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	<title>Transtorno&#187; qabalah &raquo; Vertigem, Ruptura e Pensamentos Transgressivos</title>
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		<title>Quatro mundos em um grão de areia</title>
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		<pubDate>Fri, 01 May 2009 03:55:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hilton S.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>
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		<category><![CDATA[Livros]]></category>
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		<description><![CDATA[To see a world in a grain of sand And a heaven in a wild flower, Hold infinity in the palm of your hand And eternity in an hour. - William Blake in Auguries of Innocence Começo citando os versos de Blake em inglês por falta de versão apropriada em português. As que encontrei eram [...]


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<li><a href='http://www.transtorno.net/2008/03/o-melhor-dos-mundos/' rel='bookmark' title='Permanent Link: O melhor dos mundos'>O melhor dos mundos</a></li>
</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>To see a world in a grain of sand<br />
And a heaven in a wild flower,<br />
Hold infinity in the palm of your hand<br />
And eternity in an hour.</p>
<p>- William Blake in Auguries of Innocence</p></blockquote>
<p>Começo citando os versos de Blake em inglês por falta de versão apropriada em português. As que encontrei eram adaptadas e não diziam necessariamente a mesma coisa do original. O verso mais importante para o que quero, no entanto, é o primeiro: &#8220;Ver um mundo em um grão de areia&#8221;, e esse não é um problema.</p>
<p>Gosto de Blake desde a primeira vez que o li, foi imediado. Alguns autores conquistam com o tempo, outros depois de páginas. Blake o fez nos primeiros versos de &#8220;O matrimônio do céu e do inferno&#8221;. Há alguns dias pensei em escrever este texto, mas decidi postar outro fragmento. </p>
<p>As poucas pessoas que me acompanham aqui sabem do meu interesse em <a href="http://www.transtorno.net/tag/acasos/">acasos</a> e coincidências e que, já deixei claro, acho que são bem mais do que isso. Pois bem, há alguns dias comecei a estudar, ainda superficialmente, o Grande Grimório, também conhecido como Le Dragon Rouge, ou O Dragão Vermelho. Acontece que o nome desse Grimório é também o nome de um filme (é, aquele, com o Ralph Fiennes) onde, por acaso, aparecem aqueles versos de &#8220;Auguries of Innocence&#8221;</p>
<p>Como sou uma criatura que &#8220;trabalha em rede&#8221;, leio e estudo outras coisas simultaneamente e não acredito que uma atrapalhe a outra. Ao contrário, acho que formam bases mais fortes e, em alguns casos, como estou vendo aqui, fazem bastante sentido, além de lançar possibilidades ao ar. Uma das bases para meu estudo das Qliphoth é o livro &#8220;Climbing the Tree of Life&#8221;, de David Rankine. Como se trata de um livro introdutório/intermediário de <a href="http://www.transtorno.net/tag/qabalah/">Qabalah</a>, o autor precisava explicar os quatro mundos, o que fez da maneira usual, e depois usou aquele verso para sugerir uma meditação sobre sua explicação. Nada mais apropriado!</p>
<p>Quem já leu um pouco do assunto sabe que é complicado entender a idéia dos quatro mundos. Sabe também que varios autores em <a href="http://www.transtorno.net/tag/geral/">geral</a> dão uma passada rápida e não se aprofundam. No começo isso me parecia algo como &#8220;um dia você vai entender&#8221;, depois comecei a achar que também não entendiam muito e acabavam fugindo. Não foi o que aconteceu ao ler Rankine. </p>
<p>Não vou explicar o que são os quatro mundos, apenas listá-los. Se você precisar saber, pode sempre encontrar as explicações pela net ou em <a href="http://www.transtorno.net/tag/livros/"><a href="http://www.transtorno.net/livros/">livros</a></a>. São &#8220;enlatadas&#8221;? Sim, várias são, mas serão úteis se você meditar a respeito, talvez mesmo usando o modelo do grão de areia abaixo.</p>
<p>Os quatro mundos são:<br />
- Atziluth (Olahm ha-Atziluth) &#8211; Mundo Arquetípico<br />
- Briah (Olahm ha-Briah) &#8211; Mundo Criativo<br />
- Yetzirah (Olahm ha-Yetzirah) &#8211; Mundo Formativo<br />
- Assiah (Olahm ha-Assiah) &#8211; Mundo &#8220;Feito&#8221; (manifesto)</p>
<p>Imagine isso: em Assiah você vê um grão de areia apenas, mas em Yetzirah, um nível acima, o grão de areia é uma combinação de elementos químicos em estado sólido. Continuando, em Briah, são os átomos específicos, estruturados para sua formação. Em Atziluth, por fim, no topo de tudo, são milhões de átomos apenas, um universo em miniatura, um microcosmo.</p>
<p>Usando o processo inverso, de cima para baixo dessa vez, o exemplo de uma moeda: em Atziluth são milhões de átomos, assim como todos os outros, incluindo você. Em Briah esses átomos se conectam, formando prata, níquel, ouro ou cobre. Em Yetzirah é uma liga de metal estampada e, por fim, em Assiah é um objeto feito pelo homem, usado no comércio, ou seja, a forma como se manifesta.</p>
<p>Esses exemplos são muito claros &#8211; pra quem sabe do que estou falando &#8211; e incentiva ainda a meditar sobre o resto do que nos cerca. A dualidade, atacada por Blake no fragmento do post anterior, é, por tabela, atingida aqui novamente.</p>
<p>Se alguém quiser o livro citado, pode procurar em livrarias gringas (óbvio que aqui não vão achar). A editora é a Avalonia, mas esse é só um detalhe. Quanto ao Dragon Rouge, existem várias edições por ai, de qualidade duvidosa, mas como se trata de um trabalho muito antigo, existem algumas versões online também.</p>

<p>Links relacionados:<ol><li><a href='http://www.transtorno.net/2008/11/paisagem-a-quatro-maos/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Paisagem a quatro mãos'>Paisagem a quatro mãos</a></li>
<li><a href='http://www.transtorno.net/2008/03/o-melhor-dos-mundos/' rel='bookmark' title='Permanent Link: O melhor dos mundos'>O melhor dos mundos</a></li>
</ol></p>]]></content:encoded>
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		<title>Reinos de Choronzon</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Mar 2009 03:56:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hilton S.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Rabiscos]]></category>
		<category><![CDATA[abismo]]></category>
		<category><![CDATA[conhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[Metafísica]]></category>
		<category><![CDATA[ocultismo]]></category>
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		<description><![CDATA[Se desfazem em grãos as crenças que dos elementos da espada, fogo e água eram feitas e estabelecidas no pantáculo, vagas brisas leitosas que de sopros nada tinham. Se afrontam as imagens da astuta lente, prisma imenso a dividir a Pura Luz da Coroa. Aquele que sobe se desfaz perante o Espelho, em diversas cores, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Se desfazem em grãos as <a href="http://www.transtorno.net/tag/crencas/">crenças</a> que dos elementos da espada, fogo e água eram feitas e estabelecidas no pantáculo, vagas brisas leitosas que de sopros nada tinham. Se afrontam as imagens da astuta lente, prisma imenso a dividir a Pura Luz da Coroa. Aquele que sobe se desfaz perante o Espelho, em diversas cores, variadas e também nenhuma, o dar-se das certezas.</p>
<p>No desequilíbrio do bastão e do cálice, acima da harmonia, e na falsidade do <a href="http://www.transtorno.net/tag/conhecimento/">conhecimento</a> se estabeleceu a confusão. Enganada e enganadora, a cegueira em movimento, o truque da união. Pois descende daí o Grande Deserto, de diversas direções, possibilidades e façanhas impossíveis de se mascarar.</p>
<p>Há um véu logo acima, bem próximo da tríade Supernal&#8230; Há uma sombra por entre o tecer da malha que o forma? Ora, veja então, vagamente, um vibrar, indefinível, jamais descrito em perfeição. Olhe novamente abaixo do véu, se pensas que viu acima, e sinta a areia morna sob seus pés, admire tudo o que há à sua volta. Pois veja: ali existem as possibilidades também! Que fique claro, pois, que se há um lugar onde se moldam as coisas é onde são potência, não equilíbrio. </p>
<p>Tudo existe no Caos, os moldes do perfeito e também os moldes do que se experimenta e ainda se transforma. Nem todos os desertos são áridos como precipitadamente se supõe, mas nenhum outro é tão dificilmente percebido como Aquele a esconder-se. Os caminhos não são invisíveis, mas antes precisam ser criados, pois são potência também.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Os frutos da árvore metafísica</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Jan 2009 01:23:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hilton S.</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Procurei maravilhas, segredos atemporais, explosões e cataclismas, transformações e fenômenos que me fariam entender o mundo ou, se não, me indicariam caminhos e dariam motivos para continuar. Esperei por aquele momento em que algo aconteceria, aquele segundo definitivo – a split second – onde tudo aconteceria, ao mesmo tempo, como um abrir de porta, como [...]


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</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Procurei maravilhas, <a href="http://www.transtorno.net/tag/segredos/">segredos</a> atemporais, explosões e cataclismas, transformações e fenômenos que me fariam entender o mundo ou, se não, me indicariam caminhos e dariam motivos para continuar. Esperei por aquele momento em que algo aconteceria, aquele segundo definitivo – a split second – onde tudo aconteceria, ao mesmo tempo, como um abrir de porta, como embarcação lançada ao mar que encontra o continente e percebe que no mar é que está seu destino. Navios são para navegar, não para atingir um ou outro lugar. É desse porto que parto agora&#8230;</p>
<p>Aquele momento grandioso, gigante, talvez não tenha acontecido. É, por certo não, não daquela forma ao menos. Esperar coisas imensas é um tipo de engano, mas não esperá-las é ser pequeno, normal, no pior sentido da palavra. Talvez dai venham as quedas, as decepções, também imensas, como o gigantismo do ego. O erro, me parece, consiste em confundirmos o que é imenso com o que pensamos ser.</p>
<p>A compreensão e o entendimento observam, lá de cima, do topo da árvore, já próximos ao absoluto, bem distantes. Os caminhos que ligam as Sephiroth são trilhados em <a href="http://www.transtorno.net/tag/momentos/">momentos</a> diferentes, conforme o caso, a <a href="http://www.transtorno.net/tag/necessidade/">necessidade</a>, o evento. Não seria de imaginar, portanto, que os frutos caiam, por vezes, dessa árvore, <a href="http://www.transtorno.net/tag/metafisica/">metafísica</a>, em algum nível?</p>
<p>Sonhos, conversas em estado letárgico, instruções, insights, olhar a pineal como o olho que não se vê. Lembrar de coisas jamais feitas e tê-las ainda assim como parte da experiência e existência. Saber que aconteceram, dentro ou fora, e entender que é sim parte do indivíduo que é parte do todo. Saber coisas sem jamais ter lido sobre elas e, quando finalmente ler, dizer “estava certo”.</p>
<p>A porta que se abre naquele momento buscado pode ser de diamantes, ouro, aço, madeira ou qualquer outro material. Pode ter sido feita à mão por dezenas de anos ou em poucos minutos, em alguma fábrica. Pode estar em uma pirâmide milenar, em um museu centenário ou um barraco na periferia. Não importa. É o ato de abrir que expõe o segredo, é também a chave. </p>

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