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	<title>Transtorno&#187; Música &raquo; Vertigem, Ruptura e Pensamentos Transgressivos</title>
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	<description>Vertigem, Ruptura e Pensamentos Transgressivos</description>
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		<title>Mediocridade e ridículo</title>
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		<pubDate>Sun, 25 Oct 2009 02:24:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hilton S.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>

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		<description><![CDATA[Faz tempo que não escrevo aqui. Ando ocupado e, principalmente, sem vontade nenhuma, mas já que estou aqui, vamos ao assunto&#8230; A música é uma ótima forma de expressão pra quem tem aquele ímpeto adolescente, aquela rebeldia ingênua, que acha que vai mudar algo se expressando dessa forma. Vejo Rolling Stones e outros dinossauros no [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Faz tempo que não escrevo aqui. Ando ocupado e, principalmente, sem <a href="http://www.transtorno.net/tag/vontade/">vontade</a> nenhuma, mas já que estou aqui, vamos ao assunto&#8230;</p>
<p>A <a href="http://www.transtorno.net/tag/musica/"><a href="http://www.transtorno.net/musica/">música</a></a> é uma ótima forma de expressão pra quem tem aquele ímpeto adolescente, aquela rebeldia ingênua, que acha que vai mudar algo se expressando dessa forma. Vejo Rolling Stones e outros dinossauros no palco tocando as mesmas coisas que tocavam nos anos 50/60 e fico com vergonha pelos fãs. A banda está fazendo o papel deles, enchendo cofres. Os fãs acham rebeldia. Eu acho apenas ridículo. A transformação não é feita de clássicos, é feita de rupturas e violência. Tudo o que se torna clássico se torna referência e, como tal, deixa de ser um provocador de fato, mas apenas um espelho para cópias</p>
<p>A <a href="http://www.transtorno.net/tag/musica/"><a href="http://www.transtorno.net/musica/">música</a></a> não é mais uma forma de expressão pra mim. Deixou de ser lá atrás, na adolescência, quando a ingenuidade foi ficando pra trás. Hoje, depois do acúmulo de bagagem da vida, de tudo que me forma, só sinto desprezo por quase tudo que vejo de forma <a href="http://www.transtorno.net/tag/geral/">geral</a>. Desprezo a superficialidade e se você é assim, é um lixo como qualquer outro, se não, siga em frente. A real é que difícil alguém aceitar o fato de ser.</p>
<p>Não achei que mudaria nada fazendo <a href="http://www.transtorno.net/tag/musica/"><a href="http://www.transtorno.net/musica/">música</a></a>, pelo contrário, tenho <a href="http://www.transtorno.net/tag/ciencia/">ciência</a> de que poucos ouvem e deixar de &#8220;compor&#8221; não fez ou faz diferença alguma. A máquina do mundo continua e somos apenas bactéria em relação ao todo maior. A questão que resta é: eu gostaria de fato de mudar algo? A resposta é sim, mas não pela escrita ou composição. Se eu pudesse, não seria pela <a href="http://www.transtorno.net/tag/arte/">arte</a>, mas por um massacre&#8230; </p>
<p>Odeio passividade, sorrisos falsos, pessoas &#8220;super legais&#8221;, sem senso crítico algum, que aplaudem qualquer porcaria pela est<a href="http://www.transtorno.net/tag/etica/">ética</a> e não pelo que aquilo representa de fato. E digo isso não apenas em relação à <a href="http://www.transtorno.net/tag/musica/"><a href="http://www.transtorno.net/musica/">música</a></a>. Serve também para amizades, relacionamentos, <a href="http://www.transtorno.net/tag/arte/">arte</a> (todas as formas) e o que mais vocês quiserem pensar. Qualquer coisa desprovida de provocação é pobre em forma e conteúdo.</p>
<p>Me falaram mil vezes para eu levar a vida mais levemente, mais alegre, ser mais sociável. Sabe quem é que faz isso? Pessoas comuns e/ou que se contentam com pouco. Não eu. Hoje é um sábado de calor insuportável. Só meu carro está na garagem. Se estivesse chovendo, só o meu não estaria.</p>]]></content:encoded>
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		<title>IDM Kid</title>
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		<pubDate>Fri, 17 Jul 2009 01:25:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hilton S.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[internet]]></category>
		<category><![CDATA[minimalismo]]></category>
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		<description><![CDATA[Às vezes vejo a quantidade de porcarias que estão reunidas na net e penso que no final das contas a rede só serve pra fazer eu gastar um dinheirão na Amazon e no eBay. Hoje, porém, a Ale me enviou um vídeo e falou algo do tipo &#8220;olha&#8221;. Eu olhei, ouvi e viciei. Acho que [...]


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</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Às vezes vejo a quantidade de porcarias que estão reunidas na net e penso que no final das contas a rede só serve pra fazer eu gastar um dinheirão na Amazon e no eBay. Hoje, porém, a Ale me enviou um vídeo e falou algo do tipo &#8220;olha&#8221;. Eu olhei, ouvi e viciei. Acho que já vi o tal vídeo mais de 20 vezes, é sério.</p>
<p>Trata-se do tipo de prova de que menos é mais, de que a <a href="http://www.transtorno.net/tag/simplicidade/">simplicidade</a> faz coisas que um idiota, daquele tipo que perde anos em conservatórios, com uma guitarra na mão, aprendendo a ser rápido como o chato e insuportável do Malmsteen, jamais conseguiria fazer.</p>
<p>Vou colar o vídeo, finalmente, depois escrevo mais algumas coisas a respeito.</p>
<p><span class="youtube">
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</span><p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=35Y7tr3mBtQ">www.youtube.com/watch?v=35Y7tr3mBtQ</a></p></p>
<p>Não sei de quem é o crédito pelo remix, pela edição do vídeo e quem é a menina (que é muito cute, pra dizer o mínimo!). O cara que postou no youtube também não tem certeza. Se alguém souber, por favor comente e diga, pois é uma informação que eu gostaria de ter.</p>
<p>Passei o dia ouvindo os eletrônicos do final dos 70 e começo dos anos 80, tipo Snowy Red, Camera Obscura (não o famosinho, mas o outro, que ninguém conhece), o Geography, do Front 242, coisas complexas para a época, simples para os anos 2000. Ai veio o vídeo&#8230; Pronto, completou! Voltei a pensar que a internerd ainda é legal, como pensava lá por 1993/1994, quando comecei a usá-la.</p>
<p>Hora de tirar umas pistas redundantes de minhas músicas novas&#8230;</p>

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</ol></p>]]></content:encoded>
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		<title>Novas mídias para a música</title>
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		<pubDate>Sun, 05 Jul 2009 19:40:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hilton S.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[downloads]]></category>
		<category><![CDATA[mp3]]></category>

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		<description><![CDATA[Vi há pouco uma notícia de que o Nitzer Ebb está vendendo dois remixes de suas músicas. Normal uma banda vender isso, não? Correto. O que mudou nesse caso é a mídia: um pen drive. Sim! Se você comprar, não receberá em casa um CD, CDr ou mesmo um link para download. Receberá um pendrive [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Vi há pouco uma notícia de que o Nitzer Ebb está vendendo dois remixes de suas músicas. Normal uma banda vender isso, não? Correto. O que mudou nesse caso é a mídia: um pen drive. Sim! Se você comprar, não receberá em casa um CD, CDr ou mesmo um link para download. Receberá um pendrive personalizado, numerado e assinado contendo as faixas. Veja mais <a href="https://ssl.webpack.de/nitzerebbprodukt.com/article/42.html" target="_blank">aqui no site oficial</a>.</p>
<p>Antes eram as fitas cassete, depois, com os gravadores de CD, vieram as demos em CDr e quase imediatamente após, os <a href="http://www.transtorno.net/tag/downloads/"><a href="http://www.transtorno.net/downloads/">downloads</a></a>. Dito isso, fico pensando que o download é o CDR/demo de nossos dias. Sei de uma coisa: usei os dois métodos para distribuir minhas músicas, tanto o CDr no caso da primeira demo, quanto apenas <a href="http://www.transtorno.net/tag/downloads/"><a href="http://www.transtorno.net/downloads/">downloads</a></a> para a segunda. A primeira foi assim: gravei centenas de CDrs, imprimi capas, cortei e distribui para várias pessoas, mandei para selos, zines e revistas. Comecei a receber reviews, alguns bons, outros nem tanto.</p>
<p>Já a segunda, Bad Timing Soundtracks, resolvi distribuir apenas por <a href="http://www.transtorno.net/tag/downloads/"><a href="http://www.transtorno.net/downloads/">downloads</a></a>. Pensei que mais gente fosse baixar e ouvir, afinal as possibilidades eram imensamente maiores, já que não havia nenhuma mídia física impedindo o acesso ao material. Resultado: nenhuma review! Apenas alguns amigos ou conhecidos mandaram opiniões. Curiosamente, o material é muito mais maduro que a primeira, melhor produzido, mixado e gravado.</p>
<p>Comecei a pensar se o download é mesmo tão perigoso para as mídias físicas como parece. Talvez para as bandas grandes e conhecidas. Para as pequenas, não vejo como. É uma ferramenta poderosa de divulgação, é claro, mas aqui entre nós: dessas bandas que você ouve falar, as que sairam da <a href="http://www.transtorno.net/tag/internet/">internet</a> e se tornaram fenômeno, quantas delas foram realmente pelo <a href="http://www.transtorno.net/tag/amor/">amor</a> do público à <a href="http://www.transtorno.net/tag/musica/"><a href="http://www.transtorno.net/musica/">música</a></a>, por terem baixado milhões de vezes? A maioria delas &#8211; se não todas &#8211; foram apenas um truque de marketing, suportado por jornalistas que compraram a idéia e revenderam, fazendo o nome dessas bandas. A porcaria do Arctic Monkeys é um exemplo disso.</p>
<p>Recebo mais comentários pelo myspace, das pessoas que ouvem uma ou outra faixa, do que de pessoas que baixam todo o pacote para ouvir. Coloquei tudo disponível para download, em arquivos .rar, essa semana. Até o momento apenas 3 <a href="http://www.transtorno.net/tag/downloads/"><a href="http://www.transtorno.net/downloads/">downloads</a></a> aconteceram, feitos por pessoas que conheço. Acho que os únicos que devem continuar assustados com o fenômeno são as gravadoras e os metallicas da vida.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Confissões, pt. III</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Jun 2009 01:23:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hilton S.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>
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		<description><![CDATA[O fator Touro se refere, no entanto, a um componente muito mais profundo da personalidade: os critérios de valor. Atribuímos valores às coisas, a nós mesmos, e é este valor que sustenta tanto a realidade material que podemos construir quanto a segurança que sentimos através dessa realidade. - Valdenir Benedetti in Textos Planetários Comecei a [...]


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<li><a href='http://www.transtorno.net/2009/07/confissoes-iv/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Confissões, pt. IV'>Confissões, pt. IV</a></li>
<li><a href='http://www.transtorno.net/2009/05/confissoes-i/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Confissões, pt. I'>Confissões, pt. I</a></li>
</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>O fator Touro se refere, no entanto, a um componente muito mais profundo da personalidade: os critérios de valor. Atribuímos valores às coisas, a nós mesmos, e é este valor que sustenta tanto a realidade material que podemos construir quanto a segurança que sentimos através dessa realidade.<br />
- Valdenir Benedetti in Textos Planetários</p></blockquote>
<p>Comecei a pensar nisso ontem, tipo &#8220;posso escrever sobre isso depois&#8221;. Agora que comecei estou achando inútil e desnecessário. E é! Vou escrever brevemente, então, só para constar&#8230;</p>
<p>Decidi que vou tentar o máximo para ter uma vida mais espartana, sem coisas desnecessárias deixadas nos cantos da casa, ocupando espaço e me lembrando que estão sem uso.</p>
<p>Percebi que tenho coisas que jamais usei, outras que perderam o encanto depois que foram resolvidas. Exemplo? Quando era moleque queria ter uma guitarra decente, com modelo diferenciado, como as que via com as bandas nos videoclipes. Queria, mas não tinha, por falta de grana, mas também pq na época existia algo que a molecada hoje nem sabe, chamado &#8220;reserva de mercado&#8221;, e a importação dessas coisas não era fácil como hoje. Se hoje algumas coisas ainda são caras por causa dos impostos e frete, imagine como era nos anos 80.</p>
<p>Mais exemplos? Discos. Meu primeiro vinil foi &#8220;Creatures of the night&#8221;, do Kiss, comprado em 1983, quando eles estiveram no Brasil pela primeira vez. Depois disso comecei a ouvir mais e mais músicas, mas e pra comprar? </p>
<p>Os discos eram caros demais, tanto que eram comprados raramente e, quando acontecia, ouvia muito e conhecia as músicas de ponta a ponta. Bem diferente de hoje, não? O <a href="http://www.transtorno.net/tag/mp3/">MP3</a> e as facilidades de produção em estúdios caseiros aumentou tanto a oferta que ninguém conhece mais nada. Eu mesmo já comprei discos e ouvi apenas uma vez. Mas vamos voltar ao assunto&#8230;</p>
<p>Comprei centenas de discos há algum tempo, coisas que queria naquela época e não tive. Ouvi alguns, outros foram direto para a prateleira, pra falar &#8220;eu tenho&#8221;. Isso vale pra tanta coisa&#8230; bicicleta, guitarras, discos, tênis, roupas. São apenas objetos, eu sei, e percebi que muitas dessas coisas podem ser simplesmente descartadas agora, mas somente agora. Antes não era possível, não podia descartar algo que não tinha. </p>
<p>Fico imaginando, por outro lado, qual será a próxima pendência perdida no subconsciente.</p>

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<li><a href='http://www.transtorno.net/2009/05/confissoes-i/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Confissões, pt. I'>Confissões, pt. I</a></li>
</ol></p>]]></content:encoded>
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		<title>Confissões, pt. II</title>
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		<pubDate>Sun, 07 Jun 2009 05:47:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hilton S.</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Música]]></category>
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		<description><![CDATA[Continuando a série: odeio fazer qualquer coisa por obrigação. Qualquer coisa. E esse é o motivo de eu não saber se vou continuar escrevendo essas confissões. Depois que fiz a primeira, numerada, e disse que faria mais, fiquei pensando naqueles números: parte I, II, III, IV&#8230;. Poderiam até ser dias, um após o outro, horas, [...]


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<li><a href='http://www.transtorno.net/2009/05/confissoes-i/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Confissões, pt. I'>Confissões, pt. I</a></li>
<li><a href='http://www.transtorno.net/2009/07/confissoes-iv/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Confissões, pt. IV'>Confissões, pt. IV</a></li>
</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Continuando a série: odeio fazer qualquer coisa por obrigação. Qualquer coisa. E esse é o motivo de eu não saber se vou continuar escrevendo essas <a href="http://www.transtorno.net/tag/confissoes/">confissões</a>. Depois que fiz a primeira, numerada, e disse que faria mais, fiquei pensando naqueles números: parte I, II, III, IV&#8230;. Poderiam até ser dias, um após o outro, horas, minutos. É rotina, rotina é obrigação e obrigação cansa.</p>
<p>Quando era mais novo eu me achava indisciplinado, pensava que não conseguiria fazer nada que exigisse muito esforço, mas isso, no fundo, não era verdade e hoje entendo melhor. Comecei a ter aulas de violino, adorava. Algumas aulas depois e eu já me sentia obrigado a ir. Dá pra imaginar o restante. O mesmo vale pras aulas de guitarra etc.</p>
<p>Percebo que não era indisciplina quando presto atenção na forma como trabalho e sempre trabalhei ou como me entrego às coisas que faço realmente por gosto: não penso duas vezes, não questiono se estou ou não com <a href="http://www.transtorno.net/tag/vontade/">vontade</a>, vou e faço.</p>
<p>O problema é quando algumas coisas que são feitas por gosto se tornam obrigação. Quando comecei a fazer músicas em meu quarto, ligava o computador, compunha, montava, editava, mixava, blá blá blá&#8230; Um dia soltei uma demo, divulguei relativamente bem, deu bom retorno, alguns bons reviews, outros nem tanto. </p>
<p>Continuei trabalhando em músicas novas, mas acontecia de alguém perguntar &#8220;e ai, quando teremos músicas novas?&#8221; e a coisa começou a degringolar&#8230; Me sentia obrigado a compor, bem como a dar satisfação. Deixei 12 músicas prontas, prontas pra gravar vocais, esquecidas por quase dois anos no computador. Um dia decidi que estava cansado delas e liberei como estavam, sem voz. Foi um tipo de exorcismo, eu sei. Não acho que letras e vocais sejam importantes em <a href="http://www.transtorno.net/tag/musica/"><a href="http://www.transtorno.net/musica/">música</a></a>, mas não é esse o ponto. O ponto é que não faço mais pq ainda me sinto obrigado. Uma hora, quando não me sentir mais, quem sabe&#8230;</p>
<p>O mesmo tá valendo pro site, pros escritos, pros rabiscos: estão se tornando obrigação. O chato é que sempre há um tanto de desapontamento por conta disso. Não gostar de fazer por obrigação é compreensível, ninguém gosta, imagino, mas não evita aquela pontada afiada que diz &#8220;falhei&#8221;.</p>

<p>Links relacionados:<ol><li><a href='http://www.transtorno.net/2009/06/confissoes-pt-iii/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Confissões, pt. III'>Confissões, pt. III</a></li>
<li><a href='http://www.transtorno.net/2009/05/confissoes-i/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Confissões, pt. I'>Confissões, pt. I</a></li>
<li><a href='http://www.transtorno.net/2009/07/confissoes-iv/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Confissões, pt. IV'>Confissões, pt. IV</a></li>
</ol></p>]]></content:encoded>
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		<title>Neubauten in &#8220;1/2 Mensch&#8221;</title>
		<link>http://www.transtorno.net/2009/03/neubauten-in-12-mensch/</link>
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		<pubDate>Mon, 23 Mar 2009 00:22:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hilton S.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Visuais]]></category>
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		<category><![CDATA[Música]]></category>

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		<description><![CDATA[Lembro quando ouvi Einstuerzende Neubauten pela primeira vez. O álbum era &#8220;Haus der luegue&#8221;, que acredito ter sido o único álbum da banda já lançado em terra brasilis. Comprei o vinilzão lançado pela Stiletto e fui atrás de mais coisas. Achei, então, uma coletânea chamada &#8220;Strategies against architeture&#8221; e gastei uma pequena fortuna para levar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Lembro quando ouvi Einstuerzende Neubauten pela primeira vez. O álbum era &#8220;Haus der luegue&#8221;, que acredito ter sido o único álbum da banda já lançado em terra brasilis. Comprei o vinilzão lançado pela Stiletto e fui atrás de mais coisas. Achei, então, uma coletânea chamada &#8220;Strategies against architeture&#8221; e gastei uma pequena fortuna para levar pra casa. </p>
<p>Quando comecei a ouvir gostei ainda mais: as músicas eram mais experimentais, algumas muito barulhentas, e outras bastante melódicas, apesar dos &#8220;instrumentos&#8221; usados. Na época eu ainda não conhecia Throbbing Gristle e toda aquela barbárie industrial era novidade. Quando vi imagens da banda, associei com <a href="http://www.transtorno.net/tag/la-fura/">La Fura</a> Dels Baus e até hoje vejo uma ligação entre os dois trabalhos, bem pouco sutil, aliás.</p>
<p>O tempo passou, ambos foram ficando &#8220;domesticados&#8221; (sacanagem usar esse termo, pq sei bem o que se passa), mudaram as formas de atingir o público e de se expressar, mas o importante é que aquelas experiências, lá atrás, influenciaram muita gente, e mudando ou não, deixaram sua herança pra muita gente, tanto que até hoje é meio comum ver o logo da banda tatuado em pessoas por ai, inclusive em mim.</p>
<p>O problema é que mesmo com essa herança, salvo poucas e raras exceções, as bandas hoje são domesticadas, quase todas em coleiras, como cães, agindo como foram ensinadas e mesmo as que se consideram independentes sonham em ter um contrato. Faltam vísceras!</p>
<p>Procurei no iutublio um vídeo tirado do dvd Halber Mensch, com um pouco daquele desespero e experimentalismo do começo dos anos 80, que se refletia no visual, na <a href="http://www.transtorno.net/tag/musica/"><a href="http://www.transtorno.net/musica/">música</a></a>, enfim, no todo da expressão da banda. Quando assisto, me lembro pq não vou mais a shows, pq cansei da mesmisse das bandas atuais, que sobem no palco, tocam regularmente, não fazem nada de diferente, não se esforçam, não aproveitam dos recursos que a interação com o público poderia (pode!) oferecer. Não fossem os diretores de videoclipes, muitas bandas não existiriam hoje. Me pergunto: de quem é o mérito, então?</p>
<p>Pra quem quiser ver um pouquinho disso que estou falando, segue o tal vídeo:<br />
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