Postado em 03-11-2008

O ceticismo pirronista

por Aseth | Categoria: Filosofia | Lido 659 vezes

O cético, por ser amigo dos homens, quer curar, na medida do possível, pelo discurso, a presunção e precipitação dos dogmáticos

- Sextus Empiricus – HP, III, 280

Já nas primeiras linhas das Hipotiposes Pirronianas, Sextus Empiricus nos afirma que “the natural result of any investigation is that the investigators either discover the object of search or deny that is discoverable and confess it to be inapprehensible or persist in their search”, (HP, I, 1), mostrando o caminho por onde seguirá o restante da obra. Os primeiros, que fazem asserções sobre a verdade, são os Dogmáticos, os que dizem que a verdade não pode ser encontrada são os Acadêmicos, enquanto que os últimos, que continuam buscando, são os Céticos.

Os céticos usam dois tipos de argumentação, sendo um chamado “geral” e outro “especial”. A argumentação “geral” tem por objetivo expor as diferenças do ceticismo em relação às demais filosofias, declarar seus propósitos e objetivos, critério, lógica e objetivo/fim, enquanto que a “especial” declara as objeções em relação às diversas partes da filosofia (HP, I, 5) “e foi particularmente na construção de suas antinomias que o cético trouxe à luz a impropriedade do uso dogmático da argumentação pelas filosofias” (PEREIRA, 1993, 230).

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