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	<title>Transtorno&#187; Teatro &raquo; Vertigem, Ruptura e Pensamentos Transgressivos</title>
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	<description>Vertigem, Ruptura e Pensamentos Transgressivos</description>
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		<title>Certezas</title>
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		<pubDate>Sun, 15 Nov 2009 18:58:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hilton S.</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Nos últimos 3 meses, li aproximadamente 15 livros para a prova do mestrado. Não acho que é muito, pelo contrário, teria dado para ler mais, se minha vida se resumisse a leituras. Felizmente não é o caso. É claro que gosto de ler, mas é preciso bem mais do que isso, por certo. Curiosamente, apesar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nos últimos 3 meses, li aproximadamente 15 <a href="http://www.transtorno.net/tag/livros/"><a href="http://www.transtorno.net/livros/">livros</a></a> para a prova do mestrado. Não acho que é muito, pelo contrário, teria dado para ler mais, se minha vida se resumisse a leituras. Felizmente não é o caso. É claro que gosto de ler, mas é preciso bem mais do que isso, por certo. Curiosamente, apesar de serem <a href="http://www.transtorno.net/tag/livros/"><a href="http://www.transtorno.net/livros/">livros</a></a> obrigatórios, não são <a href="http://www.transtorno.net/tag/livros/"><a href="http://www.transtorno.net/livros/">livros</a></a> dogmáticos, cheios de respostas. Claro que defendem idéias, representam seus autores, mas são aporéticos em sua maioria e por isso são bons <a href="http://www.transtorno.net/tag/livros/"><a href="http://www.transtorno.net/livros/">livros</a></a>.</p>
<p>Se <a href="http://www.transtorno.net/tag/livros/"><a href="http://www.transtorno.net/livros/">livros</a></a> com fórmulas e receitas fossem tão bons, a história da <a href="http://www.transtorno.net/tag/filosofia/"><a href="http://www.transtorno.net/filosofia/">Filosofia</a></a> seria outra, certeira, sem discussões, provavelmente teria sido acabada há mais de dois mil anos. A frieza dos dogmas não me interessa, apenas o orgânico das certezas que se tornam <a href="http://www.transtorno.net/tag/duvidas/">dúvidas</a>. O último livro lido, de Peter Brook, termina dizendo que quando forem publicadas, aquelas linhas já estarão ultrapassadas e merecerão questionamentos. Detalhe: o livro foi publicado pela primeira vez há mais de 30 anos.</p>
<p>É curioso hoje ver com tantas &#8220;certezas&#8221; tornaram o mundo um tédio. A maioria das pessoas é tão cega e certa dentro de seus pequenos mundos que mesmo os que posam de visionários apenas receitam absolutos. Sucesso, ambição, falta de conflitos, necessidades de diferença expressas na aparência quando por dentro há apenas homogêneo: concordância generalizada com uma ordem que esconde os vícios do comum sob a aparência da modernidade.</p>
<p>Acontece, porém, que não cabe ser nostálgico e crer que as coisas eram melhores antes. Esse seria um equívoco sem proporções. Poderia afirmar diversas coisas aqui, mas não quero também incorrer em erro exatamente quando estou com mais <a href="http://www.transtorno.net/tag/duvidas/">dúvidas</a> e questionamentos vivos na mente. Não me cabe dizer como algo deve ser, apenas continuar questionando. Se um dia eu tiver alguma certeza, meu crescimento terá acabado.</p>
<p>Adaptando uma afirmação de Marvin Carlson, digo que não há espaço confortável para mim em nenhuma das diversas teorias existentes, mas me interesso por elas quando me fazem ver onde estou, seja por afirmação ou negação.</p>
<p>São bons <a href="http://www.transtorno.net/tag/livros/"><a href="http://www.transtorno.net/livros/">livros</a></a>, mas não os recomendo.</p>]]></content:encoded>
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		<title>O teatro</title>
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		<pubDate>Sat, 05 Sep 2009 03:26:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hilton S.</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O texto abaixo foi escrito em 1991, quando eu tinha 18 anos. É um dos que faz sentido e gosto até hoje. Não posto aqui por orgulho ou sei lá o que, mas por não querer que se perca. É parte de algo&#8230; Segue: Por em movimento o “retorno de si mesmo ao anel dos [...]


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</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O texto abaixo foi escrito em 1991, quando eu tinha 18 anos. É um dos que faz sentido e gosto até hoje. Não posto aqui por orgulho ou sei lá o que, mas por não querer que se perca. É parte de algo&#8230;</p>
<p>Segue:</p>
<p>Por em movimento o “retorno de si mesmo ao anel dos anéis”. Nada se perde no inextinguível archote <a href="http://www.transtorno.net/tag/desejo/">Desejo</a>. O sêmen que se vai retorna em prazer, e o corpo, este Único, se faz <a href="http://www.transtorno.net/tag/duplo/">Duplo</a>.</p>
<p>Este palpitar é necessário, força motriz imperativa da imaginação. A força-sensação trabalhando num ponto anterior à configuração. Um abalo no impacto dos sons e uma imagem anteposta ao compreender.</p>
<p>Aficcionar-se e desagregar-se pela inoculação do sentido/sensação/re-ação. E se dá o retorno. Toma-se a origem das pausas e a provocação da carne como análise ultra-imediata de estímulos e sua reação, respectivamente.</p>
<p>Explodir-se em si e para si, explodir-se em outro, para si. Tornar-se voz de autoridade. Terrorismo provocativo onde o que o outro sente e quer depende de minha <a href="http://www.transtorno.net/tag/vontade/">vontade</a>, mesmo suas variações, devido à multiplicidade de imagens e suas correlações, por ter-se permitido sentir.  Minha visão se impõe ao deleite/desespero do outro.</p>
<p>Não haverão mais pontos despercebidos ao imaginário. Tudo será visto/sentido e re-sentido e, ainda, re-tornado, imediatamente auto-associando-se ao seu fragmento somático/emocionante.</p>
<p>A ação da imagem. Sua palpitação. Sua adaptação à mobilidade e à acústica que lhe passarão a ser próprias. E tudo é próprio da imagem. Re-tornar à imagem e a si. Um descobrir e, com este, outro. Cabe ao olfato/paladar da imagem sua associação.</p>
<p>Dionisiacamente re-tornar aos alimentos de emoções, continuamente aprendendo onde por pausas, impedindo assim que se o outro desfaleça antes da superação. Mais uma vez retornar, como nos eternos retornos sadeanos, à nova imagem/palpitação/desejo, sendo tudo isto o ato do visionário e atitude suprema.</p>
<p>(Foto ilustrativa: <a href="http://www.transtorno.net/tag/la-fura/">La Fura</a> Dels Baus, em Imperium)</p>

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</ol></p>]]></content:encoded>
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		<title>Perspectivas</title>
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		<pubDate>Sat, 27 Dec 2008 13:41:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hilton S.</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Tenho aqui em mãos um texto de Sergio Buarque de Hollanda, tirado da Revista Estética, mas infelizmente não sei o número/ano da edição, pois me falta cópia da página inicial da revista. Vou colocá-lo aqui e caso alguém tenha essa informação, me envie que eu coloco no post. O português é da época, não são [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tenho aqui em mãos um texto de Sergio Buarque de Hollanda, tirado da Revista Est<a href="http://www.transtorno.net/tag/etica/">ética</a>, mas infelizmente não sei o número/ano da edição, pois me falta cópia da página inicial da revista. Vou colocá-lo aqui e caso alguém tenha essa informação, me envie que eu coloco no post. O português é da época, não são <a href="http://www.transtorno.net/tag/erros/">erros</a>, que fique claro.</p>
<p>Segue:</p>
<p>As palavras depositaram tamanha confiança no espirito credulo dos homens, que estes acabaram por lhes voltar as costas. A gente começa a admirar-se de que uma porção de civilisações tenha enxergado incessantemente na letra qualquer cousa que não seja uma negação da vida &#8211; negação formal, está claro, mas nem por isso menos eficiente. Um estupendo livro ainda por se escrever: o tratado de historia da civilisação em que se considere o esplendor e a decadencia de cada povo coincidindo precisamente com a maior ou menor consideração que a palavra escrita ou falada mereceu de cada povo.</p>
<p>Nada do que vive se exprime impunemente em vocabulos. Os mais sabios dentre os homens têm, sofrido um pouco das necessidades a que essa lei os subordina. Eu, Sergio Buarque de Hollanda, acho indiscutivel que em todas as cousas exista um limite, um termo, além do qual elas perdem sua instabilidade, que é uma condição de vida, para se instalarem confortavelmente no que só por eufemismo chamamos sua espressão e que na realidade é menos que seu reflexo. Só os <a href="http://www.transtorno.net/tag/pensamentos/"><a href="http://www.transtorno.net/pensamentos/">pensamentos</a></a> já vividos, os que se podem considerar não em sua duração, mas objetivamente e já dissecados encontram um termo. Quero dizer: esse termo só coexiste com o ponto de <a href="http://www.transtorno.net/tag/ruptura/">ruptura</a> com a vida.</p>
<p>Os homens que sentiram nitidamente essa ausencia do principio de vida, essa atmosfera irrespiravel que nos propõem as formas inteligiveis, já mandam ao diabo tudo quanto possa preencher um termo, tudo quanto caiba entre as quatro paredes de um pensamento comunicavel ou espresso. A palavra escrita ou falada só se concilia com a dificuldade vencida, com a energia satisfeita e a paz proclamada depois da guerra. É em vão que se tentará atrair a tempestade, invocar o demonio ou realisar o misterio dentro do quotidiano, quando não se renunciou à virtude ilusoria da <a href="http://www.transtorno.net/tag/linguagem/">linguagem</a> dos cemiterios.</p>
<p>Mas não é sem remorsos que os homens aceitam a falsa paz que as letras impuzeram. A resistencia ao milagre caracteriza um estado de espirito que não é bem o dos contemporaneos. Já se ousa pretender mesmo e sem escandalo, que a mediocridade ou a grandeza de nosso mundo visivel só dependem da representação que nós fazemos dele, &#8211; da qualidade dessa representação. Nada nos constrange a que nos fiemos por completo na suave e engenhosa caligrafia que os homens inventaram pra substituir o desenho rigido e anguloso das cousas. Hoje mais do que nunca toda <a href="http://www.transtorno.net/tag/arte/">arte</a> po<a href="http://www.transtorno.net/tag/etica/">ética</a> ha de ser principalmente &#8211; por quasi nada eu diria apenas &#8211; uma declaração dos direitos do Sonho. Depois de tantos seculos em que os homens mais honestos se compraziam em escamotear o melhor da realidade, em nome da realidade temos de procurar o paraizo nas regiões ainda inesploradas. Resta-nos portanto o recurso de dizer das nossas expedições armados por esses dominios. Só à noite enxergamos claro.</p>
<p>Não lhe quero negas leitor o direito que você tem de achar ingenuo e irrealisavel tal proposito. Lembro mesmo, e a seu favor, o trecho admiravel de Marcel Proust sobre essas &#8220;visões que nos é possivel esprimir e quasi prohibido constatar, porque, precisamente quando se tenta dormir, vem-nos a caricia de seu encanto irreal, no instante mesmo em que a razão nos abandona os olhos se serram e antes de se conhecer não só o inefavel, mas o invisivel, a gente adormece.&#8221;</p>
<p>Mas de que nos vale ter confiança no milagre se não ousamos transpor aquelle impossivel e aquelle prohibido colocados ali por prudencia ou por covardia? &#8220;Ha muitas cousas no céu e na terra além do que imagina a vossa <a href="http://www.transtorno.net/tag/filosofia/"><a href="http://www.transtorno.net/filosofia/">filosofia</a></a>&#8221;, diz Hamleto a Horatio. O certo é que essa <a href="http://www.transtorno.net/tag/filosofia/"><a href="http://www.transtorno.net/filosofia/">filosofia</a></a> não se interessa senão por divertimento ou por acaso em todas essas cousas que existem na terra e no céu fóra de seu alcance. Para os sabios mais consideraveis uma certa amplitude de pensamento acarreta o invencivel sacrificio de tudo quanto escapa à logica da continuidade, de tudo quanto se esalta e afirma, pelo simples facto de ser, um direito à existencia, a sua diferença essencial em relação ao que a rodeia e por isso mesmo, implicitamente, a sua singularidade. A ciencia compraz-se em estabelecer um nivelamento, uma uniformidade tal em todas as cousas, que acaba por escluir de seu Universo qualquer objeto que não se resigne a ser um simples termo prás suas equações, um instrumento docil às suas construcções arbitrarias. O acto elementar de definir, que se encontra à base de toda ciencia humana, implica o proposito de instalar todo o objeto de <a href="http://www.transtorno.net/tag/conhecimento/">conhecimento</a> numa continuidade fixa e inalteravel. Não existe ciencia do particular que estude cada cousa em relação à sua propria particularidade. Todos os nossos conhecimentos procedem ao contrario subordinando o singular ao universal e utilisando-se para esse efeito de um sistema de seleção que só se tem por essencial o que ha de constante em uma dada série de objetos. O resto, o que ha em cada um de individual é considerado inutil para a formação do conceito. Acontece porém que para certos homens o essencial continua sendo o que ha de particular, o que ha de milagroso, o elemento irredutivel em cada cousa. São esses homens, os que obedecem às leis divinas e esquecem as outras, as das cidades que reclamam com violencia um regresso a esse estado de guerra que não é mais do que uma conformação com a vida. <sup>(1)</sup></p>
<p>Mas prá maioria dos homens a morte como que se seja apresenta encantos e seduções que a Vida está muito longe de lhes proporcionar. Para uma porção de poétas ela tem sido um sinonimo comodo de misterio e para Socrates ela apareceu como uma aquisição de pensamento. Nem todos sentiram que não é necessário renunciar à vida para descobrir o &#8220;irreal&#8221; e que ao contrario o que parece mais real e até mesmo o que se apresenta mais dócil à verificação comporta uma parte de misterio imprevisivel e tráe concessões escandalosas ao irracional. Essa ilusão esplica a subsistencia, embora disfarçada, em cada um dos nossos actos. de uma aspiração à morte. A propria creação artistica não escapou desde os seus inicios a esse pecado original. Parece claro que o proprio impulso que levou os primeiros homens a gravar desenhos nas paredes das cavernas participa muito, não de um <a href="http://www.transtorno.net/tag/desejo/">desejo</a> de libertação como já se te dito (isto é libertação no sentido de exaltação: correspondendo a uma espansão de vitalidade), não de um esforço de resistencia contra o aniquilamento, mas ao contrario, e acentuadamente, ao <a href="http://www.transtorno.net/tag/desejo/">desejo</a> invencivel de negar a vida em todas as suas manifestações.</p>
<p>Surge assim em sua espressão artistica mais rudimentar esse afan de reduzir o informe à fórma, ao livre necessario, o acidental à regra. O desenho regular e monotono dos primitivos, essa esclusão de todos os elementos especiaes e acidentaes que eles revelam mostram claramente o significado e o sentido da tendencia dos homens para uma regularidade abstracta e inanime.</p>
<p>Paralela a essa tendencia que não é um privilegio do homem primitivo, a <a href="http://www.transtorno.net/tag/necessidade/">necessidade</a> de confissao, essa doença moderna que condena à morte pela palavra e pela sintaxe, todos os sentimentos que nos oprimem, toda manifestação de vida inoportuna corresponde a essa mesma lei de aspiração ao inerte. <sup>(2)</sup></p>
<p>Não me cabe resumir aqui todas as perspectivas que esse ponto de vista me propõe. Não disse ainda porque razão os homens começam a procurar a realidade de preferencia na <a href="http://www.transtorno.net/tag/esperanca/">esperança</a>, na recordação e na ausencia e porque muitos deles sem renunciar a essa atitude conseguiram revogar para uso proprio a lei de aspiração à morte. Tambem não disse porque a exaltação do particular resolve-se em certos <a href="http://www.transtorno.net/tag/momentos/">momentos</a> na anulação de qualquer singularidade, no sentimento da harmonia de todas as cousas. Direi provisoriamente que a vida, apesar de tudo, continúa a nutrir subrepticiamente e por uma especie de verba secreta as regiões mais ocultas de nossas ideologias. É incontestavel que os nossos actos e mesmo aqueles que comportam uma série de movimentos irremediavelmente previstos pela logica e pelo calculo mais precisos, não prescindem dessa parcela contingente que participa do divino. Deante dessa impossibilidade de opôr uma resistencia mais eficaz ao misterio que nos sitia por todos os lados, deante do absurdo dessa resistencia não ha duas atitudes igualmente legitimas. Nada mais comodo, é verdade, que concluir pela <a href="http://www.transtorno.net/tag/vaidade/">vaidade</a> de todos os nossos gestos e pela inutilidade de qualquer atitude, &#8211; ideia que o Universo nos fornece a troco de um simples bocejo.</p>
<p>- Sergio Buarque de Hollanda</p>
<p><sup>(1)</sup> &#8211; Nunca será demasiado insistir no que representou para a literatura contemporanea a &#8220;descoberta&#8221; de que cada individuo representa um mundo isolado e muitas vezes indecifravel para os outros homens. A ideia da &#8220;incomunicabilidade dos espiritos&#8221; que constitue, pode-se dizer o fundamento e o tema essencial do <a href="http://www.transtorno.net/tag/teatro/"><a href="http://www.transtorno.net/teatro/">teatro</a></a> de um Pirandello já estava admiravelmente espressa numa passagem dos comentarios de Newman aos argumentos de Paley sobre as evidencias do Cristianismo: &#8220;Se quizerem que eu me utilize do argumento de Paley para minha propria conversao direi resolutamente: não <a href="http://www.transtorno.net/tag/desejo/">desejo</a> ser convertido por um silogismo habil; se quizerem que o mesmo argumento me sirva pra converter a outros, direi: não me interessa convence-los pela razão sem que seu coração seja atingido. Os homens não podem aceitar integralmente uma verdade, é preciso que cada qual a descubra por si. Toda convicção profunda ha de ser conhecida por essa descoberta.</p>
<p><sup>(2)</sup> &#8211; Digo &#8220;doença moderna&#8221; apenas por comodidade. Não ignoro os argumentos que poderiam me opôr. Quero dizer que a confissão, a <a href="http://www.transtorno.net/tag/necessidade/">necessidade</a> de espressão dos nossos sentimentos mais profundos manifesta-se menos disfarçada entre os contemporaneos. Ha quem atribua à influencia do confessionario a extraordinaria situação de quem ainda hoje goza e que mantem o catolicismo romano. (V. Dr. William Stekel &#8211; The Dephts of the Soul &#8211; trans. by Dr. S.A. Tannenbaum &#8211; London, Kegan Paul &#8211; 1921). O artigo de Prudente de Moraes, neto, sobre a sinceridade publicado no ultimo numero desta revista estuda o mesmo assumpto com admiravel lucidez.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Fuerza Bruta</title>
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		<pubDate>Sun, 09 Nov 2008 23:26:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hilton S.</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Assisti ao grupo Fuerza Bruta, no parque Villa Lobos, na tarde de hoje. Fui imaginando que veria um tipo de apresentação, vi outra, completamente diferente, e de uma forma ou de outra, sai bem impressionado, querendo que tivesse durado mais. O tempo, aliás, voou. Passou depressa demais, infelizmente, mas faz sentido que tenha sido assim. [...]


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<li><a href='http://www.transtorno.net/2008/11/movimentos-e-provocacao/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Movimentos e provocação'>Movimentos e provocação</a></li>
</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Assisti ao grupo <a href="http://www.transtorno.net/tag/fuerza-bruta/">Fuerza Bruta</a>, no parque Villa Lobos, na tarde de hoje. Fui imaginando que veria um tipo de apresentação, vi outra, completamente diferente, e de uma forma ou de outra, sai bem impressionado, querendo que tivesse durado mais. O tempo, aliás, voou. Passou depressa demais, infelizmente, mas faz sentido que tenha sido assim.</p>
<p>Falei do <a href="http://www.transtorno.net/tag/la-fura/">La Fura</a> antes e acreditei que veria algo similar. As semelhanças existem somente enquanto os dois são grupos que provocam o sensível e interagem com o público, o resto é completamente diferente, duas linguagens muito distintas.</p>
<p>O <a href="http://www.transtorno.net/tag/la-fura/">La Fura</a> provoca pelo terror, o público se sente ameaçado a cada momento, esperando uma motoserra, esperando que atirem carne crua, farinha, tinta&#8230; O medo está sempre presente. <a href="http://www.transtorno.net/tag/fuerza-bruta/">Fuerza Bruta</a> é outra coisa, é onírico, uterino e hipnótico, as pessoas interagem, se sentem parte do trabalho, se entregam sem perceber.</p>
<p>Não vou ficar descrevendo as cenas, quem quiser que vá ver (recomendo a experiência, aliás). Há bastante água e movimentos na água. Imaginei um grande útero ali. Aliás, imaginei a água como elemento também. Há também referências a sonhos, ao ar.</p>
<p>As pessoas não sentem medo, ao contrário. No final, atores dançando, o público ídem, embaixo da chuva que fazem no galpão. As crianças, muito mais do que os adultos, adoraram. Entraram na água sem vacilar, mas para isso é preciso se permitir. Lembrei de quando era criança, jogava sabão em pó no piso do quintal, molhava e ficava escorregando.  Adorei cada segundo da apresentação, valeu cada centavo, reitero que gostaria que tivesse durado mais e gostaria de ver mais vezes. Quem sabe em alguma delas eu deixasse o canto e entrasse na chuva também.</p>

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<li><a href='http://www.transtorno.net/2008/11/movimentos-e-provocacao/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Movimentos e provocação'>Movimentos e provocação</a></li>
</ol></p>]]></content:encoded>
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		<title>Movimentos e provocação</title>
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		<pubDate>Sun, 09 Nov 2008 15:22:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hilton S.</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Estava procurando algumas coisas de Butoh e vídeos do La Fura Dels Baus para ver movimentação e composição (sim, eu disse que estou relendo Artaud) e não encontrei vídeos das apresentações mais antigas, tipo Suz/O/Suz, Tier Mon e MTM, na minha opinião mais cruéis e violentas que as atuais, até onde tenho acompanhado. O La [...]


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</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estava procurando algumas coisas de Butoh e vídeos do <a href="http://www.transtorno.net/tag/la-fura/">La Fura</a> Dels Baus para ver movimentação e composição (sim, eu disse que estou relendo <a href="http://www.transtorno.net/tag/artaud/">Artaud</a>) e não encontrei vídeos das apresentações mais antigas, tipo Suz/O/Suz, Tier Mon e MTM, na minha opinião mais cruéis e violentas que as atuais, até onde tenho acompanhado.</p>
<p>O <a href="http://www.transtorno.net/tag/la-fura/">La Fura</a> se apresentou no Brasil algumas vezes: a primeira na Bienal de 1994 e a segunda foi logo depois, no começo de 1995. A terceira foi em 1997, se não me engano, mas perdi. Vi as apresentações de Suz/O/Suz e MTM, quando comprei, então, um CD com alguns vídeos e com as músicas da montagem, de onde tirei o que estou postando abaixo. Se o grupo não reclamar lá no youtube, fica o link ai.</p>
<p>Curioso é que um mundo de gente ficou babando quando Matrix foi lançado, por causa do &#8220;inovador&#8221; efeito das câmeras girando ao redor dos atores. Vários dos vídeos do grupo espanhol já usavam esse recurso, anos antes. Os irmãos Atchimwski não inventaram nada novo, não.</p>
<p style="text-align: center;"><object type="application/x-shockwave-flash" data="http://www.youtube.com/v/QREEGv-8zno&#038;fs=1" width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/QREEGv-8zno&#038;fs=1" /><param name="FlashVars" value="playerMode=embedded"/><param name="wmode" value="transparent"/></object></p>
<p>Comecei falando do que estava buscando, desandei a falar do <a href="http://www.transtorno.net/tag/la-fura/">La Fura</a> e quase me esqueço da segunda parte: encontrei, além de muita coisa boa, alguns vídeos de <a href="http://www.transtorno.net/tag/sylvie-guillem/">Sylvie Guillem</a> que são, dada a devida proporção e diferenças de conceitos, extremamente violentos visualmente. Os movimentos impressionam pela precisão. </p>
<p>Como, por algum motivo do inferno, o youtube não está permitindo que eu coloque o vídeo direto no post como fiz com o outro, <a href="http://www.youtube.com/watch?v=mxHLYI2LIro" target="_blank">você precisa clicar aqui pra ver</a>. Aproveite e dê uma olhada nos relacionados pra ver a genialidade dessa mulher.</p>

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<li><a href='http://www.transtorno.net/2008/11/fuerza-bruta/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Fuerza Bruta'>Fuerza Bruta</a></li>
</ol></p>]]></content:encoded>
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		<title>O teatro duplo dos dias</title>
		<link>http://www.transtorno.net/2008/11/o-teatro-duplo-dos-dias/</link>
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		<pubDate>Fri, 07 Nov 2008 12:46:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hilton S.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Teatro]]></category>
		<category><![CDATA[abismo]]></category>
		<category><![CDATA[Artaud]]></category>
		<category><![CDATA[busca]]></category>
		<category><![CDATA[criação]]></category>
		<category><![CDATA[crueldade]]></category>
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		<description><![CDATA[Estou &#8220;buscando&#8221; idéias para usar em um trabalho, mas não sei se buscar é a palavra correta. Buscar, nesse caso, pode significar que estou indo em certas direções, o que não é exatamente o caso. Estou, sim, indo em diversas direções, mas não seguindo caminhos certeiros e sequer imagino o que esses seriam. Estou indo, [...]


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<li><a href='http://www.transtorno.net/2007/10/hell/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Hell'>Hell</a></li>
</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estou &#8220;buscando&#8221; idéias para usar em um trabalho, mas não sei se buscar é a palavra correta. Buscar, nesse caso, pode significar que estou indo em certas direções, o que não é exatamente o caso. Estou, sim, indo em diversas direções, mas não seguindo caminhos certeiros e sequer imagino o que esses seriam.</p>
<p>Estou indo, mas apenas observando. Sei o tipo de sensação que espero ver desperta ao encontrar, mas não o que faria isso acontecer. Nada é tão matemático ou mecânico assim, parece, e digo isso para chegar a um autor/criador específico: <a href="http://www.transtorno.net/tag/artaud/">Artaud</a>.</p>
<p>Há anos, quando lia muito sobre os surrealistas, tive o prazer de ler &#8220;O <a href="http://www.transtorno.net/tag/teatro/"><a href="http://www.transtorno.net/teatro/">teatro</a></a> e seu <a href="http://www.transtorno.net/tag/duplo/">duplo</a>&#8221;. A sensação de ler esse livro e as idéias que iam surgindo eram, para usar um termo comum ao texto, pestilentas. <a href="http://www.transtorno.net/tag/artaud/">Artaud</a> conseguiu, como poucos, dizer tanto sobre o que esperava sem, no entanto, dar a receita de bolo, a fórmula para obter. Acredito que nem <a href="http://www.transtorno.net/tag/artaud/">Artaud</a> sabia exatamente onde iria chegar: a aniquilação da palavra era o começo.</p>
<p><a href="http://www.transtorno.net/tag/artaud/">Artaud</a> não acreditava no verbo, nas palavras, não acreditava que pudessem transmitir a experiência toda, da maneira que queria. As palavras jamais seriam cruéis o suficiente para nos darem uma experiência tão extrema que nos transportasse para outro lugar, tão profundo, abissal e escuro, que não seria outro que nós mesmos. Acontece, porém, que uma vez nesse <a href="http://www.transtorno.net/tag/abismo/">abismo</a> interior, não seríamos indivíduos, não seríamos eu, você ou qualquer outro. Seriamos instinto, animais, ainda que humanos. Seria o ponto onde os extremos da razão e do corpo se encontram, a realidade explosiva, cruel, que tanto queria.</p>
<p>Como transformar os movimentos, os sons, as cores, os gritos de desespero, os gemidos de prazer, enfim, o ambiente, em algo além do comum, do ordinário? Os hábitos, segundo <a href="http://www.transtorno.net/tag/hume/">Hume</a>, tem uma função importante na vida. Isso foi, inclusive, demonstrado. A única forma, então, de <a href="http://www.transtorno.net/tag/ruptura/">ruptura</a> com o habitual é a morte? O <a href="http://www.transtorno.net/tag/teatro/"><a href="http://www.transtorno.net/teatro/">teatro</a></a> da <a href="http://www.transtorno.net/tag/crueldade/">crueldade</a> pode provocá-la, em outro nível. Essa é a idéia.</p>
<p><a href="http://www.transtorno.net/tag/artaud/">Artaud</a> nunca colocou em prática, com a abrangência que queria, o que pensou. Incorporou à sua vida muitos dos passos necessários, deu à sua rotina um caminho diferente. Transformou o que podia do comum em <a href="http://www.transtorno.net/tag/crueldade/">crueldade</a>. Foi tratado como louco. É tão simples e reconfortante para o mundo tratar como loucas essas pessoas, não?</p>
<p>Voltando ao começo do texto: disse que caminho em diversas direções. O fato é que em qualquer uma delas espero encontrar apenas uma coisa. É um <a href="http://www.transtorno.net/tag/labirinto/">labirinto</a> este lugar onde me encontro e, em seu final, espero, há um <a href="http://www.transtorno.net/tag/abismo/">abismo</a>.</p>

<p>Links relacionados:<ol><li><a href='http://www.transtorno.net/2009/09/o-teatro/' rel='bookmark' title='Permanent Link: O teatro'>O teatro</a></li>
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<li><a href='http://www.transtorno.net/2007/10/hell/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Hell'>Hell</a></li>
</ol></p>]]></content:encoded>
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		<title>Hell</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Oct 2007 19:18:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hilton S.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro]]></category>
		<category><![CDATA[criação]]></category>

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		<description><![CDATA[No one has ever written, painted, sculpted, modeled, built, or invented except literally to get out of hell. - Antonin Artaud Links relacionados:O teatro duplo dos dias


Links relacionados:<ol><li><a href='http://www.transtorno.net/2008/11/o-teatro-duplo-dos-dias/' rel='bookmark' title='Permanent Link: O teatro duplo dos dias'>O teatro duplo dos dias</a></li>
</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>No one has ever written, painted, sculpted, modeled, built, or invented except literally to get out of hell.</p></blockquote>
<p>- Antonin <a href="http://www.transtorno.net/tag/artaud/">Artaud</a></p>

<p>Links relacionados:<ol><li><a href='http://www.transtorno.net/2008/11/o-teatro-duplo-dos-dias/' rel='bookmark' title='Permanent Link: O teatro duplo dos dias'>O teatro duplo dos dias</a></li>
</ol></p>]]></content:encoded>
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		<title>Shhhhhh&#8230;.</title>
		<link>http://www.transtorno.net/2007/10/shhhhhh/</link>
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		<pubDate>Fri, 12 Oct 2007 13:32:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hilton S.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro]]></category>
		<category><![CDATA[Beckett]]></category>
		<category><![CDATA[Godot]]></category>

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		<description><![CDATA[Sexta à noite. O estômago dói e, sem metáforas, não é o único. Vladimir: (hurt, coldly). May one inquire where His Highness spent the night? Estragon: In a ditch. Vladimir: (admiringly). A ditch! Where? Estragon: (without gesture). Over there. Vladimir: And they didn&#8217;t beat you? Estragon: Beat me? Certainly they beat me. Vladimir: The same [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sexta à noite. O estômago dói e, sem metáforas, não é o único.</p>
<blockquote><p>Vladimir:<br />
(hurt, coldly). May one inquire where His Highness spent the night?</p>
<p>Estragon:<br />
In a ditch.</p>
<p>Vladimir:<br />
(admiringly). A ditch! Where?</p>
<p>Estragon:<br />
(without gesture). Over there.</p>
<p>Vladimir:<br />
And they didn&#8217;t beat you?</p>
<p>Estragon:<br />
Beat me? Certainly they beat me.</p>
<p>Vladimir:<br />
The same lot as usual?</p>
<p>Estragon:<br />
The same? I don&#8217;t know.</p></blockquote>
<p>- <a href="http://www.transtorno.net/tag/beckett/">Beckett</a>, Waiting for <a href="http://www.transtorno.net/tag/godot/">Godot</a></p>]]></content:encoded>
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