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	<title>Transtorno&#187; nostalgia &raquo; Vertigem, Ruptura e Pensamentos Transgressivos</title>
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	<description>Vertigem, Ruptura e Pensamentos Transgressivos</description>
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		<title>Alguns elementos de fetiche</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Mar 2009 02:49:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hilton S.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Visuais]]></category>
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		<description><![CDATA[O desdobramento dos signos tem essa consequência: o erotismo, que é fusão, que desloca o interesse no sentido de uma separação do ser pessoal e de todo limite, é no entanto expresso por um objeto. - Bataille, in O Erotismo Cresci vendo minha mãe costurar, fazendo roupas tanto para nós de casa quanto para suas [...]


Links relacionados:<ol><li><a href='http://www.transtorno.net/2009/08/irina-ionesco/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Irina Ionesco'>Irina Ionesco</a></li>
</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>O desdobramento dos signos tem essa consequência: o erotismo, que é fusão, que desloca o interesse no sentido de uma separação do ser pessoal e de todo limite, é no entanto expresso por um objeto.<br />
<em>- <a href="http://www.transtorno.net/tag/bataille/">Bataille</a>, in O Erotismo</em></p></blockquote>
<p>Cresci vendo minha mãe costurar, fazendo roupas tanto para nós de casa quanto para suas clientes. Uma decorrência disso é que também cresci com revistas de moda por perto, muitas eram importadas, e, vale lembrar, eram os anos 70.</p>
<p>Essas revistas, quando velhas, depois de usadas para que as clientes escolhessem modelos ou para que minha mãe tivesse idéias, se transformavam em meus trabalhos de escola, as famosas colagens, além de serem uma forma de ver o mundo além dos portões e da rua onde morava. Era curioso, pois tinha mais contato com elas do que com <a href="http://www.transtorno.net/tag/quadrinhos/">quadrinhos</a>, por exemplo, imaginava conversas entre as pessoas e, como não sabia ler, imaginava o que os anúncios diziam. </p>
<p>Há alguns meses, andando pelo MoMA, encontrei uma sala com um painel enorme que disparou, imediatamente, um gatilho na minha memória e retomei muita coisa da infância. Tirei algumas fotos e depois fiquei pensando o motivo de ter sido atraído. A única explicação que consigo encontrar é que tenha sido <a href="http://www.transtorno.net/tag/fetiche/">fetiche</a>, esquema freudiano mesmo. As imagens nas paredes eram do mesmo tipo de revistas que eu via, exatamente os mesmos, mas algumas ganharam destaque por sobre a montagem das páginas, como se tivessem vida própria. Acredito, de fato, que tinham e ainda tenham. São fetiches, ou seja, gatilhos, que falam ao inconsciente, sem as barreiras da razão. Quase atavismos, talvez.</p>
<p>Ao lado do grande painel na parede havia uma caixa de vidro com alguns daqueles elementos em três dimensões, palpáveis, praticamente vivos. Sim, nunca gatilhos foram tão ativos. Reproduzo abaixo duas fotos que tirei, só para dar uma idéia do que fato. Os turistas ainda não tomaram o lugar dos viajantes.</p>
<p><center><img src="http://www.transtorno.net/images/moma-fetish-1.jpg" /></p>
<p><img src="http://www.transtorno.net/images/moma-fetish-2.jpg" /></center></p>
<p>O problema é que fui muito espertão e não fotografei a ficha da <a href="http://www.transtorno.net/tag/obra/">obra</a>. Pensei &#8220;pego depois, em detalhes, no site do museu&#8221;. Acontece que o site do museu é enorme, tem milhares de obras, algumas sem fotos, e até hoje não achei. Se alguém souber do que se trata e puder me dizer, agradeço imensamente.</p>

<p>Links relacionados:<ol><li><a href='http://www.transtorno.net/2009/08/irina-ionesco/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Irina Ionesco'>Irina Ionesco</a></li>
</ol></p>]]></content:encoded>
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		<title>Mocinhos e bandidos</title>
		<link>http://www.transtorno.net/2007/10/mocinhos-e-bandidos/</link>
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		<pubDate>Mon, 29 Oct 2007 01:57:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hilton S.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças]]></category>
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		<description><![CDATA[Assisti Scarface novamente esta tarde. Havia assistido apenas uma vez, há mais de 20 anos, com certeza. Era garoto e na época o filme era lançamento. As personagens mudam e a porcaria continua a mesma. Me recordo que a molecada da rua, eu inclusive, achava Tony Montana o máximo, um herói. Todos queriam ter dinheiro, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Assisti Scarface novamente esta tarde. Havia assistido apenas uma vez, há mais de 20 anos, com certeza. Era garoto e na época o filme era lançamento. As personagens mudam e a porcaria continua a mesma. Me recordo que a molecada da rua, eu inclusive, achava Tony Montana o máximo, um herói. Todos queriam ter dinheiro, poder e armas.</p>
<p>Os ídolos passam (na maioria dos casos) e dão lugar a pessoas que admiramos, algumas próximas, a quem admiramos pelo caráter que aprendemos a reconhecer e outras tantas que sequer iremos conhecer pessoalmente, mas que admiramos por motivos diversos, seja pela capacidade de fazer algo, de criar, de se expor, enfim.</p>
<p>Tenho diversos desses casos para citar, tanto no âmbito pessoal quanto no outro. Passados tantos anos, o que penso de Tony Montana (e de tantos outros como ele que vieram posteriormente) não é nada agradável. </p>
<p>O texto ficou confuso, porco mesmo, eu sei, mas é domingo à noite, estou indo dormir, pensando que amanhã vou acordar, trabalhar como milhões de outros, e corrigir ou torná-lo mais claro é a menor das minhas preocupações.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Domingo</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Oct 2007 02:53:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hilton S.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>
		<category><![CDATA[diversão]]></category>
		<category><![CDATA[momentos]]></category>
		<category><![CDATA[nostalgia]]></category>

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		<description><![CDATA[Chegar em casa, abrir as portas, encontrar apenas caos, poeira e silêncio, sendo este rompido apenas pelo miado de quem espera por seu alimento. Fartos, resta o ruído das lambidas de quem se limpa após a refeição. Cena diária, rotineira, agradável, sim (em parte, afinal, abomina-se a poeira da reforma), mas tão diária e tão [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Chegar em casa, abrir as portas, encontrar apenas caos, poeira e silêncio, sendo este rompido apenas pelo miado de quem espera por seu alimento. Fartos, resta o ruído das lambidas de quem se limpa após a refeição.</p>
<p>Cena diária, rotineira, agradável, sim (em parte, afinal, abomina-se a poeira da reforma), mas tão diária e tão rotineira que passa a ser <a href="http://www.transtorno.net/tag/mal/">mal</a>éfica. Qualquer rotina extrema é <a href="http://www.transtorno.net/tag/mal/">mal</a>éfica. Disciplina extrema é <a href="http://www.transtorno.net/tag/mal/">mal</a>éfica. Inclusive a minha.</p>
<p>Respirar a fumaça de SP, falar algumas bobagens, perceber que independente da ocasião alguns assuntos são tão sérios que causam <a href="http://www.transtorno.net/tag/dor/">dor</a> no estômago, rir um pouco.</p>
<p>Ir a um lugar desconhecido à 01h00. Sair quando se estaria voltando. Nervoso, tímido e ansioso. Falar mais, rir outro tanto, apreciar a companhia. Voltar para casa sem reclamar uma vez sequer e esperar pela próxima.</p>
<p>Domingo à noite.<br />
Cheiro da chuva.<br />
Um bom final de semana.<br />
Obrigado!</p>]]></content:encoded>
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		<title>Crianças, imaginação e heróis&#8230;</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Oct 2007 13:50:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hilton S.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Cavin & Hobbes]]></category>
		<category><![CDATA[crescer]]></category>
		<category><![CDATA[crueldade]]></category>
		<category><![CDATA[nostalgia]]></category>
		<category><![CDATA[Quadrinhos]]></category>
		<category><![CDATA[Santo Agostinho]]></category>

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		<description><![CDATA[Estava lendo o blog do amigo Pedro Cirne, viking português e clone de Zakk Wylde, e encontrei um post muito bom sobre a dupla Calvin e Hobbes. Além do texto muito pessoal &#8211; poderia ser diferente? -, há link para uma tira feita por um fã, imaginando como seria o fim da dupla. Me identifico [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estava lendo o blog do amigo Pedro Cirne, viking português e clone de Zakk Wylde, e encontrei um post muito bom sobre a dupla Calvin e Hobbes. Além do texto muito pessoal &#8211; poderia ser diferente? -, há link para uma tira feita por um fã, imaginando como seria o fim da dupla.</p>
<p>Me identifico com Calvin em muitas coisas, mas não vou entrar no mérito, não é por isso que estou escrevendo. Como Agostinho, não acredito na bondade das crianças (quem quiser saber mais, leia as &#8220;<a href="http://www.transtorno.net/tag/confissoes/">Confissões</a>&#8221;). Acredito que há, sim, um tanto de ingenuidade, mas bondade? Nunca. Crianças são cruéis.</p>
<p>Calvin, por outro lado, não parece ter muito tempo para exercer sua <a href="http://www.transtorno.net/tag/crueldade/">crueldade</a>, pois está demasiadamente ocupado em seu próprio mundo. A tira de que falo é triste, por outro lado, pois mostra como se mata a imaginação de uma criança, como se sufoca esse mundo, essa &#8220;alternativa à <a href="http://www.transtorno.net/tag/crueldade/">crueldade</a>&#8221;, por assim dizer. Antigamente se fazia isso pela força, mas depois veio a moda da não-violência, do &#8220;não se bate em crianças&#8221; e os cintos e varas de marmelo foram substituídos por Ritalina. Quem quiser ver a tira, <a href="http://calha.zip.net/arch2007-10-01_2007-10-31.html#2007_10-13_20_15_48-125983951-0" target="_blank">clique aqui!</a></p>
<p>Aproveitem para ver o restante do blog <a href="http://calha.zip.net/" target="_blank">aqui</a>. Há uma boa leitura sobre o Capitão América, com um panorama da personagem e de como a atual situação <a href="http://www.transtorno.net/tag/politica/"><a href="http://www.transtorno.net/politica/">política</a></a> influencia os <a href="http://www.transtorno.net/tag/quadrinhos/">quadrinhos</a>. Acho que a crítica ao Ato Patriótico é delicada e é algo que a Marvel precisa fazer com cuidado, pois há muito de <a href="http://www.transtorno.net/tag/contexto/">contexto</a> para se pensar. Se há argumentos contra do Capitão, como serão os argumentos a favor? Se querem saber o que eu acho, acho que reclamam demais do Bush e da <a href="http://www.transtorno.net/tag/politica/"><a href="http://www.transtorno.net/politica/">política</a></a> pós 11/09, mas alguém sabe o que é direito civil em países comunistas e/ou não-laicos? Reclamar do Ato Patriótico é uma coisa, mas é preciso observar as coisas com mais distância e mais friamente.</p>]]></content:encoded>
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