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	<title>Transtorno&#187; mudanças &raquo; Vertigem, Ruptura e Pensamentos Transgressivos</title>
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	<description>Vertigem, Ruptura e Pensamentos Transgressivos</description>
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		<title>Certezas</title>
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		<pubDate>Sun, 15 Nov 2009 18:58:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hilton S.</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Nos últimos 3 meses, li aproximadamente 15 livros para a prova do mestrado. Não acho que é muito, pelo contrário, teria dado para ler mais, se minha vida se resumisse a leituras. Felizmente não é o caso. É claro que gosto de ler, mas é preciso bem mais do que isso, por certo. Curiosamente, apesar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nos últimos 3 meses, li aproximadamente 15 <a href="http://www.transtorno.net/tag/livros/"><a href="http://www.transtorno.net/livros/">livros</a></a> para a prova do mestrado. Não acho que é muito, pelo contrário, teria dado para ler mais, se minha vida se resumisse a leituras. Felizmente não é o caso. É claro que gosto de ler, mas é preciso bem mais do que isso, por certo. Curiosamente, apesar de serem <a href="http://www.transtorno.net/tag/livros/"><a href="http://www.transtorno.net/livros/">livros</a></a> obrigatórios, não são <a href="http://www.transtorno.net/tag/livros/"><a href="http://www.transtorno.net/livros/">livros</a></a> dogmáticos, cheios de respostas. Claro que defendem idéias, representam seus autores, mas são aporéticos em sua maioria e por isso são bons <a href="http://www.transtorno.net/tag/livros/"><a href="http://www.transtorno.net/livros/">livros</a></a>.</p>
<p>Se <a href="http://www.transtorno.net/tag/livros/"><a href="http://www.transtorno.net/livros/">livros</a></a> com fórmulas e receitas fossem tão bons, a história da <a href="http://www.transtorno.net/tag/filosofia/"><a href="http://www.transtorno.net/filosofia/">Filosofia</a></a> seria outra, certeira, sem discussões, provavelmente teria sido acabada há mais de dois mil anos. A frieza dos dogmas não me interessa, apenas o orgânico das certezas que se tornam <a href="http://www.transtorno.net/tag/duvidas/">dúvidas</a>. O último livro lido, de Peter Brook, termina dizendo que quando forem publicadas, aquelas linhas já estarão ultrapassadas e merecerão questionamentos. Detalhe: o livro foi publicado pela primeira vez há mais de 30 anos.</p>
<p>É curioso hoje ver com tantas &#8220;certezas&#8221; tornaram o mundo um tédio. A maioria das pessoas é tão cega e certa dentro de seus pequenos mundos que mesmo os que posam de visionários apenas receitam absolutos. Sucesso, ambição, falta de conflitos, necessidades de diferença expressas na aparência quando por dentro há apenas homogêneo: concordância generalizada com uma ordem que esconde os vícios do comum sob a aparência da modernidade.</p>
<p>Acontece, porém, que não cabe ser nostálgico e crer que as coisas eram melhores antes. Esse seria um equívoco sem proporções. Poderia afirmar diversas coisas aqui, mas não quero também incorrer em erro exatamente quando estou com mais <a href="http://www.transtorno.net/tag/duvidas/">dúvidas</a> e questionamentos vivos na mente. Não me cabe dizer como algo deve ser, apenas continuar questionando. Se um dia eu tiver alguma certeza, meu crescimento terá acabado.</p>
<p>Adaptando uma afirmação de Marvin Carlson, digo que não há espaço confortável para mim em nenhuma das diversas teorias existentes, mas me interesso por elas quando me fazem ver onde estou, seja por afirmação ou negação.</p>
<p>São bons <a href="http://www.transtorno.net/tag/livros/"><a href="http://www.transtorno.net/livros/">livros</a></a>, mas não os recomendo.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Mediocridade e ridículo</title>
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		<pubDate>Sun, 25 Oct 2009 02:24:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hilton S.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
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		<description><![CDATA[Faz tempo que não escrevo aqui. Ando ocupado e, principalmente, sem vontade nenhuma, mas já que estou aqui, vamos ao assunto&#8230; A música é uma ótima forma de expressão pra quem tem aquele ímpeto adolescente, aquela rebeldia ingênua, que acha que vai mudar algo se expressando dessa forma. Vejo Rolling Stones e outros dinossauros no [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Faz tempo que não escrevo aqui. Ando ocupado e, principalmente, sem <a href="http://www.transtorno.net/tag/vontade/">vontade</a> nenhuma, mas já que estou aqui, vamos ao assunto&#8230;</p>
<p>A <a href="http://www.transtorno.net/tag/musica/"><a href="http://www.transtorno.net/musica/">música</a></a> é uma ótima forma de expressão pra quem tem aquele ímpeto adolescente, aquela rebeldia ingênua, que acha que vai mudar algo se expressando dessa forma. Vejo Rolling Stones e outros dinossauros no palco tocando as mesmas coisas que tocavam nos anos 50/60 e fico com vergonha pelos fãs. A banda está fazendo o papel deles, enchendo cofres. Os fãs acham rebeldia. Eu acho apenas ridículo. A transformação não é feita de clássicos, é feita de rupturas e violência. Tudo o que se torna clássico se torna referência e, como tal, deixa de ser um provocador de fato, mas apenas um espelho para cópias</p>
<p>A <a href="http://www.transtorno.net/tag/musica/"><a href="http://www.transtorno.net/musica/">música</a></a> não é mais uma forma de expressão pra mim. Deixou de ser lá atrás, na adolescência, quando a ingenuidade foi ficando pra trás. Hoje, depois do acúmulo de bagagem da vida, de tudo que me forma, só sinto desprezo por quase tudo que vejo de forma <a href="http://www.transtorno.net/tag/geral/">geral</a>. Desprezo a superficialidade e se você é assim, é um lixo como qualquer outro, se não, siga em frente. A real é que difícil alguém aceitar o fato de ser.</p>
<p>Não achei que mudaria nada fazendo <a href="http://www.transtorno.net/tag/musica/"><a href="http://www.transtorno.net/musica/">música</a></a>, pelo contrário, tenho <a href="http://www.transtorno.net/tag/ciencia/">ciência</a> de que poucos ouvem e deixar de &#8220;compor&#8221; não fez ou faz diferença alguma. A máquina do mundo continua e somos apenas bactéria em relação ao todo maior. A questão que resta é: eu gostaria de fato de mudar algo? A resposta é sim, mas não pela escrita ou composição. Se eu pudesse, não seria pela <a href="http://www.transtorno.net/tag/arte/">arte</a>, mas por um massacre&#8230; </p>
<p>Odeio passividade, sorrisos falsos, pessoas &#8220;super legais&#8221;, sem senso crítico algum, que aplaudem qualquer porcaria pela est<a href="http://www.transtorno.net/tag/etica/">ética</a> e não pelo que aquilo representa de fato. E digo isso não apenas em relação à <a href="http://www.transtorno.net/tag/musica/"><a href="http://www.transtorno.net/musica/">música</a></a>. Serve também para amizades, relacionamentos, <a href="http://www.transtorno.net/tag/arte/">arte</a> (todas as formas) e o que mais vocês quiserem pensar. Qualquer coisa desprovida de provocação é pobre em forma e conteúdo.</p>
<p>Me falaram mil vezes para eu levar a vida mais levemente, mais alegre, ser mais sociável. Sabe quem é que faz isso? Pessoas comuns e/ou que se contentam com pouco. Não eu. Hoje é um sábado de calor insuportável. Só meu carro está na garagem. Se estivesse chovendo, só o meu não estaria.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Watchmen e as mudanças do mundo</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Mar 2009 00:25:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hilton S.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filmes]]></category>
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		<description><![CDATA[Assisti Watchmen ontem e hoje foram inevitáveis algumas discussões sobre o assunto: se o filme fez justiça aos quadrinhos, se é bom, os efeitos especiais, os cortes, os extras do dvd. Essas discussões ocorreram tanto em conversas que tive quanto em blogs pela net, como pude ler algumas. Bom, resolvi escrever também um post sobre [...]


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</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Assisti Watchmen ontem e hoje foram inevitáveis algumas discussões sobre o assunto: se o filme fez justiça aos <a href="http://www.transtorno.net/tag/quadrinhos/">quadrinhos</a>, se é bom, os efeitos especiais, os cortes, os extras do dvd. Essas discussões ocorreram tanto em conversas que tive quanto em blogs pela net, como pude ler algumas.</p>
<p>Bom, resolvi escrever também um post sobre o assunto, mas não vou discutir as qualidades do filme, nem se o Alan Moore está correto com seu &#8220;não vi e não gostei&#8221;, ou se os puristas tem razão em achar uma droga. O fato é que gostei do filme e, por hora, essa informação é suficiente.</p>
<p>Eu poderia ter falado sobre Watchmen há muito tempo, baseado apenas nos <a href="http://www.transtorno.net/tag/quadrinhos/">quadrinhos</a>, tendo em vista que eu já havia lido. A diferença é que antes não faria sentido pra quase ninguém, hoje pode fazer. Muita gente verá o filme e o que direi fará sentido, pois é algo comum tanto à história de Moore e ao filme.</p>
<p>Li alguns posts e reviews falando sobre uma <a href="http://www.transtorno.net/tag/necessidade/">necessidade</a> de mudar o mundo indicada na <a href="http://www.transtorno.net/tag/obra/">obra</a> de Alan Moore. É disso que eu discordo completamente. O que há ali não é, de forma alguma, a indicação de que as pessoas devem mudar o mundo. Há, sim, uma indicação de mudança INDIVIDUAL, de formas de agir, de hábitos, de <a href="http://www.transtorno.net/tag/pensamentos/"><a href="http://www.transtorno.net/pensamentos/">pensamentos</a></a>. Repito: não é indicação de que é preciso mudar o mundo, é o contrário disso, e explico o motivo.</p>
<p>Rorschach, o mais radical dos heróis, é extremamente violento e segue um código bem particular. Seus métodos podem ser questionáveis, mas é com ele que as pessoas simpatizam. É um justiceiro, pode ser considerado cruel, mas também humano, como demonstra ao agradecer o Coruja por sua paciência. Voltarei a ele depois&#8230;</p>
<p>Ozymandias (estou contando os minutos pra que algum &#8220;gênio&#8221; diga que ele representa o capitalismo ou alguma asneira do tipo) é o homem mais inteligente do mundo. Pois bem, não é necessário que ele seja de fato, é necessário apenas que ele acredite nisso. Todos aqueles que se dão mais valor do que realmente tem acabam provocando desastres. Ozymandias é que representa a &#8220;<a href="http://www.transtorno.net/tag/necessidade/">necessidade</a>&#8221; de mudança do mundo. Para ele é a mudança que conta, não os custos. Ozymandias é Hitler, é Stalin, é Castro, são os aiatolás. Ozymandias é a mudança pela imposição: mata milhões para salvar bilhões. É esse o preço da mudança do mundo.</p>
<p>A mudança importante &#8211; cuja <a href="http://www.transtorno.net/tag/necessidade/">necessidade</a> é de fato apontada &#8211; se dá no indivíduo, naturalmente, não por obrigação. A mudança indicada não se dá como adorariam os imbecis marxistas, é outra coisa.</p>
<p>A mudança individual ocorreu em Jon, Dr. Manhattan, quando conversava com Spectral na superfície de Marte. Sua mente fria e científica consegue entender algo especial, raro: um milagre. A própria mudança individual e a possibilidade de que Jon perceba esse fenômeno, sutil e poético, é um milagre e, como tal, não se faz por decreto. Jon mudou, percebeu partes da <a href="http://www.transtorno.net/tag/humanidade/">humanidade</a> que havia deixado de perceber após o acidente (não há nada que indique que antes ele percebia, mas enfim). A mudança, no entanto, é sutil, lenta, toma seu tempo. Ela aconteceu em Dr. Manhattan, mas não o suficiente para que ele tomasse o lado de Rorschach. Pode vir a ocorrer um dia, quem sabe. Como disse, é individual, lenta.</p>
<p>O violento Rorschach foi o único que entendeu que o que acontecia naquele momento, foi o único que não compactuou. Foi o único que não mudou e se manteve firme, defendendo seu modelo <a href="http://www.transtorno.net/tag/moral/">moral</a>. Percebem o que quero dizer? Não é necessário que um indivíduo mude, ou que um grupo mude. De fato, talvez nenhuma mudança seja necessária. É preciso, sim, que as coisas sigam seu fluxo, naturalmente, não de forma imposta. É preciso também que haja uma base <a href="http://www.transtorno.net/tag/moral/">moral</a>, ética, fundamentada. Essa foi a base de Rorschach.</p>
<p><a href="http://www.transtorno.net/tag/mudancas/">Mudanças</a> são lentas, são pequenos milagres. O mundo não os vê. Indivíduos vêem.</p>

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</ol></p>]]></content:encoded>
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		<title>Reciclagem</title>
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		<pubDate>Mon, 10 Nov 2008 20:20:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hilton S.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>
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		<description><![CDATA[do Houaiss: Acepções - substantivo feminino 1 ato, processo ou efeito de reprocessar uma substância, quando sua transformação está incompleta ou quando é necessário aprimorar suas propriedades ou melhorar o rendimento da operação como um todo 2 Rubrica: ecologia, indústria. recuperação da parte reutilizável dos dejetos do sistema de produção ou de consumo, para reintroduzi-los [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>do Houaiss:</p>
<blockquote><p>Acepções<br />
- substantivo feminino<br />
1    <em>ato, processo ou efeito de reprocessar uma substância, quando sua transformação está incompleta ou quando é necessário aprimorar suas propriedades ou melhorar o rendimento da operação como um todo</em><br />
2    Rubrica: ecologia, indústria.<br />
recuperação da parte reutilizável dos dejetos do sistema de produção ou de consumo, para reintroduzi-los no ciclo de produção de que provêm<br />
Ex.: r. do papel, do vidro, da água</p>
<p>2.1    adaptação a uma nova utilização<br />
Ex.: r. de garrafas plásticas</p>
<p>3    Derivação: sentido figurado.<br />
reutilização com nova roupagem<br />
Ex.: reciclar velhas histórias, adaptando-as ao momento atual</p>
<p>4    Derivação: sentido figurado.<br />
revisão ou modificação de <a href="http://www.transtorno.net/tag/politica/"><a href="http://www.transtorno.net/politica/">política</a></a>, método de trabalho etc.<br />
Ex.: r. do ensino</p>
<p>5    Derivação: por extensão de sentido. Regionalismo: Brasil.<br />
formação complementar dada a um profissional, para permitir-lhe adaptar-se aos progressos industriais, científicos, pedagógicos etc.<br />
6    Rubrica: ecologia.<br />
reutilização cíclica de um composto ou elemento químico pelos integrantes do ecossistema através da teia alimentar<br />
7    Rubrica: eletricidade.<br />
alteração de ciclagem</p>
<p>Etimologia<br />
reciclar + -agem; ver cicl(o)-</p></blockquote>]]></content:encoded>
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		<title>Sobre o A-Set</title>
		<link>http://www.transtorno.net/2008/11/sobre-o-a-set/</link>
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		<pubDate>Sun, 09 Nov 2008 01:37:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hilton S.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>
		<category><![CDATA[diversão]]></category>
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		<category><![CDATA[inspiração]]></category>
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		<description><![CDATA[Como alguns podem ter percebido, a URL do site/blog mudou. Vou explicar, resumidamente, o motivo: A-Set começou como necessidade de fazer algo criativo e foi orientado à música, claro, pois aquela sempre foi minha paixão, desde que lembro de minha infância. O problema, porém, é que a coisa deixou de ser divertida quando comecei a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como alguns podem ter percebido, a URL do site/blog mudou. Vou explicar, resumidamente, o motivo:</p>
<p><a href="http://www.transtorno.net/a-set/">A-Set</a> começou como <a href="http://www.transtorno.net/tag/necessidade/">necessidade</a> de fazer algo criativo e foi orientado à <a href="http://www.transtorno.net/tag/musica/"><a href="http://www.transtorno.net/musica/">música</a></a>, claro, pois aquela sempre foi minha paixão, desde que lembro de minha infância.</p>
<p>O problema, porém, é que a coisa deixou de ser divertida quando comecei a me forçar a criar. Não dá pra forçar e manter a <a href="http://www.transtorno.net/tag/diversao/">diversão</a>. O hobbie virou uma chatice e deixei de lado. Ficava me forçando a compor, imaginando álbuns completos, conceitos, etc. É ok pensar nisso, mas não ser obrigado a isso, ainda mais por mim mesmo.</p>
<p>Enfim, a coisa tava sem graça, como disse, sem contar que o tempo tá curto. Queria que as coisas voltassem a ser uma brincadeira, como no começo. Acredito que sem a obrigação de fazer algo, auto-imposta, admito, poderei fazer mais coisas. Se não fizer, dane-se.</p>
<p>Agora, por exemplo, estou escrevendo quase que diariamente. O &#8220;blog&#8221; se tornou uma brincadeira e tem me divertido. Quando deixar de me divertir, se eu me obrigar a escrever, vou diminuir ou parar também. Por hora, tô aqui.</p>
<p>As músicas continuam, <a href="http://www.transtorno.net/a-set/">A-Set</a> continua, meus <a href="http://www.transtorno.net/tag/rabiscos/"><a href="http://www.transtorno.net/rabiscos/">rabiscos</a></a> continuam. Enfim, o que mais eu quiser fazer&#8230;</p>
<p>A propósito, o novo endereço escolhido tem vários motivos, mas cada coisa a seu tempo, novidades estão a caminho. Vamos ver como sairão&#8230; Outro dos motivos é a facilidade de ditar. Era um inferno passar o endereço do <a href="http://www.transtorno.net/a-set/">a-set</a>.com por causa do hífen. Esse novo endereço torna tudo mais fácil e repleto de significados.</p>
<p>Os dois endereços ficam válidos e vou mantê-los registrados, mas se quiserem atualizar os bookmarks, sintam-se à <a href="http://www.transtorno.net/tag/vontade/">vontade</a>.</p>
<p>Por enquanto é isso&#8230;.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Nadja</title>
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		<pubDate>Fri, 07 Nov 2008 15:46:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hilton S.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Breton]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças]]></category>
		<category><![CDATA[Nadja]]></category>
		<category><![CDATA[surrealismo]]></category>

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		<description><![CDATA[De minha parte, continuarei a habitar minha casa de vidro, de onde se pode ver a todo instante quem vem me visitar, onde tudo o que está pendurado no teto ou nas paredes se sustém como que por encanto, onde repouso à noite, sobre um leito de vidro com lençois de vidro, onde quem sou [...]


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</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>De minha parte, continuarei a habitar minha casa de vidro, de onde se pode ver a todo instante quem vem me visitar, onde tudo o que está pendurado no teto ou nas paredes se sustém como que por encanto, onde repouso à noite, sobre um leito de vidro com lençois de vidro, onde quem sou me aparecerá cedo ou tarde, gravado em diamante.</p></blockquote>
<p>- Andre <a href="http://www.transtorno.net/tag/breton/">Breton</a>, in <a href="http://www.transtorno.net/tag/nadja/">Nadja</a></p>
<p>Sempre, desde que li &#8220;Os manifestos do <a href="http://www.transtorno.net/tag/surrealismo/">surrealismo</a>&#8221;, admirei <a href="http://www.transtorno.net/tag/breton/">Breton</a>. Há coisas com as quais não concordo, como sua relação com a <a href="http://www.transtorno.net/tag/politica/"><a href="http://www.transtorno.net/politica/">política</a></a>, ou o que diz sobre Dostoievski, para citar alguns exemplos, mas é óbvio que não é necessário concordar com tudo que uma pessoa diz ou faz para admirar sua <a href="http://www.transtorno.net/tag/obra/">obra</a>.</p>
<p><a href="http://www.transtorno.net/tag/nadja/">Nadja</a>, por vários motivos, é um dos <a href="http://www.transtorno.net/tag/livros/"><a href="http://www.transtorno.net/livros/">livros</a></a> que mais gosto. Sempre que retomo esse livro é porque procuro por <a href="http://www.transtorno.net/tag/mudancas/">mudanças</a>. É inconsciente, percebo apenas depois. Percebo agora, quando escrevo.</p>
<p>O fragmento acima é um dos mais belos exemplos de imagem de sua <a href="http://www.transtorno.net/tag/obra/">obra</a>. Existem outros, centenas, muitos, mas esse é de <a href="http://www.transtorno.net/tag/nadja/">Nadja</a> e, por isso, o escolhido.</p>
<p>Se o que somos aparecer gravado em diamante implica dureza, transparência e brilho. Implica que há algo de raro. Implica também eternidade. A essência é eterna e embora única, tem nuances, diferentes faces, como um diamante.</p>

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</ol></p>]]></content:encoded>
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		<title>Mudanças&#8230;</title>
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		<pubDate>Fri, 31 Oct 2008 23:09:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hilton S.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Erros]]></category>
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		<description><![CDATA[Depois de alguns anos com o site no ar, resolvi mudar algumas coisas. A produção musical não está saindo como deveria/poderia, estou sub aproveitando os instrumentos, deixando de lado um monte de coisas e perdendo um tanto de criatividade. Perdendo, não, desperdiçando. Além disso, o blog não rendia retorno algum, bem como os textos mais [...]


Links relacionados:<ol><li><a href='http://www.transtorno.net/2009/03/watchmen/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Watchmen e as mudanças do mundo'>Watchmen e as mudanças do mundo</a></li>
</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Depois de alguns anos com o site no ar, resolvi mudar algumas coisas. A produção musical não está saindo como deveria/poderia, estou sub aproveitando os instrumentos, deixando de lado um monte de coisas e perdendo um tanto de criatividade. Perdendo, não, desperdiçando.</p>
<p>Além disso, o blog não rendia retorno algum, bem como os textos mais complexos que eu costumava postar, portanto resolvi fazer <a href="http://www.transtorno.net/tag/mudancas/">mudanças</a>, já que eu mesmo estou sempre mudando, de certa forma. A essência, por sua vez, não muda nada: é o que nos faz únicos.</p>
<p><a href="http://www.transtorno.net/tag/erros/">Erros</a> em páginas não encontradas, textos desconexos, links perdidos e qualquer outra anomalia deve ser relevada nos próximos dias. Estou configurando o WordPress e problemas irão surgir, com certeza.</p>
<p>Sejam pacientes!</p>

<p>Links relacionados:<ol><li><a href='http://www.transtorno.net/2009/03/watchmen/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Watchmen e as mudanças do mundo'>Watchmen e as mudanças do mundo</a></li>
</ol></p>]]></content:encoded>
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		<title>Dispersão</title>
		<link>http://www.transtorno.net/2007/12/dispersao/</link>
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		<pubDate>Sun, 30 Dec 2007 02:39:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hilton S.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>
		<category><![CDATA[fracassos]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças]]></category>
		<category><![CDATA[Poesias]]></category>

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		<description><![CDATA[O título desse post seria &#8220;Auto-explicativo&#8221;, mas estaria errado. O contrário, talvez. Sinto que o caminho cada vez mais se aproxima do que sou, mas o restante está parado. Não diria perdido, pois para se perder é preciso querer chegar a algum lugar. Muitas vezes as pessoas sequer querem, por isso não se perdem. Ao [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O título desse post seria &#8220;Auto-explicativo&#8221;, mas estaria errado. O contrário, talvez. Sinto que o caminho cada vez mais se aproxima do que sou, mas o restante está parado. Não diria perdido, pois para se perder é preciso querer chegar a algum lugar. Muitas vezes as pessoas sequer querem, por isso não se perdem.</p>
<p>Ao escrever, penso, não estou perdido, não. As horas fogem e eu permaneço, sim, mas não perdido, não no mesmo lugar. As horas fogem e percebo as <a href="http://www.transtorno.net/tag/mudancas/">mudanças</a>. Permaneço, então, buscando meu espaço.</p>
<p>Este post perdeu o sentido, o timing se foi. O mundo é a personagem de &#8220;Dispersão&#8221;. O mundo permanece, não eu.</p>
<p>Tomei várias decisões.</p>
<p>Quem não entendeu nada do que eu disse, ignore. Ou leia Mário de Sá Carneiro.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Mocinhos e bandidos</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Oct 2007 01:57:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hilton S.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>
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		<category><![CDATA[nostalgia]]></category>

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		<description><![CDATA[Assisti Scarface novamente esta tarde. Havia assistido apenas uma vez, há mais de 20 anos, com certeza. Era garoto e na época o filme era lançamento. As personagens mudam e a porcaria continua a mesma. Me recordo que a molecada da rua, eu inclusive, achava Tony Montana o máximo, um herói. Todos queriam ter dinheiro, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Assisti Scarface novamente esta tarde. Havia assistido apenas uma vez, há mais de 20 anos, com certeza. Era garoto e na época o filme era lançamento. As personagens mudam e a porcaria continua a mesma. Me recordo que a molecada da rua, eu inclusive, achava Tony Montana o máximo, um herói. Todos queriam ter dinheiro, poder e armas.</p>
<p>Os ídolos passam (na maioria dos casos) e dão lugar a pessoas que admiramos, algumas próximas, a quem admiramos pelo caráter que aprendemos a reconhecer e outras tantas que sequer iremos conhecer pessoalmente, mas que admiramos por motivos diversos, seja pela capacidade de fazer algo, de criar, de se expor, enfim.</p>
<p>Tenho diversos desses casos para citar, tanto no âmbito pessoal quanto no outro. Passados tantos anos, o que penso de Tony Montana (e de tantos outros como ele que vieram posteriormente) não é nada agradável. </p>
<p>O texto ficou confuso, porco mesmo, eu sei, mas é domingo à noite, estou indo dormir, pensando que amanhã vou acordar, trabalhar como milhões de outros, e corrigir ou torná-lo mais claro é a menor das minhas preocupações.</p>]]></content:encoded>
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