizer, entÃ£o, que se nÃ£o sÃ£o percebidas, nÃ£o existem ou nÃ£o aconteceram? Se nÃ£o hÃ¡ sentido, nÃ£o hÃ¡ existÃªncia. Ã‰ preciso um sentido, portanto. <a href="http://www.transtorno.net/tag/acasos/">Acasos</a> precisam ser vistos, logo, nÃ£o, nÃ£o acontecem a todo momento. NÃ£o sÃ£o meras coincidÃªncias. Podes dizer com certeza que algo exista se nÃ£o vÃªs? Ora, a fÃ©! Sim, podes dizer. E sentir, viver, tocar, enfim? Podes? <a href="http://www.transtorno.net/tag/acasos/">Acasos</a> sÃ£o como Deuses: acreditamos e esperamos por eles. SÃ£o pequenas fissÃµes nucleares, fugidias, transformando Ã s vezes imperceptivelmente a percepÃ§Ã£o que temos das coisas e, portanto, as coisas.</p>
<p>Poderia aprofundar o raciocÃ­nio, citar PlatÃ£o, Berkeley, a psicologia, a <a href="http://www.transtorno.net/tag/metafisica/">metafÃ­sica</a> e mesmo os sentidos. Poderia, sim, mas nÃ£o vou. Vou me ater ao breve, ao <a href="http://www.transtorno.net/tag/efemero/">efÃªmero</a>, que se vai, passa e se perde. Vou me ater ao inconsciente tambÃ©m. Como os <a href="http://www.transtorno.net/tag/acasos/">acasos</a>. Vou me ater Ã s brasas. AliÃ¡s, vou apenas falar delas, das faÃ­scas, de relÃ¢mpagos, de explosÃµes e reagrupamentos.</p>
<p>Vou me ater apenas Ã s notas que tomo neste caderno. Ã€s notas musicais que vibram por segundos e acabam, quando se transformam em outras. Vou me ater Ã  observaÃ§Ã£o, Ã  <a href="http://www.transtorno.net/tag/magia/">magia</a> e, neste caso, caberia mesmo discutir se Ã© Magick ou nÃ£o. </p>
<p><a href="http://www.transtorno.net/tag/acasos/">Acasos</a> sÃ£o rÃ¡pidos, sÃ£o imagens, sÃ£o percepÃ§Ãµes. SÃ£o ligaÃ§Ãµes e rupturas, simultaneamente. SÃ£o poÃ©ticas de qualquer <a href="http://www.transtorno.net/tag/linguagem/">linguagem</a> nÃ£o discursiva, seja verbal, onÃ­rica, escrita, visual e imaginÃ¡ria.</p>
<p><a href="http://www.transtorno.net/tag/acasos/">Acasos</a> sÃ£o encruzilhadas, onde versos caem, uns sobre os outros, rompendo frases, se reagrupando em outras novas e, quando palavras sobram, germinam e criam outras, tambÃ©m novas, ainda solitÃ¡rias, buscando verbos e adjetivos para lhe acompanharem rumo aos nomes.</p>
<p><a href="http://www.transtorno.net/tag/acasos/">Acasos</a> sÃ£o frases que lemos a sÃ³s, mas se sÃ³ nos as lemos, perdem o brilho, pois devem lidas em <a href="http://www.transtorno.net/tag/duplo/">duplo</a>, nÃ£o necessariamente a dois, e isso digo apenas a quem sabe procurar as entrelinhas e perceber sutilezas. </p>
<p>Derrubo as palavras e fico observando, esperando que se reagrupem, mas o acaso estÃ¡ em mim, nÃ£o fora. Se estivesse fora nÃ£o seria acaso, seria rotina. Derrubo-as entÃ£o em minha garganta e vou digerindo, calmamente, uma a uma, quando sÃ£o mastigadas, se transformando em sons e novas letras. Mantenho tudo aqui, pois nÃ£o poderia ser diferente: o que sou Ã© imanente, mas ao mesmo tempo Ã© outra coisa.</p>
<p>As sombras de SÃ£o Paulo â€“ a cidade, mas poderia tambÃ©m ser o santo, Ã© claro &#8211; escondem os olhos de Nuit, mas, sob seu manto, novas palavras se formam. Formam versos. Formam <a href="http://www.transtorno.net/tag/poesias/">poesias</a>.</p>
<p>A <a href="http://www.transtorno.net/tag/ruptura/">ruptura</a> <a href="http://www.transtorno.net/tag/busca/">busca</a> uniÃ£o.</p>
<p>A letra theta Ã© uniÃ£o!</p>
<p><span style="font:bold 22px arial">&theta;</span></p>]]></content:encoded>
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		<title>Perspectivas</title>
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		<pubDate>Sat, 27 Dec 2008 13:41:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hilton S.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>
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		<description><![CDATA[Tenho aqui em mÃ£os um texto de Sergio Buarque de Hollanda, tirado da Revista EstÃ©tica, mas infelizmente nÃ£o sei o nÃºmero/ano da ediÃ§Ã£o, pois me falta cÃ³pia da pÃ¡gina inicial da revista. Vou colocÃ¡-lo aqui e caso alguÃ©m tenha essa informaÃ§Ã£o, me envie que eu coloco no post. O portuguÃªs Ã© da Ã©poca, nÃ£o sÃ£o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tenho aqui em mÃ£os um texto de Sergio Buarque de Hollanda, tirado da Revista Est<a href="http://www.transtorno.net/tag/etica/">Ã©tica</a>, mas infelizmente nÃ£o sei o nÃºmero/ano da ediÃ§Ã£o, pois me falta cÃ³pia da pÃ¡gina inicial da revista. Vou colocÃ¡-lo aqui e caso alguÃ©m tenha essa informaÃ§Ã£o, me envie que eu coloco no post. O portuguÃªs Ã© da Ã©poca, nÃ£o sÃ£o <a href="http://www.transtorno.net/tag/erros/">erros</a>, que fique claro.</p>
<p>Segue:</p>
<p>As palavras depositaram tamanha confianÃ§a no espirito credulo dos homens, que estes acabaram por lhes voltar as costas. A gente comeÃ§a a admirar-se de que uma porÃ§Ã£o de civilisaÃ§Ãµes tenha enxergado incessantemente na letra qualquer cousa que nÃ£o seja uma negaÃ§Ã£o da vida &#8211; negaÃ§Ã£o formal, estÃ¡ claro, mas nem por isso menos eficiente. Um estupendo livro ainda por se escrever: o tratado de historia da civilisaÃ§Ã£o em que se considere o esplendor e a decadencia de cada povo coincidindo precisamente com a maior ou menor consideraÃ§Ã£o que a palavra escrita ou falada mereceu de cada povo.</p>
<p>Nada do que vive se exprime impunemente em vocabulos. Os mais sabios dentre os homens tÃªm, sofrido um pouco das necessidades a que essa lei os subordina. Eu, Sergio Buarque de Hollanda, acho indiscutivel que em todas as cousas exista um limite, um termo, alÃ©m do qual elas perdem sua instabilidade, que Ã© uma condiÃ§Ã£o de vida, para se instalarem confortavelmente no que sÃ³ por eufemismo chamamos sua espressÃ£o e que na realidade Ã© menos que seu reflexo. SÃ³ os <a href="http://www.transtorno.net/tag/pensamentos/"><a href="http://www.transtorno.net/pensamentos/">pensamentos</a></a> jÃ¡ vividos, os que se podem considerar nÃ£o em sua duraÃ§Ã£o, mas objetivamente e jÃ¡ dissecados encontram um termo. Quero dizer: esse termo sÃ³ coexiste com o ponto de <a href="http://www.transtorno.net/tag/ruptura/">ruptura</a> com a vida.</p>
<p>Os homens que sentiram nitidamente essa ausencia do principio de vida, essa atmosfera irrespiravel que nos propÃµem as formas inteligiveis, jÃ¡ mandam ao diabo tudo quanto possa preencher um termo, tudo quanto caiba entre as quatro paredes de um pensamento comunicavel ou espresso. A palavra escrita ou falada sÃ³ se concilia com a dificuldade vencida, com a energia satisfeita e a paz proclamada depois da guerra. Ã‰ em vÃ£o que se tentarÃ¡ atrair a tempestade, invocar o demonio ou realisar o misterio dentro do quotidiano, quando nÃ£o se renunciou Ã  virtude ilusoria da <a href="http://www.transtorno.net/tag/linguagem/">linguagem</a> dos cemiterios.</p>
<p>Mas nÃ£o Ã© sem remorsos que os homens aceitam a falsa paz que as letras impuzeram. A resistencia ao milagre caracteriza um estado de espirito que nÃ£o Ã© bem o dos contemporaneos. JÃ¡ se ousa pretender mesmo e sem escandalo, que a mediocridade ou a grandeza de nosso mundo visivel sÃ³ dependem da representaÃ§Ã£o que nÃ³s fazemos dele, &#8211; da qualidade dessa representaÃ§Ã£o. Nada nos constrange a que nos fiemos por completo na suave e engenhosa caligrafia que os homens inventaram pra substituir o desenho rigido e anguloso das cousas. Hoje mais do que nunca toda <a href="http://www.transtorno.net/tag/arte/">arte</a> po<a href="http://www.transtorno.net/tag/etica/">Ã©tica</a> ha de ser principalmente &#8211; por quasi nada eu diria apenas &#8211; uma declaraÃ§Ã£o dos direitos do Sonho. Depois de tantos seculos em que os homens mais honestos se compraziam em escamotear o melhor da realidade, em nome da realidade temos de procurar o paraizo nas regiÃµes ainda inesploradas. Resta-nos portanto o recurso de dizer das nossas expediÃ§Ãµes armados por esses dominios. SÃ³ Ã  noite enxergamos claro.</p>
<p>NÃ£o lhe quero negas leitor o direito que vocÃª tem de achar ingenuo e irrealisavel tal proposito. Lembro mesmo, e a seu favor, o trecho admiravel de Marcel Proust sobre essas &#8220;visÃµes que nos Ã© possivel esprimir e quasi prohibido constatar, porque, precisamente quando se tenta dormir, vem-nos a caricia de seu encanto irreal, no instante mesmo em que a razÃ£o nos abandona os olhos se serram e antes de se conhecer nÃ£o sÃ³ o inefavel, mas o invisivel, a gente adormece.&#8221;</p>
<p>Mas de que nos vale ter confianÃ§a no milagre se nÃ£o ousamos transpor aquelle impossivel e aquelle prohibido colocados ali por prudencia ou por covardia? &#8220;Ha muitas cousas no cÃ©u e na terra alÃ©m do que imagina a vossa <a href="http://www.transtorno.net/tag/filosofia/"><a href="http://www.transtorno.net/filosofia/">filosofia</a></a>&#8221;, diz Hamleto a Horatio. O certo Ã© que essa <a href="http://www.transtorno.net/tag/filosofia/"><a href="http://www.transtorno.net/filosofia/">filosofia</a></a> nÃ£o se interessa senÃ£o por divertimento ou por acaso em todas essas cousas que existem na terra e no cÃ©u fÃ³ra de seu alcance. Para os sabios mais consideraveis uma certa amplitude de pensamento acarreta o invencivel sacrificio de tudo quanto escapa Ã  logica da continuidade, de tudo quanto se esalta e afirma, pelo simples facto de ser, um direito Ã  existencia, a sua diferenÃ§a essencial em relaÃ§Ã£o ao que a rodeia e por isso mesmo, implicitamente, a sua singularidade. A ciencia compraz-se em estabelecer um nivelamento, uma uniformidade tal em todas as cousas, que acaba por escluir de seu Universo qualquer objeto que nÃ£o se resigne a ser um simples termo prÃ¡s suas equaÃ§Ãµes, um instrumento docil Ã s suas construcÃ§Ãµes arbitrarias. O acto elementar de definir, que se encontra Ã  base de toda ciencia humana, implica o proposito de instalar todo o objeto de <a href="http://www.transtorno.net/tag/conhecimento/">conhecimento</a> numa continuidade fixa e inalteravel. NÃ£o existe ciencia do particular que estude cada cousa em relaÃ§Ã£o Ã  sua propria particularidade. Todos os nossos conhecimentos procedem ao contrario subordinando o singular ao universal e utilisando-se para esse efeito de um sistema de seleÃ§Ã£o que sÃ³ se tem por essencial o que ha de constante em uma dada sÃ©rie de objetos. O resto, o que ha em cada um de individual Ã© considerado inutil para a formaÃ§Ã£o do conceito. Acontece porÃ©m que para certos homens o essencial continua sendo o que ha de particular, o que ha de milagroso, o elemento irredutivel em cada cousa. SÃ£o esses homens, os que obedecem Ã s leis divinas e esquecem as outras, as das cidades que reclamam com violencia um regresso a esse estado de guerra que nÃ£o Ã© mais do que uma conformaÃ§Ã£o com a vida. <sup>(1)</sup></p>
<p>Mas prÃ¡ maioria dos homens a morte como que se seja apresenta encantos e seduÃ§Ãµes que a Vida estÃ¡ muito longe de lhes proporcionar. Para uma porÃ§Ã£o de poÃ©tas ela tem sido um sinonimo comodo de misterio e para Socrates ela apareceu como uma aquisiÃ§Ã£o de pensamento. Nem todos sentiram que nÃ£o Ã© necessÃ¡rio renunciar Ã  vida para descobrir o &#8220;irreal&#8221; e que ao contrario o que parece mais real e atÃ© mesmo o que se apresenta mais dÃ³cil Ã  verificaÃ§Ã£o comporta uma parte de misterio imprevisivel e trÃ¡e concessÃµes escandalosas ao irracional. Essa ilusÃ£o esplica a subsistencia, embora disfarÃ§ada, em cada um dos nossos actos. de uma aspiraÃ§Ã£o Ã  morte. A propria creaÃ§Ã£o artistica nÃ£o escapou desde os seus inicios a esse pecado original. Parece claro que o proprio impulso que levou os primeiros homens a gravar desenhos nas paredes das cavernas participa muito, nÃ£o de um <a href="http://www.transtorno.net/tag/desejo/">desejo</a> de libertaÃ§Ã£o como jÃ¡ se te dito (isto Ã© libertaÃ§Ã£o no sentido de exaltaÃ§Ã£o: correspondendo a uma espansÃ£o de vitalidade), nÃ£o de um esforÃ§o de resistencia contra o aniquilamento, mas ao contrario, e acentuadamente, ao <a href="http://www.transtorno.net/tag/desejo/">desejo</a> invencivel de negar a vida em todas as suas manifestaÃ§Ãµes.</p>
<p>Surge assim em sua espressÃ£o artistica mais rudimentar esse afan de reduzir o informe Ã  fÃ³rma, ao livre necessario, o acidental Ã  regra. O desenho regular e monotono dos primitivos, essa esclusÃ£o de todos os elementos especiaes e acidentaes que eles revelam mostram claramente o significado e o sentido da tendencia dos homens para uma regularidade abstracta e inanime.</p>
<p>Paralela a essa tendencia que nÃ£o Ã© um privilegio do homem primitivo, a <a href="http://www.transtorno.net/tag/necessidade/">necessidade</a> de confissao, essa doenÃ§a moderna que condena Ã  morte pela palavra e pela sintaxe, todos os sentimentos que nos oprimem, toda manifestaÃ§Ã£o de vida inoportuna corresponde a essa mesma lei de aspiraÃ§Ã£o ao inerte. <sup>(2)</sup></p>
<p>NÃ£o me cabe resumir aqui todas as perspectivas que esse ponto de vista me propÃµe. NÃ£o disse ainda porque razÃ£o os homens comeÃ§am a procurar a realidade de preferencia na <a href="http://www.transtorno.net/tag/esperanca/">esperanÃ§a</a>, na recordaÃ§Ã£o e na ausencia e porque muitos deles sem renunciar a essa atitude conseguiram revogar para uso proprio a lei de aspiraÃ§Ã£o Ã  morte. Tambem nÃ£o disse porque a exaltaÃ§Ã£o do particular resolve-se em certos <a href="http://www.transtorno.net/tag/momentos/">momentos</a> na anulaÃ§Ã£o de qualquer singularidade, no sentimento da harmonia de todas as cousas. Direi provisoriamente que a vida, apesar de tudo, continÃºa a nutrir subrepticiamente e por uma especie de verba secreta as regiÃµes mais ocultas de nossas ideologias. Ã‰ incontestavel que os nossos actos e mesmo aqueles que comportam uma sÃ©rie de movimentos irremediavelmente previstos pela logica e pelo calculo mais precisos, nÃ£o prescindem dessa parcela contingente que participa do divino. Deante dessa impossibilidade de opÃ´r uma resistencia mais eficaz ao misterio que nos sitia por todos os lados, deante do absurdo dessa resistencia nÃ£o ha duas atitudes igualmente legitimas. Nada mais comodo, Ã© verdade, que concluir pela <a href="http://www.transtorno.net/tag/vaidade/">vaidade</a> de todos os nossos gestos e pela inutilidade de qualquer atitude, &#8211; ideia que o Universo nos fornece a troco de um simples bocejo.</p>
<p>- Sergio Buarque de Hollanda</p>
<p><sup>(1)</sup> &#8211; Nunca serÃ¡ demasiado insistir no que representou para a literatura contemporanea a &#8220;descoberta&#8221; de que cada individuo representa um mundo isolado e muitas vezes indecifravel para os outros homens. A ideia da &#8220;incomunicabilidade dos espiritos&#8221; que constitue, pode-se dizer o fundamento e o tema essencial do <a href="http://www.transtorno.net/tag/teatro/"><a href="http://www.transtorno.net/teatro/">teatro</a></a> de um Pirandello jÃ¡ estava admiravelmente espressa numa passagem dos comentarios de Newman aos argumentos de Paley sobre as evidencias do Cristianismo: &#8220;Se quizerem que eu me utilize do argumento de Paley para minha propria conversao direi resolutamente: nÃ£o <a href="http://www.transtorno.net/tag/desejo/">desejo</a> ser convertido por um silogismo habil; se quizerem que o mesmo argumento me sirva pra converter a outros, direi: nÃ£o me interessa convence-los pela razÃ£o sem que seu coraÃ§Ã£o seja atingido. Os homens nÃ£o podem aceitar integralmente uma verdade, Ã© preciso que cada qual a descubra por si. Toda convicÃ§Ã£o profunda ha de ser conhecida por essa descoberta.</p>
<p><sup>(2)</sup> &#8211; Digo &#8220;doenÃ§a moderna&#8221; apenas por comodidade. NÃ£o ignoro os argumentos que poderiam me opÃ´r. Quero dizer que a confissÃ£o, a <a href="http://www.transtorno.net/tag/necessidade/">necessidade</a> de espressÃ£o dos nossos sentimentos mais profundos manifesta-se menos disfarÃ§ada entre os contemporaneos. Ha quem atribua Ã  influencia do confessionario a extraordinaria situaÃ§Ã£o de quem ainda hoje goza e que mantem o catolicismo romano. (V. Dr. William Stekel &#8211; The Dephts of the Soul &#8211; trans. by Dr. S.A. Tannenbaum &#8211; London, Kegan Paul &#8211; 1921). O artigo de Prudente de Moraes, neto, sobre a sinceridade publicado no ultimo numero desta revista estuda o mesmo assumpto com admiravel lucidez.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Fuerza Bruta</title>
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		<pubDate>Sun, 09 Nov 2008 23:26:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hilton S.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Teatro]]></category>
		<category><![CDATA[Visuais]]></category>
		<category><![CDATA[efÃªmero]]></category>
		<category><![CDATA[Fuerza Bruta]]></category>
		<category><![CDATA[La Fura]]></category>
		<category><![CDATA[momentos]]></category>
		<category><![CDATA[sensaÃ§Ãµes]]></category>

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		<description><![CDATA[Assisti ao grupo Fuerza Bruta, no parque Villa Lobos, na tarde de hoje. Fui imaginando que veria um tipo de apresentaÃ§Ã£o, vi outra, completamente diferente, e de uma forma ou de outra, sai bem impressionado, querendo que tivesse durado mais. O tempo, aliÃ¡s, voou. Passou depressa demais, infelizmente, mas faz sentido que tenha sido assim.
Falei [...]


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<li><a href='http://www.transtorno.net/2008/11/movimentos-e-provocacao/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Movimentos e provocaÃ§Ã£o'>Movimentos e provocaÃ§Ã£o</a></li>
</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Assisti ao grupo <a href="http://www.transtorno.net/tag/fuerza-bruta/">Fuerza Bruta</a>, no parque Villa Lobos, na tarde de hoje. Fui imaginando que veria um tipo de apresentaÃ§Ã£o, vi outra, completamente diferente, e de uma forma ou de outra, sai bem impressionado, querendo que tivesse durado mais. O tempo, aliÃ¡s, voou. Passou depressa demais, infelizmente, mas faz sentido que tenha sido assim.</p>
<p>Falei do <a href="http://www.transtorno.net/tag/la-fura/">La Fura</a> antes e acreditei que veria algo similar. As semelhanÃ§as existem somente enquanto os dois sÃ£o grupos que provocam o sensÃ­vel e interagem com o pÃºblico, o resto Ã© completamente diferente, duas linguagens muito distintas.</p>
<p>O <a href="http://www.transtorno.net/tag/la-fura/">La Fura</a> provoca pelo terror, o pÃºblico se sente ameaÃ§ado a cada momento, esperando uma motoserra, esperando que atirem carne crua, farinha, tinta&#8230; O medo estÃ¡ sempre presente. <a href="http://www.transtorno.net/tag/fuerza-bruta/">Fuerza Bruta</a> Ã© outra coisa, Ã© onÃ­rico, uterino e hipnÃ³tico, as pessoas interagem, se sentem parte do trabalho, se entregam sem perceber.</p>
<p>NÃ£o vou ficar descrevendo as cenas, quem quiser que vÃ¡ ver (recomendo a experiÃªncia, aliÃ¡s). HÃ¡ bastante Ã¡gua e movimentos na Ã¡gua. Imaginei um grande Ãºtero ali. AliÃ¡s, imaginei a Ã¡gua como elemento tambÃ©m. HÃ¡ tambÃ©m referÃªncias a sonhos, ao ar.</p>
<p>As pessoas nÃ£o sentem medo, ao contrÃ¡rio. No final, atores danÃ§ando, o pÃºblico Ã­dem, embaixo da chuva que fazem no galpÃ£o. As crianÃ§as, muito mais do que os adultos, adoraram. Entraram na Ã¡gua sem vacilar, mas para isso Ã© preciso se permitir. Lembrei de quando era crianÃ§a, jogava sabÃ£o em pÃ³ no piso do quintal, molhava e ficava escorregando.  Adorei cada segundo da apresentaÃ§Ã£o, valeu cada centavo, reitero que gostaria que tivesse durado mais e gostaria de ver mais vezes. Quem sabe em alguma delas eu deixasse o canto e entrasse na chuva tambÃ©m.</p>

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		<title>Domingo</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Oct 2007 02:53:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hilton S.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>
		<category><![CDATA[diversÃ£o]]></category>
		<category><![CDATA[momentos]]></category>
		<category><![CDATA[nostalgia]]></category>

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		<description><![CDATA[Chegar em casa, abrir as portas, encontrar apenas caos, poeira e silÃªncio, sendo este rompido apenas pelo miado de quem espera por seu alimento. Fartos, resta o ruÃ­do das lambidas de quem se limpa apÃ³s a refeiÃ§Ã£o.
Cena diÃ¡ria, rotineira, agradÃ¡vel, sim (em parte, afinal, abomina-se a poeira da reforma), mas tÃ£o diÃ¡ria e tÃ£o rotineira [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Chegar em casa, abrir as portas, encontrar apenas caos, poeira e silÃªncio, sendo este rompido apenas pelo miado de quem espera por seu alimento. Fartos, resta o ruÃ­do das lambidas de quem se limpa apÃ³s a refeiÃ§Ã£o.</p>
<p>Cena diÃ¡ria, rotineira, agradÃ¡vel, sim (em parte, afinal, abomina-se a poeira da reforma), mas tÃ£o diÃ¡ria e tÃ£o rotineira que passa a ser <a href="http://www.transtorno.net/tag/mal/">mal</a>Ã©fica. Qualquer rotina extrema Ã© <a href="http://www.transtorno.net/tag/mal/">mal</a>Ã©fica. Disciplina extrema Ã© <a href="http://www.transtorno.net/tag/mal/">mal</a>Ã©fica. Inclusive a minha.</p>
<p>Respirar a fumaÃ§a de SP, falar algumas bobagens, perceber que independente da ocasiÃ£o alguns assuntos sÃ£o tÃ£o sÃ©rios que causam <a href="http://www.transtorno.net/tag/dor/">dor</a> no estÃ´mago, rir um pouco.</p>
<p>Ir a um lugar desconhecido Ã  01h00. Sair quando se estaria voltando. Nervoso, tÃ­mido e ansioso. Falar mais, rir outro tanto, apreciar a companhia. Voltar para casa sem reclamar uma vez sequer e esperar pela prÃ³xima.</p>
<p>Domingo Ã  noite.<br />
Cheiro da chuva.<br />
Um bom final de semana.<br />
Obrigado!</p>]]></content:encoded>
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