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	<title>Transtorno&#187; Teatro &raquo; Vertigem, Ruptura e Pensamentos Transgressivos</title>
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	<description>Vertigem, Ruptura e Pensamentos Transgressivos</description>
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		<title>O teatro</title>
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		<pubDate>Sat, 05 Sep 2009 03:26:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hilton S.</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O texto abaixo foi escrito em 1991, quando eu tinha 18 anos. É um dos que faz sentido e gosto até hoje. Não posto aqui por orgulho ou sei lá o que, mas por não querer que se perca. É parte de algo&#8230; Segue: Por em movimento o “retorno de si mesmo ao anel dos [...]


Links relacionados:<ol><li><a href='http://www.transtorno.net/2008/11/o-teatro-duplo-dos-dias/' rel='bookmark' title='Permanent Link: O teatro duplo dos dias'>O teatro duplo dos dias</a></li>
</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O texto abaixo foi escrito em 1991, quando eu tinha 18 anos. É um dos que faz sentido e gosto até hoje. Não posto aqui por orgulho ou sei lá o que, mas por não querer que se perca. É parte de algo&#8230;</p>
<p>Segue:</p>
<p>Por em movimento o “retorno de si mesmo ao anel dos anéis”. Nada se perde no inextinguível archote <a href="http://www.transtorno.net/tag/desejo/">Desejo</a>. O sêmen que se vai retorna em prazer, e o corpo, este Único, se faz <a href="http://www.transtorno.net/tag/duplo/">Duplo</a>.</p>
<p>Este palpitar é necessário, força motriz imperativa da imaginação. A força-sensação trabalhando num ponto anterior à configuração. Um abalo no impacto dos sons e uma imagem anteposta ao compreender.</p>
<p>Aficcionar-se e desagregar-se pela inoculação do sentido/sensação/re-ação. E se dá o retorno. Toma-se a origem das pausas e a provocação da carne como análise ultra-imediata de estímulos e sua reação, respectivamente.</p>
<p>Explodir-se em si e para si, explodir-se em outro, para si. Tornar-se voz de autoridade. Terrorismo provocativo onde o que o outro sente e quer depende de minha <a href="http://www.transtorno.net/tag/vontade/">vontade</a>, mesmo suas variações, devido à multiplicidade de imagens e suas correlações, por ter-se permitido sentir.  Minha visão se impõe ao deleite/desespero do outro.</p>
<p>Não haverão mais pontos despercebidos ao imaginário. Tudo será visto/sentido e re-sentido e, ainda, re-tornado, imediatamente auto-associando-se ao seu fragmento somático/emocionante.</p>
<p>A ação da imagem. Sua palpitação. Sua adaptação à mobilidade e à acústica que lhe passarão a ser próprias. E tudo é próprio da imagem. Re-tornar à imagem e a si. Um descobrir e, com este, outro. Cabe ao olfato/paladar da imagem sua associação.</p>
<p>Dionisiacamente re-tornar aos alimentos de emoções, continuamente aprendendo onde por pausas, impedindo assim que se o outro desfaleça antes da superação. Mais uma vez retornar, como nos eternos retornos sadeanos, à nova imagem/palpitação/desejo, sendo tudo isto o ato do visionário e atitude suprema.</p>
<p>(Foto ilustrativa: <a href="http://www.transtorno.net/tag/la-fura/">La Fura</a> Dels Baus, em Imperium)</p>

<p>Links relacionados:<ol><li><a href='http://www.transtorno.net/2008/11/o-teatro-duplo-dos-dias/' rel='bookmark' title='Permanent Link: O teatro duplo dos dias'>O teatro duplo dos dias</a></li>
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		<title>Erotismo x pornografia</title>
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		<pubDate>Sat, 03 Jan 2009 02:25:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hilton S.</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Não é segredo para qualquer pessoa que me conheça que sou admirador dos trabalhos do grupo catalão (se ainda posso chamá-los assim, tão internacionais que se tornaram) La Fura Dels Baus. Já disse em um post anterior que atualmente eles estão mais calmos, em outra frequência que não a &#8220;barbárie&#8221; de 15 ou 20 anos [...]


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</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não é segredo para qualquer pessoa que me conheça que sou admirador dos trabalhos do grupo catalão (se ainda posso chamá-los assim, tão internacionais que se tornaram) <a href="http://www.transtorno.net/tag/la-fura/">La Fura</a> Dels Baus. Já disse em um post anterior que atualmente eles estão mais calmos, em outra frequência que não a &#8220;barbárie&#8221; de 15 ou 20 anos atrás.</p>
<p>Enfim, voltando ao título do post: erotismo x pornografia. Qual a diferença? Est<a href="http://www.transtorno.net/tag/etica/">ética</a>? <a href="http://www.transtorno.net/tag/moral/">Moral</a>? Física? Se é física, como encaixar a <a href="http://www.transtorno.net/tag/moral/">moral</a>? Na <a href="http://www.transtorno.net/tag/ruptura/">ruptura</a>/provocação, talvez? A <a href="http://www.transtorno.net/tag/moral/">moral</a> funcionaria como freio ou propulsor? Há inúmeras questões que devem ser levantadas e estas, por sua vez, levantam mais. Escrevi algumas linhas sobre isso quando tinha&#8230; 17 anos. Sei que ainda tenho por aqui, resta encontrar em meio à papelada. O que penso hoje é mais complexo, mas não joguei fora o que pensava então, implementei aqui, aprofundei ali, mudei acolá. Eram ingênuas lá atrás, mas curiosamente, talvez por isso, pegava um ponto do ser humano em espercial: a imaginação.</p>
<p>Qual a relação entre <a href="http://www.transtorno.net/tag/la-fura/">La Fura</a> e o tema proposto aqui? Quem conhece o trabalho do grupo sabe bem a ligação que eles tem com os instintos, com a provocação da parte sombria, da carne, do medo. Há mais do que isso: existe uma montagem do grupo chamada &#8220;XXX&#8221;, que infelizmente não chegou ao Brasil, assim como a maioria dos trabalhos que montaram. XXX é explícita e foi bem comentada na época. A maioria, no entanto, preferiu ficar com a hipótese mais óbvia: o &#8220;grupo queria chocar&#8221;. Tenho <a href="http://www.transtorno.net/tag/duvidas/">dúvidas</a> e por isso resolvi postar um trailer que encontrei no youtube com algumas cenas. Dá para ter uma idéia do que se passa e também é possível ver que mesmo vibrando em outra frequência, há ainda muito instinto ali. Instintos, porém, são puramente animais. O que há além disso naquelas imagens para torná-las também eróticas?</p>
<p>Segue o vídeo (espero que ninguém tire de lá, pois vale assistir):<br />
<span class="youtube">
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<param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/dmLqMcUaUgs&amp;color1=d6d6d6&amp;color2=f0f0f0&amp;border=0&amp;fs=1&amp;hl=en&amp;autoplay=0&amp;showinfo=0&amp;iv_load_policy=3&amp;showsearch=0?rel=0" />
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<param name="wmode" value="transparent" />
</object>
</span><p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=dmLqMcUaUgs">www.youtube.com/watch?v=dmLqMcUaUgs</a></p></p>
<p>Em &#8220;O erotismo&#8221; (L&#038;PM, 1987), Georges <a href="http://www.transtorno.net/tag/bataille/">Bataille</a> diz que </p>
<blockquote><p>&#8220;o erotismo é um dos aspectos da vida interior do homem. Nisso nos enganamos porque ele procura constantemente <em>fora</em> um objeto de <a href="http://www.transtorno.net/tag/desejo/">desejo</a>. Mas esse objeto corresponde à <em>interioridade</em> do <a href="http://www.transtorno.net/tag/desejo/">desejo</a>. A escolha de um objeto depende sempre dos gostos pessoais do indivíduo: mesmo se ela recai sobre a mulher que a maioria teria escolhido, o que entra em jogo é sempre um aspecto indizível, não uma qualidade objetiva dessa mulher (&#8230;). Em resumo, mesmo estando de acordo com a maioria, a escolha humana difere da do animal: ela apela para essa mobilidade interior, infinitamente complexa, que é típica do homem.&#8221; </p>
<p>(&#8230;)</p>
<p>&#8220;A atividade sexual dos homens não é necessariamente erótica. Ela o é sempre que não for rudimentar, que não for simplesmente animal&#8221;.</p></blockquote>
<p>Percebem a diferença?</p>

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		<title>Fuerza Bruta</title>
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		<pubDate>Sun, 09 Nov 2008 23:26:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hilton S.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Teatro]]></category>
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		<description><![CDATA[Assisti ao grupo Fuerza Bruta, no parque Villa Lobos, na tarde de hoje. Fui imaginando que veria um tipo de apresentação, vi outra, completamente diferente, e de uma forma ou de outra, sai bem impressionado, querendo que tivesse durado mais. O tempo, aliás, voou. Passou depressa demais, infelizmente, mas faz sentido que tenha sido assim. [...]


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<li><a href='http://www.transtorno.net/2008/11/movimentos-e-provocacao/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Movimentos e provocação'>Movimentos e provocação</a></li>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Assisti ao grupo <a href="http://www.transtorno.net/tag/fuerza-bruta/">Fuerza Bruta</a>, no parque Villa Lobos, na tarde de hoje. Fui imaginando que veria um tipo de apresentação, vi outra, completamente diferente, e de uma forma ou de outra, sai bem impressionado, querendo que tivesse durado mais. O tempo, aliás, voou. Passou depressa demais, infelizmente, mas faz sentido que tenha sido assim.</p>
<p>Falei do <a href="http://www.transtorno.net/tag/la-fura/">La Fura</a> antes e acreditei que veria algo similar. As semelhanças existem somente enquanto os dois são grupos que provocam o sensível e interagem com o público, o resto é completamente diferente, duas linguagens muito distintas.</p>
<p>O <a href="http://www.transtorno.net/tag/la-fura/">La Fura</a> provoca pelo terror, o público se sente ameaçado a cada momento, esperando uma motoserra, esperando que atirem carne crua, farinha, tinta&#8230; O medo está sempre presente. <a href="http://www.transtorno.net/tag/fuerza-bruta/">Fuerza Bruta</a> é outra coisa, é onírico, uterino e hipnótico, as pessoas interagem, se sentem parte do trabalho, se entregam sem perceber.</p>
<p>Não vou ficar descrevendo as cenas, quem quiser que vá ver (recomendo a experiência, aliás). Há bastante água e movimentos na água. Imaginei um grande útero ali. Aliás, imaginei a água como elemento também. Há também referências a sonhos, ao ar.</p>
<p>As pessoas não sentem medo, ao contrário. No final, atores dançando, o público ídem, embaixo da chuva que fazem no galpão. As crianças, muito mais do que os adultos, adoraram. Entraram na água sem vacilar, mas para isso é preciso se permitir. Lembrei de quando era criança, jogava sabão em pó no piso do quintal, molhava e ficava escorregando.  Adorei cada segundo da apresentação, valeu cada centavo, reitero que gostaria que tivesse durado mais e gostaria de ver mais vezes. Quem sabe em alguma delas eu deixasse o canto e entrasse na chuva também.</p>

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<li><a href='http://www.transtorno.net/2008/11/movimentos-e-provocacao/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Movimentos e provocação'>Movimentos e provocação</a></li>
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		<title>Movimentos e provocação</title>
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		<pubDate>Sun, 09 Nov 2008 15:22:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hilton S.</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Estava procurando algumas coisas de Butoh e vídeos do La Fura Dels Baus para ver movimentação e composição (sim, eu disse que estou relendo Artaud) e não encontrei vídeos das apresentações mais antigas, tipo Suz/O/Suz, Tier Mon e MTM, na minha opinião mais cruéis e violentas que as atuais, até onde tenho acompanhado. O La [...]


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<li><a href='http://www.transtorno.net/2008/11/fuerza-bruta/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Fuerza Bruta'>Fuerza Bruta</a></li>
</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estava procurando algumas coisas de Butoh e vídeos do <a href="http://www.transtorno.net/tag/la-fura/">La Fura</a> Dels Baus para ver movimentação e composição (sim, eu disse que estou relendo <a href="http://www.transtorno.net/tag/artaud/">Artaud</a>) e não encontrei vídeos das apresentações mais antigas, tipo Suz/O/Suz, Tier Mon e MTM, na minha opinião mais cruéis e violentas que as atuais, até onde tenho acompanhado.</p>
<p>O <a href="http://www.transtorno.net/tag/la-fura/">La Fura</a> se apresentou no Brasil algumas vezes: a primeira na Bienal de 1994 e a segunda foi logo depois, no começo de 1995. A terceira foi em 1997, se não me engano, mas perdi. Vi as apresentações de Suz/O/Suz e MTM, quando comprei, então, um CD com alguns vídeos e com as músicas da montagem, de onde tirei o que estou postando abaixo. Se o grupo não reclamar lá no youtube, fica o link ai.</p>
<p>Curioso é que um mundo de gente ficou babando quando Matrix foi lançado, por causa do &#8220;inovador&#8221; efeito das câmeras girando ao redor dos atores. Vários dos vídeos do grupo espanhol já usavam esse recurso, anos antes. Os irmãos Atchimwski não inventaram nada novo, não.</p>
<p style="text-align: center;"><object type="application/x-shockwave-flash" data="http://www.youtube.com/v/QREEGv-8zno&#038;fs=1" width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/QREEGv-8zno&#038;fs=1" /><param name="FlashVars" value="playerMode=embedded"/><param name="wmode" value="transparent"/></object></p>
<p>Comecei falando do que estava buscando, desandei a falar do <a href="http://www.transtorno.net/tag/la-fura/">La Fura</a> e quase me esqueço da segunda parte: encontrei, além de muita coisa boa, alguns vídeos de <a href="http://www.transtorno.net/tag/sylvie-guillem/">Sylvie Guillem</a> que são, dada a devida proporção e diferenças de conceitos, extremamente violentos visualmente. Os movimentos impressionam pela precisão. </p>
<p>Como, por algum motivo do inferno, o youtube não está permitindo que eu coloque o vídeo direto no post como fiz com o outro, <a href="http://www.youtube.com/watch?v=mxHLYI2LIro" target="_blank">você precisa clicar aqui pra ver</a>. Aproveite e dê uma olhada nos relacionados pra ver a genialidade dessa mulher.</p>

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</ol></p>]]></content:encoded>
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		<title>O teatro duplo dos dias</title>
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		<pubDate>Fri, 07 Nov 2008 12:46:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hilton S.</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Estou &#8220;buscando&#8221; idéias para usar em um trabalho, mas não sei se buscar é a palavra correta. Buscar, nesse caso, pode significar que estou indo em certas direções, o que não é exatamente o caso. Estou, sim, indo em diversas direções, mas não seguindo caminhos certeiros e sequer imagino o que esses seriam. Estou indo, [...]


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<li><a href='http://www.transtorno.net/2007/10/hell/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Hell'>Hell</a></li>
</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estou &#8220;buscando&#8221; idéias para usar em um trabalho, mas não sei se buscar é a palavra correta. Buscar, nesse caso, pode significar que estou indo em certas direções, o que não é exatamente o caso. Estou, sim, indo em diversas direções, mas não seguindo caminhos certeiros e sequer imagino o que esses seriam.</p>
<p>Estou indo, mas apenas observando. Sei o tipo de sensação que espero ver desperta ao encontrar, mas não o que faria isso acontecer. Nada é tão matemático ou mecânico assim, parece, e digo isso para chegar a um autor/criador específico: <a href="http://www.transtorno.net/tag/artaud/">Artaud</a>.</p>
<p>Há anos, quando lia muito sobre os surrealistas, tive o prazer de ler &#8220;O <a href="http://www.transtorno.net/tag/teatro/"><a href="http://www.transtorno.net/teatro/">teatro</a></a> e seu <a href="http://www.transtorno.net/tag/duplo/">duplo</a>&#8221;. A sensação de ler esse livro e as idéias que iam surgindo eram, para usar um termo comum ao texto, pestilentas. <a href="http://www.transtorno.net/tag/artaud/">Artaud</a> conseguiu, como poucos, dizer tanto sobre o que esperava sem, no entanto, dar a receita de bolo, a fórmula para obter. Acredito que nem <a href="http://www.transtorno.net/tag/artaud/">Artaud</a> sabia exatamente onde iria chegar: a aniquilação da palavra era o começo.</p>
<p><a href="http://www.transtorno.net/tag/artaud/">Artaud</a> não acreditava no verbo, nas palavras, não acreditava que pudessem transmitir a experiência toda, da maneira que queria. As palavras jamais seriam cruéis o suficiente para nos darem uma experiência tão extrema que nos transportasse para outro lugar, tão profundo, abissal e escuro, que não seria outro que nós mesmos. Acontece, porém, que uma vez nesse <a href="http://www.transtorno.net/tag/abismo/">abismo</a> interior, não seríamos indivíduos, não seríamos eu, você ou qualquer outro. Seriamos instinto, animais, ainda que humanos. Seria o ponto onde os extremos da razão e do corpo se encontram, a realidade explosiva, cruel, que tanto queria.</p>
<p>Como transformar os movimentos, os sons, as cores, os gritos de desespero, os gemidos de prazer, enfim, o ambiente, em algo além do comum, do ordinário? Os hábitos, segundo <a href="http://www.transtorno.net/tag/hume/">Hume</a>, tem uma função importante na vida. Isso foi, inclusive, demonstrado. A única forma, então, de <a href="http://www.transtorno.net/tag/ruptura/">ruptura</a> com o habitual é a morte? O <a href="http://www.transtorno.net/tag/teatro/"><a href="http://www.transtorno.net/teatro/">teatro</a></a> da <a href="http://www.transtorno.net/tag/crueldade/">crueldade</a> pode provocá-la, em outro nível. Essa é a idéia.</p>
<p><a href="http://www.transtorno.net/tag/artaud/">Artaud</a> nunca colocou em prática, com a abrangência que queria, o que pensou. Incorporou à sua vida muitos dos passos necessários, deu à sua rotina um caminho diferente. Transformou o que podia do comum em <a href="http://www.transtorno.net/tag/crueldade/">crueldade</a>. Foi tratado como louco. É tão simples e reconfortante para o mundo tratar como loucas essas pessoas, não?</p>
<p>Voltando ao começo do texto: disse que caminho em diversas direções. O fato é que em qualquer uma delas espero encontrar apenas uma coisa. É um <a href="http://www.transtorno.net/tag/labirinto/">labirinto</a> este lugar onde me encontro e, em seu final, espero, há um <a href="http://www.transtorno.net/tag/abismo/">abismo</a>.</p>

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</ol></p>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Hell</title>
		<link>http://www.transtorno.net/2007/10/hell/</link>
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		<pubDate>Mon, 22 Oct 2007 19:18:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hilton S.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro]]></category>
		<category><![CDATA[criação]]></category>

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		<description><![CDATA[No one has ever written, painted, sculpted, modeled, built, or invented except literally to get out of hell. - Antonin Artaud Links relacionados:O teatro duplo dos dias


Links relacionados:<ol><li><a href='http://www.transtorno.net/2008/11/o-teatro-duplo-dos-dias/' rel='bookmark' title='Permanent Link: O teatro duplo dos dias'>O teatro duplo dos dias</a></li>
</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>No one has ever written, painted, sculpted, modeled, built, or invented except literally to get out of hell.</p></blockquote>
<p>- Antonin <a href="http://www.transtorno.net/tag/artaud/">Artaud</a></p>

<p>Links relacionados:<ol><li><a href='http://www.transtorno.net/2008/11/o-teatro-duplo-dos-dias/' rel='bookmark' title='Permanent Link: O teatro duplo dos dias'>O teatro duplo dos dias</a></li>
</ol></p>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Shhhhhh&#8230;.</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Oct 2007 13:32:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hilton S.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro]]></category>
		<category><![CDATA[Beckett]]></category>
		<category><![CDATA[Godot]]></category>

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		<description><![CDATA[Sexta à noite. O estômago dói e, sem metáforas, não é o único. Vladimir: (hurt, coldly). May one inquire where His Highness spent the night? Estragon: In a ditch. Vladimir: (admiringly). A ditch! Where? Estragon: (without gesture). Over there. Vladimir: And they didn&#8217;t beat you? Estragon: Beat me? Certainly they beat me. Vladimir: The same [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sexta à noite. O estômago dói e, sem metáforas, não é o único.</p>
<blockquote><p>Vladimir:<br />
(hurt, coldly). May one inquire where His Highness spent the night?</p>
<p>Estragon:<br />
In a ditch.</p>
<p>Vladimir:<br />
(admiringly). A ditch! Where?</p>
<p>Estragon:<br />
(without gesture). Over there.</p>
<p>Vladimir:<br />
And they didn&#8217;t beat you?</p>
<p>Estragon:<br />
Beat me? Certainly they beat me.</p>
<p>Vladimir:<br />
The same lot as usual?</p>
<p>Estragon:<br />
The same? I don&#8217;t know.</p></blockquote>
<p>- <a href="http://www.transtorno.net/tag/beckett/">Beckett</a>, Waiting for <a href="http://www.transtorno.net/tag/godot/">Godot</a></p>]]></content:encoded>
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