Hoje pela manhã li as notícias e, sem surpresa, vi que Obama é o novo presidente eleito dos Estados Unidos. Sem surpresa de fato, afinal o mundo todo “votou” em Obama. Em momento algum ouvi falar de suas propostas – que inexistem – mas de seus “sonhos”.
Não deixa de ser irônico que os mesmos que criticam Sarah Palin por suas crenças acreditem e esperem pelos milagres de Obama.
Os brasileiros estão maravilhados com a vitória, mas pergunte a algum o que espera… Já escutei coisas como “queria que a Hillary ganhasse, pra ter uma mulher no poder”. Essa é, em parte, a lógica que elegeu Lula e parte da mesma que elegeu Obama: as pessoas não são eleitas por propostas e qualidades, mas por serem mulheres, negras, operárias etc. Elegeram Lula como projeção de si mesmos. Perdoaram toda a corrupção de seu governo pelo mesmo motivo.
Àquela mulher que queria Hillary na presidência, outro respondeu “Obama é cabeça, fará um bom governo”. Jamais imaginei ouvir que um candidato faria um bom governo por ser “cabeça”. Será que essa pessoa sabe que as políticas democratas em relação às importações são mais duras e que, por consequência, isso não é bom para o Brasil? Estou citando apenas um exemplo, é claro.
Não é Obama que me assusta, não são suas (ausentes) propostas. Sua eleição é um fenômeno do fanatismo e isso é que me amedronta. Um fenômeno local tornou-se mundial.
A lógica foi deixada de lado, substituída pela esperança, que faz milagres.