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	<title>Transtorno&#187; segredos &raquo; Vertigem, Ruptura e Pensamentos Transgressivos</title>
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	<description>Vertigem, Ruptura e Pensamentos Transgressivos</description>
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		<title>A inquietude que move e sufoca</title>
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		<pubDate>Sat, 18 Jul 2009 07:10:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hilton S.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>
		<category><![CDATA[cumplicidade]]></category>
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		<description><![CDATA[Acho que os rabiscos mais íntimos que deixo aqui são os das madrugadas. A noite faz as pessoas íntimas, cúmplices. Faz as vítimas e os algozes, por isso as pessoas &#8220;normais&#8221; temem a noite. Algumas &#8220;anormais&#8221; também, mas por outros motivos: as primeiras temem o incomum, as últimas temem se expor, mostrar o quanto estão [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Acho que os <a href="http://www.transtorno.net/tag/rabiscos/"><a href="http://www.transtorno.net/rabiscos/">rabiscos</a></a> mais íntimos que deixo aqui são os das madrugadas. A noite faz as pessoas íntimas, cúmplices. Faz as vítimas e os algozes, por isso as pessoas &#8220;normais&#8221; temem a noite. Algumas &#8220;anormais&#8221; também, mas por outros motivos: as primeiras temem o incomum, as últimas temem se expor, mostrar o quanto estão deslocadas.</p>
<p>Desde novo pertenci a esse último grupo, mas de uns anos pra cá tenho tentado &#8220;corrigir&#8221; isso, aproveitar o dia, me alimentar do sol como fazem os gatos em minha cama pela manhã, quando abro as janelas. Vejo como se esticam, rolam, adoram a luz que os aquece. Eu, por outro lado, entendo apenas parcialmente, com a dúvida de quem não sabe se é apenas uma <a href="http://www.transtorno.net/tag/necessidade/">necessidade</a> física ou se há mesmo um certo prazer naquilo. Simplesmente não entendo.</p>
<p>A mim o calor apenas incomoda, prefiro o frio, que também é algo íntimo. A luz, quando não está em meus olhos, não faz diferença. Deixo sempre acesas, mas como li uma vez, se <a href="http://www.transtorno.net/tag/deus/">Deus</a> disse &#8220;faça-se a luz&#8221;, é pq estava também no escuro, e existia lá antes de mais nada.</p>
<p>A noite, além de mais íntima, nos permite ver os astros, que se escondem durante o dia. Exceto pela estrela da manhã, Venus, Lúcifer, que está tão próxima do Sol e nem sempre pode ser vista a olho nu. </p>
<p>Citei as estrelas pois em algum momento lá atrás a astrologia me interessou. Pessoas perguntam &#8220;você acredita nisso?&#8221;, mas não é questão de acreditar, é de ver sentido, perceber sutilezas. Muita gente fala da teoria do caos, o papo da borboleta que causa maremotos, mas não pensa na astrologia da mesma forma. Deveriam pensar por esse viés, faria sentido. Voltando: em algum momento me interessei, talvez para entender o que era sofrer pela &#8220;influência má dos signos do zodíaco&#8221;, como diria Augusto dos Anjos.</p>
<p>Hoje vejo que não é nada daquilo, não é um sofrer, como também não é um gozar. É um entender e sentir, e ai é que se torna íntimo, pois é difícil fazer isso em público. É preciso confiar e deixar acontecer ou retrair-se. Timidez? Não diria isso. Auto-preservação seria mais apropriado. Acontece que há uma mistura de coisas, algumas dizendo &#8220;se exponha&#8221;, outras dizendo &#8220;cuidado&#8221;. Se expor é sempre delicado, mas o cuidado tira o sono, causa conflito, entre o real e o ideal. </p>
<p>Seria esse o motivo de existirem notívagos? Sem sono, expostos à noite, quando poucos podem ver, sendo geralmente outros inquietos. Não sei, sei apenas que é noite, me exponho em palavras, mas ninguém vê onde estou.</p>
<p>Realmente, há uma certa <a href="http://www.transtorno.net/tag/intimidade/">intimidade</a> entre os inquietos, o prazer de uma <a href="http://www.transtorno.net/tag/cumplicidade/">cumplicidade</a> silenciosa, que não precisa ser exposta, é apenas reconhecida, mesmo que parcialmente. Não falo que todos que estão ai pela noite são notívagos, de forma alguma. A maioria não é e teme a escuridão, saem em <a href="http://www.transtorno.net/tag/busca/">busca</a> de adrenalina. Falo daqueles que querem paz, mas nunca a encontram, pois não está em sua natureza. É esse conflito que move, que chama inquietude. A paz é para as criaturas diurnas, as noturnas compartilham a <a href="http://www.transtorno.net/tag/intimidade/">intimidade</a>.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Estrela da Manhã</title>
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		<pubDate>Sat, 07 Feb 2009 19:52:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hilton S.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Rabiscos]]></category>
		<category><![CDATA[alquimia]]></category>
		<category><![CDATA[criação]]></category>
		<category><![CDATA[magia]]></category>
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		<description><![CDATA[tua presença cedo assombra o mundo fêmea do grande astro tímida, anuncia a luz e o calor astuto que sacerdotes não escondem aurora boreal, guia do gigante imenso, senhora da magia fálica, rosa mística celeste, pequeno óvulo no grande útero da noite fogueiras e ritos de união, vestal profana feita escarlate vestes com detalhes d’água [...]


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<li><a href='http://www.transtorno.net/2008/12/elementar/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Elementar'>Elementar</a></li>
</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>tua presença cedo assombra o mundo fêmea do grande astro<br />
tímida, anuncia a luz e o calor astuto que sacerdotes não escondem</p>
<p>aurora boreal, guia do gigante imenso, senhora da <a href="http://www.transtorno.net/tag/magia/">magia</a> fálica,<br />
rosa mística celeste, pequeno óvulo no grande útero da noite</p>
<p>fogueiras e ritos de união, vestal profana feita escarlate<br />
vestes com detalhes d’água e adornos safira desenham lagos<br />
sobre o altar feminino de primaveras desfeitas</p>
<p>estações cíclicas refazem o percurso de tua <a href="http://www.transtorno.net/tag/criacao/">criação</a><br />
e continuas lá, impassível, pingo de prata posterior ao grande ouro<br />
transmutando o celeiro em que te aguarda o cadente planeta<br />
pendendo aos braços corados que te acariciam em troca do segredo<br />
do fogo roubado dos deuses encerrado na caixa que se abre</p>
<p>- oculto atrás da mais bela, o grande disco toma a noite</p>
<p>a ti os humanos entregam o pomo<br />
a nós entregas o cetro</p>
<p>12/12/2008</p>

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<li><a href='http://www.transtorno.net/2008/12/elementar/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Elementar'>Elementar</a></li>
</ol></p>]]></content:encoded>
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		<title>Os frutos da árvore metafísica</title>
		<link>http://www.transtorno.net/2009/01/frutos-arvore-metafisica/</link>
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		<pubDate>Fri, 23 Jan 2009 01:23:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hilton S.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>
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		<category><![CDATA[alquimia]]></category>
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		<description><![CDATA[Procurei maravilhas, segredos atemporais, explosões e cataclismas, transformações e fenômenos que me fariam entender o mundo ou, se não, me indicariam caminhos e dariam motivos para continuar. Esperei por aquele momento em que algo aconteceria, aquele segundo definitivo – a split second – onde tudo aconteceria, ao mesmo tempo, como um abrir de porta, como [...]


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</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Procurei maravilhas, <a href="http://www.transtorno.net/tag/segredos/">segredos</a> atemporais, explosões e cataclismas, transformações e fenômenos que me fariam entender o mundo ou, se não, me indicariam caminhos e dariam motivos para continuar. Esperei por aquele momento em que algo aconteceria, aquele segundo definitivo – a split second – onde tudo aconteceria, ao mesmo tempo, como um abrir de porta, como embarcação lançada ao mar que encontra o continente e percebe que no mar é que está seu destino. Navios são para navegar, não para atingir um ou outro lugar. É desse porto que parto agora&#8230;</p>
<p>Aquele momento grandioso, gigante, talvez não tenha acontecido. É, por certo não, não daquela forma ao menos. Esperar coisas imensas é um tipo de engano, mas não esperá-las é ser pequeno, normal, no pior sentido da palavra. Talvez dai venham as quedas, as decepções, também imensas, como o gigantismo do ego. O erro, me parece, consiste em confundirmos o que é imenso com o que pensamos ser.</p>
<p>A compreensão e o entendimento observam, lá de cima, do topo da árvore, já próximos ao absoluto, bem distantes. Os caminhos que ligam as Sephiroth são trilhados em <a href="http://www.transtorno.net/tag/momentos/">momentos</a> diferentes, conforme o caso, a <a href="http://www.transtorno.net/tag/necessidade/">necessidade</a>, o evento. Não seria de imaginar, portanto, que os frutos caiam, por vezes, dessa árvore, <a href="http://www.transtorno.net/tag/metafisica/">metafísica</a>, em algum nível?</p>
<p>Sonhos, conversas em estado letárgico, instruções, insights, olhar a pineal como o olho que não se vê. Lembrar de coisas jamais feitas e tê-las ainda assim como parte da experiência e existência. Saber que aconteceram, dentro ou fora, e entender que é sim parte do indivíduo que é parte do todo. Saber coisas sem jamais ter lido sobre elas e, quando finalmente ler, dizer “estava certo”.</p>
<p>A porta que se abre naquele momento buscado pode ser de diamantes, ouro, aço, madeira ou qualquer outro material. Pode ter sido feita à mão por dezenas de anos ou em poucos minutos, em alguma fábrica. Pode estar em uma pirâmide milenar, em um museu centenário ou um barraco na periferia. Não importa. É o ato de abrir que expõe o segredo, é também a chave. </p>

<p>Links relacionados:<ol><li><a href='http://www.transtorno.net/2008/11/a-possibilidade-da-metafisica-em-kant/' rel='bookmark' title='Permanent Link: A possibilidade da metafísica em Kant'>A possibilidade da metafísica em Kant</a></li>
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		<title>Páginas seladas de um diário</title>
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		<pubDate>Sun, 11 Jan 2009 00:23:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hilton S.</dc:creator>
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		<category><![CDATA[desejo]]></category>
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		<description><![CDATA[derrubo as portas que te separam de meu olhar expondo os desenhos suavemente azuis que vejo em tua tela sob a luz pálida que se confunde com a manhã em ti ainda perduram pontos rosa nos domínios das cores suaves refaço o trajeto de meu querer, entrando em ti como visão suprema e objetiva, senhora [...]


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</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>derrubo as portas que te separam de meu olhar<br />
expondo os desenhos suavemente azuis que vejo em tua tela</p>
<p>sob a luz pálida que se confunde com a manhã em ti<br />
ainda perduram pontos rosa nos domínios das cores suaves</p>
<p>refaço o trajeto de meu querer, entrando em ti como visão<br />
suprema e objetiva, senhora do mundo que recebo<br />
e formo em meus calcificantes meios secretos<br />
o que espero, vejo e quero</p>
<p>associo merecidamente o tato de teu perfume palpável<br />
o toque abstrato de meu olfato confuso<br />
e derramo a vida quase branca<br />
nas páginas de teu diário incompleto</p>
<p>09/12/2008</p>

<p>Links relacionados:<ol><li><a href='http://www.transtorno.net/2009/02/estrela-da-manha/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Estrela da Manhã'>Estrela da Manhã</a></li>
</ol></p>]]></content:encoded>
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		<title>Erotismo x pornografia</title>
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		<pubDate>Sat, 03 Jan 2009 02:25:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hilton S.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro]]></category>
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		<description><![CDATA[Não é segredo para qualquer pessoa que me conheça que sou admirador dos trabalhos do grupo catalão (se ainda posso chamá-los assim, tão internacionais que se tornaram) La Fura Dels Baus. Já disse em um post anterior que atualmente eles estão mais calmos, em outra frequência que não a &#8220;barbárie&#8221; de 15 ou 20 anos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não é segredo para qualquer pessoa que me conheça que sou admirador dos trabalhos do grupo catalão (se ainda posso chamá-los assim, tão internacionais que se tornaram) <a href="http://www.transtorno.net/tag/la-fura/">La Fura</a> Dels Baus. Já disse em um post anterior que atualmente eles estão mais calmos, em outra frequência que não a &#8220;barbárie&#8221; de 15 ou 20 anos atrás.</p>
<p>Enfim, voltando ao título do post: erotismo x pornografia. Qual a diferença? Est<a href="http://www.transtorno.net/tag/etica/">ética</a>? <a href="http://www.transtorno.net/tag/moral/">Moral</a>? Física? Se é física, como encaixar a <a href="http://www.transtorno.net/tag/moral/">moral</a>? Na <a href="http://www.transtorno.net/tag/ruptura/">ruptura</a>/provocação, talvez? A <a href="http://www.transtorno.net/tag/moral/">moral</a> funcionaria como freio ou propulsor? Há inúmeras questões que devem ser levantadas e estas, por sua vez, levantam mais. Escrevi algumas linhas sobre isso quando tinha&#8230; 17 anos. Sei que ainda tenho por aqui, resta encontrar em meio à papelada. O que penso hoje é mais complexo, mas não joguei fora o que pensava então, implementei aqui, aprofundei ali, mudei acolá. Eram ingênuas lá atrás, mas curiosamente, talvez por isso, pegava um ponto do ser humano em espercial: a imaginação.</p>
<p>Qual a relação entre <a href="http://www.transtorno.net/tag/la-fura/">La Fura</a> e o tema proposto aqui? Quem conhece o trabalho do grupo sabe bem a ligação que eles tem com os instintos, com a provocação da parte sombria, da carne, do medo. Há mais do que isso: existe uma montagem do grupo chamada &#8220;XXX&#8221;, que infelizmente não chegou ao Brasil, assim como a maioria dos trabalhos que montaram. XXX é explícita e foi bem comentada na época. A maioria, no entanto, preferiu ficar com a hipótese mais óbvia: o &#8220;grupo queria chocar&#8221;. Tenho <a href="http://www.transtorno.net/tag/duvidas/">dúvidas</a> e por isso resolvi postar um trailer que encontrei no youtube com algumas cenas. Dá para ter uma idéia do que se passa e também é possível ver que mesmo vibrando em outra frequência, há ainda muito instinto ali. Instintos, porém, são puramente animais. O que há além disso naquelas imagens para torná-las também eróticas?</p>
<p>Segue o vídeo (espero que ninguém tire de lá, pois vale assistir):<br />
<span class="youtube">
<object width="425" height="355">
<param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/dmLqMcUaUgs&amp;color1=d6d6d6&amp;color2=f0f0f0&amp;border=0&amp;fs=1&amp;hl=en&amp;autoplay=0&amp;showinfo=0&amp;iv_load_policy=3&amp;showsearch=0?rel=0" />
<param name="allowFullScreen" value="true" />
<embed wmode="transparent" src="http://www.youtube.com/v/dmLqMcUaUgs&amp;color1=d6d6d6&amp;color2=f0f0f0&amp;border=0&amp;fs=1&amp;hl=en&amp;autoplay=0&amp;showinfo=0&amp;iv_load_policy=3&amp;showsearch=0?rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="355"></embed>
<param name="wmode" value="transparent" />
</object>
</span><p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=dmLqMcUaUgs">www.youtube.com/watch?v=dmLqMcUaUgs</a></p></p>
<p>Em &#8220;O erotismo&#8221; (L&#038;PM, 1987), Georges <a href="http://www.transtorno.net/tag/bataille/">Bataille</a> diz que </p>
<blockquote><p>&#8220;o erotismo é um dos aspectos da vida interior do homem. Nisso nos enganamos porque ele procura constantemente <em>fora</em> um objeto de <a href="http://www.transtorno.net/tag/desejo/">desejo</a>. Mas esse objeto corresponde à <em>interioridade</em> do <a href="http://www.transtorno.net/tag/desejo/">desejo</a>. A escolha de um objeto depende sempre dos gostos pessoais do indivíduo: mesmo se ela recai sobre a mulher que a maioria teria escolhido, o que entra em jogo é sempre um aspecto indizível, não uma qualidade objetiva dessa mulher (&#8230;). Em resumo, mesmo estando de acordo com a maioria, a escolha humana difere da do animal: ela apela para essa mobilidade interior, infinitamente complexa, que é típica do homem.&#8221; </p>
<p>(&#8230;)</p>
<p>&#8220;A atividade sexual dos homens não é necessariamente erótica. Ela o é sempre que não for rudimentar, que não for simplesmente animal&#8221;.</p></blockquote>
<p>Percebem a diferença?</p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Elementar</title>
		<link>http://www.transtorno.net/2008/12/elementar/</link>
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		<pubDate>Fri, 19 Dec 2008 13:28:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hilton S.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Rabiscos]]></category>
		<category><![CDATA[criação]]></category>
		<category><![CDATA[desvelar]]></category>
		<category><![CDATA[magia]]></category>
		<category><![CDATA[segredos]]></category>
		<category><![CDATA[sinais]]></category>

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		<description><![CDATA[o caminhante olhou a noite e a abraçou em canto como quem abraça um raio de vento um solitário arfante um deslumbre inicial e abraçou ardente horizonte soluço calado sorriso rompante de dentes estelares e hálito fogoso deixando a si quando a brisa o beijou lasciva inflamado, tentou segurar o vento sopro-carícia, vermelho terra-viva tentou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>o caminhante olhou a noite e a abraçou em canto<br />
como quem abraça um raio de vento<br />
um solitário arfante<br />
um deslumbre inicial</p>
<p>e abraçou ardente horizonte<br />
soluço calado sorriso rompante<br />
de dentes estelares e hálito fogoso<br />
deixando a si quando a brisa o beijou lasciva</p>
<p>inflamado, tentou segurar o vento<br />
sopro-carícia, vermelho terra-viva<br />
tentou e alcançou gargalhando<br />
a química histérica da escuridão das estrelas</p>
<p>de cima a baixo um tapete morno, suave<br />
azul-semelhante, verde-tronco<br />
laçando seu corpo entrante qual candeeiro cheio de zelo:<br />
era o mundo-solvente na chuva que feria</p>
<p>17/11/2008</p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Ocultismo</title>
		<link>http://www.transtorno.net/2008/12/ocultismo/</link>
		<comments>http://www.transtorno.net/2008/12/ocultismo/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 17 Dec 2008 22:44:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hilton S.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Rabiscos]]></category>
		<category><![CDATA[abismo]]></category>
		<category><![CDATA[alquimia]]></category>
		<category><![CDATA[ocultismo]]></category>
		<category><![CDATA[segredos]]></category>
		<category><![CDATA[transgressão]]></category>

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		<description><![CDATA[A Qabalah de meu nome significa Treze, ainda que Doze seja o que sou Sob as megeras cartas de meus arquétipos, pequenos reflexos de homéricas tendências, encontro A letra no quebrar de Ayin Aleph-Início e Aleph-Alpha em Set-Shaitan a conjuração nefasta Sete guia-me para o Dois, que se torna Três tal o Eros da Transmutação [...]


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<li><a href='http://www.transtorno.net/2009/02/estrela-da-manha/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Estrela da Manhã'>Estrela da Manhã</a></li>
</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A <a href="http://www.transtorno.net/tag/qabalah/">Qabalah</a> de meu nome significa Treze,<br />
ainda que Doze seja o que sou</p>
<p>Sob as megeras cartas de meus arquétipos,<br />
pequenos reflexos de homéricas tendências,<br />
encontro A letra no quebrar de Ayin<br />
Aleph-Início e Aleph-Alpha<br />
em Set-Shaitan a conjuração nefasta</p>
<p>Sete guia-me para o Dois, que se torna Três<br />
tal o Eros da Transmutação</p>
<p>Sacerdotisa, feminina, poder combinado-absoluto<br />
aprofunda na carne de Zero o segredo de tuas unhas,<br />
o <a href="http://www.transtorno.net/tag/abismo/">Abismo</a> profundo vivente em Daleth</p>
<p>Em ambos os rituais não me iludo:<br />
o final de tudo reside no Seis<br />
as matemáticas relativas dos nomes<br />
dos Arcanos, transformados no Dezesseis!</p>
<p>18/11/2008</p>

<p>Links relacionados:<ol><li><a href='http://www.transtorno.net/2008/12/agape/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Ágape'>Ágape</a></li>
<li><a href='http://www.transtorno.net/2009/02/estrela-da-manha/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Estrela da Manhã'>Estrela da Manhã</a></li>
</ol></p>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Magic Doors</title>
		<link>http://www.transtorno.net/2008/03/magic-doors/</link>
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		<pubDate>Sat, 22 Mar 2008 21:14:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hilton S.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>
		<category><![CDATA[desvelar]]></category>
		<category><![CDATA[Poesias]]></category>
		<category><![CDATA[segredos]]></category>

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		<description><![CDATA[Logo ali há uma porta, mágica. Atrás dela há o que não pode ser escondido, permanece sempre aberta, não há trancas. Há, no entanto, um buraco feito para espionar. A porta está aberta, apenas encostada, mas ninguém a empurra, se limitam a espiar pelas frestas. Conto segredos em público, abro a porta, mas ninguém vê. [...]


Links relacionados:<ol><li><a href='http://www.transtorno.net/2009/01/frutos-arvore-metafisica/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Os frutos da árvore metafísica'>Os frutos da árvore metafísica</a></li>
</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Logo ali há uma porta, mágica. Atrás dela há o que não pode ser escondido, permanece sempre aberta, não há trancas. Há, no entanto, um buraco feito para espionar.<br />
A porta está aberta, apenas encostada, mas ninguém a empurra, se limitam a espiar pelas frestas.</p>
<p>Conto <a href="http://www.transtorno.net/tag/segredos/">segredos</a> em público, abro a porta, mas ninguém vê.</p>

<p>Links relacionados:<ol><li><a href='http://www.transtorno.net/2009/01/frutos-arvore-metafisica/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Os frutos da árvore metafísica'>Os frutos da árvore metafísica</a></li>
</ol></p>]]></content:encoded>
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