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	<title>Transtorno&#187; Visuais &raquo; Vertigem, Ruptura e Pensamentos Transgressivos</title>
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	<description>Vertigem, Ruptura e Pensamentos Transgressivos</description>
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		<title>O teatro</title>
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		<pubDate>Sat, 05 Sep 2009 03:26:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hilton S.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Teatro]]></category>
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		<description><![CDATA[O texto abaixo foi escrito em 1991, quando eu tinha 18 anos. É um dos que faz sentido e gosto até hoje. Não posto aqui por orgulho ou sei lá o que, mas por não querer que se perca. É parte de algo&#8230; Segue: Por em movimento o “retorno de si mesmo ao anel dos [...]


Links relacionados:<ol><li><a href='http://www.transtorno.net/2008/11/o-teatro-duplo-dos-dias/' rel='bookmark' title='Permanent Link: O teatro duplo dos dias'>O teatro duplo dos dias</a></li>
</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O texto abaixo foi escrito em 1991, quando eu tinha 18 anos. É um dos que faz sentido e gosto até hoje. Não posto aqui por orgulho ou sei lá o que, mas por não querer que se perca. É parte de algo&#8230;</p>
<p>Segue:</p>
<p>Por em movimento o “retorno de si mesmo ao anel dos anéis”. Nada se perde no inextinguível archote <a href="http://www.transtorno.net/tag/desejo/">Desejo</a>. O sêmen que se vai retorna em prazer, e o corpo, este Único, se faz <a href="http://www.transtorno.net/tag/duplo/">Duplo</a>.</p>
<p>Este palpitar é necessário, força motriz imperativa da imaginação. A força-sensação trabalhando num ponto anterior à configuração. Um abalo no impacto dos sons e uma imagem anteposta ao compreender.</p>
<p>Aficcionar-se e desagregar-se pela inoculação do sentido/sensação/re-ação. E se dá o retorno. Toma-se a origem das pausas e a provocação da carne como análise ultra-imediata de estímulos e sua reação, respectivamente.</p>
<p>Explodir-se em si e para si, explodir-se em outro, para si. Tornar-se voz de autoridade. Terrorismo provocativo onde o que o outro sente e quer depende de minha <a href="http://www.transtorno.net/tag/vontade/">vontade</a>, mesmo suas variações, devido à multiplicidade de imagens e suas correlações, por ter-se permitido sentir.  Minha visão se impõe ao deleite/desespero do outro.</p>
<p>Não haverão mais pontos despercebidos ao imaginário. Tudo será visto/sentido e re-sentido e, ainda, re-tornado, imediatamente auto-associando-se ao seu fragmento somático/emocionante.</p>
<p>A ação da imagem. Sua palpitação. Sua adaptação à mobilidade e à acústica que lhe passarão a ser próprias. E tudo é próprio da imagem. Re-tornar à imagem e a si. Um descobrir e, com este, outro. Cabe ao olfato/paladar da imagem sua associação.</p>
<p>Dionisiacamente re-tornar aos alimentos de emoções, continuamente aprendendo onde por pausas, impedindo assim que se o outro desfaleça antes da superação. Mais uma vez retornar, como nos eternos retornos sadeanos, à nova imagem/palpitação/desejo, sendo tudo isto o ato do visionário e atitude suprema.</p>
<p>(Foto ilustrativa: <a href="http://www.transtorno.net/tag/la-fura/">La Fura</a> Dels Baus, em Imperium)</p>

<p>Links relacionados:<ol><li><a href='http://www.transtorno.net/2008/11/o-teatro-duplo-dos-dias/' rel='bookmark' title='Permanent Link: O teatro duplo dos dias'>O teatro duplo dos dias</a></li>
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		<title>Irina Ionesco</title>
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		<pubDate>Fri, 14 Aug 2009 05:07:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hilton S.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Visuais]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>

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		<description><![CDATA[Visitando um site de fotografia encontrei alguns trabalhos sombrios e fortemente eróticos. Os créditos diziam apenas &#8220;Irina Ionesco&#8221;. Coloquei o nome no google e encontrei algumas informações, bastante superficiais, diga-se de passagem, mas encontrei também muito mais de suas obras. Serei eu, então, mais um a escrever um texto um tanto quanto superficial, pois o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Visitando um site de <a href="http://www.transtorno.net/tag/fotografia/">fotografia</a> encontrei alguns trabalhos sombrios e fortemente eróticos. Os créditos diziam apenas &#8220;Irina Ionesco&#8221;. Coloquei o nome no google e encontrei algumas informações, bastante superficiais, diga-se de passagem, mas encontrei também muito mais de suas obras.</p>
<p>Serei eu, então, mais um a escrever um texto um tanto quanto superficial, pois o que sei resume-se ao pouco que li. Irina Ionesco, fotógrafa francesa de família romena, teve uma carreira um tanto quanto controversa, pelo conteúdo de suas fotos, é claro, mas também por retratar em várias delas sua filha, nua, quando criança. Irina acompanhou o crescimento da filha também em fotos, sempre eróticas &#8211; e eu, que não sou idiota, não vou reproduzir nenhuma aqui, pois não quero nenhum idiota me chamando de pedófilo -, causando polêmica por esse motivo.</p>
<p>Aliás, isso daria uma discussão interessante, posto que não fossem essas fotos a carreira dela teria sido bem diferente. Até onde é possível ir pela <a href="http://www.transtorno.net/tag/arte/">arte</a>? Até onde as regras atuais valem para o que era feito no passado? Teria sequer passado por sua cabeça as idéias que passaram pelos demais? Como colocar nossa <a href="http://www.transtorno.net/tag/moral/">moral</a> no tempo? É anacrônico? Enfim, caberia lembrar também, nesse exato <a href="http://www.transtorno.net/tag/contexto/">contexto</a>, de Lewis Carroll, mas fica pra outro post, um dia que eu estiver a fim de falar bobagens que nada mudarão o mundo.</p>
<p>Reproduzo abaixo algumas fotos das que encontrei. Logo mais terei um outro post, sobre fotografias, todas referentes a uma outra fotógrafa que conheci recentemente. Por enquanto, fiquem com essas e, caso queiram, procurem mais por ai. As fotos de Irina Ionesco aparecem aos montes, mas uma biografia decente, não, e será bem-vinda, caso alguém encontre e queira compartilhar comigo.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://www.transtorno.net/images/irina1.jpg" alt="" /><br />
<img src="http://www.transtorno.net/images/irina2.jpg" alt="" /><br />
<img src="http://www.transtorno.net/images/irina3.jpg" alt="" /></p>]]></content:encoded>
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		<title>Neubauten in &#8220;1/2 Mensch&#8221;</title>
		<link>http://www.transtorno.net/2009/03/neubauten-in-12-mensch/</link>
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		<pubDate>Mon, 23 Mar 2009 00:22:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hilton S.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Visuais]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>

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		<description><![CDATA[Lembro quando ouvi Einstuerzende Neubauten pela primeira vez. O álbum era &#8220;Haus der luegue&#8221;, que acredito ter sido o único álbum da banda já lançado em terra brasilis. Comprei o vinilzão lançado pela Stiletto e fui atrás de mais coisas. Achei, então, uma coletânea chamada &#8220;Strategies against architeture&#8221; e gastei uma pequena fortuna para levar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Lembro quando ouvi Einstuerzende Neubauten pela primeira vez. O álbum era &#8220;Haus der luegue&#8221;, que acredito ter sido o único álbum da banda já lançado em terra brasilis. Comprei o vinilzão lançado pela Stiletto e fui atrás de mais coisas. Achei, então, uma coletânea chamada &#8220;Strategies against architeture&#8221; e gastei uma pequena fortuna para levar pra casa. </p>
<p>Quando comecei a ouvir gostei ainda mais: as músicas eram mais experimentais, algumas muito barulhentas, e outras bastante melódicas, apesar dos &#8220;instrumentos&#8221; usados. Na época eu ainda não conhecia Throbbing Gristle e toda aquela barbárie industrial era novidade. Quando vi imagens da banda, associei com <a href="http://www.transtorno.net/tag/la-fura/">La Fura</a> Dels Baus e até hoje vejo uma ligação entre os dois trabalhos, bem pouco sutil, aliás.</p>
<p>O tempo passou, ambos foram ficando &#8220;domesticados&#8221; (sacanagem usar esse termo, pq sei bem o que se passa), mudaram as formas de atingir o público e de se expressar, mas o importante é que aquelas experiências, lá atrás, influenciaram muita gente, e mudando ou não, deixaram sua herança pra muita gente, tanto que até hoje é meio comum ver o logo da banda tatuado em pessoas por ai, inclusive em mim.</p>
<p>O problema é que mesmo com essa herança, salvo poucas e raras exceções, as bandas hoje são domesticadas, quase todas em coleiras, como cães, agindo como foram ensinadas e mesmo as que se consideram independentes sonham em ter um contrato. Faltam vísceras!</p>
<p>Procurei no iutublio um vídeo tirado do dvd Halber Mensch, com um pouco daquele desespero e experimentalismo do começo dos anos 80, que se refletia no visual, na <a href="http://www.transtorno.net/tag/musica/"><a href="http://www.transtorno.net/musica/">música</a></a>, enfim, no todo da expressão da banda. Quando assisto, me lembro pq não vou mais a shows, pq cansei da mesmisse das bandas atuais, que sobem no palco, tocam regularmente, não fazem nada de diferente, não se esforçam, não aproveitam dos recursos que a interação com o público poderia (pode!) oferecer. Não fossem os diretores de videoclipes, muitas bandas não existiriam hoje. Me pergunto: de quem é o mérito, então?</p>
<p>Pra quem quiser ver um pouquinho disso que estou falando, segue o tal vídeo:<br />
<span class="youtube">
<object width="425" height="355">
<param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/3GPuOrroqEs&amp;color1=d6d6d6&amp;color2=f0f0f0&amp;border=0&amp;fs=1&amp;hl=en&amp;autoplay=0&amp;showinfo=0&amp;iv_load_policy=3&amp;showsearch=0?rel=0" />
<param name="allowFullScreen" value="true" />
<embed wmode="transparent" src="http://www.youtube.com/v/3GPuOrroqEs&amp;color1=d6d6d6&amp;color2=f0f0f0&amp;border=0&amp;fs=1&amp;hl=en&amp;autoplay=0&amp;showinfo=0&amp;iv_load_policy=3&amp;showsearch=0?rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="355"></embed>
<param name="wmode" value="transparent" />
</object>
</span><p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=3GPuOrroqEs">www.youtube.com/watch?v=3GPuOrroqEs</a></p></p>]]></content:encoded>
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		<title>Alguns elementos de fetiche</title>
		<link>http://www.transtorno.net/2009/03/elementos-fetiche/</link>
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		<pubDate>Fri, 13 Mar 2009 02:49:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hilton S.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Visuais]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[desvelar]]></category>
		<category><![CDATA[fetiche]]></category>
		<category><![CDATA[momentos]]></category>
		<category><![CDATA[nostalgia]]></category>

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		<description><![CDATA[O desdobramento dos signos tem essa consequência: o erotismo, que é fusão, que desloca o interesse no sentido de uma separação do ser pessoal e de todo limite, é no entanto expresso por um objeto. - Bataille, in O Erotismo Cresci vendo minha mãe costurar, fazendo roupas tanto para nós de casa quanto para suas [...]


Links relacionados:<ol><li><a href='http://www.transtorno.net/2009/08/irina-ionesco/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Irina Ionesco'>Irina Ionesco</a></li>
</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>O desdobramento dos signos tem essa consequência: o erotismo, que é fusão, que desloca o interesse no sentido de uma separação do ser pessoal e de todo limite, é no entanto expresso por um objeto.<br />
<em>- <a href="http://www.transtorno.net/tag/bataille/">Bataille</a>, in O Erotismo</em></p></blockquote>
<p>Cresci vendo minha mãe costurar, fazendo roupas tanto para nós de casa quanto para suas clientes. Uma decorrência disso é que também cresci com revistas de moda por perto, muitas eram importadas, e, vale lembrar, eram os anos 70.</p>
<p>Essas revistas, quando velhas, depois de usadas para que as clientes escolhessem modelos ou para que minha mãe tivesse idéias, se transformavam em meus trabalhos de escola, as famosas colagens, além de serem uma forma de ver o mundo além dos portões e da rua onde morava. Era curioso, pois tinha mais contato com elas do que com <a href="http://www.transtorno.net/tag/quadrinhos/">quadrinhos</a>, por exemplo, imaginava conversas entre as pessoas e, como não sabia ler, imaginava o que os anúncios diziam. </p>
<p>Há alguns meses, andando pelo MoMA, encontrei uma sala com um painel enorme que disparou, imediatamente, um gatilho na minha memória e retomei muita coisa da infância. Tirei algumas fotos e depois fiquei pensando o motivo de ter sido atraído. A única explicação que consigo encontrar é que tenha sido <a href="http://www.transtorno.net/tag/fetiche/">fetiche</a>, esquema freudiano mesmo. As imagens nas paredes eram do mesmo tipo de revistas que eu via, exatamente os mesmos, mas algumas ganharam destaque por sobre a montagem das páginas, como se tivessem vida própria. Acredito, de fato, que tinham e ainda tenham. São fetiches, ou seja, gatilhos, que falam ao inconsciente, sem as barreiras da razão. Quase atavismos, talvez.</p>
<p>Ao lado do grande painel na parede havia uma caixa de vidro com alguns daqueles elementos em três dimensões, palpáveis, praticamente vivos. Sim, nunca gatilhos foram tão ativos. Reproduzo abaixo duas fotos que tirei, só para dar uma idéia do que fato. Os turistas ainda não tomaram o lugar dos viajantes.</p>
<p><center><img src="http://www.transtorno.net/images/moma-fetish-1.jpg" /></p>
<p><img src="http://www.transtorno.net/images/moma-fetish-2.jpg" /></center></p>
<p>O problema é que fui muito espertão e não fotografei a ficha da <a href="http://www.transtorno.net/tag/obra/">obra</a>. Pensei &#8220;pego depois, em detalhes, no site do museu&#8221;. Acontece que o site do museu é enorme, tem milhares de obras, algumas sem fotos, e até hoje não achei. Se alguém souber do que se trata e puder me dizer, agradeço imensamente.</p>

<p>Links relacionados:<ol><li><a href='http://www.transtorno.net/2009/08/irina-ionesco/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Irina Ionesco'>Irina Ionesco</a></li>
</ol></p>]]></content:encoded>
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		<title>Amelia, La La La Human Steps</title>
		<link>http://www.transtorno.net/2009/02/amelia-la-la-la-human-steps/</link>
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		<pubDate>Mon, 23 Feb 2009 22:52:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hilton S.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Visuais]]></category>
		<category><![CDATA[contrastes]]></category>
		<category><![CDATA[coreografia]]></category>
		<category><![CDATA[dança]]></category>

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		<description><![CDATA[Não ia postar esse vídeo pq o mesmo já foi removido do youtube por violação de direitos autorais, mas como voltou e está lá há alguns meses, espero que fique mais alguns. Se for removido, façam uma busca no youtube ou, melhor, comprem o DVD. Esse vídeo é um fragmento da coreografia Amelia, de Edouard [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não ia postar esse vídeo pq o mesmo já foi removido do youtube por violação de direitos autorais, mas como voltou e está lá há alguns meses, espero que fique mais alguns. Se for removido, façam uma <a href="http://www.transtorno.net/tag/busca/">busca</a> no youtube ou, melhor, comprem o DVD.</p>
<p>Esse vídeo é um fragmento da <a href="http://www.transtorno.net/tag/coreografia/">coreografia</a> Amelia, de Edouard Lock, do grupo canadense La La La Human Steps, que tem no curriculo, dentre outras coisas, a tour do Tin Machine (David Bowie, pra quem não lembra) no final dos anos 80 e apresentações em diversos festivais e paises, inclusive o Brasil.</p>
<p>Voltando a Amelia: trata-se uma <a href="http://www.transtorno.net/tag/coreografia/">coreografia</a> complexa, às vezes fren<a href="http://www.transtorno.net/tag/etica/">ética</a>, às vezes calma, com movimentos tanto de <a href="http://www.transtorno.net/tag/danca/">dança</a> clássica quanto de <a href="http://www.transtorno.net/tag/danca/">dança</a> moderna. O espaço é quase que uma caixa, bem diferente do que estamos acostumados. A iluminação, é claro, é parte ativa da cena, assim como os diversos posicionamentos e movimentos de câmera, formando desenhos ou criando <a href="http://www.transtorno.net/tag/contrastes/">contrastes</a> muito interessantes. A <a href="http://www.transtorno.net/tag/musica/"><a href="http://www.transtorno.net/musica/">música</a></a> é outro atrativo, sem dúvida alguma, e tem parte importante na relação do todo, inclusive contrastando a suavidade da voz com os movimentos rápidos.</p>
<p>O fato de ser uma <a href="http://www.transtorno.net/tag/coreografia/">coreografia</a> fechada em uma caixa e dos movimentos da bailarina lembrarem, por vezes, uma boneca se movimentando, como uma marionete, ao toque do parceiro, sempre me remete à possibilidade de uma caixa de brinquedos, uma metáfora interessante, que também traz em si alguns <a href="http://www.transtorno.net/tag/contrastes/">contrastes</a>.</p>
<p>Por fim, a precisão e a disciplina dos bailarinos é impressionante. Além de ficar imaginando como funciona o processo de composição das cenas, imagino todo o exercício e treino necessários para se chegar a esse resultado.</p>
<p>Já falei demais. Ao vídeo:</p>
<p><span class="youtube">
<object width="425" height="355">
<param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/t9BqgrhHhQE&amp;color1=d6d6d6&amp;color2=f0f0f0&amp;border=0&amp;fs=1&amp;hl=en&amp;autoplay=0&amp;showinfo=0&amp;iv_load_policy=3&amp;showsearch=0?rel=0" />
<param name="allowFullScreen" value="true" />
<embed wmode="transparent" src="http://www.youtube.com/v/t9BqgrhHhQE&amp;color1=d6d6d6&amp;color2=f0f0f0&amp;border=0&amp;fs=1&amp;hl=en&amp;autoplay=0&amp;showinfo=0&amp;iv_load_policy=3&amp;showsearch=0?rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="355"></embed>
<param name="wmode" value="transparent" />
</object>
</span><p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=t9BqgrhHhQE">www.youtube.com/watch?v=t9BqgrhHhQE</a></p></p>]]></content:encoded>
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		<title>Madame X</title>
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		<pubDate>Sun, 22 Feb 2009 07:10:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hilton S.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Visuais]]></category>
		<category><![CDATA[Madame X]]></category>
		<category><![CDATA[obra]]></category>
		<category><![CDATA[paisagens]]></category>
		<category><![CDATA[pintura]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando visitei o Metropolitan (NY) em 2008, passei horas andando, impressionado com a quantidade de coisas que via, algumas milenares e com mais histórias do que jamais poderei imaginar, encontrando pelo caminho desde objetos da Grécia antiga até pinturas modernas, passando por Caravaggio e Georges de La Tour, para citar apenas alguns exemplos. Após horas, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando visitei o Metropolitan (NY) em 2008, passei horas andando, impressionado com a quantidade de coisas que via, algumas milenares e com mais histórias do que jamais poderei imaginar, encontrando pelo caminho desde objetos da Grécia antiga até pinturas modernas, passando por Caravaggio e Georges de La Tour, para citar apenas alguns exemplos.</p>
<p>Após horas, já bem cansado e prestes a dar a visita por encerrada, entro em uma sala e vejo uma <a href="http://www.transtorno.net/tag/pintura/">pintura</a> enorme, magn<a href="http://www.transtorno.net/tag/etica/">ética</a>, que imediatamente chamou minha atenção. A legenda tinha apenas um resumo da história da pintura: John Singer Sargent, pintor americano, profundamente atraído pela beleza de Virginie Gautreau, americana, casada com um banqueiro francês, pediu para que posasse em 1882. Quando a <a href="http://www.transtorno.net/tag/pintura/">pintura</a> foi exibida no salão de 1884, causou escândalo devido à excessiva sensualidade da retratada que, além de um enorme decote, tinha a alça do vestido caindo de um dos ombros. A família de Madame Gautreau pediu que a <a href="http://www.transtorno.net/tag/obra/">obra</a> fosse removida do salão e não foi atendida, porém Sargent alterou a <a href="http://www.transtorno.net/tag/pintura/">pintura</a> original, colocando a alça do vestido no lugar. </p>
<p>Como não conhecia o trabalho, fotografei a <a href="http://www.transtorno.net/tag/pintura/">pintura</a> &#8211; nenhuma das fotos jamais reproduzirá a beleza do original -, a legenda e fui pesquisar sobre ele depois. Soube que o Nome da retratada havia sido omitido por convenção da época, mas Sargent nunca escondeu de quem se tratava e, parece, nem precisaria. Aparentemente a reputação de Madame Gautreau foi destruída após a exibição da <a href="http://www.transtorno.net/tag/pintura/">pintura</a> no salão. Sei que a época era outra, mas não consigo sequer imaginar como uma <a href="http://www.transtorno.net/tag/obra/">obra</a> tão bela possa destruir com a reputação de alguém, quando na realidade imaginaria exatamente o contrário.</p>
<p>Reproduzo abaixo duas imagens da <a href="http://www.transtorno.net/tag/pintura/">pintura</a>. A primeira é a que está hoje no Metropolitan, a segunda é uma foto da exibida no salão há mais de 100 anos:</p>
<p><center><br />
<img src="http://www.transtorno.net/images/madame-x.jpg" alt="Madame X, de John Singer Sargent" /></p>
<p><img src="http://www.transtorno.net/images/madame-x-original.jpg" alt="Madame X, de John Singer Sargent" /><br />
</center></p>
<p>Se alguém tiver interesse em saber mais sobre esse trabalho, encontrei <a href="http://jssgallery.org/paintings/Madame_X.htm" target="_blank">esse site</a>, que foi uma fonte muito interessante e possui mais informações e história do que coloquei nesse post.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Erotismo x pornografia</title>
		<link>http://www.transtorno.net/2009/01/erotismo-pornografia/</link>
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		<pubDate>Sat, 03 Jan 2009 02:25:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hilton S.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>
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		<category><![CDATA[escolhas]]></category>
		<category><![CDATA[La Fura]]></category>
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		<description><![CDATA[Não é segredo para qualquer pessoa que me conheça que sou admirador dos trabalhos do grupo catalão (se ainda posso chamá-los assim, tão internacionais que se tornaram) La Fura Dels Baus. Já disse em um post anterior que atualmente eles estão mais calmos, em outra frequência que não a &#8220;barbárie&#8221; de 15 ou 20 anos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não é segredo para qualquer pessoa que me conheça que sou admirador dos trabalhos do grupo catalão (se ainda posso chamá-los assim, tão internacionais que se tornaram) <a href="http://www.transtorno.net/tag/la-fura/">La Fura</a> Dels Baus. Já disse em um post anterior que atualmente eles estão mais calmos, em outra frequência que não a &#8220;barbárie&#8221; de 15 ou 20 anos atrás.</p>
<p>Enfim, voltando ao título do post: erotismo x pornografia. Qual a diferença? Est<a href="http://www.transtorno.net/tag/etica/">ética</a>? <a href="http://www.transtorno.net/tag/moral/">Moral</a>? Física? Se é física, como encaixar a <a href="http://www.transtorno.net/tag/moral/">moral</a>? Na <a href="http://www.transtorno.net/tag/ruptura/">ruptura</a>/provocação, talvez? A <a href="http://www.transtorno.net/tag/moral/">moral</a> funcionaria como freio ou propulsor? Há inúmeras questões que devem ser levantadas e estas, por sua vez, levantam mais. Escrevi algumas linhas sobre isso quando tinha&#8230; 17 anos. Sei que ainda tenho por aqui, resta encontrar em meio à papelada. O que penso hoje é mais complexo, mas não joguei fora o que pensava então, implementei aqui, aprofundei ali, mudei acolá. Eram ingênuas lá atrás, mas curiosamente, talvez por isso, pegava um ponto do ser humano em espercial: a imaginação.</p>
<p>Qual a relação entre <a href="http://www.transtorno.net/tag/la-fura/">La Fura</a> e o tema proposto aqui? Quem conhece o trabalho do grupo sabe bem a ligação que eles tem com os instintos, com a provocação da parte sombria, da carne, do medo. Há mais do que isso: existe uma montagem do grupo chamada &#8220;XXX&#8221;, que infelizmente não chegou ao Brasil, assim como a maioria dos trabalhos que montaram. XXX é explícita e foi bem comentada na época. A maioria, no entanto, preferiu ficar com a hipótese mais óbvia: o &#8220;grupo queria chocar&#8221;. Tenho <a href="http://www.transtorno.net/tag/duvidas/">dúvidas</a> e por isso resolvi postar um trailer que encontrei no youtube com algumas cenas. Dá para ter uma idéia do que se passa e também é possível ver que mesmo vibrando em outra frequência, há ainda muito instinto ali. Instintos, porém, são puramente animais. O que há além disso naquelas imagens para torná-las também eróticas?</p>
<p>Segue o vídeo (espero que ninguém tire de lá, pois vale assistir):<br />
<span class="youtube">
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<param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/dmLqMcUaUgs&amp;color1=d6d6d6&amp;color2=f0f0f0&amp;border=0&amp;fs=1&amp;hl=en&amp;autoplay=0&amp;showinfo=0&amp;iv_load_policy=3&amp;showsearch=0?rel=0" />
<param name="allowFullScreen" value="true" />
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<param name="wmode" value="transparent" />
</object>
</span><p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=dmLqMcUaUgs">www.youtube.com/watch?v=dmLqMcUaUgs</a></p></p>
<p>Em &#8220;O erotismo&#8221; (L&#038;PM, 1987), Georges <a href="http://www.transtorno.net/tag/bataille/">Bataille</a> diz que </p>
<blockquote><p>&#8220;o erotismo é um dos aspectos da vida interior do homem. Nisso nos enganamos porque ele procura constantemente <em>fora</em> um objeto de <a href="http://www.transtorno.net/tag/desejo/">desejo</a>. Mas esse objeto corresponde à <em>interioridade</em> do <a href="http://www.transtorno.net/tag/desejo/">desejo</a>. A escolha de um objeto depende sempre dos gostos pessoais do indivíduo: mesmo se ela recai sobre a mulher que a maioria teria escolhido, o que entra em jogo é sempre um aspecto indizível, não uma qualidade objetiva dessa mulher (&#8230;). Em resumo, mesmo estando de acordo com a maioria, a escolha humana difere da do animal: ela apela para essa mobilidade interior, infinitamente complexa, que é típica do homem.&#8221; </p>
<p>(&#8230;)</p>
<p>&#8220;A atividade sexual dos homens não é necessariamente erótica. Ela o é sempre que não for rudimentar, que não for simplesmente animal&#8221;.</p></blockquote>
<p>Percebem a diferença?</p>]]></content:encoded>
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		<title>My Nurse, de Meret Oppenheim</title>
		<link>http://www.transtorno.net/2008/12/nurse-meret-oppenheim/</link>
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		<pubDate>Tue, 30 Dec 2008 12:08:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hilton S.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Visuais]]></category>
		<category><![CDATA[criação]]></category>
		<category><![CDATA[inspiração]]></category>
		<category><![CDATA[Man Ray]]></category>
		<category><![CDATA[obra]]></category>
		<category><![CDATA[pintura]]></category>
		<category><![CDATA[Sade]]></category>
		<category><![CDATA[surrealismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Coisas do acaso. Sempre o acaso, mágico. Estava procurando imagens da &#8220;Execução do testamento de Sade&#8221;, como a de Jean Benoit ao fim desse post, e encontrei um site com bastante material sobre os surrealistas, muitas imagens, das quais uma em especial me prendeu. Eu jamais havia visto e o trabalho é tão bom que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Coisas do acaso. Sempre o acaso, mágico. Estava procurando imagens da &#8220;Execução do testamento de <a href="http://www.transtorno.net/tag/sade/">Sade</a>&#8221;, como a de Jean Benoit ao fim desse post, e encontrei um site com bastante material sobre os surrealistas, muitas imagens, das quais uma em especial me prendeu. Eu jamais havia visto e o trabalho é tão bom que vi duas coisas antes de perceber do que se tratava de fato. E ainda verei mais, se procurar, eu sei. É um trabalho simples e belíssimo.</p>
<p>Meret Oppenheim foi uma artista ligada ao grupo surrealista de Paris por muitos anos, também muitas vezes retratada por <a href="http://www.transtorno.net/tag/man-ray/">Man Ray</a> e é a modelo da famosa <a href="http://www.transtorno.net/tag/fotografia/">fotografia</a> com a interferência que transforma seu corpo em um instumento musical. Achei esse site muito bom e mais informativo do que seria meu post, por isso recomendo uma visita <a href="http://www.all-art.org/art_20th_century/oppenheim1.html" target="_blank">aqui</a> para ver mais sobre ela e, se existir interesse, sobre mais surrealistas e seus respectivos trabalhos.  O objetivo desse post é apenas dispor esse trabalho, belíssimo, como disse acima, já que me impressionou. Há tanto ainda para ser visto&#8230;</p>
<p style="text-align: center;">My Nurse, por Meret Oppenheim <img class="aligncenter" title="My Nurse, por Meret Oppenheim" src="http://www.transtorno.net/images/my-nurse-meret-oppenheim.jpg" alt="My Nurse, por Meret Oppenheim" /></p>
<p style="text-align: center;">Execução do testamento de <a href="http://www.transtorno.net/tag/sade/">Sade</a>, por Jean Benoit: <img class="aligncenter" title="Execução do testamento de Sade" src="http://www.transtorno.net/images/sade-jean-benoit.jpg" alt="Execução do testamento de Sade" /></p>]]></content:encoded>
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		<title>Fuerza Bruta</title>
		<link>http://www.transtorno.net/2008/11/fuerza-bruta/</link>
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		<pubDate>Sun, 09 Nov 2008 23:26:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hilton S.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Teatro]]></category>
		<category><![CDATA[Visuais]]></category>
		<category><![CDATA[efêmero]]></category>
		<category><![CDATA[Fuerza Bruta]]></category>
		<category><![CDATA[La Fura]]></category>
		<category><![CDATA[momentos]]></category>
		<category><![CDATA[sensações]]></category>

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		<description><![CDATA[Assisti ao grupo Fuerza Bruta, no parque Villa Lobos, na tarde de hoje. Fui imaginando que veria um tipo de apresentação, vi outra, completamente diferente, e de uma forma ou de outra, sai bem impressionado, querendo que tivesse durado mais. O tempo, aliás, voou. Passou depressa demais, infelizmente, mas faz sentido que tenha sido assim. [...]


Links relacionados:<ol><li><a href='http://www.transtorno.net/2009/01/erotismo-pornografia/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Erotismo x pornografia'>Erotismo x pornografia</a></li>
<li><a href='http://www.transtorno.net/2008/11/movimentos-e-provocacao/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Movimentos e provocação'>Movimentos e provocação</a></li>
</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Assisti ao grupo <a href="http://www.transtorno.net/tag/fuerza-bruta/">Fuerza Bruta</a>, no parque Villa Lobos, na tarde de hoje. Fui imaginando que veria um tipo de apresentação, vi outra, completamente diferente, e de uma forma ou de outra, sai bem impressionado, querendo que tivesse durado mais. O tempo, aliás, voou. Passou depressa demais, infelizmente, mas faz sentido que tenha sido assim.</p>
<p>Falei do <a href="http://www.transtorno.net/tag/la-fura/">La Fura</a> antes e acreditei que veria algo similar. As semelhanças existem somente enquanto os dois são grupos que provocam o sensível e interagem com o público, o resto é completamente diferente, duas linguagens muito distintas.</p>
<p>O <a href="http://www.transtorno.net/tag/la-fura/">La Fura</a> provoca pelo terror, o público se sente ameaçado a cada momento, esperando uma motoserra, esperando que atirem carne crua, farinha, tinta&#8230; O medo está sempre presente. <a href="http://www.transtorno.net/tag/fuerza-bruta/">Fuerza Bruta</a> é outra coisa, é onírico, uterino e hipnótico, as pessoas interagem, se sentem parte do trabalho, se entregam sem perceber.</p>
<p>Não vou ficar descrevendo as cenas, quem quiser que vá ver (recomendo a experiência, aliás). Há bastante água e movimentos na água. Imaginei um grande útero ali. Aliás, imaginei a água como elemento também. Há também referências a sonhos, ao ar.</p>
<p>As pessoas não sentem medo, ao contrário. No final, atores dançando, o público ídem, embaixo da chuva que fazem no galpão. As crianças, muito mais do que os adultos, adoraram. Entraram na água sem vacilar, mas para isso é preciso se permitir. Lembrei de quando era criança, jogava sabão em pó no piso do quintal, molhava e ficava escorregando.  Adorei cada segundo da apresentação, valeu cada centavo, reitero que gostaria que tivesse durado mais e gostaria de ver mais vezes. Quem sabe em alguma delas eu deixasse o canto e entrasse na chuva também.</p>

<p>Links relacionados:<ol><li><a href='http://www.transtorno.net/2009/01/erotismo-pornografia/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Erotismo x pornografia'>Erotismo x pornografia</a></li>
<li><a href='http://www.transtorno.net/2008/11/movimentos-e-provocacao/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Movimentos e provocação'>Movimentos e provocação</a></li>
</ol></p>]]></content:encoded>
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