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	<title>Transtorno &#187; Sartre &raquo; Vertigem, Ruptura e Pensamentos Transgressivos</title>
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	<description>Vertigem, Ruptura e Pensamentos Transgressivos</description>
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		<title>Canalhice sartreana</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Dec 2008 21:26:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hilton S.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Written]]></category>
		<category><![CDATA[dialética]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Sartre]]></category>

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		<description><![CDATA[Não estou defendendo o que ele diz, como se vê pelo título, que fique claro. Estou postando essas linhas pra ver se gera discussão, embora duvide. A propósito, eu disse que acompanharia as estatísticas e o trabalho sobre Panofsky é o recordista de buscas no site até o momento. Fim de semestre na USP. Coincidência? &#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não estou defendendo o que ele diz, como se vê pelo título, que fique claro. Estou postando essas linhas pra ver se gera discussão, embora duvide.</p>
<p>A propósito, eu disse que acompanharia as estatísticas e o trabalho sobre Panofsky é o recordista de buscas no site até o momento. Fim de semestre na USP. Coincidência?</p>
<p>Segue:</p>
<p><strong>Por que, para <a href="http://www.transtorno.net/tag/sartre/">Sartre</a>, a <a href="http://www.transtorno.net/tag/busca/">busca</a> de uma verdade do homem constitui tarefa a ser desenvolvida por uma antropologia estabelecida a partir do marxismo?</strong></p>
<p>Para <a href="http://www.transtorno.net/tag/sartre/">Sartre</a>, o homem é parte de um processo de constituição, de construção de si, no qual o é livre para se determinar, de forma que “a existência precede a essência do homem”. Ao contrário do defendido por muitos filósofos até então, <a href="http://www.transtorno.net/tag/sartre/">Sartre</a> defende que o homem não nasce com uma essência e por isso segue esse processo de subjetivação, buscando vir a ser, como no movimento dialético, no “em-si, para-si”.</p>
<p>Dessa forma, distante dessa essência determinada e eterna, o indivíduo se faz através da objetivação do outro, da interiorização do exterior e exteriorização de seu interior, passando por transformações que o levam no caminho de uma constituição-totalização que nunca será concluída. Dentro desse <a href="http://www.transtorno.net/tag/contexto/">contexto</a>, fica claro que à História, aos fatos e situações, deve ser atribuída uma importância imensa nesse processo.</p>
<p>Se não há uma essência eterna, <a href="http://www.transtorno.net/tag/sartre/">Sartre</a> pensa então como são os meios para um <a href="http://www.transtorno.net/tag/conhecimento/">conhecimento</a> adequado do homem, este, que é formado pela História ao mesmo tempo em que a forma, tanto como indivíduo quando como parte de uma coletividade.</p>
<p>Para que o homem não se torne apenas um objeto do processo histórico, é necessário pensá-lo também como transformador, posto que é livre para determinar-se. <a href="http://www.transtorno.net/tag/sartre/">Sartre</a> propõe uma antropologia estrutural e histórica, ou seja, que deverá analisar as estruturas da existência, visando compreender a <a href="http://www.transtorno.net/tag/humanidade/">humanidade</a> em sua universalidade concreta, e na <a href="http://www.transtorno.net/tag/necessidade/">necessidade</a> de compreender a existência dentro das manifestações e dos fenômenos históricos, sendo que a verdade histórica é um movimento, um processo que <a href="http://www.transtorno.net/tag/busca/">busca</a> uma totalização. Não é, no entanto, função dessa antropologia apresentar uma idéia de totalidade acabada, que contraria a própria natureza de movimento histórico, bem como da subjetivação do homem.</p>
<p>Para servir de base a essa antropologia, a <a href="http://www.transtorno.net/tag/filosofia/">filosofia</a> precisa ter lugar para o “devir”, para esse processo dialético com todas as suas contradições, que virão a ser integradas, de forma que o Marxismo, para <a href="http://www.transtorno.net/tag/sartre/">Sartre</a>, como sendo “a única <a href="http://www.transtorno.net/tag/filosofia/">filosofia</a> do nosso tempo”, ou seja, a única capaz de representá-lo, é a adequada não por opção de método, mas por <a href="http://www.transtorno.net/tag/necessidade/">necessidade</a>, haja visto que para o filósofo o Marxismo é uma <a href="http://www.transtorno.net/tag/filosofia/">filosofia</a> viva, vinda da práxis histórica e em relação permanente com ela, assim como o homem também é sujeito de sua práxis.</p>
<p>A dial<a href="http://www.transtorno.net/tag/etica/">ética</a> aqui proposta visa compreender o processo de objetivação do homem, o movimento de constituição, levando em conta a práxis em que ocorrem estes fenômenos da existência, analisando como tais processos ocorrem a partir da &#8220;prática&#8221;, ou seja, um <a href="http://www.transtorno.net/tag/conhecimento/">conhecimento</a> do homem pelo homem, produto da manifestação direta da condição humana histórica, e não de conceitos abstratos. É somente através do entendimento da práxis que iremos compreender a existência histórica e os processos de objetivação, subjetivação, constituição e totalização, isto é, a verdade sobre o homem. Para ele, a teoria tradicional, pautada em uma razão analítica, é insuficiente para abarcar os propósitos desta missão.</p>]]></content:encoded>
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