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	<title>Transtorno&#187; mp3 &raquo; Vertigem, Ruptura e Pensamentos Transgressivos</title>
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	<description>Vertigem, Ruptura e Pensamentos Transgressivos</description>
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		<title>Novas mídias para a música</title>
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		<pubDate>Sun, 05 Jul 2009 19:40:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hilton S.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
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		<description><![CDATA[Vi há pouco uma notícia de que o Nitzer Ebb está vendendo dois remixes de suas músicas. Normal uma banda vender isso, não? Correto. O que mudou nesse caso é a mídia: um pen drive. Sim! Se você comprar, não receberá em casa um CD, CDr ou mesmo um link para download. Receberá um pendrive [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Vi há pouco uma notícia de que o Nitzer Ebb está vendendo dois remixes de suas músicas. Normal uma banda vender isso, não? Correto. O que mudou nesse caso é a mídia: um pen drive. Sim! Se você comprar, não receberá em casa um CD, CDr ou mesmo um link para download. Receberá um pendrive personalizado, numerado e assinado contendo as faixas. Veja mais <a href="https://ssl.webpack.de/nitzerebbprodukt.com/article/42.html" target="_blank">aqui no site oficial</a>.</p>
<p>Antes eram as fitas cassete, depois, com os gravadores de CD, vieram as demos em CDr e quase imediatamente após, os <a href="http://www.transtorno.net/tag/downloads/"><a href="http://www.transtorno.net/downloads/">downloads</a></a>. Dito isso, fico pensando que o download é o CDR/demo de nossos dias. Sei de uma coisa: usei os dois métodos para distribuir minhas músicas, tanto o CDr no caso da primeira demo, quanto apenas <a href="http://www.transtorno.net/tag/downloads/"><a href="http://www.transtorno.net/downloads/">downloads</a></a> para a segunda. A primeira foi assim: gravei centenas de CDrs, imprimi capas, cortei e distribui para várias pessoas, mandei para selos, zines e revistas. Comecei a receber reviews, alguns bons, outros nem tanto.</p>
<p>Já a segunda, Bad Timing Soundtracks, resolvi distribuir apenas por <a href="http://www.transtorno.net/tag/downloads/"><a href="http://www.transtorno.net/downloads/">downloads</a></a>. Pensei que mais gente fosse baixar e ouvir, afinal as possibilidades eram imensamente maiores, já que não havia nenhuma mídia física impedindo o acesso ao material. Resultado: nenhuma review! Apenas alguns amigos ou conhecidos mandaram opiniões. Curiosamente, o material é muito mais maduro que a primeira, melhor produzido, mixado e gravado.</p>
<p>Comecei a pensar se o download é mesmo tão perigoso para as mídias físicas como parece. Talvez para as bandas grandes e conhecidas. Para as pequenas, não vejo como. É uma ferramenta poderosa de divulgação, é claro, mas aqui entre nós: dessas bandas que você ouve falar, as que sairam da <a href="http://www.transtorno.net/tag/internet/">internet</a> e se tornaram fenômeno, quantas delas foram realmente pelo <a href="http://www.transtorno.net/tag/amor/">amor</a> do público à <a href="http://www.transtorno.net/tag/musica/"><a href="http://www.transtorno.net/musica/">música</a></a>, por terem baixado milhões de vezes? A maioria delas &#8211; se não todas &#8211; foram apenas um truque de marketing, suportado por jornalistas que compraram a idéia e revenderam, fazendo o nome dessas bandas. A porcaria do Arctic Monkeys é um exemplo disso.</p>
<p>Recebo mais comentários pelo myspace, das pessoas que ouvem uma ou outra faixa, do que de pessoas que baixam todo o pacote para ouvir. Coloquei tudo disponível para download, em arquivos .rar, essa semana. Até o momento apenas 3 <a href="http://www.transtorno.net/tag/downloads/"><a href="http://www.transtorno.net/downloads/">downloads</a></a> aconteceram, feitos por pessoas que conheço. Acho que os únicos que devem continuar assustados com o fenômeno são as gravadoras e os metallicas da vida.</p>]]></content:encoded>
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