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	<title>Transtorno &#187; Poesias &raquo; Vertigem, Ruptura e Pensamentos Transgressivos</title>
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	<description>Vertigem, Ruptura e Pensamentos Transgressivos</description>
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		<title>Ágape</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Dec 2008 22:29:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hilton S.</dc:creator>
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		<description><![CDATA[sedosos cílios, úmidos de sua boca curva síbilos de sede caindo em contorno pernas e seios cedendo às serpentes de Tuat abre teu olhar que entro em teus lábios deitados cambaleante desordem e aromas abatidos vivos, temidos geme tuas palavras de querer na espera do invadir seleto deleite, caminho de olivas feito treze é ultrapassado &#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>sedosos cílios, úmidos de sua boca curva<br />
síbilos de sede caindo em contorno<br />
pernas e seios cedendo às serpentes de Tuat</p>
<p>abre teu olhar que entro em teus lábios deitados<br />
cambaleante desordem e aromas abatidos vivos, temidos</p>
<p>geme tuas palavras de querer<br />
na espera do invadir</p>
<p>seleto deleite, caminho de olivas feito<br />
treze é ultrapassado e a coroa aguarda<br />
na árvore dos troncos de teu corpo<br />
emana luz que cega, cala e desmaia</p>
<p>- transborda</p>
<p>ejacula tua eletricidade<br />
das constelações em trânsito</p>
<p>eu era místico e agora sou além<br />
provado e feito mago<br />
sacerdote de teu templo vivo, do casamento secreto</p>
<p>deusa hiperbórea, ergue o cálice cheio de teoria abstrata<br />
do pão e do mel, do sacrifício e da eucaristia<br />
do dividir e da união da carne<br />
- da natureza divina</p>
<p>cria, transforma e destrói</p>
<p>meu calvário se rompe sobre sua taça<br />
e preenche de sal e semente<br />
- me recebe em sangue e ardor</p>
<p>19/11/2008</p>]]></content:encoded>
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		<title>Amanhecer no Inferno</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Dec 2008 01:59:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hilton S.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Written]]></category>
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		<category><![CDATA[Contos]]></category>
		<category><![CDATA[crueldade]]></category>
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		<description><![CDATA[Sem lágrimas, o senhor dos campos prepara seu desjejum entre dilúvios infindáveis. O dia surgia aguado, observando ainda sutil por entre os seios da terra, no momento em que os cristais d’água se transformavam. Ora, os discrepantes reinos, eletrificados no fastio dos pólos, reagente às mortais aberrações que gritam na natureza madre, não são também &#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sem lágrimas, o senhor dos campos prepara seu desjejum entre dilúvios infindáveis. O dia surgia aguado, observando ainda sutil por entre os seios da terra, no momento em que os cristais d’água se transformavam. Ora, os discrepantes reinos, eletrificados no fastio dos pólos, reagente às mortais aberrações que gritam na natureza madre, não são também a casa que emana as sendas dos aprendizes alquímicos?</p>
<p>Mas nem perdão nem tragédias ofuscariam o retorno do alvorecer doentio, cabendo às tormentas, em todo seu esplendor, invadir mares e terras, ocidentais e orientais, lançando corpos pela estrada em que um vidente-viajante <a href="http://www.transtorno.net/tag/busca/">busca</a> a feição que mais lhe agrade, tendo à escolha todos os corpos perdidos entre pedras e lama.</p>
<p>Borboletas, temendo rotinas efervescentes, adornam a moldura do horizonte oblíquo, descontínuo, enquanto pendem às rotas ígneas os demônios pequenos, olhos faiscantes e emitindo ondas. Semelhante às dores de um parto, somadas às dores de estômago infernalmente pontiagudas e afiadas &#8211; para saná-las, os habitantes são banhados em vinagre e álcool -, o bater de asas move o globo em torno de seu eixo.</p>
<p>A força dos dedos anular e indicador, enterrados na carne de uma donzela, à altura do peito, em <a href="http://www.transtorno.net/tag/busca/">busca</a> do coração que servirá de alimento – apenas após temperado, que fique claro -, compara-se ao sopro de minha voz em uma manhã gloriosa, diferenciando-se também da qualidade dos orgasmos provocados quando se toca a baioneta afiada, provocante e diversa.</p>
<p>Em torno do anel-espiral que as lâminas abrem no ponto exato da carne levemente pálida, a boca aberta em espasmos contrai seus músculos do ventre à garganta, lançando jatos de sangue, vomitados através do ar com sua ajuda. Os olhos se contraem nas mais desesperadas linhas, obrigando a face a acompanhá-los em seus movimentos ondular-requebrantes, como que aliados ao sismógrafo, perdido quando a terra <a href="http://www.transtorno.net/tag/danca/">dança</a> sob meus pés.</p>
<p>O restante do corpo é preenchido com a seiva da eternidade, popularmente conhecida como formol, dando à luz um filho que levará o nome de Embalsamado. Nele frutificarão os germes da idolatria mítica, acolhidos com fervor pela massa desfigurada, amotinante, descomplexa, incubada e inoculada, grunhindo deboches estéreis que caem pelas ventas e ouvidos, podres como uma pasta malcheirosa.</p>
<p>Entre as milhares de sentenças que podem ser encontradas em <a href="http://www.transtorno.net/tag/livros/">livros</a>, desde os de caligrafia até os filosóficos, ruínas emergentes se escondem: os mistérios da mente são maiores que os do corpo, já invadido por bisturis, sondas e radiografias, liderados por membros de sociedades obstinadas.</p>
<p>Meu paladar se delicia com os órgãos aflitos: imagino despojos femininos me afagando e lançando sua saliva contra meu rosto coberto de feridas, tomando meu brilho em seu olhar ao me perfurar com os talheres que outrora usei. Da lâmina à cama, mais uma vez a morte faz leito sobre corpos que repousam, abafados pelo calor da respiração ofegante e do coração sincopado.</p>
<p>Observo os lugares tomados em volta da gigantesca mesa, bordada e decorada com dentes serviçais, castiçais ergonômicos e fadigas uterinas. Meu olhar torna-se rubro como o vulcão que tudo à volta destrói, por certo criado em banhos de cera fervente, ao perceber que o deleite que me toma nada espanta aos convivas e habituais. A esfera epil<a href="http://www.transtorno.net/tag/etica/">ética</a> dos corpos unidos desmaia mesmo a apoplexia que sorri no gozo.</p>
<p>Celebramos, portanto, nessa manhã, a orgia infindável da Trindade da Carne. Desfeitos e complexos, infinitos, a luxúria do vinho e do sangue, do paladar da pele, o mergulho da entrega, o dar-se ao eterno.</p>
<p>Brindamos nessa manhã o ciclo que abraça, a <a href="http://www.transtorno.net/tag/vertigem/">vertigem</a> que aquece.</p>
<p>Saturno implora pela repetição refletida em seus anéis, dando ao mar o nascer da estrela da manhã: Vênus e Marte traçam linhas desde tempos ancestrais.</p>
<p>Somos Dois à mesa posta.</p>
<p>São os Três eternos a nos mimar.</p>
<p>A luz de Kether acima.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Paisagem a quatro mãos</title>
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		<pubDate>Mon, 03 Nov 2008 01:54:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hilton S.</dc:creator>
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		<category><![CDATA[inspiração]]></category>
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		<description><![CDATA[No poente dia tomo as rédeas das núvens que distraem um cálice de vinho barato, um turbilhão de sentimentos caros, olhos entreabertos querendo ver na escuridão cores amanhecidas sobre uma folha de papel&#8230; Pássaros deslizam em asas e rastejamos inebriados pelo âmbar. Natureza de cobras, desejava mais que isso, lamentando o perfume que sufocava sua &#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No poente dia tomo as rédeas das núvens que distraem<br />
um cálice de vinho barato,<br />
um turbilhão de sentimentos caros,<br />
olhos entreabertos querendo ver na escuridão<br />
cores amanhecidas sobre uma folha de papel&#8230;<br />
Pássaros deslizam em asas<br />
e rastejamos inebriados pelo âmbar.<br />
Natureza de cobras, desejava mais que isso,<br />
lamentando o perfume que sufocava sua peçonha,<br />
enquanto riam do alto, nas núvens,  os abutres<br />
eufóricos com a oferta de alimento nas cidades.<br />
Sádicos que eram, assistiam a morte do alto, em um deserto.<br />
Foi então que um senhor que passava tomou a palavra, sorriu e disse delirando:<br />
Não sujem o pasto verde com o sangue das ovelhas<br />
pois de peçonha e coágulos jardins foram feitos desertos!</p>
<p>- Algum dia e mês de 2006, coletando frases soltas no msn e agregando em fluxo de consciência.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Trouver la langue, como em Rimbaud&#8230;</title>
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		<pubDate>Wed, 16 Apr 2008 07:59:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hilton S.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Written]]></category>
		<category><![CDATA[Poesias]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8230;e em Manoel de Barros: Por viver muitos anos dentro do mato Moda ave O menino pegou um olhar de pássaro - Contraiu visão fontana. Por forma que ele enxergava as coisas Por igual como os pássaros enxergam. As coisas todas inominadas. Água não era ainda a palavra água. Pedra não era ainda a palavra &#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8230;e em Manoel de Barros:</p>
<blockquote><p>Por viver muitos anos<br />
dentro do mato<br />
Moda ave<br />
O menino pegou<br />
um olhar de pássaro -<br />
Contraiu visão fontana.<br />
Por forma que ele enxergava<br />
as coisas<br />
Por igual<br />
como os pássaros enxergam.<br />
As coisas todas inominadas.<br />
Água não era ainda a palavra água.<br />
Pedra não era ainda a palavra pedra. E tal.<br />
As palavras eram livres de gramáticas e<br />
Podiam ficar em qualquer posição.<br />
Por forma que o menino podia inaugurar.<br />
Podia dar as pedras costumes de flor.<br />
Podia dar ao canto formato de sol.<br />
E, se quisesse caber em um abelha, era só abrir a palavra abelha<br />
e entrar dentro dela.<br />
Como se fosse infância da língua.</p></blockquote>
<p>- Trecho do poema &#8220;Canção do ver&#8221; de Manoel de Barros, em &#8220;Poemas Rupestres&#8221;.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Inspiração e criação</title>
		<link>http://www.transtorno.net/inspiracao-e-criacao/</link>
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		<pubDate>Fri, 11 Apr 2008 01:12:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hilton S.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Written]]></category>
		<category><![CDATA[criação]]></category>
		<category><![CDATA[inspiração]]></category>
		<category><![CDATA[Poesias]]></category>

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		<description><![CDATA[Às vezes quero dizer algo e me pego mudo, compondo melodias vazias. Quando a criatividade se esvai, percebo o quão pequeno sou. Acontece, porém, que às vezes sinto-me a criar, mas nada produzo. Tento entender se o vazio é apenas um momentâneo silêncio. Uma sala com um piano possui música em potência, espera apenas o &#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Às vezes quero dizer algo e me pego mudo, compondo melodias vazias. Quando a criatividade se esvai, percebo o quão pequeno sou. Acontece, porém, que às vezes sinto-me a criar, mas nada produzo. Tento entender se o vazio é apenas um momentâneo silêncio.</p>
<p>Uma sala com um piano possui <a href="http://www.transtorno.net/tag/musica/">música</a> em potência, espera apenas o movimento das teclas, das cordas. Há, no entanto, salas sem pianos, sem <a href="http://www.transtorno.net/tag/livros/">livros</a> e sem quadros, vazias. Mas não esta em que me encontro!</p>
<p>Lá estão o piano, a pena, as tintas. Parece-me que esqueci como usar tais ferramentas, que tudo é apenas potência e jamais virá a ser ato.</p>
<p>Li em Fernando Pessoa:</p>
<blockquote><p>Quando te tinha diante<br />
Do meu olhar submerso<br />
Não eras minha amante&#8230;<br />
Eras o Universo&#8230;<br />
Agora que te não tenho,<br />
És só do teu tamanho.</p></blockquote>
<p>Penso, então, que o criar em potência seja a admiração que nos toma: tudo parece vazio quando na verdade o Universo é imenso demais para ser visto de perto. Quando se vai, lá adiante, e pode ser escondido sob o polegar, fechando-se um olho, torna-se do meu tamanho e posso então reproduzí-lo.</p>
<p>Sim, talvez seja esse o segredo da criação: criamos coisas de nosso tamanho ou ficamos em silêncio admirando o universo, sem tentar pintá-lo, escrevê-lo, quando se dá a nós. Os gênios são os que criam obras maiores que si mesmos.</p>
<p>Percebo então que a sabedoria está em apreciar a <a href="http://www.transtorno.net/tag/inspiracao/">inspiração</a> antes de pensar na <a href="http://www.transtorno.net/tag/musica/">música</a>. Quando criamos, descrevemos o que se foi. Já passado, relatamos a paisagem.</p>
<p>Pois então fique! Continuo mudo, não me importa o relato.</p>
<p>Não sou uma sala vazia.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Magic Doors</title>
		<link>http://www.transtorno.net/magic-doors/</link>
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		<pubDate>Sat, 22 Mar 2008 21:14:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hilton S.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Written]]></category>
		<category><![CDATA[desvelar]]></category>
		<category><![CDATA[Poesias]]></category>
		<category><![CDATA[segredos]]></category>

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		<description><![CDATA[Logo ali há uma porta, mágica. Atrás dela há o que não pode ser escondido, permanece sempre aberta, não há trancas. Há, no entanto, um buraco feito para espionar. A porta está aberta, apenas encostada, mas ninguém a empurra, se limitam a espiar pelas frestas. Conto segredos em público, abro a porta, mas ninguém vê.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Logo ali há uma porta, mágica. Atrás dela há o que não pode ser escondido, permanece sempre aberta, não há trancas. Há, no entanto, um buraco feito para espionar.<br />
A porta está aberta, apenas encostada, mas ninguém a empurra, se limitam a espiar pelas frestas.</p>
<p>Conto <a href="http://www.transtorno.net/tag/segredos/">segredos</a> em público, abro a porta, mas ninguém vê.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Palavras, sentidos, momentos&#8230;</title>
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		<pubDate>Sat, 22 Mar 2008 01:16:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hilton S.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Written]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[Poesias]]></category>
		<category><![CDATA[Rabiscos]]></category>

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		<description><![CDATA[Palavras, quietas, misteriosas, explosivas, vazias de sentido se tomadas individualmente, solitárias. Lá estão todas, apenas palavras, carecendo sentido, lógica&#8230; carecem de corações que as organizem. Em silêncio pensamentos se cruzam, falam um ao outro de seus momentos, confissões talvez, dividem segundos, dividem letras, escrevem&#8230; Tenho cá comigo várias delas, vivas em minha memória, organizadas, cheias &#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Palavras, quietas, misteriosas, explosivas, vazias de sentido se<br />
tomadas individualmente, solitárias. Lá estão todas, apenas palavras,<br />
carecendo sentido, lógica&#8230; carecem de corações que as organizem.</p>
<p>Em silêncio pensamentos se cruzam, falam um ao outro de seus <a href="http://www.transtorno.net/tag/momentos/">momentos</a>,<br />
<a href="http://www.transtorno.net/tag/confissoes/">confissões</a> talvez, dividem segundos, dividem letras, escrevem&#8230;</p>
<p>Tenho cá comigo várias delas, vivas em minha memória, organizadas, cheias de<br />
um toque aveludado, inflamado, quase palpável. Compreensão? Em um<br />
segundo se conectam, de repente se organizam, frases se formam. De<br />
repente.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Dispersão</title>
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		<pubDate>Sun, 30 Dec 2007 02:39:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hilton S.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Written]]></category>
		<category><![CDATA[fracassos]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças]]></category>
		<category><![CDATA[Poesias]]></category>

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		<description><![CDATA[O título desse post seria &#8220;Auto-explicativo&#8221;, mas estaria errado. O contrário, talvez. Sinto que o caminho cada vez mais se aproxima do que sou, mas o restante está parado. Não diria perdido, pois para se perder é preciso querer chegar a algum lugar. Muitas vezes as pessoas sequer querem, por isso não se perdem. Ao &#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O título desse post seria &#8220;Auto-explicativo&#8221;, mas estaria errado. O contrário, talvez. Sinto que o caminho cada vez mais se aproxima do que sou, mas o restante está parado. Não diria perdido, pois para se perder é preciso querer chegar a algum lugar. Muitas vezes as pessoas sequer querem, por isso não se perdem.</p>
<p>Ao escrever, penso, não estou perdido, não. As horas fogem e eu permaneço, sim, mas não perdido, não no mesmo lugar. As horas fogem e percebo as <a href="http://www.transtorno.net/tag/mudancas/">mudanças</a>. Permaneço, então, buscando meu espaço.</p>
<p>Este post perdeu o sentido, o timing se foi. O mundo é a personagem de &#8220;Dispersão&#8221;. O mundo permanece, não eu.</p>
<p>Tomei várias decisões.</p>
<p>Quem não entendeu nada do que eu disse, ignore. Ou leia Mário de Sá Carneiro.</p>]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>Canvas</title>
		<link>http://www.transtorno.net/canvas/</link>
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		<pubDate>Mon, 10 Sep 2007 14:52:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hilton S.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Written]]></category>
		<category><![CDATA[Poesias]]></category>

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		<description><![CDATA[Esvair, despir, arrancar de mim, Tantos, frágeis e tênues, Desfaz os segundos passados Marcas perdidas Horas traídas Desfaz O que me tornei Pintar o novo te peço Em tuas cores confio, confesso Momentos me foram dados Mas ignora-os Dá me novos traçados Apenas desfaz, Desfaz, Desfaz! Hilton S. &#8211; 27/02/2006]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Esvair, despir, arrancar de mim,<br />
Tantos, frágeis e tênues,<br />
Desfaz os segundos passados<br />
Marcas perdidas<br />
Horas traídas<br />
Desfaz<br />
O que me tornei</p>
<p>Pintar o novo te peço<br />
Em tuas cores confio, confesso<br />
<a href="http://www.transtorno.net/tag/momentos/">Momentos</a> me foram dados<br />
Mas ignora-os<br />
Dá me novos traçados<br />
Apenas desfaz,<br />
Desfaz,<br />
Desfaz!</p>
<p>Hilton S. &#8211; 27/02/2006</p>]]></content:encoded>
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