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	<title>Transtorno&#187; ocultismo &raquo; Vertigem, Ruptura e Pensamentos Transgressivos</title>
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	<description>Vertigem, Ruptura e Pensamentos Transgressivos</description>
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		<title>Quatro mundos em um grão de areia</title>
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		<pubDate>Fri, 01 May 2009 03:55:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hilton S.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Rabiscos]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
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		<description><![CDATA[To see a world in a grain of sand And a heaven in a wild flower, Hold infinity in the palm of your hand And eternity in an hour. - William Blake in Auguries of Innocence Começo citando os versos de Blake em inglês por falta de versão apropriada em português. As que encontrei eram [...]


Links relacionados:<ol><li><a href='http://www.transtorno.net/2008/11/paisagem-a-quatro-maos/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Paisagem a quatro mãos'>Paisagem a quatro mãos</a></li>
<li><a href='http://www.transtorno.net/2008/03/o-melhor-dos-mundos/' rel='bookmark' title='Permanent Link: O melhor dos mundos'>O melhor dos mundos</a></li>
</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>To see a world in a grain of sand<br />
And a heaven in a wild flower,<br />
Hold infinity in the palm of your hand<br />
And eternity in an hour.</p>
<p>- William Blake in Auguries of Innocence</p></blockquote>
<p>Começo citando os versos de Blake em inglês por falta de versão apropriada em português. As que encontrei eram adaptadas e não diziam necessariamente a mesma coisa do original. O verso mais importante para o que quero, no entanto, é o primeiro: &#8220;Ver um mundo em um grão de areia&#8221;, e esse não é um problema.</p>
<p>Gosto de Blake desde a primeira vez que o li, foi imediado. Alguns autores conquistam com o tempo, outros depois de páginas. Blake o fez nos primeiros versos de &#8220;O matrimônio do céu e do inferno&#8221;. Há alguns dias pensei em escrever este texto, mas decidi postar outro fragmento. </p>
<p>As poucas pessoas que me acompanham aqui sabem do meu interesse em <a href="http://www.transtorno.net/tag/acasos/">acasos</a> e coincidências e que, já deixei claro, acho que são bem mais do que isso. Pois bem, há alguns dias comecei a estudar, ainda superficialmente, o Grande Grimório, também conhecido como Le Dragon Rouge, ou O Dragão Vermelho. Acontece que o nome desse Grimório é também o nome de um filme (é, aquele, com o Ralph Fiennes) onde, por acaso, aparecem aqueles versos de &#8220;Auguries of Innocence&#8221;</p>
<p>Como sou uma criatura que &#8220;trabalha em rede&#8221;, leio e estudo outras coisas simultaneamente e não acredito que uma atrapalhe a outra. Ao contrário, acho que formam bases mais fortes e, em alguns casos, como estou vendo aqui, fazem bastante sentido, além de lançar possibilidades ao ar. Uma das bases para meu estudo das Qliphoth é o livro &#8220;Climbing the Tree of Life&#8221;, de David Rankine. Como se trata de um livro introdutório/intermediário de <a href="http://www.transtorno.net/tag/qabalah/">Qabalah</a>, o autor precisava explicar os quatro mundos, o que fez da maneira usual, e depois usou aquele verso para sugerir uma meditação sobre sua explicação. Nada mais apropriado!</p>
<p>Quem já leu um pouco do assunto sabe que é complicado entender a idéia dos quatro mundos. Sabe também que varios autores em <a href="http://www.transtorno.net/tag/geral/">geral</a> dão uma passada rápida e não se aprofundam. No começo isso me parecia algo como &#8220;um dia você vai entender&#8221;, depois comecei a achar que também não entendiam muito e acabavam fugindo. Não foi o que aconteceu ao ler Rankine. </p>
<p>Não vou explicar o que são os quatro mundos, apenas listá-los. Se você precisar saber, pode sempre encontrar as explicações pela net ou em <a href="http://www.transtorno.net/tag/livros/"><a href="http://www.transtorno.net/livros/">livros</a></a>. São &#8220;enlatadas&#8221;? Sim, várias são, mas serão úteis se você meditar a respeito, talvez mesmo usando o modelo do grão de areia abaixo.</p>
<p>Os quatro mundos são:<br />
- Atziluth (Olahm ha-Atziluth) &#8211; Mundo Arquetípico<br />
- Briah (Olahm ha-Briah) &#8211; Mundo Criativo<br />
- Yetzirah (Olahm ha-Yetzirah) &#8211; Mundo Formativo<br />
- Assiah (Olahm ha-Assiah) &#8211; Mundo &#8220;Feito&#8221; (manifesto)</p>
<p>Imagine isso: em Assiah você vê um grão de areia apenas, mas em Yetzirah, um nível acima, o grão de areia é uma combinação de elementos químicos em estado sólido. Continuando, em Briah, são os átomos específicos, estruturados para sua formação. Em Atziluth, por fim, no topo de tudo, são milhões de átomos apenas, um universo em miniatura, um microcosmo.</p>
<p>Usando o processo inverso, de cima para baixo dessa vez, o exemplo de uma moeda: em Atziluth são milhões de átomos, assim como todos os outros, incluindo você. Em Briah esses átomos se conectam, formando prata, níquel, ouro ou cobre. Em Yetzirah é uma liga de metal estampada e, por fim, em Assiah é um objeto feito pelo homem, usado no comércio, ou seja, a forma como se manifesta.</p>
<p>Esses exemplos são muito claros &#8211; pra quem sabe do que estou falando &#8211; e incentiva ainda a meditar sobre o resto do que nos cerca. A dualidade, atacada por Blake no fragmento do post anterior, é, por tabela, atingida aqui novamente.</p>
<p>Se alguém quiser o livro citado, pode procurar em livrarias gringas (óbvio que aqui não vão achar). A editora é a Avalonia, mas esse é só um detalhe. Quanto ao Dragon Rouge, existem várias edições por ai, de qualidade duvidosa, mas como se trata de um trabalho muito antigo, existem algumas versões online também.</p>

<p>Links relacionados:<ol><li><a href='http://www.transtorno.net/2008/11/paisagem-a-quatro-maos/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Paisagem a quatro mãos'>Paisagem a quatro mãos</a></li>
<li><a href='http://www.transtorno.net/2008/03/o-melhor-dos-mundos/' rel='bookmark' title='Permanent Link: O melhor dos mundos'>O melhor dos mundos</a></li>
</ol></p>]]></content:encoded>
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		<title>A linguagem</title>
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		<pubDate>Sat, 11 Apr 2009 01:41:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hilton S.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[linguagem]]></category>
		<category><![CDATA[ocultismo]]></category>
		<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Wittgenstein]]></category>

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		<description><![CDATA[Achei o rascunho de uma prova de Filosofia da Linguagem, um dos meus assuntos preferidos, que pretendia (pretende) comentar uma passagem das Investigações Filosóficas, de Wittgenstein. O conteúdo tem muito a ver com as coisas que posto por aqui, tanto com os textos mais metafísicos, que aparentam ser &#8220;viagens&#8221;, quanto com os posts sobre arte, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Achei o rascunho de uma prova de <a href="http://www.transtorno.net/tag/filosofia/"><a href="http://www.transtorno.net/filosofia/">Filosofia</a></a> da <a href="http://www.transtorno.net/tag/linguagem/">Linguagem</a>, um dos meus assuntos preferidos, que pretendia (pretende) comentar uma passagem das Investigações Filosóficas, de <a href="http://www.transtorno.net/tag/wittgenstein/">Wittgenstein</a>.</p>
<p>O conteúdo tem muito a ver com as coisas que posto por aqui, tanto com os textos mais metafísicos, que aparentam ser &#8220;viagens&#8221;, quanto com os posts sobre <a href="http://www.transtorno.net/tag/arte/">arte</a>, <a href="http://www.transtorno.net/tag/ocultismo/">ocultismo</a> e derivados, mas também, dado o trecho escolhido, pode ser estendido para a arrogância humana em relação à capacidade de pensar dos animais ou mesmo à negação do divino, implícito em <a href="http://www.transtorno.net/tag/sinais/">sinais</a> que muitas vezes não reconhecemos.</p>
<p>Poderíamos discutir, a partir dai, a <a href="http://www.transtorno.net/tag/necessidade/">necessidade</a> de se acabar com a <a href="http://www.transtorno.net/tag/linguagem/">linguagem</a>, pregada por <a href="http://www.transtorno.net/tag/artaud/">Artaud</a>, ou entrarmos na discussão da <a href="http://www.transtorno.net/tag/qabalah/">Qabalah</a>, onde através da Gematria as palavras são associadas umas às outras, indicando que há, sim, uma conexão entre elas e que não é tão casual quanto parece, ou ainda entramos no uso do vocabulário bárbaro no <a href="http://www.transtorno.net/tag/ocultismo/">ocultismo</a> e seus efeitos, que existem, quer queiram, quer não.</p>
<p>Esse assunto é complexo, é claro, e essas são apenas sugestões de possíveis discussões. Podemos levantar outras tantas, mas o fato é que não me cabe aprofundar em posts aqui no blog. Ninguém lê o que escrevo, imagine se for entrar nesse nível&#8230; Enfim, são apenas algumas provocações que cabem aqui.</p>
<p>Segue o texto com algumas poucas adaptações:</p>
<blockquote><p>Às vezes se diz que os animais não falam porque lhes falta uma certa capacidade mental. E com isso se está querendo dizer o seguinte: &#8220;Eles não pensam, e é por isso que eles não falam&#8221;. Mas, eles simplesmente não falam. Ou, melhor dizendo: eles não usam a <a href="http://www.transtorno.net/tag/linguagem/">linguagem</a>, se excetuarmos as mais primitivas formas de <a href="http://www.transtorno.net/tag/linguagem/">linguagem</a>. Dar ordens, fazer perguntas, narrar e bater-papo são coisas que pertencem à nossa história natural tanto quanto andar, comer, beber e jogar.<br />
- <a href="http://www.transtorno.net/tag/wittgenstein/">Wittgenstein</a>, in Investigações Filosóficas</p></blockquote>
<p>Começo comentando a &#8220;falta de uma certa capacidade mental&#8221;. Essa &#8220;falta&#8221; me parece, na verdade, uma &#8220;diferente capacidade&#8221;, que nos leva, como indicado no final do parágrafo, a uma forma de comunicação primitiva. Dito isso, fica evidente o peso de afirmar que não pensam.</p>
<p><a href="http://www.transtorno.net/tag/wittgenstein/">Wittgenstein</a> chama a atenção para o que está implícito quando escreve que estão &#8220;querendo dizer&#8221;, indicando que isso se trata, simplesmente, de uma afirmação feita por quem não entende a <a href="http://www.transtorno.net/tag/linguagem/">linguagem</a> em questão, bem como não entenderia a <a href="http://www.transtorno.net/tag/linguagem/">linguagem</a> de outros seres quaisquer.</p>
<p>Se imaginarmos um brasileiro, por exemplo, afirmando tal coisa, podemos imaginar que essa pessoa não entenderia também um babilônio falando. Não entenderiam o que está sendo dito, é fato, mas também não iriam inferir que o babilônio não pensa, posto que fala. Inferem apenas por analogia que o que fala, embora diferente, é uma <a href="http://www.transtorno.net/tag/linguagem/">linguagem</a>.</p>
<p>Acostumados que estamos com a fala, nos habituamos muitas vezes a pensá-la como única forma de comunicação, não atentando para todas as sutilezas que envolvem a comunicação, tais como olhares, <a href="http://www.transtorno.net/tag/sinais/">sinais</a>, movimentos e até mesmo vibrações.</p>
<p>Quando pensamos, pensamos em palavras. Podemos imaginar objetos, mas <a href="http://www.transtorno.net/tag/pensamentos/"><a href="http://www.transtorno.net/pensamentos/">pensamentos</a></a> diversos, sobre decisões, fatos rotineiros, enfim, todo esse leque de possibilidades é pensado em palavras, de onde associamos o pensar à palavra.</p>
<p>Embora primitiva, há comunicação entre os cães, há uma organização básica. Podemos concluir, com base naquela afirmação, que pensam primitivamente, mas se há comunicação, temos também de admitir que pensam, ainda que basicamente ou, caso não concordemos com o pensar, teremos que admitir que a <a href="http://www.transtorno.net/tag/linguagem/">linguagem</a> não está ligada ao pensamento.</p>
<p><a href="http://www.transtorno.net/tag/wittgenstein/">Wittgenstein</a> indica em seu texto que concorda com o uso de uma forma primitiva, ou seja, que pensam. Nossa história natural, no entanto, como afirma o filósofo, contém em sua natureza o uso da <a href="http://www.transtorno.net/tag/linguagem/">linguagem</a>, da forma como conhecemos, mais complexa que a canina, sem dúvida.</p>
<p>Posso, porém, após ver um objeto qualquer cujo nome desconheça, trazê-lo à memória posteriormente, formando sua imagem. Se ouvir seu nome ao acaso, não me ocorrerá uma associação, como me ocorreria ao ouvir uma palavra comum, como maçã, por exemplo. Nesse caso eu teria quase que imediatamente formada a imagem da fruta.</p>
<p>Fica evidente, então, que ouvir uma palavra desconhecida e sem sentido não implica em ausência de pensamento. Isso nos coloca, em certo nível, num ponto onde somos similares aos cães: podemos ser treinados. Assim como é possível treinar um cão para reconhecer palavras e <a href="http://www.transtorno.net/tag/sinais/">sinais</a>, os humanos são treinados em situações e em associações. Se não reconhecemos uma palavra ou um objeto, é porque ainda não fomos treinados para reconhecê-los.</p>
<p>Aprendemos a reconhecer uma maçã assim como aprendemos a entender &#8220;sim&#8221; e &#8220;não&#8221;, reconhecer cores e utilizar números. Aprendemos os nomes das coisas e, no entanto, os nomes não são essas coisas. São, talvez, a forma de identificação que fomos treinados a usar.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Abrahadabra, de Rodney Orpheus</title>
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		<pubDate>Tue, 31 Mar 2009 02:50:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hilton S.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>
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		<description><![CDATA[Terminei há pouco de ler &#8220;Abrahadabra&#8221;, de Rodney Orpheus, e a impressão que tive é das melhores. Trata-se de uma introdução à religião (sim, o autor defende que Thelema é religião e concordo com ele &#8211; &#8220;the method of science, the aim of religion&#8221;) thelemica, passando por diversos dos pontos nela contidos. É um trabalho [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Terminei há pouco de ler &#8220;Abrahadabra&#8221;, de Rodney Orpheus, e a impressão que tive é das melhores.</p>
<p>Trata-se de uma introdução à religião (sim, o autor defende que <a href="http://www.transtorno.net/tag/thelema/">Thelema</a> é religião e concordo com ele &#8211; &#8220;the method of science, the aim of religion&#8221;) thelemica, passando por diversos dos pontos nela contidos. </p>
<p>É um trabalho introdutório, mas tenho certeza de que inclusive quem já tem uma boa base vai tirar proveito. Eu, por exemplo, acredito ter mais <a href="http://www.transtorno.net/tag/conhecimento/">conhecimento</a> do que um leitor &#8220;normal&#8221;, recém chegado ao assunto, e ainda assim aprendi bastante.</p>
<p>Os assuntos abrangem Yoga (Asana e Pranayama, por exemplo), concentração, viagem astral, cosmologia &#8211; Nuit? Hadit? Therion? Babalon? Hoor-Paar-Kraat?  -, rituais básicos e suas explicações, <a href="http://www.transtorno.net/tag/qabalah/">qabalah</a>, tarot, bem como métodos de pensar na estrutura das construções ritualísticas de forma a adaptar o que for necessário às suas necessidades.</p>
<p>Um assunto importante que também é introduzido é a moralidade. Embora muitos <a href="http://www.transtorno.net/tag/livros/"><a href="http://www.transtorno.net/livros/">livros</a></a> thelemicos lembrem que &#8220;todo homem e toda mulher é uma estrela&#8221;, nem todos os estudantes levam isso para a prática. É importante não confundir &#8220;Faze o que Tu queres&#8221; com &#8220;faça o que quiser&#8221;. A diferença é óbvia e não é nada fácil adotar e seguir um sistema que dá tamanha <a href="http://www.transtorno.net/tag/liberdade/">liberdade</a> e ainda assim saber o limite de colisão das órbitas.</p>
<p>Gostaria muito que esse livro já existisse há uns 12 anos, quando tive meu primeiro contato com os escritos de Aleister <a href="http://www.transtorno.net/tag/crowley/">Crowley</a>. Teria me poupado muito trabalho, evitado muitos conflitos e me poupado também de algumas dores no estômago. Mas quem foi que disse que seria fácil?</p>]]></content:encoded>
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		<title>Reinos de Choronzon</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Mar 2009 03:56:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hilton S.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Rabiscos]]></category>
		<category><![CDATA[abismo]]></category>
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		<category><![CDATA[Metafísica]]></category>
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		<description><![CDATA[Se desfazem em grãos as crenças que dos elementos da espada, fogo e água eram feitas e estabelecidas no pantáculo, vagas brisas leitosas que de sopros nada tinham. Se afrontam as imagens da astuta lente, prisma imenso a dividir a Pura Luz da Coroa. Aquele que sobe se desfaz perante o Espelho, em diversas cores, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Se desfazem em grãos as <a href="http://www.transtorno.net/tag/crencas/">crenças</a> que dos elementos da espada, fogo e água eram feitas e estabelecidas no pantáculo, vagas brisas leitosas que de sopros nada tinham. Se afrontam as imagens da astuta lente, prisma imenso a dividir a Pura Luz da Coroa. Aquele que sobe se desfaz perante o Espelho, em diversas cores, variadas e também nenhuma, o dar-se das certezas.</p>
<p>No desequilíbrio do bastão e do cálice, acima da harmonia, e na falsidade do <a href="http://www.transtorno.net/tag/conhecimento/">conhecimento</a> se estabeleceu a confusão. Enganada e enganadora, a cegueira em movimento, o truque da união. Pois descende daí o Grande Deserto, de diversas direções, possibilidades e façanhas impossíveis de se mascarar.</p>
<p>Há um véu logo acima, bem próximo da tríade Supernal&#8230; Há uma sombra por entre o tecer da malha que o forma? Ora, veja então, vagamente, um vibrar, indefinível, jamais descrito em perfeição. Olhe novamente abaixo do véu, se pensas que viu acima, e sinta a areia morna sob seus pés, admire tudo o que há à sua volta. Pois veja: ali existem as possibilidades também! Que fique claro, pois, que se há um lugar onde se moldam as coisas é onde são potência, não equilíbrio. </p>
<p>Tudo existe no Caos, os moldes do perfeito e também os moldes do que se experimenta e ainda se transforma. Nem todos os desertos são áridos como precipitadamente se supõe, mas nenhum outro é tão dificilmente percebido como Aquele a esconder-se. Os caminhos não são invisíveis, mas antes precisam ser criados, pois são potência também.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Coisas que você não quer ouvir um chaote dizer&#8230;</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Mar 2009 02:42:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hilton S.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Humor]]></category>
		<category><![CDATA[chaos magick]]></category>
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		<description><![CDATA[Um assunto geralmente off topic aqui no site: humor! Como as pessoas reclamam que tudo que eu escrevo é muito sério, achei por bem mudar um pouco. E tenho de concordar que quem lê o que escrevo deve achar que sou um pé no saco. Sou? Mmmm&#8230; Ok, vou adicionar uma categoria humor e expor [...]


Links relacionados:<ol><li><a href='http://www.transtorno.net/2009/03/sabe-chaote-quando/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Você sabe que é um chaote quando&#8230;'>Você sabe que é um chaote quando&#8230;</a></li>
<li><a href='http://www.transtorno.net/2008/04/coisas-que-nao-sao-ditas/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Coisas que não são ditas'>Coisas que não são ditas</a></li>
</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um assunto geralmente off topic aqui no site: <a href="http://www.transtorno.net/tag/humor/"><a href="http://www.transtorno.net/humor/">humor</a></a>! Como as pessoas reclamam que tudo que eu escrevo é muito sério, achei por bem mudar um pouco. E tenho de concordar que quem lê o que escrevo deve achar que sou um pé no saco. Sou? Mmmm&#8230; Ok, vou adicionar uma categoria <a href="http://www.transtorno.net/tag/humor/"><a href="http://www.transtorno.net/humor/">humor</a></a> e expor meu lado &#8220;sombrio&#8221; por lá haha&#8230;</p>
<p>O texto abaixo é meio &#8220;piada interna&#8221;. Quase ninguém vai achar graça ou mesmo entender, mas que é engraçado, é. Achei na net e consta que a autoria é de Node Fizzgig e amigos. Quer entender? Vá pesquisar sobre <a href="http://www.transtorno.net/tag/chaos-magick/">Chaos Magick</a>. Mas pesquisa séria, com leitura, <a href="http://www.transtorno.net/tag/humor/"><a href="http://www.transtorno.net/humor/">humor</a></a> e mente aberta. Você vai descobrir o que é um chaote, inclusive. Vai fazer sentido. Juro! :)</p>
<p>La vai:</p>
<p>- Com algumas poucas modificações eu posso fazer melhor<br />
- Alguém viu meu talismã? Acho que coloquei em lugar errado.<br />
- Parsons era fraco! Olha só isso&#8230;<br />
- Agora é hora da tripla invocação de Loki, Coyote e Baphomet.<br />
- Me ajude!<br />
- O que você não sabe não pode te machucar, certo?<br />
- Não se preocupe, tá tudo sob controle.<br />
- Eu sei o que estou fazendo&#8230;<br />
- Confie em mim!<br />
- Hastur, Hastur, Hast&#8230;<br />
- Ooops!<br />
- Não, isso foi planejado. É sério!<br />
- Ainda bem que você perguntou&#8230;<br />
- É, mas você precisava ver o outro cara.<br />
- Mas se já tá morto, como pode ser um sacrifício?<br />
- Se eu tivesse umas cordas de bungee jump&#8230;<br />
- Então Cthulhu apareceu&#8230;<br />
- Eu adoraria ter um pouco de giz agora!<br />
- Todo mundo precisa de um hobby, certo?</p>

<p>Links relacionados:<ol><li><a href='http://www.transtorno.net/2009/03/sabe-chaote-quando/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Você sabe que é um chaote quando&#8230;'>Você sabe que é um chaote quando&#8230;</a></li>
<li><a href='http://www.transtorno.net/2008/04/coisas-que-nao-sao-ditas/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Coisas que não são ditas'>Coisas que não são ditas</a></li>
</ol></p>]]></content:encoded>
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		<title>Estrela da Manhã</title>
		<link>http://www.transtorno.net/2009/02/estrela-da-manha/</link>
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		<pubDate>Sat, 07 Feb 2009 19:52:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hilton S.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Rabiscos]]></category>
		<category><![CDATA[alquimia]]></category>
		<category><![CDATA[criação]]></category>
		<category><![CDATA[magia]]></category>
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		<category><![CDATA[segredos]]></category>

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		<description><![CDATA[tua presença cedo assombra o mundo fêmea do grande astro tímida, anuncia a luz e o calor astuto que sacerdotes não escondem aurora boreal, guia do gigante imenso, senhora da magia fálica, rosa mística celeste, pequeno óvulo no grande útero da noite fogueiras e ritos de união, vestal profana feita escarlate vestes com detalhes d’água [...]


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</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>tua presença cedo assombra o mundo fêmea do grande astro<br />
tímida, anuncia a luz e o calor astuto que sacerdotes não escondem</p>
<p>aurora boreal, guia do gigante imenso, senhora da <a href="http://www.transtorno.net/tag/magia/">magia</a> fálica,<br />
rosa mística celeste, pequeno óvulo no grande útero da noite</p>
<p>fogueiras e ritos de união, vestal profana feita escarlate<br />
vestes com detalhes d’água e adornos safira desenham lagos<br />
sobre o altar feminino de primaveras desfeitas</p>
<p>estações cíclicas refazem o percurso de tua <a href="http://www.transtorno.net/tag/criacao/">criação</a><br />
e continuas lá, impassível, pingo de prata posterior ao grande ouro<br />
transmutando o celeiro em que te aguarda o cadente planeta<br />
pendendo aos braços corados que te acariciam em troca do segredo<br />
do fogo roubado dos deuses encerrado na caixa que se abre</p>
<p>- oculto atrás da mais bela, o grande disco toma a noite</p>
<p>a ti os humanos entregam o pomo<br />
a nós entregas o cetro</p>
<p>12/12/2008</p>

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</ol></p>]]></content:encoded>
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		<title>Páginas seladas de um diário</title>
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		<pubDate>Sun, 11 Jan 2009 00:23:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hilton S.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Rabiscos]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[desejo]]></category>
		<category><![CDATA[ocultismo]]></category>
		<category><![CDATA[segredos]]></category>
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		<description><![CDATA[derrubo as portas que te separam de meu olhar expondo os desenhos suavemente azuis que vejo em tua tela sob a luz pálida que se confunde com a manhã em ti ainda perduram pontos rosa nos domínios das cores suaves refaço o trajeto de meu querer, entrando em ti como visão suprema e objetiva, senhora [...]


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</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>derrubo as portas que te separam de meu olhar<br />
expondo os desenhos suavemente azuis que vejo em tua tela</p>
<p>sob a luz pálida que se confunde com a manhã em ti<br />
ainda perduram pontos rosa nos domínios das cores suaves</p>
<p>refaço o trajeto de meu querer, entrando em ti como visão<br />
suprema e objetiva, senhora do mundo que recebo<br />
e formo em meus calcificantes meios secretos<br />
o que espero, vejo e quero</p>
<p>associo merecidamente o tato de teu perfume palpável<br />
o toque abstrato de meu olfato confuso<br />
e derramo a vida quase branca<br />
nas páginas de teu diário incompleto</p>
<p>09/12/2008</p>

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</ol></p>]]></content:encoded>
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		<title>Oferendas secretas do rito lunar</title>
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		<pubDate>Wed, 07 Jan 2009 23:34:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hilton S.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Rabiscos]]></category>
		<category><![CDATA[alquimia]]></category>
		<category><![CDATA[desejo]]></category>
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		<description><![CDATA[Cachoeiras de rios dançantes inundam meus veios estáticos Escoando no horizonte céus de pânico no morrer do Sol Véus etéreos, vingativos, torrentes translúcidas de sabor disforme O ocre úmido dissolvido na atmosfera inunda minhas narinas Aromas e ventos de sobrevida pudica e insensata Serenas gotas cremosas e rebentos fomentam o ar Partículas atômicas refletem a [...]


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</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Cachoeiras de rios dançantes inundam meus veios estáticos<br />
Escoando no horizonte céus de pânico no morrer do Sol<br />
Véus etéreos, vingativos, torrentes translúcidas de sabor disforme</p>
<p>O ocre úmido dissolvido na atmosfera inunda minhas narinas<br />
Aromas e ventos de sobrevida pudica e insensata</p>
<p>Serenas gotas cremosas e rebentos fomentam o ar<br />
Partículas atômicas refletem a luz incidente<br />
Agredidas por rochas antigas e salutares, suspensas,<br />
Esverdeadas pela imobilidade calma dos séculos,<br />
Tomadas por elementos terrosos e fundamentais</p>
<p>O gosto férreo do sangue me cai, dizendo baixo o querer<br />
Meus sensores vermelho-tingidos no imediato leito<br />
Dentes e língua enevoados<br />
Quente fluxo pela Lua marcado</p>
<p>- A pube clara é velada no culto ancestral proibido</p>
<p>Paisagem alterada, passado corrente se faz aqui<br />
Mil tonéis de vinhos únicos inspiram sua paixão<br />
Que a uva imersa aguarda entre o ventre escuro<br />
Protegida, transbordando novamente a ira evidente</p>
<p>Só, ofereço aos deuses famintos a nata suave</p>
<p>Arbustos ralos em meio a colinas maciças<br />
Respiram o lis ondulado<br />
Coberto por minha boca sedenta</p>
<p>Vocábulos caem com fragrância de amêndoas</p>
<p>16/12/2008</p>

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</ol></p>]]></content:encoded>
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		<title>Ocultismo</title>
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		<pubDate>Wed, 17 Dec 2008 22:44:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hilton S.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Rabiscos]]></category>
		<category><![CDATA[abismo]]></category>
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		<category><![CDATA[segredos]]></category>
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		<description><![CDATA[A Qabalah de meu nome significa Treze, ainda que Doze seja o que sou Sob as megeras cartas de meus arquétipos, pequenos reflexos de homéricas tendências, encontro A letra no quebrar de Ayin Aleph-Início e Aleph-Alpha em Set-Shaitan a conjuração nefasta Sete guia-me para o Dois, que se torna Três tal o Eros da Transmutação [...]


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</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A <a href="http://www.transtorno.net/tag/qabalah/">Qabalah</a> de meu nome significa Treze,<br />
ainda que Doze seja o que sou</p>
<p>Sob as megeras cartas de meus arquétipos,<br />
pequenos reflexos de homéricas tendências,<br />
encontro A letra no quebrar de Ayin<br />
Aleph-Início e Aleph-Alpha<br />
em Set-Shaitan a conjuração nefasta</p>
<p>Sete guia-me para o Dois, que se torna Três<br />
tal o Eros da Transmutação</p>
<p>Sacerdotisa, feminina, poder combinado-absoluto<br />
aprofunda na carne de Zero o segredo de tuas unhas,<br />
o <a href="http://www.transtorno.net/tag/abismo/">Abismo</a> profundo vivente em Daleth</p>
<p>Em ambos os rituais não me iludo:<br />
o final de tudo reside no Seis<br />
as matemáticas relativas dos nomes<br />
dos Arcanos, transformados no Dezesseis!</p>
<p>18/11/2008</p>

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<li><a href='http://www.transtorno.net/2009/02/estrela-da-manha/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Estrela da Manhã'>Estrela da Manhã</a></li>
</ol></p>]]></content:encoded>
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		<title>Pontos Cardeais</title>
		<link>http://www.transtorno.net/2008/12/pontos-cardeais/</link>
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		<pubDate>Tue, 16 Dec 2008 21:25:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hilton S.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Rabiscos]]></category>
		<category><![CDATA[abismo]]></category>
		<category><![CDATA[alquimia]]></category>
		<category><![CDATA[busca]]></category>
		<category><![CDATA[ocultismo]]></category>

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		<description><![CDATA[desmoronam palácios sob a tempestade elétrica quando os elementos detestam a alquimia que os une o enxofre, a mirra, o ouro e os animais pulsam diferentes frequências combatem a donzela mulher-sereia-música-única tornada, musa talvez escoa ao meu redor o norte magnético dizendo ao sul que são, em verdade, apenas um estendo os braços paralelos, as [...]


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</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>desmoronam palácios sob a tempestade elétrica<br />
quando os elementos detestam a <a href="http://www.transtorno.net/tag/alquimia/">alquimia</a> que os une</p>
<p>o enxofre, a mirra, o ouro e os animais pulsam<br />
diferentes frequências combatem a donzela<br />
mulher-sereia-<a href="http://www.transtorno.net/tag/musica/"><a href="http://www.transtorno.net/musica/">música</a></a>-única tornada, musa talvez</p>
<p>escoa ao meu redor o norte magnético<br />
dizendo ao sul que são, em verdade, apenas um</p>
<p>estendo os braços paralelos, as mãos rodando<br />
descortino-revelo o eixo do mundo,<br />
que gira deitado e abre espaço<br />
entre débeis rasteiros,<br />
figurados e cheios de medo,<br />
dançando em pares estreitos</p>
<p>ecoa, o compasso dispara, arritmia navegando velas<br />
em <a href="http://www.transtorno.net/tag/busca/">busca</a> de telas, pinturas e peles-obtusas,<br />
seda de meias e luvas, envolturas e contornos agudos&#8230;</p>
<p>em todas as direções vê reflexos crônicos<br />
mas ainda não é a Uma, a que paira como o leme<br />
guiando a embarcação terrena, destemida como vício</p>
<p>frondosas redes e ganchos salgados, armadilhas em que me jogo cego<br />
furiosos caracóis, não encontro!, junto aos corais</p>
<p>folhas e frutos e amorfos seres marinhos,<br />
levados a extremos, habitantes infernais<br />
cadafalso maior que aço no tendão de Lúcifer<br />
- a ladainha, seu palpitar me chega em <a href="http://www.transtorno.net/tag/sinais/">sinais</a></p>
<p>magnéticos são meus olhos piscantes, inverterados<br />
guiados por ti, horizonte picante,<br />
temperados na ardósia dos pontos diversos<br />
que fazem do outro e de mim<br />
abismos do fim do mundo</p>
<p>18/11/2008</p>

<p>Links relacionados:<ol><li><a href='http://www.transtorno.net/2008/12/magnetismo-universal/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Magnetismo Universal'>Magnetismo Universal</a></li>
<li><a href='http://www.transtorno.net/2008/12/ocultismo/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Ocultismo'>Ocultismo</a></li>
</ol></p>]]></content:encoded>
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