To see a world in a grain of sand
And a heaven in a wild flower,
Hold infinity in the palm of your hand
And eternity in an hour.
- William Blake in Auguries of Innocence
Começo citando os versos de Blake em inglês por falta de versão apropriada em português. As que encontrei eram adaptadas e não diziam necessariamente [...]
Achei o rascunho de uma prova de Filosofia da Linguagem, um dos meus assuntos preferidos, que pretendia (pretende) comentar uma passagem das Investigações Filosóficas, de Wittgenstein.
O conteúdo tem muito a ver com as coisas que posto por aqui, tanto com os textos mais metafísicos, que aparentam ser “viagens”, quanto com os posts sobre arte, ocultismo [...]
Terminei há pouco de ler “Abrahadabra”, de Rodney Orpheus, e a impressão que tive é das melhores.
Trata-se de uma introdução à religião (sim, o autor defende que Thelema é religião e concordo com ele – “the method of science, the aim of religion”) thelemica, passando por diversos dos pontos nela contidos.
É um trabalho introdutório, [...]
Se desfazem em grãos as crenças que dos elementos da espada, fogo e água eram feitas e estabelecidas no pantáculo, vagas brisas leitosas que de sopros nada tinham. Se afrontam as imagens da astuta lente, prisma imenso a dividir a Pura Luz da Coroa. Aquele que sobe se desfaz perante o Espelho, em diversas cores, [...]
Um assunto geralmente off topic aqui no site: humor! Como as pessoas reclamam que tudo que eu escrevo é muito sério, achei por bem mudar um pouco. E tenho de concordar que quem lê o que escrevo deve achar que sou um pé no saco. Sou? Mmmm… Ok, vou adicionar uma categoria humor e expor [...]
tua presença cedo assombra o mundo fêmea do grande astro
tímida, anuncia a luz e o calor astuto que sacerdotes não escondem
aurora boreal, guia do gigante imenso, senhora da magia fálica,
rosa mística celeste, pequeno óvulo no grande útero da noite
fogueiras e ritos de união, vestal profana feita escarlate
vestes com detalhes d’água e adornos safira desenham lagos
sobre [...]
derrubo as portas que te separam de meu olhar
expondo os desenhos suavemente azuis que vejo em tua tela
sob a luz pálida que se confunde com a manhã em ti
ainda perduram pontos rosa nos domínios das cores suaves
refaço o trajeto de meu querer, entrando em ti como visão
suprema e objetiva, senhora do mundo que recebo
e formo [...]
Cachoeiras de rios dançantes inundam meus veios estáticos
Escoando no horizonte céus de pânico no morrer do Sol
Véus etéreos, vingativos, torrentes translúcidas de sabor disforme
O ocre úmido dissolvido na atmosfera inunda minhas narinas
Aromas e ventos de sobrevida pudica e insensata
Serenas gotas cremosas e rebentos fomentam o ar
Partículas atômicas refletem a luz incidente
Agredidas por rochas antigas e [...]
A Qabalah de meu nome significa Treze,
ainda que Doze seja o que sou
Sob as megeras cartas de meus arquétipos,
pequenos reflexos de homéricas tendências,
encontro A letra no quebrar de Ayin
Aleph-Início e Aleph-Alpha
em Set-Shaitan a conjuração nefasta
Sete guia-me para o Dois, que se torna Três
tal o Eros da Transmutação
Sacerdotisa, feminina, poder combinado-absoluto
aprofunda na carne de Zero o [...]
desmoronam palácios sob a tempestade elétrica
quando os elementos detestam a alquimia que os une
o enxofre, a mirra, o ouro e os animais pulsam
diferentes frequências combatem a donzela
mulher-sereia-música-única tornada, musa talvez
escoa ao meu redor o norte magnético
dizendo ao sul que são, em verdade, apenas um
estendo os braços paralelos, as mãos rodando
descortino-revelo o eixo do mundo,
que gira [...]
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